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sábado, 23 de março de 2024

A INFLUÊNCIA DO PAGANISMO NA PÁSCOA DOS JUDEUS




 A origem da festa bíblica é pagã, ela precede a instalação do povo de Israel na terra de canaã, ela está ligada a vida nômade de pastores de rebanhos de cabra e de ovelhas que são obrigados a mudar-se constantemente a procura de pasto para o rebanho. 

Cada mudança constitui para estes pastores uma verdadeira aventura, pois, eles são obrigados a se aventurar por terrenos desconhecidos que oferecem para eles e para o rebanho todo tipo de perigo. 




Os pastores tentam então se proteger destes perigos através de rituais de sacrifícios antes de partir para um novo lugar, uma nova pastagem. 

Para os nômades a celebração começa ao cair da tarde as vésperas da próxima mudança de lugar. 





 Eles imolam um cordeiro ou um cabrito que os participantes assam sem quebrar nenhum osso e depois comem com pão sem fermento e com ervas amargas. O pão sem fermento seria a comida do beduíno, as ervas amargas serviriam como um tipo de tempero que dá um certo gosto a comida. Eles comiam tudo sem deixar nenhum resto. Durante a refeição eles estavam prontos para partir, com os rins cingidos e com as sandálias nos pés.





 Com o sangue da vítima eles marcavam as entradas das cabanas como um sinal de proteção contra as forças destruidoras.




 O Sangue protegeria, assim, os animais dos futuros perigos. Mais tarde esse costume é assumido pelos antigos pastores de Israel, ainda quando estes eram semi nômades. 
Para estes, o ritual era feito na primavera e na lua cheia

Eles faziam o mesmo ritual desta vez com o objetivo de proteger suas casas e seus hóspedes dos possíveis males. 



Resumindo, vários escritores concordam então que a páscoa judaica  teve sua origem no mundo semi nômade de Israel, que por sua vez tem suas raízes no mundo nômade pagão.


Para os cristãos, a Páscoa é celebrada em honra da paixão,morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

INFLUÊNCIA PAGÃ NA BÍBLIA - FESTAS BÍBLICAS E CULTO














Vejo tantos não católicos encherem a boca para dizer que as festas católicas são pagãs (o Natal, a Virgem Maria, Santos,etc) e a Igreja Católica é fruto do paganismo, que resolvi pesquisar as influências do Paganismo na Bíblia e no culto judaíco, para mostrar que essa pretensão de religião pura, pronta e acabada (sem aspectos culturais, históricos e doutrinais parecidos, influenciados ou originados de outras religiões ou povos),  é um engano.

A doutrina cristã católica se deu, e ainda se dá, num processo lento e gradativo. 

Daí, termos o uso dos Concílios para decidir sobre questões de fé. Um exemplo é o dogma da Assunção de Maria, pronunciado pela Igreja apenas em 1950, porém pregado como verdade de fé desde os primeiros séculos.

Em outra postagem, encontrei passagens bíblicas que mostram a crença nas mitologias pagãs e paralelos entre doutrinas e escritos bíblicos com outras religiões do paganismo.

Aqui, exponho alguns textos que encontrei sobre a influência dos cultos e festas pagãs sobre os judeus e a Bíblia.  





 
















JAVÉ UMA DIVINDADE TRIBAL ELEVADA  AO STATUS DE DEUS ÚNICO:

Ainda que o judaísmo só vá ser chamado como tal apenas após o retorno do Cativeiro em Babilônia, de acordo com a tradição judaico-cristã a origem do judaísmo estaria associada ao chamado de Abraão à promessa de YHWH. 

Abraão, originário de Ur, teria sido um defensor do monoteísmo em um mundo de idolatria, e pela sua fidelidade à YHWH teria sido recompensado com a promessa de que teria um filho, Isaque do qual levantaria um povo que herdaria a Terra da promessa. 

Abraão é chamado de primeiro hebreu (do hebraico עִבְרִי ivrit aquele que vem do outro lado),e passa à viver uma vida nômade entre os povos de Canaã.
De acordo com a Torá , YHWH não seria apenas o Senhor de Israel, mas sim o Princípio Uno que criou o mundo, e que já havia se revelado à outros justos antes de Abraão.

 Mas com Abraão inicia-se um pacto de obediência, que deveria ser seguido por todos os seus descendentes se quisessem usufruir das bençãos de YHWH.

Alguns rituais tribais são seguidos pelos membros da família de Abraão que depois serão incorporados à legislação religiosa judaica.
Alguns estudiosos no entanto crêem que YHWH trata-se de uma divindade tribal, que apenas posteriormente será elevada ao status de Deus único.

 A questão é que com a libertação dos descendentes de Israel da terra do Egito pelas mãos de Moisés será organizado pela primeira vez o culto à esta Divindade.

 Ao contrário de outras religiões antropomórficas, YHWH é tido como uma figura transcendente, toda-poderosa,ilimitada, o qual influencia a sociedade humana, e que revela aos israelitas sua Torá que consistiriam em mandamentos de como ter uma vida justa diante de YHWH.

 A religião mosaica só atingirá sua maturação com o início da monarquia israelita e sua subsequente divisão em dois reinos: Yehuda (Judá) e Yisrael (Israel).

Esta divisão marcará uma separação entre os rituais religiosos dos reinos do norte e do sul, que permanecem até hoje, entre o judaísmo e o judaísmo samaritano.
No entanto, a visão histórica e bíblica mostram que esta religião mosaica não era única e exclusiva.

 Durante todo o período pré-exílio as fontes nos informam que os israelistas serviam diversas outras divindades, dos quais os mais proeminente era Baal. 


