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domingo, 19 de fevereiro de 2012

FAMÍLIA SAGRADA NA FUGA PARA O EGITO - A LENDA DA PALMEIRA QUE SE INCLINOU PARA ALIMENTAR O SALVADOR



Lenda descrita em Evangelhos apócrifos.






Um dia a Sagrada Família, fatigada pela longa viagem, parou à sombra de uma palmeira a fim de descansar um pouco.







Apertada pela fome, e notando os cocos dourados que pendiam da palmeira, Maria sentiu que não estavam ao alcance da sua mão. Jesus viu o desejo de sua mãe e comoveu-se.






Dirigindo-se à palmeira, disse: “Curva-te, bela palmeira, e alimenta minha terna mãe com tuas frutas”.






A estas palavras, a árvore reconheceu a voz do seu Criador e inclinou-se, e Maria colheu tantas frutas quantas desejava.


Após nova ordem do divino Menino a palmeira se ergueu de novo, e muito altaneira.

 Mas tão bela ação não podia ficar sem recompensa.


 Jesus continuou:

De agora em diante, quero que a palma seja o símbolo da vitória e brilhe eternamente nas mãos de todos aqueles que triunfarem sobre a terra, nos santos combates da virtude”.






 
Em seguida veio um anjo, que cortou uma folha da generosa palmeira e a levou logo para o Céu.






Por um novo prodígio deste Menino divino, uma fonte brotou ao pé da palmeira, a fim de refrescar os viajantes.
 















SELO RETRATANDO O MILAGRE DO TRIGO
OUTRA LENDA EGÍPCIA




FONTE: 
 



sábado, 18 de fevereiro de 2012

LENDA DA FUGA PARA O EGITO - A CURA DO BOM LADRÃO MENINO




“Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.”


(São Mateus, 2 – 13:14)



Na tradição popular encontramos um conto muito interessante, basado em relatos de evangelhos apócrifos:



Quando Nossa Senhora fugiu com a Sagrada Família para o Egito, durante o caminho teve que parar várias vezes.











 Numa dessas paradas, numa região muito pobre, quis Nossa Senhora dar um banho no Menino Jesus.



São José bateu numa casa e explicou que estava de viajem e que precisava dar banho no menino.



A dona da casa abriu a porta olhou bem para eles e pediu para entrarem.



Nossa Senhora lavou o Menino Jesus numa bacia, renovando a água por duas vezes.


A mulher observava atentamente Nossa Senhora e o cuidado que Ela tinha com o Menino Jesus. Fazia perguntas: de onde eram, quem eram… Nossa Senhora explicava para aquela pobre mulher a grandeza das coisas santas e falava de Nosso Senhor.




Imaginem Nossa Senhora fazendo apostolado… Nossa Senhora falando das coisas do céu…

 


Ora, a conversa com Nossa Senhora deixou a mulher extasiada.

Sentindo uma alegria muito grande dentro de si, a mulher acabou confessando que seu marido era um ladrão e moravam ali na mais extrema pobreza. Também falou que seu filho que tinha mais um menos a idade do Menino Jesus andava doente há dias e não havia meio de ser curado.



 
Então, na hora de irem embora, Nossa Senhora agradeceu a mulher e disse:



- Dê banho no seu filho com a mesma água que banhei Meu Filho e ele ficará curado.



Grande Milagre. A mulher fez o que Nossa Senhora tinha pedido, e seu filho ficou curado imediatamente. Saiu na rua a procura daquela Santa Família, correu por todos os lados, mas já era tarde e a Sagrada Família não estava mais lá… seguia seu caminho protegida por miríades de anjos.




 

A notícia correu por aquela região desértica, mas ninguém sabia onde Nossa Senhora estava. O tempo foi passando e o filho, pelo mau exemplo do pai, acabou sendo um ladrão também. E o milagre acabou caindo no esquecimento.



Mas de que vale curar o corpo se a alma está doente? Que fruto colheria esse menino dessa graça tão grande a ele concedida?

