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sábado, 10 de novembro de 2018

MEDITAÇÃO MELHORA A SAÚDE- MEDITAÇÃO CATÓLICA - COMO FAZER

A meditação melhora o raciocínio e a memória; aumenta a concentração e o foco; elimina a insegurança, a angustia e a depressão; ativa a capacidade produtiva, lucidez e serenidade.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, na meditação podemos usar as Sagradas Escrituras, especialmente o Evangelho, as imagens sacras, as leituras bíblicas lidas na Missa, os escritos dos Santos e Santas, como também a natureza. Também podemos meditar nos fatos do cotidiano.

Na fé Católica, o domingo, além de ser o dia de ir à missa, fazer um lazer e conviver com a família, também é o  melhor dia para se dedicar à reflexão, ao silêncio e meditação, que favorecem o crescimento da vida interior cristã.


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PARA MEDITAR

Não existe uma posição específica para a meditação cristã católica. O fiel pode ficar sentado, ajoelhado, deitado ou em pé, conforme se sinta mais a vontade. Pode colocar alguma música de um canto gregoriano ou uma melodia relaxante, acender velas em seu altar com uma Cruz ou alguma imagem de Nossa Senhora, ou de seu Santo ou Santa favorito ou apenas meditar olhando a Bíblia aberta, com seu terço.

Pode aspergir o ambiente com água benta para iniciar sua meditação, como também queimar incenso e meditar enquanto a fumaça do incenso sobe ao céu, pensando na sua oração indo até Deus.

Não existem regras na meditação. O fiel pode imaginar anjos junto de si ou Nossa Senhora descendo do céu, andando por toda sua casa e abençoando cada um de sua família, etc. 

O fiel pode esoclher um versículo bíblico que achou bonito e repeti-lo várias vezes pensando no poder dessas palavras e mentalizando o cumprimento dela.

COMO EU MEDITO

Faço vários exercícios de meditação. Se fosse escrever todos não conseguiria parar.

1- Deito no chão com os braços estendidos em forma de cruz, como se faz numa ordenação religiosa e medito na minha entrega a Deus e que sou nada, e devo ser humilde e fiel, que sou terra e à terra voltarei.

2- Às vezes fico apenas sentado numa cadeira, depois de rezar, fecho os olhos e fico sem pensar em nada ou falando mentalemente com Deus ou apenas respirando. Respiro dez vezes, profundamente, soltando devagar, e deixo que meu corpo faça o que quiser, erguendo as mãos, colocando-as em posição de rezar junto ao peito, acima da cabeça, etc.



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3- Em pé, costumo respirar profundamente fazendo gestos sempre que solto o ar lentamente. Inspiro fechando os braços em posição de rezar e solto o ar baixando os braços meditando em Nossa Senhora das Graças derramando graças sobre mim e o mundo.

Outras vezes, ergo os braços acima da cabeça fechando as mãos em posição e prece e solto o ar baixando o braço. Há momentos em que fico na posição de cruz, com os braços abertos, meditando como Moisés, evitando baixar os braços para suplicar alguma graça, como ele durante a guerra do povo no deserto.

4- Muitas vezes, acendo velas e medito no fogo, no fogo do Espírito Santo. 

5- Ou queimo incenso e imagino a fumaça subindo levando meus pedidos e anjos ao meu redor ou recebendo minhas preces.

6- Costumo fazer círculo com cinzas de fogueira de São João abençoadas ou com sal bento para meditar que somos pó e para pedir proteção. 

7- Também medito ajoelhado, em penitência, oferecendo a dor e o cansaço e tentando manter a posição o maior tempo possível como forma de oração, respeirando profundamente.



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8- Uso o Rosário como forma de meditação preferida. A repetição das orações me faz esquecer os problemas, visualizo a vida de Jesus e Maria, peço por minhas necessidades e no fim minha mente está com a sensação de quem passou por um ar condicionado bem frio, uma sensação de refrigério, paz, calma.

9- Recito ladainhas e escolho uma jaculatória para meditar. Gosto de pensar na jaculatória "Jesus e Maria, eu vos amo, salvai almas!".

10 - Às vezes, medito olhando a natureza. Durante à noite, olho as estrelas e a lua, principalmente se é cheia, e medito nos versículos bíblicos sobre Nossa Senhora ter a lua aos pés e a cabeça coroada com estrelas.

Meditar limpa a mente, me equilibra, me pacifica. Basta respirar profundamente e já é um bom começo.



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quinta-feira, 29 de março de 2018

MANTRAS CATÓLICOS - A MEDITAÇÃO CRISTÃ CATÓLICA - O QUE É? COMO É?