INFLUÊNCIA DOS CANANITAS:

Enquanto a maioria dos religiosos aceita que na verdade a mistura entre os israelitas e os cananitas após a conquista de Canaã tenha corrompido a religião israelita, a maioria dos estudiosos prefere aceitar que o mosaismo era apenas mais uma das diversas crenças entre as tribos israelitas, e que só virá a se firmar com os profetas e com o exílio.

 A hierarquia e os rituais de culto mosaico serão firmemente estabelecidos com a monarquia ,onde serão elaboradas as regras de sacerdócio e estabelecidos os padrões do culto com a construção do Templo de Jerusalém.

Este novo local de culto ,substituto do antigo Tabernáculo portátil de Moisés,serviu como centro da religião judaica, ainda que em meio à outros cultos estrangeiros.





O SÁBADO - PARALELO COM O DIA DOS DEUSES

O sábado, por fundamentação bíblica e etimológica, é considerado o último dia da semana, seguindo a sexta-feira e precedendo o domingo, é um dia de oração e de descanso para judeus e cristãos sabatistas.
 

Por ordenação de trabalho e lazer e pela normalização, o sábado é considerado o sexto dia da semana com o sábado e o domingo como fim de semana, sendo assim na maioria dos calendários em todo o mundo.

A palavra sábado deriva do latim sabbatum, que por sua vez deriva do Shabat hebraico (שבת, transliterado como shabāt), que designa o dia de descanso entre os judeus.




 





Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses, dedicando o dia de Sábado ao deus Saturno, o que originou em inglês a denominação Saturn's day, posteriormente abreviada para Saturday, e no holandês Zaterdag, com o significado de "Dia de Saturno".
Entre os romanos, por exemplo, este dia era dedicado a Saturno, deus da agricultura, e representava um dia de descanso na semana pela boa colheita.






 







CALENDÁRIO JUDÁICO






 









Para criar o seu calendário anual Israel se inspira na experiência dos seus vizinhos; Egito e a Mesopotâmia. Eles contavam o dia baseado no movimento da lua. Eles adotavam, pois, um calendário lunar.








TEOLOGIA DO SACRIFÍCIO

 No Judaísmo, o sacrifício é conhecido como Korban, palavra oriunda do hebreu karov, que significa "vir para perto de Deus".

 Na Bíblia hebraica, Deus ordena que os israelitas ofereçam sacrifícios de animais no santuário, ou tabernáculo. Quando os israelitas já haviam chegado à terra de Canaã, ordenou-se que todos os sacrifícios terminassem, exceto os que aconteciam no Templo de Jerusalém. 

 Na Bíblia, Deus pede sacrifícios como um sinal de sua aliança com povo de Israel.

 O sacrifício também era feito para que Deus perdoasse os pecados, uma vez que o animal estaria sendo punido no lugar do pecador.





 







 Os israelitas estavam acostumados aos sacrifícios animais, que as tribos pagãs realizavam como forma de comunicação com seus deuses. 



Assim, na visão de Maimônides (judeus medievais), era natural que os israelitas acreditassem que o sacrifício fosse necessário na relação entre o homem e Deus. 

Maimônides concluiu que a decisão de Deus de permitir sacrifícios era uma concessão às limitações psicológicas do homem. Era esperado que os israelitas passassem de sacrifícios à adoração pagã em pouco tempo.







 A FESTA DA PÁSCOA:


A origem da festa é pagã, ela precede a instalação do povo de Israel na terra de canaã, ela está ligada a vida nômade de pastores de rebanhos
de cabra e de ovelhas que são obrigados a mudar-se constantemente a procura de pasto para o rebanho. 


Cada mudança constitui para estes pastores uma verdadeira aventura, pois, eles são obrigados a se aventurar por terrenos desconhecidos que oferecem para eles e para o rebanho todo tipo de perigo. Os pastores tentam então se proteger destes perigos através de rituais de sacrifícios antes de partir para um novo lugar, uma nova pastagem.

Para os nômades a celebração começa ao cair da tarde as vésperas da próxima mudança de lugar. Eles imolam um cordeiro ou um cabrito que os participantes assam sem quebrar nenhum osso e depois comem com pão sem fermento e com ervas amargas. 


O pão sem fermento seria a comida do beduíno, as ervas amargas serviriam como um tipo de tempero que dá um certo gosto a comida. Eles comiam tudo sem deixar nenhum resto. Durante a refeição eles estavam prontos para partir, com os rins singidos e com as sandálias nos pés. 





 








Com o sangue da vítima eles marcavam as entradas das cabanas como um sinal de proteção contra as forças destruidoras. O Sangue protegeria, assim, os animais dos futuros perigos. Mais tarde esse costume é assumido pelos antigos pastores de Israel, ainda quando estes eram seminômades. Para estes, o ritual era feito na primavera e na lua cheia. 

Eles faziam o mesmo ritual desta vez com o objetivo de proteger suas casas e seus hóspedes dos possíveis males. Resumindo, vários escritores concordam então que a páscoa judaica é teve sua origem no mundo seminômade de Israel, que por sua vez tem suas raízes no mundo nômade pagão.






PENTECOSTES:

  A festa de shavuot é uma das três festas de peligrinagem que Deus exige cada ano de seu povo(Ex23,14-17, 34,22; Dt 16,16) Essa festa apesar de ser convocada por Deus é uma das festa que é menos celebrada em Israel. 

As Escrituras e o Novo testamento falam pouco sobre a festa e nenhum tratado da mishna não lhe foi consagrado especialmente.

Ela é no começo uma festa agrária e de orígem cananeana.
É somente próximo a era cristã que ela é colocada em relação com historia Santa. A partir daí ela se torna a festa da Aliança ou da Lei ele passa assim a ser relacionada com os eventos do Sinai. Celebrada na primavera ele é até hoje relacionada com a colheita.



FESTA DAS TENDAS:


Essa festa, como Páscoa e Pentecoste, deve sua existência a vida da natureza. Antes de ser chamada de Sukkot, nome que é adodato até hoje, ela é chamada em (Ex 23,16; 34, 22) a festa de asif, (colheita) da raiz asaf que significa reunir, recolher.