 

Anos mais tarde, esse menino que havia crescido, acabou sendo preso e condenado à morte.






Como era costume na época, foi mandado para ser crucificado juntamente com dois outros condenados. De repente a graça toca-lhe o coração e, sem saber, estava sendo crucificado ao lado d’Aquele que quando menino lhe salvara a vida e agora iria lhe salvar a alma. Sim, era Dimas tocado pela graça e arrependido de seus pecados que disse: “Senhor, lembrai de mim quando entrares em seu Reino.”

 

A passagem é muito bonita. Transcrevo o que está nas sagradas escrituras, pois esse menino acabou sendo conhecido no futuro como “o bom ladrão”.



“A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!

Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam:
Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.

Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus.

Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele:

Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!




Mas o outro o repreendeu:

Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.

 
E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!

Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.

Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.

Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio.

Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou.

 
Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo. E toda a multidão dos que assistiam a este espetáculo e viam o que se passava, voltou batendo no peito.”

(São Lucas, 23, 35:48)




São Dimas, bom ladrão arrependido,
orai por nós!








FONTE:
http://www.adf.org.br/home/2011/02/uma-lenda-interessante-do-egito-ao-calvario/

AS TRÊS PRINCIPAIS LENDAS DA FAMÍLIA SAGRADA NO EGITO - A FUGA PARA O EGITO





















A fúria de Herodes, em Belém, depois de falar com os Reis Magos, ficou lograda, quando soube que eles o tinham enganado, voltando às suas terras por outros caminhos.




Mais enfurecido ainda resolveu mandar matar todas as crianças de dois anos para baixo, na intenção de matar também o Menino Jesus.





 

Daí nasceu a Fuga para o Egipto como nos conta S. Mateus :



- Depois de partirem, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, e disse-lhe:

' "Levanta-te, toma ao Menino e Sua Mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o Menino para O matar".

E ele levantou-se, de noite, tomou o Menino e Sua Mãe e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes.

Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: "Do Egipto chamei Meu Filho".
(Mt.2,13-15).



Nada se sabe da vida de Jesus em terras do Egipto, nem sequer onde permaneceu a Sagrada Família durante esse tempo.



Para se poder dizer que a Sagrada Família foi para o Egipto, bastava que ela fosse viver para além das fronteiras de Israel em qualquer lugar do deserto.



A profecia de Oseias (Os. 11,1), citada por Mateus referia-se, antes de mais, a Israel, isto é, ao povo do Antigo Testamento, muitas vezes chamado filho de Deus.



Mateus, aplicando a profecia a Jesus, revela-nos que Ele é o novo Israel de Deus.



A Sagrada Família, guiada pelo anjo, emigrou de harmonia com os costumes judeus em tempos de fome, para o Egipto onde, desde muitos séculos antes, tinha sido lugar de refúgio, por causa das margens férteis do vale do Nilo.



Temos como exemplo José e toda a família de Jacob que foram ao Egipto no tempo dos sete anos de fome e depois se mudaram todos para lá a formar a futura comunidade hebraica.



Séculos depois, nos tempos da conquista da Babilónia, um grande grupo de judeus, incluindo o profeta Jeremias, emigrou para o Egipto.



Depois do primeiro século da nossa era, mais de um milhão de judeus vivia no Egipto.



Estavam concentrados em Alexandria, mas havia mais grupos espalhados por todo o país.



Eles deram uma importante participação à vida económica do Egipto, apesar da oposição dos gregos e apesar dos seus altos impostos.



José partiu, portanto de Belém, em direcção às margens do mar Mediterrâneo, por onde seguiu até aos desertos do Egipto.



Toda esta história da Fuga para o Egipto, talvez por falta de factos históricos, deu origem a várias lendas que permanecem no coração dos Egípcios, tanto cristãos como muçulmanos.



Na região do Cairo, há três lendas que se baseiam no facto narrado por Mateus sobre a Fuga para o Egipto.



Qualquer delas nos impressiona pela sua simplicidade, pela sua sensibilidade e pela riqueza dos pormenores.



