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domingo, 25 de junho de 2023

AS FLORES E FRUTOS NA BÍBLIA E NO CRISTIANISMO

 FLORES E FRUTOS:

1 - ROSA

2 - FLORES 

3 - LÍRIO

4 -  PALMA OU RAMOS

5 - ROMà

6- FIGO






1- A ROSA 

Flor dedicada principalmente a Nossa Senhora, Mãe de Deus.

Em muitas aparições de Nossa Senhora, a Virgem Maria fala de rosas ou aparece com elas.

Em Lourdes, na França, Nossa Senhora apareceu com rosas douradas nos pés.

Na Itália, Nossa Senhora apareceu com três rosas no peito:

Nela, as três espadas se transformaram em três rosas: uma cor de rosa, uma branca e uma dourada.  Quando apareceu, pediu que todos orassem pelos sacerdotes através de uma nova devoção mariana que seria difundida pelo mundo.  Ela também pediu, na aparição, que o último dia de todos os meses fosse consagrado a Ela e que o dia 13 de julho fosse definido como o dia da Rosa Mística.

As rosas representam os três pedidos de nossa senhora, sendo eles: o espírito de oração, representado pela rosa branca; o espírito de expiação e sacrifício, simbolizado pela rosa vermelha e o espírito de penitência, simbolizado pela rosa dourada.


A rosa também é símbolo de graças de Santa Terezinha.


Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.


Cânticos 2,1

O deserto e o lugar solitário se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa.

Isaías 35,1







2- FLORES 

Flores na Igreja e no altar:

A Bíblia nos fala que o Rei Salomão enfeitou o Templo com imagens, flores , candelabros. O mesmo que fazemos na Igreja Católica.

Fez também Salomão todos os objetos que eram para a casa de Deus, como também o altar de ouro, e as mesas, sobre as quais estavam os pães da proposição.
E os castiçais com as suas lâmpadas de ouro finíssimo, para as acenderem segundo o costume, perante o oráculo.
E as flores, as lâmpadas e os espevitadores eram de ouro, do mais finíssimo ouro.

2 Crônicas 4,19-21



E todas as paredes da casa, em redor, lavrou de esculturas e entalhes de querubins, e de palmas, e de flores abertas, por dentro e por fora.

1 Reis 6,29


Fez também o candelabro de ouro puro; de obra batida fez este candelabro; o seu pedestal, e as suas hastes, os seus copos, as suas maçãs, e as suas flores, formavam com ele uma só peça.
Seis hastes saíam dos seus lados; três hastes do candelabro, de um lado dele, e três do outro lado.
Numa haste estavam três copos do feitio de amêndoas, um botão e uma flor; e na outra haste três copos do feitio de amêndoas, um botão e uma flor; assim eram as seis hastes que saíam do candelabro.
Mas no mesmo candelabro havia quatro copos do feitio de amêndoas com os seus botões e com as suas flores.

Êxodo 37,17-20



E assim fez à porta do templo ombreiras de madeira de oliveira, da quarta parte da parede.
E eram as duas portas de madeira de cipreste; e as duas folhas de uma porta eram dobradiças, assim como eram também dobradiças as duas folhas entalhadas das outras portas.
E as lavrou de querubins e de palmas, e de flores abertas, e as revestiu de ouro acomodado ao lavor.

1 Reis 6,33-35



As flores simbolizam o Paraíso, pois o Gênesis diz que Deus fez um jardim:


E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.

Gênesis 2,8

E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,

Gênesis 2,16






As flores e os frutos são os símbolos de Santa Dorotéia patrona dos jardins e flores, pois na hora de sua morte um anjo apareceu com um cesto de flores e frutos:

Vejamos um trecho do martírio de Santa Dorotéia:

"Ao escutar Dorotéia dizer que iria para o céu onde era eterna a primavera, um dos pretores, de nome Teófilo, zombou dela dizendo:

"Pois já que vais ao jardim de teu esposo onde a primavera é eterna, envia-me de lá frutos e rosas perfumadas".



Doroteia prometeu realizar sua vontade.

Antes de a espada dobrar sobre sua cabeça, ela rezou e pediu a Deus que realizasse sua promessa. Apareceu-lhe subitamente um anjo, tendo às mãos uma cesta com três belas maçãs e três perfumadas rosas.

Doroteia tomou um lenço, enxugou com ele o suor e entregou-o ao anjo, dizendo-lhe:

"Vai e leva a Teófilo e diz que Doroteia, serva de Cristo, lhe envia os frutos e as flores que ele pediu. E diz também que, se ele quiser mais, que vá ter com ela no paraíso".


As flores simbolizam sinais de Deus:

Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas.

Números 17,8






As flores simbolizam amor, entrega ao amado, um tempo de graças:

O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi;
Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.

Cânticos 2,10-12


A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.

Cânticos 2,13

As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma.

Cânticos 5,13






3 - O LÍRIO
SÍMBOLO DA PUREZA, VIRGINDADE E CASTIDADE

Flor de Santo Antônio, São José e das Santas Virgens.


Qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas.

Cânticos 2,2



O lírio simboliza a entrega das almas Santas  Virgens ou Castas a Jesus, o Amado:

Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu;ele apascenta entre os lírios.

Cânticos 6,3

O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para apascentar nos jardins e para colher os lírios.

Cânticos 6,l-2






O lírio também simboliza beleza, simplicidade, humildade, como Santo Antônio de Pádua ou Lisboa foi simples, pobre e virgem.


E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

Mateus 6,28



Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.

Lucas 12,27







O Lírio também representa a castidade de São José:

A representação de São José com um bastão florido na mão existe por causa de um fato narrado no “Protoevangelho de Tiago,” também conhecido como:
 “A história do nascimento de Maria”. 
O texto é datado do final do segundo século e atribuído a São Tiago.  
Segundo esse texto, Maria fora criada no templo e alimentada pelos anjos. Com doze anos (doze anos já era idade adulta, naquele tempo), o sumo sacerdote convocou os viúvos da Judeia para que um deles, após receber um sinal do céu, pudesse se casar com Maria. 
Naquele tempo era muito comum que os homens carregassem um bastão ou bengala. Assim que chegou ao templo cada um foi convidado a deixar a bengala sobre o altar durante uma noite. O próprio Deus faria florescer o bastão daquele que seria o escolhido para desposar a futura mãe de Jesus. 
No outro dia, pela manhã, o Sacerdote Zacarias, após fazer suas orações, tomou os bastões e foi entregando um a um dos convidados. Somente o bastão de São José havia florescido durante a noite. Dessa maneira, ele foi escolhido para ser o esposo de Maria. Cheio de temor ele a tomou consigo levando-a para sua casa... 
Por isso, ainda hoje, ele costuma ser representado com um bastão florido em uma das mãos. As flores que brotaram desse bastão foram lírios, flores  associadas à pureza. São José foi um homem puro e santo. Por isso foi escolhido por Deus para ser o esposo de Maria e o pai adotivo de Jesus.







4- PALMAS OU RAMOS

É o símbolo do martírio, por isso aparece em muitas imagens de Santos:

Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;

Apocalipse 7,9






5- FRUTO - ROMÃ


Na Bíblia, as romãs surgem em algumas passagens e estavam esculpidas no Templo de Salomão, em Jerusalém. Na tradição católica, a romã é consumida no Dia de Reis, 6 de janeiro.

No Cristianismo, a romã simboliza a perfeição divina, o amor cristão e a virgindade de Maria, mãe de Jesus.







É frequentemente mencionada nos Cânticos de Salomão (Cânticos 4:3,13, etc.). A orla do manto azul e do éfode do sumo sacerdote era adornada com a representação das romãs, alternando com sinos de ouro (Êxodo 28:33-34), como também os “capitéis sobre as duas colunas” (1Reis 7:20) que “estavam diante da casa”

E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor.

Êxodo 28,33

Como um pedaço de romã, assim são as tuas faces entre os teus cabelos.

Cânticos 6,7





6- FIGO 

É dito que Adão e Eva utilizaram folhas de figueira para costurarem suas vestimentas, após comerem o fruto do conhecimento. 
É por conta disso, que a folha da figueira também passou a ser usada na arte para cobrir os órgãos genitais, sendo considerada um símbolo de castidade.


Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

Gênesis 3,7






O figo também é símbolo de Santa Rita de Cássia:

O milagre dos figos e da rosa
Durante quatro anos prostrada pela doença na cama, Rita recebeu a visita de uma amiga de Roccaporena. E esta perguntou se ela tinha algum pedido de sua antiga casa. Rita disse que tinha um profundo desejo de comer dois figos maduros e ver uma linda rosa. Todavia, sua amiga tentou a desenganar, pois, o inverno era muito rigoroso, nevava-se muito, e, era impossível ter vida no jardim. Porém, querendo atender ao pedido de Rita, sua amiga foi até o jardim, lá havia uma roseira com os ramos secos, mas na ponta havia milagrosamente uma belíssima rosa. E, outra surpresa: na figueira congelada, dois figos belos e maduros. Colhe-os e levou-os à Rita











sexta-feira, 7 de abril de 2023

SÁLVIA - ERVA DA VIRGEM MARIA







Conta a lenda que quando São José e Nossa Senhora fugiram do Rei Herodes que queria matar o Menino Jesus, eles chegaram ao Egito, mas ninguém estava disposto a ajudá-los no novo lugar.

José pediu a Maria que descansasse enquanto ele saía em busca de água. 

De repente, Maria ouviu o barulho de cavalos se aproximando e tremeu de medo ao pensar no que estava reservado para ela e Jesus se Herodes os encontrasse. 

Totalmente desamparada e com medo pela vida de seu filho, a Virgem Maria pediu a uma roseira próxima um lugar para se esconder, mas a planta recusou qualquer tipo de refúgio por medo de ser esmagada pelos soldados furiosos; acredita-se que a roseira começou a dar espinhos desde então. 







A Santa Mãe Maria então se voltou para o arbusto de cravo em busca de refúgio, mas sem sucesso, pois a planta estava muito ocupada florescendo; diz-se que, desde então, o cravo-da-índia tem flores que exalam um cheiro ruim. 








O único arbusto que restava agora era a planta sálvia e ela foi muito gentil e se ofereceu para ajudar a Virgem Mãe Maria. Rapidamente floresceu e criou um abrigo para a mãe e a criança. 

Quando os soldados passaram por eles, não tiveram qualquer suspeita.






A Virgem Maria, em sua gratidão, agradeceu e abençoou a planta dizendo:

 "Sálvia, oh Santa sálvia, muito obrigada. Eu te abençoo por sua boa ação da qual todos se lembrarão de agora em diante". 

Desde então, a planta sálvia é reverenciada por seus poderes curativo.







Ela é um ingrediente comum no recheio de Natal.







 A sálvia é uma das ervas usadas no mês de agosto nas igrejas eram dedicadas à Dormição da Mãe de Cristo e na festa da Assunção.

 Essa erva, para alguns da religiosidade popular,  protege contra magia, maus espíritos, tempestades de granizo, ajuda na fertilidade e facilita o parto. Também é  queimada como incenso durante festas religiosas 

Os índios mazatecas da montanhosa Oaxaca conhecem a Sálvia por vários nomes.

 A maioria dos nomes ilustra a relação entre a planta e a Virgem Maria, como ska Maria Pastora (a erva de Maria, a Pastora), hojas de Maria (folhas de Maria) e yerba Maria (erva de Maria). 

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Fontes:

https://salvia.bio/sage-history/
https://www.drhauschka.com/plant-glossary/sage/




segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ERVAS, PLANTAS E FLORES NO CRISTIANISMO - BÍBLIA, LENDAS E TRADIÇÕES

A Bíblia cita algumas ervas e especiarias usadas para incenso, óleo, perfume, condimento e medicina:

"Tu, pois, toma para ti das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos siclos, e de canela aromática a metade, (...)e de cálamo aromático  (...) E de cássia (...) e de azeite de oliveiras (...). (...) este será o azeite da santa unção."
Êxodo 30,23-25

Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.
Provérbios 7,17

O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias.
Cânticos 4,14

Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras.
S. Lucas 11,42

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.
S. Mateus 23,23

E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.
S. Lucas 17,6



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Com o passar do tempo, os cristãos viram na natureza sinais de recordação da história de Jesus ou da Virgem Maria e dos Santos servos de Deus e algumas ervas, plantas ou flores foram associadas a alguma memória ou aspecto da religiosidade.


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Manjericão
Consta que crescia manjericão ao redor do túmulo de Jesus Cristo, após sua Ressurreição, e por isto nas Igrejas Ortodoxas Gregas benze-se a água com suas folhas e muitos vasos da planta ornamentam os altares.


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Alecrim
 Nas lendas cristãs diz-se que a Virgem Maria, na fuga para o Egito, descansou junto a um arbusto de alecrim (ou rosmaninho), o que deu à planta um carácter miraculoso.
A associação com a Virgem Maria também pode ser ligada a tradição de decorar casas e igrejas com a erva no natal. 
A lenda mais famosa sobre essa planta é a que as flores do alecrim eram brancas. Elas se tornaram azul após a Virgem Maria colocar seu manto azul sobre um arbusto de alecrim. Acreditava-se que o arbusto não crescia mais que 1 metro, não importando o quão velho, pois ele se recusava a ficar mais alto que Cristo. 


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Verbena 
No início da era cristã, a lenda popular afirmava que Vervain Comum ( V. officinalis ) era usado para estancar as feridas de Jesus após sua remoção da cruz . Foi consequentemente chamado de "Holy Herb" (Santa Erva) ou (eg no País de Gales) "Devil's bane" (Expulsa diabo).


A Palma e ramos de oliveira


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No Domingo de Ramos, recorda-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido por seus discípulos e pelo povo com palmas e ramos de oliveira.
No Apocalipse, São João vê os Santos Mártires "trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;"(Apocalipse 7,9).


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A palavra palmeira faz menção à palma da mão, pois as folhas assemelham-se a uma palma aberta. Phoenix provém de phoinix (grego) que, segundo a mitologia, era o nome da ave que renascia das próprias cinzas. De acordo com algumas lendas, era onde a ave fazia seu ninho, mas há estudiosos que acreditam que esta associação se deve à semelhança entre a as folhas da palmeira e as asas abertas de uma ave gigante. 
É possível que a relação entre a palma e os mártires tenha raízes nesta alegoria entre a morte e o renascimento. Os mártires abriram mão de suas vidas terrestres com a crença de uma próxima vida que se daria no céu.




Flor do Maracujá 

A Flor de Maracujá significa a Paixão de Cristo, por isso, é também conhecida como “Flor da Paixão”.
Quando os missionários europeus chegaram à América, se encantaram com a exuberância da flor e associaram de imediato alguns dos seus elementos ao calvário de Cristo. Por esse motivo a flor de maracujá também significa “Coração Ferido”.
A simbologia da flor de maracujá foi relacionada da seguinte forma: os três estigmas correspondiam aos três cravos que prenderam Cristo na cruz; as cinco anteras representavam as cinco chagas; as gavinhas eram os açoites usados para o martirizar; por fim, no formato da flor era visível a imagem da coroa de espinhos levada por Cristo para o ato de crucificação.

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Os tons de roxo que colorem a flor simbolizam o sangue derramado por Jesus Cristo. Aliás, a cor roxa é usada nos rituais cristãos durante a Semana Santa. A história conta que no século XVII o Papa Paulo V ficou maravilhado quando recebeu flores de maracujá de presente e que ordenou que fossem cultivadas em Roma. As flores que tinham vindo da América do Sul, foram um sinal para o Papa que o Evangelho era também para ser espalhado no “Novo Mundo”.
No simbolismo religioso, o formato redondo do fruto maracujá corresponde ao mundo de pecado que Cristo deu a sua vida para o salvar.

Em outras línguas, o maracujá é conhecido como o “fruto da paixão”: passion fruit (em Inglês), fruit de la passion (em Francês), fruta.


Algumas flores associadas à Virgem Maria:



 ESTRELA-DE-BELÉM - Segundo a lenda, a estrela que levou os três reis magos a Belém irrompeu em milhares de fragmentos depois de ter parado em seu destino. Estes brilhantes fragmentos que caíram no chão foram transformados em flores.

 ROSA DO NATAL - Helleborus niger , a rosa de Natal, milagrosamente apareceu quando as asas de um anjo varreram o chão a fim de oferecer um presente para uma menina pobre.

LÍRIO BRANCO - simboliza a pureza da Virgem Santíssima.

BÁLSAMO DE GILIAD -São Bernardo elogiou a Virgem Maria como "a violeta da humildade, o lírio da castidade, a rosa da caridade, o bálsamo de Gileade e o dourado círio do céu".

ROSA CANINA -foi adotada como emblema do amor de Deus por Maria.

MURTA - símbolo da virgindade da Mãe de Deus.

CALÊNDULA - símbolo da glória da Santa Virgem.

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JARDINS DE MARIA

 São Fiacre (600-670), padroeiro dos jardineiros, dedicou a sua vida a cuidar de um jardim que rodeia um oratório e um convento que ele construiu e dedicou a Maria. Foi o primeiro jardim de Maria. Jardim de Maria são jardins que cultivam flores e ervas que fazem memória ao culto da Virgem Santa ou de seu Filho Adorado.



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domingo, 9 de dezembro de 2018

AS ERVAS E FLORES DA VIRGEM MARIA


Há ervas e flores que através dos séculos foram associadas com a Virgem Maria, pode-se dizer que têm raízes que remontam a tempos anteriores a Cristo. Mesmo assim, as ervas, especialmente suas flores, serviram como símbolos de tudo que era puro e santo, como encontrado em Cristo e em sua Virgem Mãe.

Lendas sobre muitas dessas flores são abundantes no folclore cristão. 


FLOR ESTRELA-DE-BELÉM
Estrela-de-belém

Está relacionado que Ornithogalum arabicum , Estrela de Belém, apareceu pela primeira vez na noite do nascimento de Cristo. Segundo a lenda, a estrela que levou os três reis magos a Belém irrompeu em milhares de fragmentos depois de ter parado em seu destino. Estes brilhantes fragmentos que caíram no chão foram transformados em flores, indicando aos Magos a santidade da área. 

 A ROSA DO NATAL

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Helleborus niger , a rosa de Natal, milagrosamente apareceu quando as asas de um anjo varreram o chão a fim de oferecer um presente para uma menina pobre que chorava porque não tinha nenhum presente para colocar ao lado daqueles trazidos pelos pastores à manjedoura em Belém.

No "simbolismo da natureza" da Igreja, certas plantas, como trigo, uvas, plantas espinhosas e flores em forma de cruz, que recordavam a Última Ceia, o Coroamento de Espinhos, a Crucificação e o Corpo Místico, referiam-se diretamente a Cristo
No entanto, ervas e flores eram geralmente referidas a Cristo através de sua Mãe, e assim Maria, tipificada como a Noiva Mística de Cristo pelos Padres da Igreja, recebeu os títulos de Rosa Mística, Rosa de Saron, Lírio-do-Vale, e jardim fechado.

Cristãos medievais, em sua busca pela mais exata semelhança de Maria, perceberam que, de todas as criações de Deus, ninguém conseguia distinguir flores representando a beleza de sua santidade, o esplendor de sua glória celestial e a imaculabilidade de sua pureza. Da mesma forma, ervas e flores aromáticas eram insuperáveis ​​ao recordar sua doçura espiritual: ervas calmantes e curativas, sua misericórdia e socorro celestiais; e ervas amargas e amargas, suas tristezas amargas.


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Lírio branco

O Venerável Bede (673-735), monge beneditino, historiador e estudioso, escreveu sobre o lírio branco como emblema da Santíssima Virgem; as pétalas brancas simbolizavam a pureza de seu corpo e as anteras de ouro a beleza de sua alma. 
Mais tarde, São Bernardo elogiou a Virgem Maria como "a violeta da humildade, o lírio da castidade, a rosa da caridade, o bálsamo de Gileade e o dourado círio do céu".

Bálsamo-de-Gileade - Populus candicans

Bálsamo-de-Gilead (Populus candicans)


Com o tempo, mais e mais ervas e flores, associadas a Maria de várias maneiras, assumiram um significado emblemático e foram adotadas como significando virtudes específicas. 

A ROSA CANINA
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Entre estes, alguns dos mais importantes foram a rosa ( Rosa canina ), que foi adotada como emblema do amor de Deus por Maria; o lírio branco ( Lilium candidum , Madonna lily), sua pureza; a murta ( Myrtus communis ), sua virgindade; e o calêndula ( Calendula officinalis ), sua glória celestial.


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Murta, símbolo da virgindade da Virgem Maria

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A calêndula, símbolo da glória da Virgem Maria


Os cristãos, que viram essas ervas e flores como sinais especiais do céu e o desdobramento da vida espiritual, reuniram-nos para a igreja e, finalmente, começaram a colocá-las nos altares. Para ocasiões especiais, eles estavam espalhados por toda a igreja e tecidos em guirlandas e coroas que eram usadas pelos sacerdotes.

À medida que sua importância se intensificou, essas flores e ervas simbólicas foram coletadas e cuidadas nos jardins de algumas igrejas com o propósito de fornecer flores e ervas cortadas para o altar e para as procissões.

 Em alguns lugares foram criados pequenos jardins dedicados exclusivamente ao cultivo das plantas simbólicas associadas a Maria, frequentemente plantadas em volta de figuras estatuárias da Virgem Maria ou da Virgem com o Menino. Esses jardins de especialidades, chamados Jardins de Santa Maria, ou Jardins de Maria, permitiram que as pessoas honrassem a Virgem Maria e seu Filho diretamente no jardim, bem como através do uso das flores cortadas dentro da igreja.

Não se sabe exatamente onde ou quando um Jardim de Maria foi plantado pela primeira vez. No entanto, sabe-se que São Fiacre (600-670), padroeiro dos jardineiros, dedicou a sua vida a cuidar de um jardim que rodeia um oratório e um hospício que ele construiu e dedicou a Maria, e talvez tenha sido o seu jardim que serviu como modelo e inspiração para esses jardins.

Inquestionavelmente, muitos desses jardins existiram nos tempos medievais.

A literatura referente ao período da descoberta do Novo Mundo, mostra que os primeiros exploradores e colonizadores não apenas trouxeram muito cedo plantas que eram simbolicamente relacionadas com a Virgem Maria, mas também rapidamente associavam plantas nativas com nomes simbólicos. 

Entre estes últimos estão: duas orquídeas terrestres,

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 Lady's Slipper ( Cypripedium spp. ) 
Sapatos da Senhora


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E Lady's Tresses ( Spiranthes spp. ); 
Tranças da Senhora

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Pinos de Madonna ( gerânio maculatum , gerânio selvagem); 



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Bata da Senhora ( Cardamine pratensis , agrião-dos-prados); 

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Manto de Nossa Senhora ( Ipomoea spp. , Glória da manhã);


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 e os medalhões de Nossa Senhora ( Polygonatum spp. , selo de Salomão).

Embora o simbolismo de flores no Novo Mundo tenha existido desde os dias de sua descoberta e colonização, não há, ironicamente, nenhuma evidência real de um Jardim de Maria em qualquer lugar das Américas até tempos bem recentes.





Pesquisas  nos últimos 30 anos sobre o folclore, flora, arte e jardins da Inglaterra medieval e renascentista, Irlanda, França, Alemanha, Países Baixos, Itália, Espanha e América Latina produziram uma lista de mais de 1000 ervas, flores, arbustos e nomes de árvores que são simbólicos de Maria. É interessante notar que muitos desses nomes simbólicos foram encontrados pela primeira vez mencionados nas obras de botânicos e ilustradores da Renascença que aprenderam sobre os nomes populares comuns ou simbólicos dessas plantas das pessoas comuns que encontraram em seu trabalho no campo. Nomes comuns de flora regional que tinham sido usados ​​pelo povo comum por centenas de anos foram historicamente registrados. Embora esta extensa lista, ainda em elaboração, ainda não esteja disponível ao público em geral.

Um pequeno Mary Garden, como parte de qualquer jardim, erva ou outro, certamente enriqueceria não apenas o jardim e o jardineiro, mas também os visitantes do jardim. Todas as ervas e flores evocam um certo fascínio em todos os que passam, mas ervas e flores que têm associações simbólicas especiais com a Virgem Maria adicionam um toque extra de admirar que lembra-nos todos do Criador, e que pode fazer o jardim verdadeiramente um " paradisi "ou" jardim do paraíso ".

Outras ervas e flores dedicadas à Virgem Maria:

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Erva de Santa Maria ou Mastruz


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Lágrimas de Nossa Senhora


( OBS: Se você, Vistiante, souber de mais alguma, acrescente nos comentários).

Fonte:
https://www.udayton.edu/imri/mary/h/herbs-and-flowers-of-the-virgin-mary.php/