 O termo sukkot é encontrado primeiro em Dt16, 13, ele é traduzido por tentas, mas sua tradução mais próxima seria cabana que se constroe com galhos de arvores, palhas e outras folhas. Essa festa é celebrada no outono apos Iom Kippur. Além de Sukkot, ela é chamada também de festa do Senhor em Jg21,19; Os9,5 e ainda festa em honra do Senhor em Lv23,41, Nm29,12, ou simplismente a festa em (1Rs8, 2, 65; 12, 32)

Sukkot é em primeiro lugar a festa da colheita. Ela está ligada a colheita da uva feita pelos os cananeus no começo do outono. A colheita da uva era para os cananeus uma ocasião de celebrar a divindade que permitiu a vinha de dar bons frutos, em segundo lugar era um momento para eles de festejar junto uma boa safra .


 Os cananeus construiam cabanas com folhas, elas lhes serviam de habtação que dia lhes protegiam do sol e a noite do sereno. Durante a coheita eles habtavam nessas cabanas para vigiar de perto suas colheitas.

Geralmente a festa era uma ocasião para se beber 

bastante. A historia dos natáveis de Siquem atacados em plena festa por Abmelec certamente faz referência a festa de sukkot. O livro de juzes diz que os notáveis vindimaram suas vinhas, pisaram suas uvas, promoveram uma festa entraram no templo dos seus deuses e aí beberam, comeram e amaldiçoaram Abimelec. Por sua fez Abmelec aproveita da ocasião para atacá-los(Jz9,25-49).

Essa festa vai ser copiada pelos os Israelitas que aproveitam do momento da colheita de seus produtos de outonos para festajar também o seu Deus.
O livro dos Juizes 21,19-23 é uma prova clara de que no começo sukkot era apenas uma festa da colheita, na qual os Israelitas festavam a colheita e celebravam o seu Deus.



A MENORÁ (O FOGO PERPÉTUO DIANTE DOS DEUSES)

Na Bíblia, também vemos algo comum entre os povos pagãos que é o uso do fogo perpétuo, que entre os israelitas aparece na forma do candelabro de ouro do Templo de Jerusalém. 


 





A menorá, o candelabro, nada mais é que uma das formas de representar o fogo sagrado, idolatrado em muitas culturas pagãs.



 Entre os povos que cultuavam o fogo temos os romanos, que mantinham o fogo sempre aceso, no templo, pelas vestais, virgens consagradas a Vesta, deusa da castidade e do fogo sagrado.















 FONTES:



 


sábado, 25 de agosto de 2012

A INFLUÊNCIA DO PAGANISMO NA BÍBLIA




Escuto e leio tantos não católicos criticando a Igreja Católica sobre imagens, culto a Maria, Santos , Anjos, Papa, etc.

Afirmam que a Igreja Católica é fruto do Paganismo e que a Religião Pura segue só a Bíblia. 

Esquecem que não há religião neste mundo que não tenha sido influenciada por outra, ou que tenham histórias parecidas.

 Por isso, resolvi pesquisar as influências do Paganismo na Bíblia, para mostrar que não há religião pura, que surgiu do nada, sem influências de outras culturas, de aspectos históricos, sociais, ou doutrinais. 

Segundo o site "Cosmo a Pé", a forma de culto dos não católicos, apesar de falarem mal da Igreja Católica,  não é bíblica, e é resultado de anos de sua história da reforma, como por exemplo: a estrutura sermão, hino, apelo, de alguns cultos, ou gritos, exorcismos, espetáculos miraculosos histéricos, entre outros modelos de liturgia não católica.

Saber que a Bíblia tem tanta influência pagã, quanto qualquer outro livro, não diminui em nada o valor sagrado dela para quem tem fé, pois, acredito, como Santo Agostinho, no que ele chamava de as sementes do Verbo.

Santo agostinho dizia que as sementes do verbo eram a vontade de Deus, ou sua luz, ou o conhecimento de certas verdades, que, de  alguma forma, tinha chegado ao conhecimento dos povos e que em todos eles havia algo de bom. 

Prefiro essa visão de Santo Agostinho.

Se ficarmos só com a Bíblia, sem nossa fé,  e estudarmos bem a história dela, dizia um professor de Liturgia, jogaremos a Bíblia no lixo. 

A diferença no Catolicismo é que afirmamos que a Bíblia junto com a Tradição e o Magistério são nossa fonte de fé.

É pela tradição da Igreja que creio na Bíblia, ela quem formulou a lista dos livros sagrados.

 Pela Tradição, creio que ela foi fundada por Cristo, e temos uma linha de pensamento de como interpretar a Bíblia.

Mas a tradição e o Magistério só não é a Igreja.

Tudo o que a Tradição e o Magistério dizem encontramos respaldo na Bíblia, assim uma completa a outra.














O povo de Israel sofreu a influência da cultura pagã, tanto quanto a Igreja Católica teve influência da cultura greco-romana, porém isso não tira o fato de que ambos foram guiados por Deus na construção de seu culto e doutrina.

Muito do que está na Bíblia remete a conceitos pagãos:
  
Semi-deuses, monstros, culto aos deuses, heróis, entidades misteriosas, milagres prodigiosos, etc. 

Muitos dos personagens e eventos que são encontrados nas mitologias greco-romana e egípcias, encontramos paralelo nas histórias Bíblicas, e isso sem falar nos textos que possuem muito em comum, os quais não temos certeza de quem copiou quem. 