1)- Em Heliópolis, existiu uma antiga escola (e todos aceitam que Moisés teria lá recebido a sua educação), e que hoje é um santuário nos subúrbios da cidade do Cairo que assinala o lugar onde existia a árvore e o poço da Virgem.









Árvore de Santa Maria - Matariyah, Cairo
Árvore de Santa Maria



 

Segundo esta lenda, Maria descansou debaixo desta árvore, durante a sua longa viagem para o Egipto.



Depois de ter lavado as roupinhas do Menino nas águas do poço ali ao lado, quando ia tirando peça por peça, algumas gotas de água caíram no deserto e, nas areias desses lugares desertos brotaram alguns balsameiros...



E desde séculos atrás até agora, os peregrinos ficam muito impressionados com os maravilhosos balsameiros que crescem em volta do dito poço.



Também alguns acrescentam que Jesus teria criado as águas desse poço.



Presentemente, este lugar é preservado dos ruídos da cidade por uma parede protectora.



Os guardas deste santuário são pessoas muito atenciosas, cuja simplicidade de vida lembra o que foram os seus predecessores do primeiro século.



2)- Outra lenda diz que, depois de uma longa viagem da Sagrada Família, José procurou refugio para Maria e Jesus numa gruta cavada na rocha.








Escadas que levam para a gruta, embaixo da Igreja de São Ségio e São Baco.
Acredita-se que a Família Sagrada morou aqui por um tempo enquanto esteve no Egito.






 

O fresco da gruta deu algum alívio à Sagrada Família, cansada pelo árduo caminhar e pelo calor das areias escaldantes.



No século VII foi reconstruída uma Igreja, dedicada ao monge Egípcio Sergius sobre a gruta onde primeiro tinha sido erigida uma Igreja romana, quase destruída durante as invasões árabes do ano 642.



Hoje há uma Igreja cóptica com uma escadaria descendo para as águas correntes do Nilo.



3)- Outra lenda diz que certa noite a Sagrada Família parou num templo perto do rio Nilo na cidade de Maadi.



Segundo esta lenda, Jesus teria falado, dizendo que, naquele lugar deveria ser construído um santuário dedicado a Maria para lembrar o seu nome para sempre.







Virgem Maria Igreja - Maadi.

Igreja da Virgem Maria ,em Maadi, Egito.



 

Hoje existe nesse lugar o Mosteiro da Santíssima Virgem.



A partir da Igreja desse santuário há uma escadaria para o rio, para o lugar donde as pessoas crêem que embarcou a Sagrada Família, quando deixou aquela cidade e se dirigiu para uma maior segurança na parte Norte do Egipto.







Os antigos degraus de pedra - Virgem Maria da igreja, Maadi

Escadas de pedra, que acredita-se terem sido usadas pela sagrada Família. Ela é acessível aos peregrinos através do pátio da Igreja.



 


Nos dias de hoje há um imponente cortejo anual para comemorar este acontecimento, em que o principal da cidade vai num barco através do rio Nilo.


E são estas as três principais lendas que nasceram do facto histórico da Fuga para o Egipto.



Na segunda metade do Primeiro século, depois de Jesus ter enviado os seus discípulo a evangelizar e baptizar todo o mundo, Marcos, o autor de segundo Evangelho, levou a sua evangelização até ao país dos cópticos ( coptíc significa Egípcio).



Fundou a primeira Sé Patriarcal na cidade de Alexandria, que no seu tempo era a mais importante depois da de Roma.



E o mais importante é que se crê que Marcos, discípulo de Pedro e de Paulo, foi martirizado em Alexandria no ano 63 e que os seus restos mortais se encontram na Catedral de S. Marcos do Cairo.



Em virtude de todas estas coisas, nós podemos supor e aceitar que uma família de judeus seria bem aceite no Egipto.



S. José teria tido a mesma profissão de carpinteiro ou teria sido um simples operário.



Com o passar do tempo José e Maria teriam já saudades da sua terra natal, dos seus familiares e amigos, dos seus costumes, e por aí nós podemos imaginar o que teria sido para eles este tempo de exílio.



De harmonia com algumas revelações privadas, Nossa Senhora disse à Venerável Madre Maria de Agreda :



- "Minha filha, eu fui para o Egipto, onde eu não tinha família nem amigos, uma terra de uma religião diferente, onde eu não tive, nem casa, nem protecção nem assistência para meu filho e meu marido.



Facilmente se pode compreender quantas tribulações eu sofri.



Mas tudo recebi com resignação. Sofri por ver meu marido em tanta necessidade, mas, ao mesmo tempo, dei graças ao Senhor por as poder sofrer por Ele...



Depois da morte de Herodes, no ano 4 a.C.,(de harmonia com o calendário corrigido), José voltou com a sua família para a Galileia :



- Morto Herodes, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe : "Levanta-se, toma o Menino e Sua Mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do Menino".



Levantando-se, tomou o Menino e Sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Porém, tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em Lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Advertido em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré; assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas: "Ele será chamado Nazareno". (Mt.2,19-23).



Assim, mais uma vez a Sagrada Família atravessou os desertos de Sinai e de Negev, mas desta vez, evitando o caminho de Jerusalém e seguindo pelas margens do Mediterrâneo, a caminho de Nazaré, na província da Galileia.











Wells em Al Mosteiro Garnous - MaghaghaWells em Al Mosteiro Garnous - Maghagha
Poço do Mosteiro de Arganos (GARNOUS AL - MAGHAGHA)
Acredita-se que a água do poço surgiu para suprir as necessidades da Família Sagrada.














Abaixo um mapa com o percurso feito pela Sagrada Família no Egito segundo as crenças e lendas da Igreja Copta:


The Route of the Holy Family in Egypt









FONTES:












LENDAS SOBRE A FAMÍLIA SAGRADA NO EGITO E SUA FUGA .- A FUGA PARA O EGITO













 

Quando os Magos estavam procurando por Jesus, eles foram primeiro até Herodes, o Grande, em Jerusalém e perguntaram-lhe onde encontrar o recém-nascido "Rei dos Judeus".

O rei então ficou temeroso de que a criança um dia lhe tomaria o trono e planejou matá-la e iniciou o episódio conhecido como Massacre dos Inocentes.

Porém, um anjo apareceu para José e ordenou que ele tomasse Jesus e Maria os levasse para o Egito.




O Egito era o lugar ideal para o refúgio, pois estava fora do domínio do rei Herodes, mas ainda dentro dos territórios do Império Romano, o que tornava a viagem muito mais fácil e segura.














 

 Retorno do Egito

José e sua família retornaram do Egito após, segundo o texto, seus inimigos terem morrido.

Acredita-se que Herodes tenha morrido por volta de 4 a.C. e, apesar de Mateus não mencionar como, o historiador judeu Flávio Josefo relata com detalhes a sua horrenda morte.

 
O lugar para onde eles retornaram é identificada como sendo "Israel", o único ponto em todo o Novo Testamento onde esta palavra faz a função de um topônimo para toda a região da Judeia e da Galileia, ao invés de se referir ao povo judeu em geral.

É, porém, para a Judeia que eles inicialmente retornaram, mas, ao descobrirem que Arquelau havia se tornado o rei da região, eles fugiram para a Galileia.

 Historicamente, Arquelau se mostrou um rei tão violento e agressivo que no ano 6 d.C. ele foi deposto pelos romanos para atender os pedidos da população da região.

A Galileia era governada por um rei muito mais tranquilo, Herodes Antipas, e há evidências históricas de que a região era um refúgio tradicional para os que se sentiam perseguidos por Arquelau.





 
 Relatos fora da Bíblia

O relato de Mateus é a única referência a este evento na Bíblia, embora existam diversas tradições sobre ele relatadas nos apócrifos do Novo Testamento.












