Mostrando postagens com marcador TESTEMUNHOS SOBRE O PURGATÓRIO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TESTEMUNHOS SOBRE O PURGATÓRIO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de julho de 2015

SANTA GERTRUDES E SUAS VISÕES E ORAÇÕES PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO






VISÃO DA ALMA DE UM IRMÃO LEIGO

Tendo morrido um irmão leigo, de nome João, que estava a serviço do convento,ao qual mostrara sempre grande dedicação, Gertrudes  viu todos os trabalhos e obras do irmão figurados  por uma escada. Por ela, suabia a alma do irmão João, mas, apenas tinha passado alguns degraus, começou a tremer, como se a escada ameaçasse cair.
A escada trêmula significava a imperfeição com que o irmão João praticara certos atos.  Gertrudes orou; e as suas orações, qual mão de amigo que se estendia afetuosa ajudaram aquela alma na sua penosa ascensão.


"Que morreu por nós, para que, quer vigiemos (VIVOS), quer durmamos (MORTOS), vivamos juntamente com ele. "
1 Tessalonicenses 5,10





VISÃO DA ALMA DE UM CAVALEIRO

Certa ocasião, Santa Gertrudes orava por todas as almas do Prugatório, quado apareceu a alma de um cavaleiro morto há catorze anos. Suspensa na boca de um abismo profundo, apoiada  do lado esquerdo apenas por uma tênue tábua, aquela alma tinha a forma de uma besta monstruosa cujo corpo estava eriçado de tantos chifres quanto são os pêlos dos animais. O inferno vomitava contra ela, sob a forma de turbilhões de fumo, toda a espécie de sofrimentos e penas que lhe causavam indizíveis tormentos. Os chifres significavam o orgulho e ambição que dominara toda a vida daquele cavaleiro. A tábua que o impedia de cair no abismo significava alguns movimentos de boa vontade, de que, em raros intervalos, dera prova. Até aquele momento as orações da Igreja não tinham aproveitado aquela alma. Gertrudes orou com todo o fervor de sua alma; e daí a pouco teve a alegria de ver aquela besta horrenda ser transformada numa criancinha toda coberta de manchas e ser trasladada para uma casa onde várias almas já estavam reunidas. Desde aquele momento a alma do cavaleiro podia já sentir os efeitos das orações da Igreja.




"Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor."
 Romanos 14,8






VISÃO DA IMPORTÂNCIA DE ORAR PELAS ALMAS

O modo de expiação das faltas de desobediência foi mostrado a Gertrudes pela seguinte visão. A alma sobre quem pesavam tais faltas pareceu-lhe revestida de diversos ornatos sobos quais se ocultavam pedras de tamanho peso que eram necessárias várias pessoas ajudarem-na a subir até o Senhor. Estas pessoas que a conduziam eram as almas do Purgatório por quem a defunta tinha orado em vida, os adornos, as orações pelas almas dos Purgatório, as pedras pesadas as desobediências cometidas.



"Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito." 
(1 Pedro 4,6)






VISÃO DA ALMA DE UMA DEFUNTA

Outra defunta apareceu a Gertrudes com as orelhas cobertas de uma espécie de lepra que ela devia raspar com as unhas até desaparecer inteiramente. Expiava deste modo as faltas cometidas por escutar palavras de murmuração e maledicência. Além disso, a boca estava coberta interiormente de uma pele grossa que a impedia de saborear as doçurs divinas, em castigo das palavras com que maldiçera seu próximo. Soube Gertrudes por revelação especial que as faltas daquela defunta foram cometidas por uma certa simplicidade de que muitas vezes se arrependera. Nosso Senhor deu a conhecer à Santa que as pessoas que cometem, por hábito, tais faltas de murmuração serão muito mais severamente punidas. Aquela pele espessa que cobre a língua estará eriçada de pontas agudas que, subindo e descendo, ferem o céu da boca fazendo sair dele uma matéria muito desagradável ao paladar.







"O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém mais se há de exigir." ( Lucas 12, 45-48).


