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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

NOSSO SENHOR COLOCOU SEU PRÓPRIO CORAÇÃO EM SANTA CATARINA DE SENA






 Celebra-se a 17 de julho a festa de Santo Aleixo. Catarina esperava esse dia, com impaciência, para receber a santa comunhão. No entanto, achando-se indigna, suplicou ao Senhor que a purificasse. Teve então a sensação de que uma chuva de fogo e de sangue se espalhava sobre ela e a purificava até o íntimo da alma. De manhã, bem cedo, dirigiu-se para [a basílica de] São Domingos. Nada indicava que seu confessor fosse celebrar a missa: a Capella delle Volte estava deserta, as velas do altar apagadas, faltava o missal e Catarina não podia descobrir nenhuma daquelas pequeninas minúcias que revelam aos fiéis estar a missa por começar. Ajoelhou-se, porém, no lugar habitual e, pouco depois, apareceu Frei Tommaso que celebrou o santo sacrifício e lhe deu a sagrada comunhão.  

Avistando-se com ela no dia seguinte, contou-lhe o dominicano que, repentinamente, tivera a sensação de que ela o esperava na capela. “Mas, por que teu rosto resplandecia e porejava sua face?” indagou o sacerdote. “Ignoro, meu Pai, de que cor estavam minhas faces”, disse ela; “sei apenas que, quando recebi de vossa mão a hóstia santa, vi, não com os olhos do corpo, mas com o olhar da alma, uma tão grande maravilha e senti tamanha suavidade que nenhuma palavra poderá exprimir.






 E o que assim eu via, tão fortemente me empolgava, que todas as coisas criadas me produziam o efeito de um monturo infecto. Pedi, então, ao Senhor que anulasse minha vontade e me concedesse o dom da sua, ao que Ele anuiu, em sua grande misericórdia, pois me respondeu: “Filha minha querida, já que te dou minha vontade, é preciso que a ela de hoje em diante de tal modo te conformes que, sejam quais forem os acontecimentos, nada te possa perturbar”.

Ao relatar este colóquio, acrescenta Frei Tommaso que, a partir daquele dia, Catarina manteve sempre a mesma tranquilidade de espírito nas mais diversas circunstâncias.






No dia seguinte, Catarina confiou a seu confessor que, durante aquela visão, Jesus lhe havia mostrado longamente a chaga do seu lado, “assim como a mãe apresenta o sei ao filho recém-nascido”. E como ardesse em desejo de beijá-la, ele tomou-a nos braços e aplicou seus lábios contra a santa chaga. 







“Penetrou minh’alma então naquele abrigo sagrado. Conheci tantas coisas concernentes à natureza divina, que não compreendo como posso continuar a viver, sem que meu coração se dissolva de amor”. E a jovem suspirava, como a Sulamita do Cântico dos Cânticos: “Senhor, feriste meu coração; Senhor, feriste meu coração!” 

No mesmo dia (18 de julho de 1370, por conseguinte), Catarina repetiu inúmeras vezes, na sua oração, a palavra do Salmista: “Criai em mim um coração puro, ó Senhor, e renovai em mim o espírito de retidão”. 






E ela suplicou, ardentemente, a seu Salvador que lhe arrancasse o coração e, em troca, a fizesse participante do seu. Viu, então, distintamente, aparecer-lhe Jesus tirando-lhe do peito o coração e levando-o consigo. 






Durante alguns dias, viveu ela assim sem coração, conforme revelou a seu confessor, e, se bem que Frei Tommaso garantisse ser isso impossível, ela afirmou que tal era a verdade.

Pouco depois (no dia 20 de Julho, festa de Santa Margarida), ”estando, depois da missa, na Cappella delle Volte”, conta-nos Frei Tommaso, “viu, repentinamente, o Senhor diante dela, segurando entre as mãos um coração rubro e resplandecente que depôs no seu lado esquerdo, dizendo-lhe: ”Filha muito amada, da mesma forma que, noutro dia, retirei teu coração, dou-te hoje o meu em troca”.





Desde então, Catarina murmurava em suas preces: ”Senhor, eu te recomendo teu coração, em vez de ” eu te recomendo meu coração”. Numerosas amigas puderam verificar a presença de uma cicatriz, no local exato donde fora ele retirado. E muitas vezes, ao receber a santa comunhão, o novo coração de Catarina pulsava tão fortemente que era preciso admitir não ser ele um coração humano. As irmãs e Frei Tommaso ouviam, por vezes, cheios de admiração, as vibrações de alegria do coração de Jesus contido no seio da virgem. 