ÍNDICE:

1.OS SÁTIROS

2.DRAGÃO E BASILÍSCO

3.DRAGÃO
 
4.UNICÓRNIOS

5.LILITE

6.O LEVIATÃ E O DRAGÃO

7.CRENÇA NOS DEUSES

8.OS ANJOS (MENSAGEIROS)

9.O CONCEITO DE UM OPONENTE A DEUS (SATANÁS):

10.NAC A SERPENTE DO ABISMO E SATANÁS

11. A IMORTALIDADE DA ALMA


12. A CRENÇA NUM  FILHO DE DEUS:

13. DIONÍSO (BACO)  E JESUS

14. UM ESPÍRITO SANTO EM FORMA DE AVE

15. PEDRO E A CHAVE DOS CÉU

16. A EPOPÉIA DE GILGAMESH E A HISTÓRIA BÍBLICA DE NOÉ

17. CULTO E FESTAS JUDÁICAS

18. A SUBSTITUIÇÃO DO PAGANISMO E SUAS PRÁTICAS PELO CRISTIANISMO SE DEU LENTAMENTE.







TRECHOS BÍBLICOS DE INFLUÊNCIA PAGÃ:


Alguns trechos bíblicos que mostram a crença pagã fazendo parte da Bíblia:



1. OS SÁTIROS



 


 
Isaías 13,21 - "As feras terão aí seu covil, os mochos freqüentarão as casas, as avestruzes morarão aí, e os sátiros farão aí suas danças."




Sátiro
s. m.,
semideus pagão da mitologia greco-romana, com pés e pernas de bode;
homem libidinoso e cínico;
devasso;
dissoluto
.


 Em Levítico 17:7: Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros, com os quais se prostituem. Esta será para eles uma lei perpétua de geração em geração.




2. DRAGÃO E BASILÍSCO: 





 



 Em Isaías 14:29 podemos ler: "Não te alegres, tu, toda a Filístia, por estar quebrada a vara que te feria; porque da raiz da cobra sairá um basilisco, e o seu fruto será uma serpente ardente, voadora. "




 O mesmo trecho em outra versão diz:

 Isaías 14:29Não te alegres, ó terra dos filisteus, de que tenha sido quebrada a vara que te feria, porque da estirpe da serpente nascerá uma áspide, e seu fruto será um dragão voador.

 Um fala em basilisco e serpente voadora. No outro há a menção de uma áspide (pequena serpente venenosa, semelhante à víbora) e ou diretamente a dragões. 

A versão King James relata assim:Rejoice not thou, whole Palestina, because the rod of him that smote thee is broken: for out of the serpent’s root shall come forth a cockatrice, and his fruit shall be a fiery flying serpent.

Que diabos é um “cockatrice”

"Also called basilisk in the legends of Hellenistic and Roman times, a small serpent, possibly the Egyptian cobra, known as a basilikos (“kinglet”) and credited with powers of destroying all animal and vegetable life by its mere look or breath. Only the weasel, which secreted a venom deadly to the cockatrice, was safe from its powers.


 Usando a versão Luterana: Jesaja 14:29 (Luther Bibel 1545): Freue dich nicht, du ganzes Philisterland, daß die Rute, die dich schlug, zerbrochen ist! Denn aus der Wurzel der Schlange wird ein Basilisk kommen, und ihre Frucht wird ein feuriger fliegender Drache sein. 

Lembrando:
Basilisk = Basilisco
Drache = Dragão








3. DRAGÃO



Naquele dia o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, a serpente fugitiva, e o leviatã, a serpente tortuosa; e matará o dragão, que está no mar.
Isaías 27:1

 
Desperta, desperta, veste-te de força, ó braço do Senhor; desperta como nos dias da antigüidade, como nas gerações antigas. Porventura não és tu aquele que cortou em pedaços a Raabe, e traspassou ao dragão,
Isaías 51:9

 
Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;
Apocalipse 12:3

 
Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,
Apocalipse 12:7

 
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.
Apocalipse 12:9

 
Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.
Apocalipse 12:13





 




 
A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.
Apocalipse 12:16

 
E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.   [12:18] E o dragão parou sobre a areia do mar.
Apocalipse 12:17

 
E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.
Apocalipse 13:2

 
E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão.
Apocalipse 13:11

 
E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs.
Apocalipse 16:13

 
Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos.
Apocalipse 20:2

 
a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
Apocalipse 12:4

 
e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?
Apocalipse 13:4












4. UNICÓRNIOS:
Na versão King James, podemos ler em Salmos 22:21 : Save me from the lion’s mouth: for thou hast heard me from the horns of the unicorns.

Mas, nas traduções para o português, encontramos somente: Salvai-me a mim, mísero, das fauces do leão e dos chifres dos búfalos.

Ou seja, alguém tá agindo de má fé nessas traduções.
Vamos dar uma olhadinha na versão luterana:

Hilf mir aus dem Rachen des Löwen und errette mich von den Einhörnern!

Einhorner = Unicórnio
EIN = UM
HORNER = CHIFRE
Mas, não é só em salmos. 

Isaías também os menciona em Isaías 34:7. 

Mas, se você procurar nas versões traduzidas, encontrará o seguinte: 

Em vez de búfalos, os povos aí tombarão, uma multidão de robustos guerreiros, em lugar de touros. Sua terra embeber-se-á de sangue, o chão impregnar-se-á de gordura.


 Búfalos? Bufalos vivem no sul da África e não na Palestina. Como Isaías viu algum búfalo? 

 Na versão do próprio Lutero de onde é baseada todas as Bíblia protestantes:

Jesaja 34:7 (Luther Bibel 1545) : Da werden die Einhörner samt ihnen herunter müssen und die Farren samt den gemästeten Ochsen. Denn ihr Land wird trunken werden von Blut und ihre Erde dick. 

Alguns mudaram a tradução para:


“E os bois selvagens cairão com eles, e os bezerros com os touros; e a sua terra embriagar-se-á de sangue até se fartar, e o seu pó se engrossará com a gordura.”



Fica também patente a falibilidade dos tradutores.


 5. LILITE


 



Em Isaías 34:14 : 
" E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilite pousará ali, e achará lugar de repouso para si." 



Em algumas traduções, ao invés de Lilite, escreveram espectro noturno, mas o original hebráico deixa claro: "A Lilit"







6. O LEVIATÃ E O DRAGÃO



Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam os dias, que são peritos em suscitar o leviatã.
Jó 3:8

 
Poderás tirar com anzol o leviatã, ou apertar-lhe a língua com uma corda?
Jó 41:1



 

Tu esmagaste as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.
Salmos 74:14

 
Ali andam os navios, e o leviatã que formaste para nele folgar.
Salmos 104:26

 
Naquele dia o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, a serpente fugitiva, e o leviatã, a serpente tortuosa; e matará o dragão, que está no mar.
Isaías 27:1



7. CRENÇA NOS DEUSES:

No começo, os israelitas ainda acreditavam que os deuses existiam, mesmo eles cultuando um único Deus. Um Deus maior, Javé, Jeová, entre os deuses.  Mas, logo começa-se a se afirmar que há um só Deus e os outros não existem, são apenas ídolos. 

Porém, em muitas passagens vemos resquícios da crença nos deuses aparecendo na Bíblia, o que mostra essa evolução doutrinária:
Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? a quem é como tu poderoso em santidade, admirável em louvores, operando maravilhas?

Êxodo 15:11

Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem recebe peitas;
Deuteronômio 10:17

 Deus está na assembléia divina; julga no meio dos deuses:
Salmos 82:1


 
Entre os deuses nenhum há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas.
Salmos 86:8

 
Porque o Senhor é Deus grande, e Rei grande acima de todos os deuses.
Salmos 95:3

 
Porque grande é o Senhor, e digno de ser louvado; ele é mais temível do que todos os deuses.
Salmos 96:4


Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses; até naquilo em que se houveram arrogantemente contra o povo.
Êxodo 18:11

 
Também eu vos disse: Eu sou o Senhor vosso Deus; não temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Mas não destes ouvidos à minha voz.
Juízes 6:10


Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos?
Deuteronômio 4:7



Pois tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra; tu és sobremodo exaltado acima de todos os deuses.
Salmos 97:9

 
Porque eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses.
Salmos 135:5

 
Dai graças ao Deus dos deuses, porque a sua benignidade dura para sempre
Salmos 136:2

 
Graças te dou de todo o meu coração; diante dos deuses a ti canto louvores.
Salmos 138:1






8. OS ANJOS (MENSAGEIROS)








Quase todas as culturas tiveram um Mensageiro celeste similar aos Anjos:

Hermes, filho de Zeus, mensageiro dos deuses. Tinha asas em sua sandália mágica, para poder voar e transmitir as mensagens de Zeus, o Pai dos deuses.

A doutrina da hierarquia celeste, segundo alguns começou com a influência dos babilônicos, um exemplo, são os querubins e serafins.

Desde a época das civilizações clássicas já existia o conceito que Deus trabalha a partir de mensageiros, na Grécia antiga os entregadores de mensagem eram conhecidos como angelos, que se tornou angelus quando traduzida para o latim utilizado em Roma, e daí para o nosso português: anjo. 

A origem do nome "querubim" (keruv em Hebraico) ainda é obscura.

 Alguns pesquisadores defendem que sua raiz está na palavra babilônica "karabu", significando "um ser abençoado, bendito".





 



 Outros defendem que sua origem está no nome do deus assírio "Kirabu", cuja representação é de um ser com aparência humana com corpo de um touro alado.


 A tradução hebraica mais próxima é Keruv (repolho), que enfatiza "invólucro" e "envolver", pois Deus se acomoda "no meio" dos querubins.

Uma das poucas bases fundamentais e certas da aparência de um querubim que chegou a nós é que ele é um ser alado. 

Portanto, partindo deste ponto, podemos encontrar representações de animais ou seres híbridos com parte de animais que tem, sem dúvida, alguma relação com os querubins bíblicos.  

Na Assíria achava-se o Kirubu, expressão que designa um touro alado, achado em vários templos mesopotâmicos antigos. 

Adicionalmente a este ser, encontra-se outro em forma de um leão alado (chamado “shedu” ou “lamassu”) que só não serviam como adorno nas paredes e portas dos templos, mas eram achados em pares (de leões ou touros alados), servindo também como guardas postos na entrada dos templos mesopotâmicos.




 



 É provável então a leitura do termo “keruvim araiot” (querubins-leões) como uma expressão hebraica relacionada a figura em forma de leão (shedu), ao contrário do querubim na forma de um touro (kerubu). 














9. O CONCEITO DE UM OPONENTE A DEUS (SATANÁS):


“Sob a influência das doutrinas de Zaratustra, os judeus começaram a crer na existência dum espírito que procurava desfazer a obra de Jeová. E a esse adversário deram o nome de Satã”.

“Passaram a odiá-lo e temê-lo, e no ano 331 convenceram-se de que Satã andava pela terra”. (VON LOON, 1951, p. 122). 



 


Deus do mal, Ahriman


Assim, da cultura persa, que possuía o deus do bem (Ahura-Mazda) e o do mal (Ahriman), tiraram o ser denominado Satã correspondendo a esse último.

Alguns trechos do livro de Jó (1,6-7.12), que expressa, claramente, essa doutrina:

 6 Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.
7 O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela.(...)
 12 Ao que disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor. 

  




10. NAC A SERPENTE DO ABISMO E SATANÁS

(Nac, Ape, Apophis alegorias da Serpente Satanás) 

Hino a Râ quando se levanta (Livro dos Mortos, escrito há milênios antes dos Evangelhos)

(...) As almas do Leste (oriente) seguem-te, louvam-te as almas do Oeste (ocidente). Soberano de todos os deuses, teu coração se alegra dentro do teu sacrário;  pois o demônio-serpente Nac foi condenado ao fogo , e teu coração será alegre para sempre.

"Mateus 24 27 Porque,  assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem. 28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres. 29  Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados.

Apocalipse 20
1 E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2
 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás , e o amarrou por mil anos. 3 Lançou-o no abismo,  (...)   Esta é a primeira ressurreição.





 11. A IMORTALIDADE DA ALMA



 Após o exílio, na  Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, que constituíam em importante ensino por parte dos fariseus e eram motivo de discussões com os saduceus, que não partilhavam essa crença. 






12. A CRENÇA NUM  FILHO DE DEUS:

 Os egípcios também acreditavam na possibilidade de um deus fecundar uma mulher, leiamos:  

“Tamanha suntuosidade, tornou ImHotep uma figura célebre em todo Egito – depois de sua morte, ganhou status de um deus. Passou a ser considerado filho Ptah, o deus supremo de Mênfis, que teria fecundado uma mulher mortal.

Essa crença igualmente era compartilhada pelos gregos, vejamos:  

“Filho de Zeus e de uma mulher mortal, Alcmena, Heracles foi o maior e mais popular herói de toda a Grécia Antiga, embora a lenda tenha tido origem estritamente peloponésica”.

Não devemos nos esquecer que os gregos também exerceram domínio sobre os judeus. 







13. DIONÍSO (BACO) 


 

 

Dionísio era muito cultuado na cultura greco-romana, o deus do vinho, que provavelmente poderia ser adorado também em Séforis, principal reduto greco-romano da Galiléia, distante a 5 kilômetros de Nazaré e Caná (milagre onde Jesus transforma água em vinho), onde foram encontrados em 1982 , mosaicos ilustrando Dioníso. 



Mito que também foi muito cultuado. Filho de um deus com uma mortal, nascido por interferência do deus maior para os gregos no ventre de uma mulher. 

Como na imagem ao lado, também é figurado montado em cima de um jumentinho.  Podia transformar água em vinho e o vinho era o seu sangue. Teve o corpo partido em vários pedaços, morreu e ressuscitou. 

Outro mito anterior e semelhante é o do deus Egípcio Osíris, que tem o corpo partido em 14 pedaços e depois ressurge, ou do próprio Jesus, que simbolicamente parte seu corpo em 12 pedaços e o reparte com seus discípulos.

 Algo parecido lemos na Bíblia:

Marcos 14, 22:

 E, comendo eles, tomou Jesus pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. (...) E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele.
E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado.
(...) Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galiléia.





 14. UM ESPÍRITO SANTO EM FORMA DE AVE 

A imagem de um Espírito-Santo que tinha a forma de pássaro já havia sido criada uns 3000 anos atrás, e freqüentemente é encontrado em inscrições Egípcias e no Livro dos Mortos.

Toda alma do deus, ou de qualquer mortal era representada como ave flutuando sobre a cabeça de seu possuidor.



15. PEDRO E A CHAVE DOS CÉU

 Essa é uma mensagem do Livro dos Mortos da antiga religião egípcia, livro este que acompanhava as múmias milênios antes do Novo Testamento :

CAPÍTULO LXVIII
(...)As portas do céu estão abertas para mim, as portas da terra estão abertas para mim, as trancas e ferrolhos de Seb estão abertos para mim, e o primeiro templo foi descerrado para mim pelo deus Petra"

NO NOVO TESTAMENTO :
Mateus 16:18

 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela; dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus. 









16. A EPOPÉIA DE GILGAMESH E A HISTÓRIA BÍBLICA DE NOÉ: 


 


Esta epopeia contém a mais antiga referência conhecida ao dilúvio, que é recorrente em várias culturas e que está presente na Bíblia.

Abaixo, apresenta-se uma lista com algumas das mais notáveis diferenças e semelhanças que podem ser observadas. 

1. No Gênesis, Deus resolve destruir a Terra e seus habitantes vivos devido a grande maldade do homem. Na Epopéia, os deuses, em conselho, liderado por Enlil, decidem exterminar a raça humana por causa de sua balburdia, o que incomodava e atrapalhava seu sono. 

2.  Na Epopéia, o deus alerta ao herói anônimo para que este construa um barco e escape ileso da tempestade que viria.


3. No Gênesis, a arca é feita de madeira e revestida com betume. Na Epopéia, o barco também é feito de madeira, porém, calafetada com óleo. 


6. O herói anônimo da Epopéia, leva com ele em seu barco,seu ouro, sua família e parentes, seus animais (domésticos e selvagens) e artesãos, além disso,o deus também ordena que leve com ele "a semente de toda criatura viva". 


7. O dilúvio de Noé dura quarenta dias e quarenta noites. Na Epopéia de Gilgamesh, a tempestade dura apenas uma semana. Obs.: O dilúvio na Epopéia é dramaticamente descrito não como apenas chuva, mas como uma tempestade tão terrível ao ponto de aterrorizar os próprios deuses que a convocaram. 

8. A arca de Noé encalha no monte Ararat, o mesmo morro em que o barco do dilúvio na Epopéia fica preso, porém, nesta outra narrativa, ao mesmo morro é dado o nome de Nivir. 

9. Em ambas as histórias, seus protagonistas utilizam-se de pássaros para verificar se as águas já haveriam de ter secado.  


10. Noé queima sacrifício a Deus, que aceitá-os. Em seguida, Deus ordena a Noé e sua família,o mesmo que ordenara a Adão e Eva: que eles deveriam se multiplicarem e dominar a todos os animais, sem jamais porém, comer do sangue destes, além disso, o final do relato diluviano noGênesis é caracterizado pela promessa de Deus a Noé que não mais destruiria o mundo sob aságuas de um dilúvio.

 De forma semelhante, mas diferente, o herói na Epopéia de Gilgamesh também faz sacrifícios aos deuses, que se amontoam como moscas em volta. 

No fim, o deus aIshtar repreende o deus Enlil por ter enviado o dilúvio e destruído os homens, Enlil, por suavez, se enche de cólera de ver que alguns humanos sobreviveram e por isso, o deus o repreende, conduzindo o herói (apresentado apenas no fim como sendo Utnapishtim) e sua esposa à vida eterna.


17. CULTO E FESTAS JUDÁICAS

Algumas festas bíblicas tiveram origem na influência de outros povos e culturas pagãs e foram revestidas de um novo significado, assim como aconteceu na Igreja Católica, nem por isso foram condenadas por Deus, mas foram usadas por Ele para manifestação de seu poder:




O DIA DO SÁBADO:



A palavra sábado deriva do latim sabbatum, que por sua vez deriva do Shabat hebraico (שבת, transliterado como shabāt), que designa o dia de descanso entre os judeus.
Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses, dedicando o dia de Sábado ao deus Saturno, o que originou em inglês a denominação Saturn's day, posteriormente abreviada para Saturday, e no holandês Zaterdag, com o significado de "Dia de Saturno".
Entre os romanos, por exemplo, este dia dedicado a Saturno, deus da agricultura, e representava um dia de descanso na semana pela boa colheita.




O CALENDÁRIO JUDÁICO


Para criar o seu calendário anual Israel se inspira na experiência dos seus vizinhos; Egito e a Mesopotâmia. Eles contavam o dia baseado no movimento da lua. Eles adotavam, pois, um calendário lunar.


OS SACRIFÍCIOS

Na Bíblia hebraica, Deus ordena que os israelitas ofereçam sacrifícios de animais no santuário, ou tabernáculo. 
Algo comum entre os pagãos era a prática do sacrifício, que influenciou o culto de Israel.
Quando os israelitas já haviam chegado à terra de Canaã, ordenou-se que todos os sacrifícios terminassem, exceto os que aconteciam no Templo de Jerusalém. Na Bíblia, Deus pede sacrifícios como um sinal de sua aliança com povo de Israel. O sacrifício também era feito para que Deus perdoasse os pecados, uma vez que o animal estaria sendo punido no lugar do pecador.
  

FESTA DA PÁSCOA


 A origem da festa é pagã, ela precede a instalação do povo de Israel na terra de canaã, ela está ligada a vida nômade de pastores de rebanhos de cabra e de ovelhas que são obrigados a mudar-se constantemente a procura de pasto para o rebanho. Cada mudança constitui para estes pastores uma verdadeira aventura, pois, eles são obrigados a se aventurar por terrenos desconhecidos que oferecem para eles e para o rebanho todo tipo de perigo. 

Os pastores tentam então se proteger destes perigos através de rituais de sacrifícios antes de partir para um novo lugar, uma nova pastagem. 

Para os nômades a celebração começa ao cair da tarde as vésperas da próxima mudança de lugar. 

 Eles imolam um cordeiro ou um cabrito que os participantes assam sem quebrar nenhum osso e depois comem com pão sem fermento e com ervas amargas. O pão sem fermento seria a comida do beduíno, as ervas amargas serviriam como um tipo de tempero que dá um certo gosto a comida. Eles comiam tudo sem deixar nenhum resto. Durante a refeição eles estavam prontos para partir, com os rins singidos e com as sandálias nos pés.

 Com o sangue da vítima eles marcavam as entradas das cabanas como um sinal de proteção contra as forças destruidoras. O Sangue protegeria, assim, os animais dos futuros perigos. Mais tarde esse costume é assumido pelos antigos pastores de Israel, ainda quando estes eram seminômades. Para estes, o ritual era feito na primavera e na lua cheia. Eles faziam o mesmo ritual desta vez com o objetivo de proteger suas casas e seus hóspedes dos possíveis males. Resumindo, vários escritores concordam então que a páscoa judaica  teve sua origem no mundo seminômade de Israel, que por sua vez tem suas raízes no mundo nômade pagão.




FESTA DE PENTECOSTES

Ela é no começo uma festa agrária e de orígem cananeana. É somente próximo a era cristã que ela é colocada em relação com historia Santa. A partir daí ele se torna a festa da Aliança ou da Lei ele passa assim a ser relacionada com os eventos do Sinai. Celebrada na primavera ele é até hoje relacionada com a colheita.




FESTA DAS TENDAS

Sukkot é em primeiro lugar a festa da colheita. Ela está ligada a colheita da uva feita pelos os cananeus no começo do outono. 


A colheita da uva era para os cananeus uma ocasião de celebrar a divindade que permitiu a vinha de dar bons frutos, em segundo lugar era um momento para eles de festejar junto uma boa safra . Os cananeus construiam cabanas com folhas, elas lhes serviam de habtação que dia lhes protegiam do sol e a noite do sereno. Durante acoheita eles habtavam nessas cabanas para vigiar de perto suas colheitas.

Geralmente a festa era uma ocasião para se beber bastante.


Essa festa vai ser copiada pelos Israelitas
que aproveitam do momento da colheita de seus produtos de outonos para festajar também o seu Deus. O livro dos Juizes 21,19-23 é uma prova clara de que no começo sukkot era apenas uma festa da colheita, na qual os Israelitas festavam a colheita e celebravam o seu Deus.











 Zeus, o pai dos deuses , era o Pai , rei do céu e da terra.
Podemos ver, aí, um paralelo na crença em um Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra.

Nem por isso, nossa fé é pagã,
 ela possui aspectos distintos do paganismo, mesmo que tenha coisas parecidas e possamos encontrar paralelos.





18. A SUBSTITUIÇÃO DO PAGANISMO E SUAS PRÁTICAS PELO CRISTIANISMO SE DEU LENTAMENTE.






Desde o século IV, quando se tornou religião oficial do Império Romano, o cristianismo (Igreja Católica) e o paganismo começaram a disputar espaço e influência entre os fiéis.

História

A primeira proibição efectiva dos cultos pagãos foi decretada no Império Romano em 392. 

Por essa altura, deu-se a última séria tentativa da aristocracia apresentar um pretendente pagão à chefia do Império.

Em 435 as medidas contra o paganismo foram reforçadas com a pena de morte para quem continuasse a fazer rituais pagãos, que envolviam sacrificios humanos e de animais.

 As dificuldades da Igreja ainda cresceram com as invasões bárbaras do século V. 

A maioria dos invasores eram pagãos, mas verificou-se um ponto de viragem à volta do ano 500, quando os Francos se converteram do paganismo ao cristianismo. 

Com a conversão dos lombardos arianos e dos pagãos anglo-saxónicos à volta do ano 680, o cristianismo passou a dominar quase por completo o espaço cultural da Europa ocidental.

Entre os habitantes do campo e nos estratos mais baixos da sociedade, porém, o paganismo continuou de forma mais ou menos mitigada.

 Os pagãos não se tornaram cristãos do dia para a noite. 

Os sacerdotes cristãos passaram a cristianizar muitas festas pagãs, dando-lhes um novo sentido,a fim de evangelizá-los, algo totalmente bíblico, como vimos acima, já que o mesmo foi feito gradualmente por Israel ao ser confrontado com outras culturas.

A maioria dos templos Pagãos foram sendo derrubados e no seu lugar erigidas igrejas da nova fé.

 O que a Igreja não conseguía destruir das antigas práticas religiosas, adaptava, transformando-as em práticas cristãs.

 No Natal, por exemplo, mantiveram-se ao lado do culto associado ao nascimento de Jesus, as fogueiras e as festas dos caretos (no nordeste transmontano de Portugal), etc. 

Nessa época os Romanos festejavam Saturno e o nascimento do deus Mitra - cultuado entre os soldados romanos. 

Os camponeses começaram a aceitar a religião que falava de Jesus, um homem que havia sido pregado na cruz pelos romanos. 

Ele lembrava o deus Odin que havia se pendurado em uma árvore para adquirir a sabedoria das Runas.




Com o tempo passaram a associar Maria, mãe de Jesus, à Mãe Terra, o que não significa que ela foi endeusada, mas foi usada como figura estratégica na evangelização.



Durante um longo período, houve uma fé dupla: acreditavam em Jesus, mas não abandonavam inteiramente as suas crenças e práticas pagãs. 

Isso foi mais claro nas regiões germânicas onde a influência do cristianismo faz-se sentir nas inscrições em que se nota uma clara mistura das duas crenças quando lemos em uma mesma pedra a invocação de protecção ao deus Thor e, ao mesmo tempo, ao Cristo.

Algumas orações cristãs de gosto popular, apresentam paralelismos em recitações de encantamentos pagãos, o que mostra a estratégia dos sacerdotes para substituir a antiga religião.

 Algumas invocavam Jesus e diversos deuses Celtas a um só tempo. Não vamos pensar que tal dominação ocorreu de forma pacífica ou rápida.

 Na verdade, a Igreja Católica nunca conseguiu extinguir, de fato, as crenças classificadas pagãs, pois é uma ilusão achar que uma história cultural possa ser substituída do dia para a noite.



No final do século XIV, a perseguição aos "hereges" assumiu também a forma de perseguição a cultos e práticas pagãs. 

Durante quase 400 anos, muitas pessoas morreram acusadas de prática de bruxaria, época conhecida como "Caça às bruxas".

 Muitos dos acusados eram denunciados por médicos, tentando implantar a medicina científica contra os curandeiros e "bruxos" adeptos das medicinas naturais.

Desde finais do século VII e até 1789 - ano da Revolução Francesa - o paganismo esteve praticamente ausente nas altas esferas intelectuais e políticas do mundo ocidental.

Podemos concluir que as acusações de que a Igreja Católica é pagã é fruto apenas de ignorância e falta de bom senso. 

Ignorância dos fatos e influências históricas e culturais que modelaram tanto a Bíblia quanto a Igreja.

 A Igreja teve uma história de lutas ideológicas e usou todas as estratégias possíveis para fazer sua doutrina,a mensagem do o Evangelho, prevalecer sobre as culturas. 

A Igreja tem uma história de trevas e luz, mas para quem tem fé na palavra de Cristo : "o inferno não prevaleceu e nem prevalecerá sobre ela", pois o Espírito Santo a guia, como guiou a formulação das escrituras sagradas através da história do povo de Israel e da influência dos outros povos sobre ele.


Interessante é a observação de C. S. Lewis. Além de ser um dos maiores defensores da Fé Cristã dos últimos tempos, foi um renomado especialista em mitologias e estórias antigas. Segundo ele:

"A história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro. Um mito que trabalha em nós da mesma forma que os outros, mas com esta diferença tremenda: que ele realmente aconteceu e a pessoa deve estar contente em aceitá-lo na mesma forma, lembrando que é mito de Deus onde os outros são mitos dos homens; isto é, as histórias pagãs são Deus expressando a si mesmo por meio das mentes dos poetas, usando tais imagens como ele as encontrou lá, enquanto o cristianismo é Deus expressando a si mesmo por meio daquilo que chamamos de 'coisas reais' [...] a saber, a encarnação real, a crucificação e a ressurreição." (Hooper,1999).

Esta observação de C.S.Lewis parece estar em plena conformidade com o ensinamento de São Paulo:

"Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei; eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente" (Rm 2,14-15) (grifos meus).







FONTES:

http://pt.scribd.com/doc/16864169/O-DILUVIO-EM-GILGAMESH-E-NO-GENESIS