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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

MARIA É CHAMADA DE NOSSA SENHORA POR QUÊ?




Maria é chamada por nós, católicos, de Nossa Senhora, pois é a Mãe de Nosso Senhor e Rei, Jesus Cristo, pois " há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também" (1 Cor 8,6).

Jesus é Nosso Senhor, Filho de Deus, e o próprio Deus com o Pai e o Espírito Santo. 

Jesus é o Rei dos céus. 





 





Maria, como sua mãe, partilha da realeza de seu Filho, pois um rei, nasce de uma rainha e é assim que Maria é retratada por São João no Apocalipse (12,1-2.5):
 

"1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." 

A realeza de Maria deriva da realeza de seu Filho e sua realeza não significa adoração, significa que Maria é a nossa Mãe na ordem da graça, a serva mais humilde, e um exemplo para os que amam o Cristo.

 Assim, o anjo ao anunciar o nascimento de Jesus, diz que ele receberá o trono de seu pai Davi, mostrando assim, que Maria, a virgem que daria à luz ao Senhor, era também de descendência real:

"32 Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai;
33 e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. "
(Lc 1, 32-33)



A presença de Maria deve ser motivo de alegria e veneração para todo seguidor de Cristo, pois ela nos traz o próprio Jesus consigo, por isso deve ser honrada, como Mãe de Nosso Senhor e Deus:

"41 Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo,
42 e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!
43 E donde me provém isto, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? "
 (Lc 1, 41-43) 






 








Invocada como Nossa Senhora, Maria é Mãe de Deus, pois Jesus é Nosso Senhor e Deus, como diz a Bíblia:



"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
(Jo 1,1) 


"Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! "
(Jo 20,28)

"Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus."
(Jo 5,18)


 
"Eu e o Pai somos um. "
(Jo10,30)




Isso significa que Maria é Mãe de Deus, a partir do momento em que o gerou no mundo (Lc 1,35) e não no sentido de que veio antes de Deus, pois ela é criatura, filha de Deus e o ser humano mais especial aos olhos do Senhor (Lc1,28), predestinada desde o início dos tempos (Gn 3,15).

O nome de Maria, também nos dá uma informação importante:

 Maria pode ter duas origens: do hebraico Miriam, formado por mar (mestre) e ram (poderoso);

 ou também do hebraico myriam ("vidente", "senhora soberana" ou mesmo "amarga" "mar de amargura, tristeza", ou do caldeu, "senhora do mar" são algumas das interpretações possíveis), que originou a forma latinizado "Maria".

Assim, o próprio nome da Mãe do Senhor nos mostra que ela é a Senhora Soberana, Senhora da amargura, Senhora das dores, como vemos nos Evangelhos, sofrendo com seu Filho, homem das dores:



 
"25 Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.
26 Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
27 Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
(Jo 19,25-27) 
 

Nesse trecho do evangelho, temos muitos elementos importantes:




 







Maria foi e é a sempre virgem, pois Jesus foi seu filho único, como constatamos nessa passagem, que nos mostra a preocupação de seu Filho com sua Mãe, sozinha no mundo, daí entregar ela aos cuidados de seu discípulo amado.



Por outro lado, o discípulo amado é entregue por Jesus aos cuidados da Mãe, mostrando dessa forma que todos somos filhos dela.

Outro aspecto importante, é o fato de Jesus chamá-la de mulher, mostrando assim seu aspecto profético, desde o Gênesis até o Apocalipse, ela é a mulher profetizada desde o início para ser a colaboradora na História da salvação:
  

"Porei inimizade entre ti e a mulher" (Gn 3,15)

 "Mulher, eis aí o teu filho" (Jo 19,26)


  "uma mulher vestida do sol" (Apo 12,1)
 

No dicionário encontramos que o termo senhora é um "tratamento cortês, dispensado a uma mulher casada e, em geral, a qualquer mulher de certa condição social. / Esposa. / Dona de casa. / Proprietária. /".

Ao chamar Maria de Senhora, mostramos respeito à Mãe de Jesus, honramos e louvamos Nosso Senhor, pois reconhecemos que ela é a Senhora por causa dele, único Senhor, o seu Filho. E como nos Cânticos dos cânticos, dizemos:

"Quem é esta que avança como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como exército m ordem de batalha?"(Cant 6,10)


Ao chamar Maria de Senhora, mostramos que somos "filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus" (Apo 12,17)   .