Foi depois dessa troca sublime que Catarina disse a seu confessor: “Não vedes que me tornei outra? Ah! Se soubésseis o que sinto! Não haveria coração, por mais empedernido, que não se comovesse; não haveria coração por mais orgulhoso que não se humilhasse! Minha alma se acha possuída de tamanha alegria que estranho meu corpo contê-la; meu ardor interior é tão vivo que, junto dele, as chamas exteriores mais parecem refrescar que queimar. E esse ardor produz, em minha alma, tal renovação de pureza e de humildade que tenho a impressão de me haver transformado em criancinha. Meu amor pelo próximo está tão inflamado que, voluntariamente, por ele sofreria a morte”. 







Catarina procurava exprimir, assim, o que se passava em sua alma. “Mas é impossível traduzir o que sinto”, exclamava ela, “pois quando o tento fazer tenho a impressão de atirar pérolas na lama!” 

Pouco mais tarde, provavelmente a 22 de julho, festa de Maria Madalena, apareceu de novo o Mestre à sua serva, acompanhado de sua Mãe e da grande pecadora convertida.


 E Jesus então lhe disse: “Quem preferes? Quem escolhes? A ti ou a mim?” Ao que ela respondeu como Simão Pedro: “Senhor, sabes todas as coisas, sabes, pois, que não tenho outra vontade senão a tua, outro coração que não seja o teu!” E enquanto Catarina olhava para Madalena, lembrou-se de que, na casa do Fariseu, ela embalsamara os pés do Salvador, e sentiu por ela um amor imenso. 





Jesus, notando tal sentimento, disse-lhe: “Eu te dou Maria Madalena por mãe; de hoje em diante, ela de modo especial velará por ti”. 






Desde então, Catarina deu sempre a Maria Madalena o nome de Mãe, esforçando-se por imitá-la em suas penitências, especialmente por um jejum tão rigoroso que chegou à abstenção completa de qualquer alimento. 







Trecho do livro “Santa Catarina de Sena”, Johannes Joergensen, pp. 125-128.

terça-feira, 28 de junho de 2011

PARA PROTEGER-SE DO MAL USE O ESCUDO DO CORAÇÃO DE JESUS







O Escudo em ocasiões de grande perigo




Em nossos tempos em que, devido à violência avassaladora e generalizada, os perigos nos ameaçam de todos os lados, é de primordial importância o uso do Escudo do Sagrado Coração de Jesus.








 Levando-o conosco — pode-se também colocá-lo em nossa casa, junto ao material escolar dos filhos, no automóvel, local de trabalho, sob o travesseiro de um enfermo etc.

 — estaremos, no interior de nossas almas, como que repetindo o que disse o Apóstolo São Paulo: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (Rom 8,31). Pois não há perigo de que Ele não possa nos livrar.

E mesmo em meio às dificuldades que a Providência envie para nos provar, estaremos confiantes na proteção divina, que nunca abandona aqueles que recorrem pedindo amparo e proteção.



Evidentemente, se nosso pedido de auxílio for feito por meio da Santíssima Mãe de nosso Divino Redentor, Ele nos ouvirá com muito mais agrado e mais rapidamente nos atenderá.

Pois Ele a constituiu Medianeira de todas as graças, dando-nos assim uma prova ainda maior de amor, ao nos dar por Mãe sua própria Mãe.


Origem do Escudo do Sagrado Coração de Jesus



Santa Margarida Maria Alacoque — como testemunha sua carta, escrita no dia 2 de março de 1686, dirigida à sua Superiora, Madre Saumaise — transcreve um desejo que lhe fora revelado por Nosso Senhor:









Ele deseja que a Senhora mande fazer uns escudos com a imagem de seu Sagrado Coração, a fim de que todos aqueles que queiram oferecer-Lhe uma homenagem, os coloquem em suas casas; e uns menores, para as pessoas levarem consigo”.







 Nascia, assim, o costume de portar esses pequenos Escudos.



Essa santa devota do Detente portava-o sempre consigo e convidava suas noviças a fazerem o mesmo. Ela confeccionou muitas dessas imagens e dizia que seu uso era muito agradável ao Sagrado Coração.



A autorização para tal prática, no início, foi concedida somente aos conventos da Visitação.

Depois, foi mais difundida pela Venerável Ana Magdalena Rémuzat (1696-1730).

 A essa religiosa, também da mesma Ordem da Visitação, falecida em alto conceito de santidade, Nosso Senhor fez saber antecipadamente o dano que causaria uma grave epidemia na cidade francesa de Marselha, em 1720, bem como o maravilhoso auxílio que os marselheses receberiam com a devoção a seu Sagrado Coração.

A referida visitandina fez, com a ajuda de suas irmãs de hábito, milhares desses Escudos do Sagrado Coração e os repartiu por toda a cidade onde grassava a peste.



A história registra que, pouco depois, a epidemia cessou como por milagre.

Não contagiou muitos daqueles que portavam o Escudo, e as pessoas contagiadas tiveram um extraordinário auxílio com essa devoção.

 Em outras localidades ocorreram fatos análogos.

A partir de então, o costume se estendeu por outras cidades e países.





Os requetés espanhóis tinham o Escudo do Sagrado Coração de Jesus como seu brasão, durante a Cuerra Civil de 1936.



Escudo distintivo de contra-revolucionários


Em 1789, eclodiu na França, com trágicas conseqüências para o mundo inteiro, um flagelo muitíssimo mais terrível que qualquer epidemia: a calamitosa Revolução Francesa.


Nesse período, os verdadeiros católicos encontraram amparo no Sacratíssimo Coração de Jesus, e o Escudo protetor era levado por muitos sacerdotes, nobres e populares que resistiram à sanguinária Revolução anticatólica.







 Até mesmo senhoras da corte, como a Princesa de Lamballe, portavam esses Escudos bordados preciosamente em tecidos.

E o simples fato de levá-los consigo transformou-se no sinal distintivo daqueles que eram contrários à Revolução Francesa.



Entre os pertences da Rainha Maria Antonieta, guilhotinada pelo ódio revolucionário, encontraram um desenho do Sagrado Coração, com a chaga, a cruz e a coroa de espinhos, e os dizeres: “Sagrado Coração de Jesus, tende misericórdia de nós!” .



Outra Rainha de França, também devota do Detente, foi Maria Leszczynska.

Em 1748 ela recebeu de presente, do Papa Bento XIV, vários Escudos do Sagrado Coração, por ocasião de seu matrimônio com o Rei Luís XV.

De acordo com as memórias desse tempo, entre os presentes enviados pelo Pontífice havia “muitos Escudos do Sagrado Coração, feitos em tafetá vermelho e bordados em ouro” .



O comunismo sempre perseguiu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

 Em Cuba, monumentos dedicados a esta devoção foram trocados por estátuas de Che Guevara.

Muitos opositores do regime comunista de Fidel Castro morreram no Paredón com o heróico brado: Viva Cristo Rei! nos lábios.



Heroísmo dos devotos do Sagrado Coração de Jesus



Na região da Mayenne (oeste da França), os Chouans — heróicos resistentes católicos, que enfrentaram com bravura e ardor religioso os revolucionários franceses de 1789 — bordavam em seus trajes e bandeiras o Escudo do Sagrado Coração de Jesus.

Era como se fosse um brasão e, ao mesmo tempo, uma armadura: “brasão” usado para reafirmar sua Fé católica; “armadura” para defenderem-se contra as investidas adversárias.



Também como “armadura espiritual”, esse Escudo foi ostentado por muitos outros líderes e heróis católicos que morreram ou lutaram em defesa da Santa Igreja, como os bravos camponeses seguidores do aguerrido tirolês Andreas Hofer (1767-1810), conhecido como “o Chouan do Tirol”.







Esses portavam o Escudo para se protegerem nas lutas contra as tropas napoleônicas que invadiram o Tirol.






 


Um fato histórico semelhante ocorreu, na época atual, em Cuba.

Os católicos cubanos que não se deixaram subjugar pelo regime comunista, e o combateram, tinham especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Quando presos e levados para o “paredón” (onde eram sumariamente fuzilados), enfrentaram os carrascos fidelcastristas bradando “Viva Cristo Rei!

 — seguindo o exemplo de seus irmãos no ideal católico, os Cristeros, no México, também martirizados por ódio à Fé, no início do século XX.



Na antiga Pérola das Antilhas (atual Ilha Presídio) antes de ser escravizada pela tirania de Fidel Castro, havia muitas estátuas do Sagrado Coração de Jesus em suas bem arborizadas praças.


 Mas, após a dominação comunista, as belas estátuas do Sagrado Coração de Jesus foram derrubadas e — pasme o leitor — substituídas por estátuas de Che Guevara...

A estátua do guerrilheiro que tinha suas mãos tintas de sangue inocente, desse revolucionário que fez correr um rio de sangue por vários países latino-americanos, colocada em lugar da imagem do Sagrado Coração, que representava a misericórdia divina e o perdão!



Milicianos de esquerda , na Espanha, fuzilam a imagem do Sagrado Coração no Cerro de Los Angeles, na capital espanhola, em 28 de julho de 1936.



O bem-aventurado Papa Pio IX e o Detente



Em 1870, uma senhora romana, desejando saber a opinião do Sumo Pontífice Pio IX a respeito do Escudo do Sagrado Coração de Jesus, apresentou-lhe um.

Comovido à vista desse sinal de salvação, o Papa concedeu aprovação definitiva a tal devoção e disse: “Isto é, senhora, uma inspiração do Céu. Sim, do Céu”. E, depois de breve recolhimento, acrescentou:



“Vou benzer este Coração, e quero que todos aqueles que forem feitos segundo este modelo recebam esta mesma bênção, sem ser necessário que algum outro padre a renove. Ademais, quero que Satanás de modo algum possa causar dano àqueles que levem consigo o Escudo, símbolo do Coração adorável de Jesus”.



Para impulsionar o piedoso costume de portar consigo o Escudo, o Bem-aventurado Pio IX concedeu, em 1872, 100 dias de indulgência para todos os que, portando essa insígnia, rezassem diariamente um Padre Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai 8.



Depois disso, o Santo Padre compôs esta bela oração:



“Abri-me o vosso Sagrado Coração, ó Jesus!... mostrai-me os seus encantos, uni-me a Ele para sempre.

Que todos os movimentos e palpitações do meu coração, mesmo durante o sono, Vos sejam um testemunho do meu amor e Vos digam sem cessar:

Sim, Senhor Jesus, eu Vos adoro... aceitai o pouco bem que pratico... fazei-me a mercê de reparar o mal cometido... para que Vos louve no tempo e Vos bendiga durante toda a eternidade. Amém” .




 
 












 
 
 
 
 
 
 


































 




















PODER DO CORAÇÃO DE JESUS - O ESCUDO DO CORAÇÃO DE JESUS - BENTINHO - DETENTE









O Escudo é uma das mais antigas tradições católicas.

Iniciou-se na França, em 1673, através das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque.












 



 

Em 1689, a madre superiora do Mosteiro da cidade de Dijon atende ao pedido da santa e pede que sejam confeccionados e distribuídos os primeiros Escudos.

Logo começam a surgir relatos de doenças que foram curadas e perigos afastados graças ao Escudo do Sagrado Coração.



Desde então, a distribuição de escudos tornou-se uma prática católica amplamente divulgada.

 Devoção de grande fervor espiritual amparada pela Santa Igreja, sua força protetora é inquestionável.

 
DOENÇAS CURADAS PELO USO DO ESCUDO


Em 1720 uma peste mortífera assombrou a França.

Centenas de pessoas morriam diariamente, acometidas por febres e dores horríveis.

Espantosamente, muitos daqueles que carregavam consigo o Escudo foram salvos. Não houve explicação lógica para isso.

A população atribuiu este milagre ao Sagrado Coração de Jesus.










SÍMBOLO DE FÉ








Anos mais tarde, durante a Revolução Francesa, em 1789, os católicos que se opunham aos revolucionários carregavam uma bandeira com os dizeres: "Coração de Jesus, salvai a França".

 E mesmo com precários armamentos, estes heróis resistiram bravamente contra a fúria anti-católica.


Conta-se que na Guerra Civil Espanhola, em 1936, os soldados católicos carregavam o Escudo como brasão, o que muitas vezes os salvou milagrosamente das balas dos raivosos comunistas.

Não houve explicação lógica para isso. A população atribuiu este milagre ao Sagrado Coração de Jesus.





BÊNÇÃO DO PAPA
 
 
 
 


Quando apresentaram ao Papa Beato Pio IX o Escudo do Sagrado Coração de Jesus, ele proferiu estas históricas palavras:



“... não quero que Satanás de modo algum possa causar dano àqueles que trouxerem consigo o Escudo, símbolo do Coração adorável de Jesus”.



 


E na mesma ocasião o Papa disse também:



Vou benzer este Coração, e quero que todos aqueles que forem feitos segundo esse modelo recebam esta bênção, sem ser necessário que algum outro padre a renove”.



Fica evidente que o Papa queria estimular ao máximo o uso do Escudo, a ponto de benzê-lo "a priori", desde que ele fosse feito de acordo com o modelo que apresentaram a ele .

 
A devoção ao Detente, o Escudo do Sagrado Coração de Jesus.