Gosto muito de usar mantras em minhas orações. Achei o vídeo acima com alguns que uso:

1- "Ó luz do Senhor
Que vem sobre a terra
Inunda meu ser
Permanece em nós"


 2- "Vinde Santo Espírito"

3- "Queremos ver Jesus
Caminho verdade e vida
Queremos ver Jesus
Queremos ver Jesus"

Entre outros que há nesse vídeo acima.
Mas o meu favorito é Shema Israel:


SHEMÁ ISRAEL
ADONAI ELOHENU
ADONAI EHA (4X)

ESCUTA ISRAEL
O SENHOR É NOSSO DEUS

UM É O SENHOR (4X)

CLIQUE E LEIA SOBRE: MANTRAS EM LATIM


Definição de Mantra:

 O mantra é uma frase ou palavra repetida quantas vezes quiser para nos levar a acalmar a mente, meditar e orar ( como a repetição de orações em um terço).

O mantra quer dizer etimologicamente instrumento para pensar. É, segundo a filosofia religiosa hinduísta, uma palavra sagrada que representa a essência sutil e concreta de todas as coisas; tem poder divino como o tem a Divindade que o mantra exprime; materializa o poder da divindade invocada.

De todos os mantras o mais usual, no hinduísmo, é o fonema OM, que pode ser decomposto em A-UM, símbolo do Absoluto.



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Mantra para nós, católicos:
Na meditação católica, o mantra possui outra perspectiva. Não seria uma palavra mágica para acessar o divino, mas apenas um refrão que nos ajuda a meditar.

A meditação, no Cristianismo Católico,  é  a reflexão sobre algum ponto do patrimônio da fé, reflexão que mobiliza em certo grau a inteligência (e pode valer-se da memória e da imaginação); tem por objetivo avaliar mais profundamente o significado preciso das verdades reveladas, a fim de que o fiel chegue à oração e à mais íntima união com Deus.

Para obter este resultado, o cristão conta com a graça do Senhor, que lhe é concedida sem especiais artifícios de ordem física; compreende-se, porém, que o silêncio exterior e o silêncio inferior (no íntimo do orante) sejam condições oportunas para que possa haver reflexão ou meditação e oração. Não há postura física recomendada em particular no roteiro da meditação católica.



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O exercício assim concebido é dito no Antigo Testamento “ruminar”; cf. Sl 1, 2. Entre os cristãos, este “ruminar” é praticado de preferência sobre o Evangelho e os feitos da Redenção. S. Agostinho (+ 430) o expõe nos seguintes termos:


“Quando tu ouves ou lês, tu comes; quando meditas  o que acabas de ouvir ou ler, tu ruminas a fim de ser um animal puro e não  um impuro” Enarratio in Psalmum 36, sermo 3).


Este texto supõe que Jesus Cristo seja o alimento da alma, alimento oferecido não só pela Eucaristia, mas também pela palavra bíblica. 

A reflexão assídua sobre essa Palavra é tida como “ruminação”, ruminação que caracteriza os animais puros conforme Lv 11, 3 e Dt 14, 6. O cristão, tendo lido ou ouvido a Palavra de Deus, quer saboreá-la e assimilá-la interiormente para que frutifique em sua vida.


A tradição dos monges desenvolveu esta prática, (Lectio Divina) assinalando quatro etapas para a  oração cristã:


1) a leitura do texto sagrado, leitura pausada, feita na presença de Deus, até que o leitor encontre uma frase ou um versículo  que o impressione por sua densidade; pare então e passe para


2) a meditação, procurando aprofundar o que o texto quer dizer; pode usar todas as faculdades da mente (intelecto, imaginação, memória…) para ir ao âmago do que o texto quer dizer; considere quem é Deus que fala e age…, quem é a criatura, objeto da ação de Deus, … quais as circunstâncias em que tal ação ocorre segundo o texto sagrado…


3) oração ou colóquio com Deus … a fim de adorá-lo, agradecer-Lhe, pedir-Lhe perdão e suplicar-Lhe as graças necessárias para  corresponder exatamente à mensagem do Senhor. Por último, o orante se entre à


4) contemplação: deixa-se ficar tranqüilo, em silêncio interior, na presença de Deus, saboreando espiritualmente as verdades recordadas e procurando ouvir o que o Senhor tenha a lhe dizer…


Estas quatro etapas de oração constituem o que também se chama lectio divina; foram e são muito usuais em ambientes monásticos católicos. 

Do século XVI em diante, novos métodos de oração, inspirados por escolas de espiritualidade modernas, têm-se propagado entre os fiéis católicos; guardam todos a mesma atitude de pobreza interior, humildade. Confiança na graça de Deus, expansão da vida sacramental… São, entre outras,


– a escola inaciana, de S. Inácio de Loiola (+ 1556); os “Exercícios Espirituais” propõem o método das três faculdades da alma, a aplicação dos sentidos, a contemplação dos mistérios (ou da vida terrestre) de Cristo;


– a escola carmelitana e sua prática de meditação;


– a escola dominicana e seus exercícios de oração;


– a escola de S. Francisco de Sales e seu estilo de meditação adaptada à vida do cristão no mundo;


– a escola oratoriana, com seus mestres J. J. Olier e São João Eudes;


– a escola de São João Batista de La Salle, voltada para Religiosos não sacerdotes.


Tal é a riqueza da meditação cristã católica, fiel aos grandes princípios da fé e isenta de concepções panteístas.


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ALGUMAS FONTES: