Mostrando postagens com marcador ESCOLA PÚBLICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESCOLA PÚBLICA. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de outubro de 2024

OS INTERVALOS BÍBLICOS SÃO UM MOVIMENTO ORGANIZADO: UMA AMEAÇA À ESCOLA PÚBLICA BRASILEIRA

 Muitas notícias dizem que é um movimento livre de estudantes. 

Mas como é livre se tem o mesmo nome, organização e origem?


Este movimento é antigo: emergiu no século 19 como resultado de articulações de estudantes de igrejas evangélicas da Europa e da América do Norte. 

Nos Estados Unidos já existiam as Associações Cristãs de Moços (ACMs ou YMCA, no inglês) e as Associações Cristãs de Moças e foi a partir delas que foi desenvolvida a visão e as estratégias para formar uma federação internacional de movimentos estudantis ( que se dizem ecumênicos) autônomos e autodirigidos

Esses movimentos articulavam orações, cultos e estudos bíblicos realizados em intervalos nas escolas e universidades.


Em 1895 foi fundada na Suécia, a Federação Mundial do Movimento Estudantil Cristão (FUMEC), em evento que reuniu líderes estudantis de dez países da América do Norte e da Europa. 

Entre os fundadores estavam o metodista John R. Mott (EUA) e o luterano Karl Fries (Suécia). 

Durante e após as guerras mundiais, a FUMEC desempenhou importante apoio aos refugiados na Europa e atuou nos processos de reconciliação entre os cristãos divididos pelo nacionalismo e pelas guerras. 

A organização também contribuiu para a fundação do Conselho Mundial de Igrejas, em 1948, com o qual está conectada até o presente.

No século 21, a FUMEC atua em todos os continentes, em dimensão ecumênica, com mais de dois milhões de associados de todas as principais denominações evangélicas, católicos e ortodoxos, em 90 países. 

A organização declara, em seus objetivos, que procura capacitar e conectar jovens líderes ​​em todo o mundo para que possam “compreender sua fé cristã em conexão com a realidade e estabelecer um forte compromisso com a justiça social, com a mesma profundidade e paixão que trazem para seus estudos”.


O movimento estudantil cristão se estabeleceu no Brasil por meio da “União de Estudantes para o Trabalho de Cristo” (UTEC), criada em 1926. A UTEC se restringia a congregar estudantes secundaristas de escolas evangélicas para recrutar e treinar missionários

Com a visita de representantes da FUMEC, nos anos 1930, a UTEC ampliou sua visão e atuação e se transformou na União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB). 

Em 1940, também pelas articulações com a FUMEC, foi criado o Movimento de Cristãos Acadêmicos do Brasil (MCAB), voltado a estudantes universitários. 

Em 1945, os dois movimentos se fundiram, mantendo o nome da UCEB.

A UCEB teve papel importante na releitura da Bíblia e no desenvolvimento da teologia da libertação entre evangélicos. 

A perseguição imposta pela ditadura militar, a partir de 1964, levou à extinção da UCEB, mas muitos dos seus integrantes atuaram no desenvolvimento do movimento ecumênico no Brasil. 


Entre as articulações estudantis cristãs no Brasil também está a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), fundada em 1957, com o objetivo de compartilhar o Evangelho nas universidades e nas escolas secundárias por meio de grupos organizados pelos próprios estudantes.


Esses encontros, que têm sido parte da história do movimento estudantil cristão EVANGÉLICO, seguem a tradição de outras iniciativas como a Aliança Bíblica de Secundaristas (ABS), também promovida pela ABUB, que fomenta esses grupos em escolas de ensino médio.

 Historicamente, os círculos bíblicos sempre ocorreram durante os horários de intervalo,  e com o objetivo de compartilhar a fé e estimular a convivência entre os jovens cristãos​ .


Eles argumentam que é "de forma espontânea" . 

Mas sabemos que não é de forma espontânea .


Como jovens iam descobrir que esse movimento existia sem membros da Igreja mandarem eles fazer?

O que está em jogo é a Teologia do Domínio:

Evangélicos querem estar presente em todos os setores da sociedade para a dominar.

Qual o perigo?

Ameaça às outras culturas e religiões. 

Várias denúncias mostram que esses intervalos estimulam de forma direta ou indireta o fanatismo, o bullying e a intolerância religiosa com alunos de religião afro, umbandistas, espíritas,  católicos.

Jovens que não estudam outras religiões acabam se tornando fanáticos religiosos.

E os jovens fanáticos são úteis para os políticos que querem voto!

os jovens  que estudam todas as religiões evitam o fundamentalismo e o fanatismo, se tornam cidadãos críticos conscientes.

E um cidadão crítico consciente é um perigo para o Congresso brasileiro, militares, juízes, empresários, e o poder estrangeiro americano ( maioria evangélica)... 

A Elite que deseja manter o sistema como está:

 pobre alienado e conformado aceitando qualquer salário mínimo.





Fonte:

https://coletivobereia.com.br/desinformacao-sobre-intervalos-biblicos-nas-escolas-de-pernambuco-acusacoes-de-proibicao-sao-infundadas/