Ao chamar Maria de Senhora, nos colocamos contra o Demônio, pois "o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela "(Apo 12,17). 

O demônio é o adversário de Maria, assim profetizado desde o Gênesis:
 
"Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gn 3,15)



Ao chamar Maria de Nossa Senhora, nos colocamos como seus servos, procurando obedecer a seu único mandamento, que é "Fazei o que Ele vos disser" (Jo 2,5).

 Buscando obedecer a esse mandamento, honramos Maria invocando-a (Lc 1,28), olhando para seus exemplos (I Pe 3,6), tendo-a como modelo de vida e de oração(Hb 6,12). 

Podemos ter como ordem as palavras do anjo para Agar no Gênesis:

"Disse-lhe o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo das suas mãos. "
(Gen 16,9)

Humilhar-se debaixo das mãos de Maria, é colocar-se  diante da Mãe de Misericórdia, recorrendo a sua valiosa intercessão (Jo 2, 3).

A oração a Maria, nos conduz ao Senhor, como nos diz o salmo 132,2, nossos olhos se fitam nas mãos de Maria, em suas mãos em prece, para que ela nos alcance a piedade de seu Filho como nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-12), pois ela nada pode por si, como ser humano puro, a não ser orar por nós. 

Eis o trecho do salmo 132,2:

"Assim como os olhos dos escravos estão fitos nas mãos do seu senhor, assim como os olhos das escravas estão fitos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos no Senhor, até de nós ter piedade. " 

 

A mediação de Maria em favor dos homens não obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; 

pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.
 
 Pois nenhuma criatura jamais pode ser equiparada ao Verbo encarnado e Redentor.

 Mas, da mesma forma que o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e da mesma forma que a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de modos diversos, assim também a  única mediação do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte, pois como diz São Paulo, os santos são "operários e administradores dos mistérios de Deus" (1 Co 4,1).




O título Nossa Senhora vem da realeza de Maria que é uma verdade fundamentada ao longo do tempo, e consta dos documentos mais antigos da Igreja e dos livros da sagrada Liturgia.

O Papa Pio XII escreveu no encerramento do ano mariano de 1954, uma bela encíclica intitulada "Ad Coeli Reginam", em português, "Sobre a realeza de Maria".


O Papa Pio XII cita na referida Encíclica "Ad Coeli Reginam" uma série de escritores sacros, como Santo Efrém, São Gregório Nazianzeno, Prudêncio, Orígenes, São Jerônimo, Santo Epifânio, Santo André Cretense, São Germano, São João Damasceno, Santo Ildefonso de Toledo.....todos estes importantes homens da Igreja chamando e invocando Maria como "Rainha" e "Senhora";

sem qualquer usurpação dos atributos divinos,porque os méritos e as virtudes santas de Maria ,e o atendimento das nossas preces vem sempre dos méritos infinitos do Cristo.











A noção de Maria como Nossa senhora também se deve a uma evolução doutrinal:

à definição do concílio de Nicéia (325) sobre a divindade de Jesus Cristo está unida a definição do concílio de Éfeso (431) sobre Maria ser a Mãe de Deus (Theotokos), pela união indissolúvel da natureza divina e humana no filho. 

A essas definições junta-se a verdade de Maria sempre Virgem proclamada em Constantinopla (553) e em Roma (649).

A fonte para o conhecimento da Virgem Maria é o Novo Testamento (Evangelhos, Atos e carta aos Gálatas), onde o nome aparece na forma grega, Marían, correspondente ao hebraico Miryam. 

O significado semítico parece ser o de «excelsa», «augusta».

São Lucas e São Mateus são os evangelistas  que dedicam mais espaço à infância de Jesus.

Os dados biográficos desses textos da Escritura dão conta, de fato, de Maria ser uma mulher jovem, pertencente à tribo de Judá e à descendência de Davi.

Desde o século V, afirmou-se uma festa própria que celebrava a Mãe de Deus em união com o mistério da Encarnação do Verbo (por isso, a data da festa cai geralmente em dezembro, pouco antes do Natal).





 






São Bernardo de Claraval, foi o primeiro a invocá-la com o título de Nossa Senhora, no século XII, e foi o autor de lindos escritos sobre Maria e da oração mariana "Lembrai-vos". 






 No Oriente, os aspectos naturais de Nossa Senhora levaram a celebrar a festa da Natividade (8 de setembro), da Anunciação (25 de março), da Purificação (2 de fevereiro), da Assunção (15 de agosto).

Depois da escolástica, devido ao desenvolvimento da mariologia, foram celebradas as festas da Visitação (2 de julho), da Imaculada conceição (8 de dezembro), da apresentação no Templo (21 de novembro).

As revelações particulares não fazem parte do depósito da fé.

 Mas sendo reconhecidas como autênticas pela Igreja devem ser reverenciadas. 

 Manifestações marianas reconhecidas pela Igreja: Carmo , Laburé, La Sallete (França - 1846), Lourdes (França - 1854) e Fátima (Portugal - 1917), Guadalupe (México - 1531) , Rue du Bac (França).

Fatos particulares da cristandade pós-tridentina deram origem às festas do Rosário (7 de outubro) e do Nome de Maria (12 de outubro). 

Tornaram-se universais as festas que eram próprias de ordens religiosas, como a do Carmelo (16 de julho), de N. Sra. das Dores (15 de setembro), do Coração de Maria (22 de agosto) e várias outras que se originaram de devoções particulares, entre as quais a de Maria Rainha (31 de maio).












  ALGUMAS FONTES:







sábado, 4 de setembro de 2010

COROAÇÃO DE MARIA, RAINHA DO CÉU




FAZ PARTE DA TRADIÇÃO DA FÉ CATÓLICA, ACREDITAR NA REALEZA ESPIRITUAL DE MARIA.

MARIA É A RAINHA DO CÉU, COROADA PELO PAI ETERNO, QUE A ESCOLHEU COMO MÃE DE SEU FILHO.

E FÊ-LA NASCER SEM PECADO, PARA QUE SEU FILHO ÚNICO RECEBESSE A CARNE E O SANGUE IMACULADO.

 POIS UM DEUS NÃO PODE NASCER DE UMA PECADORA.

ASSIM, ELA FOI CHAMADA PELO ANJO GABRIEL DE "CHEIA DE GRAÇA".





MARIA FOI COROADA PELO FILHO DIVINO, A QUEM ELA ADORA E AMA COMO DEUS, SENHOR, FILHO.

 ELE, QUE A ESCOLHEU PARA SER SUA MÃE, QUE A BEIJOU, MANTEVE COM ELA LAÇOS ÍNTIMOS QUE SÓ UM FILHO GERADO BIOLOGICAMENTE TEM COM SUA MÃE.

 QUE A ELOGIOU, AO DIZER PARA A MULHER QUE GRITOU "BENDITO O VENTRE QUE TE GEROU E OS PEITOS QUE MAMASTE":

"ANTES, BEM AVENTURADOS AQUELES QUE FAZEM A VONTADE DE MEU PAI QUE ESTÁ NO CÉU".

 E ISSO, MARIA FEZ PERFEITAMENTE EM TODA SUA VIDA, PRINCIPALMENTE, AO DIZER AO ANJO GABRIEL:

 "EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR, FAÇA-SE EM MIM CONFORME A TUA PALAVRA".










MARIA FOI COROADA PELO ESPÍRITO SANTO, QUANDO ESSE A DESPOSOU, COBRINDO-A COM SUA SOMBRA, PARA QUE O ENTE SANTO, QUE POR ELA FOSSE GERADO, FOSSE CHAMADO DE FILHO DE DEUS.

E O ESPÍRITO SANTO FOI QUEM A PRESERVOU DE TODA MANCHA DE PECADO,  PARA QUE JESUS HERDASSE UM SANGUE E CARNE PURIFICADOS, LIVRE DO PECADO DE ADÃO, O PECADO ORIGINAL.







MARIA É A RAINHA DA HUMANIDADE, PORQUE É O ÚNICO SER TOTALMENTE HUMANO, MERGULHADO INTIMAMENTE NO MISTÉRIO DE DEUS UNO E TRINO, FILHA DO PAI, MÃE DO FILHO  E  ESPOSA DO ESPÍRITO SANTO.

ELA É UM SER HUMANO CHEIO DE GRAÇA, POIS FOI  ESCOLHIDA POR DEUS PARA PARTICIPAR E COLABORAR COM UM MISTÉRIO TÃO ALTO E PROFUNDO QUE É A SALVAÇÃO DOS HOMENS.

 MARIA FOI SALVA PELO FILHO QUE ELA PRÓPRIA AJUDOU A TRAZER AO MUNDO.

E AÍ ESTÁ O MISTÉRIO PELO QUAL EU ME PERGUNTO PORQUE DEUS QUIS ESCOLHER ELA?

PORQUE ELE QUIS NASCER DE UMA MULHER, SE ELE É DEUS E PODIA TER FORMADO UM CORPO PARA ELE E APARECER DO NADA?

 PORQUE ELE QUIS NASCER  CRIANÇA E SER AMADO COMO FILHO?

 EIS PRIVILÉGIO ALTÍSSIMO: DEUS A ESCOLHEU. 

 DEUS ESCOLHEU SER AMADO POR MARIA DE UM MODO ESPECIAL.









EU O AMO E ADORO, COMO DEUS E SENHOR, SINTO-O COMO AMIGO ÍNTIMO, PAI, IRMÃO.

 MAS ALÉM DISSO, MARIA O AMA COMO FILHO, ADORA-O E RESPEITA-O COMO DEUS E SENHOR.

 TEM ELE COMO AMIGO E AO MESMO TEMPO IRMÃO, ALÉM DE FILHO.

ELA  SENTE DEUS COMO SEU PAI, MAS TAMBÉM DEUS É SEU ESPOSO, PORQUE ELE QUEM FEZ JESUS SER GERADO EM SEU SEIO.

TUDO É MAIS ALTO EM E GRANDIOSO EM MARIA.

SER MÃE, ESPOSA, FILHA, AMIGA.





RAINHA DOS ANJOS POR TANTOS PRIVILÉGIOS.

RAINHA DOS SANTOS, POR SER A ESCOLHIDA, E ENTRE TODOS OS HOMENS E MULHERES, A MAIS SANTA.










RAINHA DO CÉU, POR TANTA HUMILDADE E TANTA GRANDEZA.

 RAINHA DA TERRA, POIS A ELA TROUXE A SALVAÇÃO, JESUS CRISTO E É A PRIMEIRA DE UMA MULTIDÃO DE REMIDOS E SANTOS.

ELA É  A NOVA EVA, A MÃE DE TODOS OS VIVENTES SALVOS NO SANGUE DO CORDEIRO.



SALVE RAINHA, MÃE DE MISERICÓRDIA, VIDA, DOÇURA, ESPERANÇA NOSSA, SALVE!

A VÓS BRADAMOS, DEGREDADOS, FILHOS DE EVA.

A VÓS SUSPIRAMOS, GEMENDO E CHORANDO NESTE VALE DE LÁGRIMAS.

EIA, POIS, ADVOGADA NOSSA!

ESSES VOSSOS OLHOS MISERICORDIOSOS, A NÓS VOLVEI.

E DEPOIS DESTE DESTERRO, MOSTRAI-NOS JESUS, BENDITO O FRUTO DO VOSSO
VENTRE.

Ó CLEMENTE, Ó PIEDOSA, Ó DOCE E SEMPRE VIRGEM MARIA!

ROGAI POR NÓS SANTA MÃE DE DEUS,
PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE CRISTO!

















RAINHA DOS CÉUS, ALEGRAI-VOS, ALELUIA!







sábado, 21 de agosto de 2010

ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA

 A Dormição

"Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados" ( I Cor 15,51)

Não há registros históricos do momento da morte de Maria.

 Diz uma tradição cristã que ela teria morrido (Dormição da Virgem Maria) no ano 42 d.C. e seu corpo depositado no Getsêmani.



Desde os primeiros séculos, usou-se a expressão dormitação, do lat. dormitáre, em vez de "morte". 

Alguns teólogos e mesmo santos da Igreja Católica, por devoção, sustentam que Maria não teria morrido, mas teria "dormitado" e assim levada aos Céus; outra corrente, diversamente, sustenta que não teria tido este privilégio uma vez que o próprio Jesus passou pela morte.

A Igreja definiu apenas que:
 
 "...a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".
 
(CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA PIO XII "MUNIFICENTISSIMUS DEUS)




Na liturgia bizantina a festa da dormição ocorre no dia 31 de agosto, é a Dormição da SS. Mãe de Deus, "Kóimesis" em grego e Uspénie em língua eslava eclesiástica, termos que se referem ao ato de dormir. 

A partir de 1 de agosto, na Igreja oriental e bizantina (ortodoxos e greco-católicos) inicia-se a preparação para esta festa. 

O dia 15 de agosto foi estabelecido pelo imperador Maurício (582-602), do Império Romano do Oriente, mantendo assim uma antiga tradição, no Ocidente foi introduzida pelo Papa Sérgio I. 






Do ponto de vista oficial do magistério, entretanto, a Igreja Católica, sobre a matéria da morte de Maria, nunca se pronunciou, o que coloca o tema na livre devoção dos fiéis.

Reservou-se ao dogma apenas o tema da Assunção em si. Sobre a dormição de Maria, entretanto,
João Paulo II assim se manifestou:



(...) O Novo Testamento não dá nenhuma informação sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio induz supor que se produziu normalmente, sem nenhum fato digno de menção. Se não tivesse sido assim, como teria podido passar desapercebida essa notícia a seu contemporâneos sem que chegasse, de alguma maneira até nós?



No que diz respeito às causas da morte de Maria, não parecem fundadas as opiniões que querem excluir as causas naturais. Mais importante é investigar a atitude espiritual da Virgem no momento de deixar este mundo. A este propósito, São Francisco de Sales considera que a morte de Maria se produziu como efeito de um ímpeto de amor. Fala de uma morte "no amor, por causa do amor e por amor" e por isso chega a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor por seu filho Jesus (Tratado do Amor de Deus, Liv. 7, cc. XIII-XIV).



Qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, do ponto de vista físico, Lhe tenha produzido a morte, pode-se dizer que o trânsito desta vida para a outra foi para Maria um amadurecimento da graça na glória, de modo que nunca melhor que nesse caso a morte pode conceber-se como uma "dormição". 





Assunção de Maria.



A Assunção de Maria é a crença tradicional realizada pelos cristãos católicos, ortodoxos, anglicanos, e algumas denominações protestantes que a Virgem Maria no final de sua vida foi fisicamente assunta para o céu.







A Igreja Católica ensina esta crença como um dogma de que a Virgem Maria "ao concluir o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma para a glória celestial." 

 Isto significa que Maria foi transportada para o céu com o seu corpo e alma unidas. 

Na Bíblia, vemos que outros personagens também foram elevados ao céu, como Moisés, apesar de morto (Jd 1,9), Henoc que "pela fé, foi levado, a fim de escapar à morte e não foi mais encontrado, porque Deus o levara (...)" (Hebreus, 11,5), Elias  que subiu num carro de fogo, e foi arrebatado por Deus, em corpo e alma. (II Reis, II, 1-11).
Esta doutrina foi dogmaticamente e infalivelmente definida pelo Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, na sua Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. 

A festa da assunção para o céu da Virgem Maria é celebrada como a "Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria" pelos católicos, e como a Dormição por cristãos ortodoxos.

 Nestas denominações a Assunção de Maria é uma grande festa, normalmente comemorada no dia 15 de agosto.



O dogma da Assunção refere-se a que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. 

Este dogma foi proclamado ex cathedra pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, por meio da Constituição Munificentissimus Deus:






"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência;
para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".

 






O Novo Catecismo da Igreja Católica declara:


"A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos" (n. 966). 







Nos Livros Apócrifos

"Tenho muitas outras coisas para escrever-vos, porém, não quero fazê-lo por tinta e papel, pois espero ir até vós e falar-lhes face a face, para que nosso gozo seja completo" (2João 1,12).
 

Muitas tradições religiosas em relação à Maria, guardadas na memória popular e em dogmas de fé, têm suas origens nos apócrifos, assim como: a palma e o véu de nossa Senhora; as roupas que ela confeccionou para usar no dia de sua morte; sua assunção ao céu; a consagração à Maria e de Maria; os títulos que Maria recebeu na ladainha dedicada a ela; os nomes de seu pai e de sua mãe; a visita que ela e Jesus receberam dos magos; o parto em uma manjedoura, etc.


 Vejamos a passagem do livro de São João sobre a Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria:


"E Pedro tendo no cantar do hino, todos os poderes dos céus respondiam com um Aleluia.

E então o rosto da mãe do Senhor brilhou mais brilhante que a luz, e ela foi elevada para as alturas e abençoava cada um dos apóstolos com o própria mão, e todo deram glória a Deus;
e o Senhor esticando adiante suas mãos puras,  recebeu sua alma e seu corpo inocente e sagrado.
E com a partida de sua alma e corpo inocente o lugar foi enchido com perfume e luz inefável; e, vê, uma voz para fora do céu foi ouvida, dizendo: Tu és bendita entre as mulheres".




Quis Nosso Senhor dar esta suprema consolação à sua Mãe Santíssima e aos seus apóstolos e discípulos que assistiram a "dormição" de Nossa Senhora, entre os quais se sobressai S. Dionísio Aeropagita, discípulo de s. Paulo e primeiro Bispo de Paris, o qual nos conservou a narração desse fato.

Diversos Santos Padres da Igreja contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precedera o desenlace da Bem-aventurada Virgem Maria. 


S. João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo.







Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que a Providência divina parecia ter afastado, para melhor manifestar a glória de Nossa Senhora, como dele já se servira para manifestar o fato da ressurreição de Nosso Senhor.



S. Tomé pediu para ver o corpo de Nossa Senhora.

Quando retiraram a pedra, o corpo já não mais se encontrava.

Do túmulo se exalava um perfume de suavidade celestial! 


 

Como o seu Filho e pela virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara ao terceiro dia. 

Os anjos retiraram o seu corpo imaculado e o transportaram ao céu, onde ele goza de uma glória inefável.



Nada é mais autêntico do que estas antigas tradições da Igreja sobre o mistério da Assunção da Mãe de Deus, encontradas nos escritos dos Santos Padres e Doutores da Igreja, dos primeiros séculos, e relatadas no Concílio geral de Calcedônia, em 451.






 Muito pouco ainda descobrimos sobre a grandeza de Nossa Senhora, como bem disse S. Luiz Maria G. de Montfort em seu livro "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem".



O TEXTO A SEGUIR FOI RETIRADO DO SITE: http://www.papirologia-nt.com/ass-mar.htm



Tendo em conta as diferentes tradições, procuraremos apresentar duas opções como data da Assunção de Maria ao Céu.








Na Igreja da Dormição, em Jerusalém, há um belo ícone que representa o último sono de Maria. 

Enquanto sua alma, como uma criancinha, é recebida nos braços de Jesus, seu corpo repousa no meio dos Apóstolos.

Estamos muito provavelmente depois do ano 42.

 Os Apóstolos voltaram a Jerusalém para este último repouso da Virgem. 




Sobre este ícone podemos constatar a presença de dez Apóstolos. Falta Tiago Maior, o Irmão de João, pois ele foi martirizado no ano 42, ele, o primeiro entre os Apóstolos a beber o Cálice do Senhor.


É, pois, da Jerusalém celeste que Tiago assistirá à Assunção de Maria ao Céu.

 Sobre este ícone, falta também Tomé, que, segundo uns escritos apócrifos, teria chegado atrasado para assistir ao último repouso da Virgem.

 Tomé teria, porém, descido ao Vale do Cédron onde teria constatado que o corpo de Maria não estava no túmulo.

 O túmulo de Maria, como o de Jesus, permanece vazio. 

Jesus e Maria estão ressuscitados. 








Será no ano 49 ou antes do ano 49 (ano do Concílio de Jerusalém), que devemos colocar a ressurreição de Maria? 

No ano 49, Maria teria 70 anos.


Sabemos que João participou do Concílio de Jerusalém com Tiago, o Irmão do Senhor, e Pedro (Cefas) (Cf. Gal 2, 9).


 Se Maria foi elevada ao Céu no ano 49, Ela teria acompanhado durante 19 anos o crescimento da Igreja depois da morte de Jesus. 

É uma primeira opção que tem certamente o seu valor, pois em nossa pesquisa não há textos indiscutíveis, mas somente tradições.






Numa segunda opção levaremos em conta as datas da redação do Evangelho de Lucas, particularmente o Evangelho da Infância. 

Podemos supor, sem poder prová-lo, que Lucas encontrou a Virgem em Éfeso durante os oitos anos passados em Filipos.


Uma tradição reconhece Lucas como o pintor (iconógrafo) da Virgem Maria. 

Quando Lucas teria “escrito” o ícone da Virgem, feito o retrato de Nossa Senhora? 

Podemos pensar que quando ele se encontrava em Filipos, na Macedônia, e Maria estava em Éfeso, Lucas teria ido visita-la em Éfeso. Filipos e Éfeso, por via marítima, são próximos.

 Somente alguns dias de viagem.


Em todo caso, é de boa informação que Lucas escreveu seu Evangelho da Infância (Lc 1,5 – 2,52) e fez o retrato de Nossa Senhora. 

Aqui, estamos entre os anos 50 e 58 (Cf. Datas dos escritos do Novo Testamento, La Terre Sainte, Jerusalém, pp. 179-180, Julho-Agosto 1999).






Na sua liturgia, na festa da Assunção, a Igreja nos apresenta um trecho do Apocalipse de São João (Ap 11,19ª; 12,1.3-6ª.10ab). 

Esta passagem fala duma “Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,l). 

A perspectiva não é a da Mãe de Jesus como no Evangelho da Infância; não é também da Mulher das Bodas de Caná, como no início da vida pública de Jesus (Jo 2,1-12); não é tão pouco a Mulher ao pé da Cruz (Jo 19,25-27). 

A perspectiva é a duma Mulher Celeste, uma Mulher arrebatada ao Céu. 

Esta leitura, que é escolhida para a Festa da Assunção de Nossa Senhora, nos colocaria entre os anos 68 e 70, exatamente no tempo em que São João poderia ter redigido o Apocalipse. 

Nesse tempo, Maria já teria sido assunta em corpo e alma à Glória do Céu. 










Se esta Assunção, como nos diz outra tradição, teve lugar em Jerusalém, podemos sugerir como hipótese final, para a dormição de Maria, o ano 65. 

Estamos um pouco antes da revolta judaica (66-70).

 João e Maria teriam, por uma última vez, voltado a Jerusalém.

 É então que Maria teria adormecido no seu último sono no Monte Sião, teria sido sepultada no Vale do Cédron, para de lá ser levada ao Céu. 







João, depois da Assunção de Maria, teria voltado a Éfeso. 

As grandes perseguições tinham começado com o incêndio de Roma (na noite do 18-19 de julho de 64). 

No ano 68, deu-se a morte de Nero. 

João é exilado na Ilha de Patmos. É de lá que escreve o Apocalipse que leva o seu nome.






O mistério pascal de Jesus se prolonga na Igreja. A Igreja é apresentada como a “Mulher grávida, que grita entre as dores do parto, atormentada para dar a luz” (Ap 12,2).


João, nos últimos capítulos do Apocalipse, não faz alusão à destruição do Templo de Jerusalém.

 Ele apresenta a Igreja como a Esposa do Cordeiro que vai ao encontro do seu Esposo (Apocalipse, capítulos 21 e 22). 







Podemos retomar esta segunda opção, esta segunda data, do ano 65, tentando concretizar a partir do título da revista franciscana “A Terra Santa” de julho-agosto de 1999: “Num belo céu de verão, a Assunção de Maria”: 










No dia 15 do mês de agosto (data litúrgica), a Virgem Imaculada, Maria, Mãe de Jesus, foi elevada ao Céu, em corpo e alma, com a idade de 86 anos, em um Beijo de Deus.

 Como Jesus, na Páscoa do ano 30, com a idade de 36 anos, foi arrebatado ao Céu, em corpo e alma, em um Beijo de Deus.

 (Lucas fala do arrebatamento de Jesus, da analempsis de Jesus no seu Evangelho e nos Atos dos Apóstolos, como Elias tinha sido arrebatado ao Céu num carro de fogo. Para Lucas, Jesus é o Novo Elias).










Jesus e Maria são as primícias de todos os eleitos que devem também ressuscitar dos mortos, que devem também ser arrebatados ao Céu em um Beijo de Deus. 

Então, no fim dos tempos, Moisés, com todos os eleitos, será também arrebatado ao Céu em um Beijo de Deus, por ocasião da volta do Senhor Ressuscitado.






Os primeiros cristãos viviam desta esperança da volta do Senhor Jesus. 

No ano 50, Paulo pregava esta esperança na cidade de Tessalônica. Esta pregação de Paulo chegou até nós particularmente através das suas cartas aos Tessalonicenses (1Ts e 2Ts).













Que Israel, proclamando a Assunção de Moisés ao Céu em um Beijo de Deus, possa também reconhecer o amor de Deus, não somente para com Moisés, mas também para com uma Filha de Sião, a Mãe de Jesus, assunta ao Céu em um Beijo de Deus.


Crendo neste amor de Deus para com Maria, para com Moisés e para com todos os homens, podemos pedir a Deus que sejam destruídos os muros de separação que se levantam entre os povos e que sejamos reunidos neste Beijo de Deus, que é a manifestação da Agape e do Eros de Deus.


Bento XVI, na sua carta encíclica “Deus Caritas Est”, nos falou oportunamente desta Agape e deste Eros que no amor infinito de Deus se identificam.