 "13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 
14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.
15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo. ( O Purgatório)"

(1 Cor 3, 13-15)




O ATO HERÓICO

Era tal a devoção desta Santa pelas almas que chegou a fazer o que se chama de ato heróico, isto é, ofereceu de uma vez para sempre, todos os seus merecimentos de orações e boas obras em sufrágio e alívio das das almas. Tendo a Santa renovado o ato heróico em favor de uma determinada alma, disse ao Senhor: " Espero que a vossa terna misericórdia se dignará olhar favoralmente para minha indigência e nudez".
Jesus respondeu-lhe com a seguinte comparação que bem mostra quão agradável é a Deus e quão bem recompensada é a oferta generosa de todos os merecimentos próprios em favor das almas do Purgatório: 
"A mãe contenta-se em sentar a seus pés as filhas que, estand já em idade de se vestirem, sabem preserva-se do frio; mas sustenta no braço e aquece com seus próprios vestidos a filhinha recém-nascida."
E ajuntou: "Terás porventura alguma coisa a invejar aos que estão sentados junto das fontes dos rios, tu que estás sentada à beira do oceano?"
Sentar-se junto da imensidade do oceano, ser aquecido pelos vestidos da mãe significa que Deus reserva uma grande recompensa para as almas que, num rasgo de heroicidade, se despojam dos vestidos de seus merecimentos para com eles cobrirem a nudez das almas prisioneiras do Purgatório.







"Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão.
 Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo" 
(Mateus 5,22.25-26)



"Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.
19. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes,"
(I Pedro 3, 18-9)










"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
Romanos 8,38-39










domingo, 18 de novembro de 2012

SANTA PERPÉTUA OROU PELO IRMÃO FALECIDO E O LIBERTOU DO PURGATÓRIO NO ANO 203


 

 



 





Muito antes das definições  do papa Gregório I, em 593 e do Concílio de Florença de 1439 e do de Trento em 1563 a doutrina do Purgatório era amplamente conhecida pelos primeiros cristãos, como bem demonstram as seguintes evidências patrísticas
 Por ser uma doutrina tão conhecida pelos primeiros cristãos, temos aí uma certeza absoluta dela ter sido ensinada pelos Apóstolos aos Bispos e seus sucessores.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma evidência histórica está  no relato da Paixão de Perpétua e Felicidade, escrito no século III.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santa Perpétua foi uma mártir cristã martirizada em 203 juntamente com outros cinco cristãos (Felicidade, Revocato, Saturnino, Segundo e Saturo). 
 
Esquanto estava na prisão, teve uma dupla visão em que viu seu irmão, falecido 7 anos antes, sair de um lugar tenebroso onde estava sofrendo.  
 
Santa Perpétua passou então a rezar pelo descanso eterno de sua alma e, logo após ser ouvida pelo Senhor, teve uma segunda visão em que viu seu irmão seguro e em paz porque sua pena havia sido satisfeita: 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

"Imediatamente, nessa mesma noite, isto me foi mostrado em uma visão: eu vi Dinocrate saindo de um lugar sombrio, onde se encontravam também outras pessoas; e ele estava magro e com muita sede, com uma aparência suja e pálida, com o ferimento de seu rosto quando havia morrido.
 
 
 
 Dinocrate foi meu irmão de carne, tendo falecido há 7 anos de uma terrível enfermidade...
 
 Porém, eu confiei que a minha oração haveria de ajudá-lo em seu sofrimento e orei por ele todo dia, até irmos para o campo de prisioneiros...
 
 Fiz minha oração por meu irmão dia e noite, gemendo e lamentando para que [tal graça] me fosse concedida. 
 
Então, certo dia, estando ainda prisioneira, isto me foi mostrado: vi que o lugar sombrio que eu tinha observado antes estava agora iluminado e Dinocrate, com um corpo limpo e bem vestido, procurava algo para se refrescar; e onde havia a ferida, vi agora uma cicatriz; e essa piscina que havia visto antes, vi que seus níveis haviam descido até o umbigo do rapaz. 
 
E alguém incessantemente extraía água da tina e próximo da orla havia uma taça cheia de água; e Dinocrate se aproximou e começou a beber dela e a taça não reduziu [o seu nível]; e quando ele ficou saciado, saiu pulando da água, feliz, como fazem as crianças; e então acordei. 
 
Assim, entendi que ele havia sido levado do lugar do castigo" 
 
(Paixão de Perpétua e Felicidade 2,3-4).
 
 
 
 
 
 

 

 
Perpétua morreu martirizada com outros cristãos e se destacou por ter sido mãe durante o cativeiro, ser uma nobre romana, resistir aos apelos da família e a tudo renunciar para não negar sua fé em Cristo e por guiar a espada de seu algoz depois de receber um golpe mal dado, mostrando imensa coragem e nenhum temor da morte.