Essa piedosa prática, outrora muito difundida entre os católicos, é um modo simples, mas esplêndido, de manifestarmos permanentemente nossa gratidão e amor ao Sagrado Coração, vítima de nossos pecados.

E, ao mesmo tempo, d´Ele recebermos inúmeros benefícios e uma proteção extraordinária contra todos os perigos. Esse é o tema que passaremos a expor.



Detente: poderosa proteçao contra as armadilhas do demônio



O que é um Detente? Uma armadura espiritual?







É um poderoso Escudo que a Divina Providência colocou à nossa disposição, a fim de nos proteger contra os mais diversos perigos que enfrentamos em nosso dia-a-dia.







Para isso, basta levá-lo consigo, não havendo necessidade de ser bento, pois o bem-aventurado Papa Pio IX estendeu sua bênção a todos os Escudos — como veremos adiante.



Detente, ou Escudo do Sagrado Coração de Jesus — também conhecido como bentinho, salvaguarda, ou mesmo como pequeno escapulário do Sagrado Coração — é um emblema com a imagem do Sagrado Coração e a divisa:

Alto! O Coração de Jesus está comigo. Venha a nós o Vosso Reino!



É comum levarmos no bolso, ou em nossas carteiras, pastas etc., fotografias de pessoas a quem muito queremos (pais ou filhos, por exemplo).













Assim, ter consigo o Detente é um meio de expressar nosso amor ao Sagrado Coração de Jesus; sinal de nossa confiança em sua proteção contra as armadilhas do demônio e perigos de toda ordem.







Levando conosco esse Escudo, estaremos continuamente como que afirmando: Alto! Detenha-te, demônio;

detenha-se toda maldade; todo perigo; todo desastre;

detenham-se todos os assaltos;

todas as balas de bandidos;

todas as tentações; detenha-se todo inimigo;

toda enfermidade; detenham-se nossas paixões desordenadas — pois o Sagrado Coração de Jesus está comigo!



Portar esse Escudo auxilia-nos, além dessas e de tantas outras proteções, a recordar continuamente as promessas do Sagrado Coração de Jesus;

 é símbolo de nossa total confiança na proteção divina; é um sinal de nossa permanente súplica e fidelidade a Nosso Senhor e um pedido de que Ele faça nossos corações semelhantes ao d’Ele.



Origem do Escudo do Sagrado Coração de Jesus





Santa Margarida Maria Alacoque — como testemunha sua carta, escrita no dia 2 de março de 1686, dirigida à sua Superiora, Madre Saumaise — transcreve um desejo que lhe fora revelado por Nosso Senhor:









Ele deseja que a Senhora mande fazer uns escudos com a imagem de seu Sagrado Coração, a fim de que todos aqueles que queiram oferecer-Lhe uma homenagem, os coloquem em suas casas; e uns menores, para as pessoas levarem consigo”.

Nascia, assim, o costume de portar esses pequenos Escudos.



Essa santa devota do Detente portava-o sempre consigo e convidava suas noviças a fazerem o mesmo.

 Ela confeccionou muitas dessas imagens e dizia que seu uso era muito agradável ao Sagrado Coração.



A autorização para tal prática, no início, foi concedida somente aos conventos da Visitação.

Depois, foi mais difundida pela Venerável Ana Magdalena Rémuzat (1696-1730). A essa religiosa, também da mesma Ordem da Visitação, falecida em alto conceito de santidade, Nosso Senhor fez saber antecipadamente o dano que causaria uma grave epidemia na cidade francesa de Marselha, em 1720, bem como o maravilhoso auxílio que os marselheses receberiam com a devoção a seu Sagrado Coração.

A referida visitandina fez, com a ajuda de suas irmãs de hábito, milhares desses Escudos do Sagrado Coração e os repartiu por toda a cidade onde grassava a peste.



A história registra que, pouco depois, a epidemia cessou como por milagre.

Não contagiou muitos daqueles que portavam o Escudo, e as pessoas contagiadas tiveram um extraordinário auxílio com essa devoção. Em outras localidades ocorreram fatos análogos.

 A partir de então, o costume se estendeu por outras cidades e países.
















VENHA A NÓS O VOSSO REINO!

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, QUE TANTO NOS AMAIS,
FAZEI QUE EU VOS AME CADA VEZ MAIS.


DOCE CORAÇÃO DE JESUS, SÊDE A MINHA SALVAÇÃO.

JESUS,
MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO,
FAZEI O NOSSO CORAÇÃO SEMELHANTE AO VOSSO!


SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS,
EU CONFIO EM VÓS!
















































O ESCUDO LIVRA SOLDADOS NA GUERRA