 Estas obras posteriores contém diversas histórias milagrosas que teriam acontecido durante a viagem, como palmeiras se curvando perante o Menino Jesus, os animais do deserto vindo lhe fazer romaria e o encontro com os dois ladrões que seriam depois crucificados ao lado de Jesus.




Nestes contos posteriores, a sagrada família levou consigo Salomé como babá de Jesus.

 Mateus dá poucos detalhes sobre o período que eles ficaram no Egito, mas há também diversos contos preenchendo esta lacuna nos apócrifos.

Estas histórias sobre o período no Egito são especialmente importantes para a Igreja Copta, que é baseada em Alexandria, no Egito.



Por todo o Egito há diversas igrejas e templos que supostamente marcam os locais onde a família teria estado.

O mais importante deles é a Igreja de São Sérgio e São Baco (chamada de Abu Serghis), no Cairo, que marca o local onde a família teria supostamente feito a sua moradia.











 
 Historicidade

Robert Funk, do Jesus Seminar, sugeriu que os relatos de Lucas e Mateus sobre a infância de Jesus são fabricações.

Um tema particularmente importante para Mateus era aproximar a figura de Jesus à de Moisés para o público judeu e a fuga para o Egito serve idealmente a este propósito.

 Alguns céticos interpretam a passagem como uma justificação de como Jesus poderia ter crescido em Nazaré, uma pequena cidade da Galileia, mesmo tendo nascido em Belém, que era uma cidade de grande importância religiosa ligada ao Rei Davi.











O descanso na ida ao egito
 






 
Tradições cristãs associadas ao evento

Uma tradição local francesa afirma que Santo Afrodísio, um santo egípcio que é venerado como o primeiro bispo de Béziers, foi quem abrigou a Sagrada Família quando eles estavam no Egito.

Tradicionalmente, a família teria ainda visitado diversos locais no Egito, como Farama, Tel Basta, Wadi El Natrun, Samanoud, Bilbais, Samalout, Maadi, Al-Maṭariyyah e Asiut, entre outros.

É também pela tradição que se acredita que a família teria visitado Cairo Copta e morado no local onde hoje está a Igreja de São Sérgio e São Baco  e também no local onde está Igreja da Santa Virgem (Babylon El-Darag).







 

 Na arte

Nos Países Baixos, do século XV em diante, se tornou muito mais comum representar o tema não-bíblico da Sagrada Família descansando durante a viagem, geralmente acompanhada por anjos e, nas imagens mais antigas, um garoto mais velho, que pode representar Tiago, irmão de Jesus, interpretado como sendo o filho de José de um casamento anterior (vide Irmãos de Jesus).




 O cenário para estas representações geralmente (até o Concílio de Trento dificultar essas "interpretações" das Escrituras) incluem diversos milagres das histórias apócrifas.













No Milagre do Trigo, os soldados em perseguição interrogam os camponeses enquanto a família estava passando. Os camponeses afirmam, verdadeiramente, que estavam apenas semeando o trigo na ocasião, quando ele milagrosamente brota e cresce.












No Milagre do Ídolo, uma estátua pagã cai de seu pedestal quando o Menino Jesus passa por ela e uma fonte brota no deserto (originalmente histórias separadas, elas são geralmente representadas juntas na arte).

Em outras lendas, mais raramente representadas, um bando de ladrões desiste de roubar os viajantes e palmeiras se curvam para que a família pegue seus frutos e este último é também representado no Alcorão.

Há duas histórias diferentes sobre a queda da estátua, uma relacionada à chegada da família à cidade egípcia de Sotina e outra que geralmente ocorre no caminho.

Por vezes, ambas são representadas na mesma obra.

 Durante o século XVI, conforme o interesse em pintura de paisagens creceu, o tema se tornou popular, geralmente com os personagens pequenos numa grande paisagem, particularmente entre os pintores alemães românticos e, posteriormente (século XIX) entre os pintores orientalistas.

 Peculiarmente, o artista Gianbattista Tiepolo, do século XVIII, produziu uma série de rascunhos com 24 cenas mostrando diferentes visões da viagem da família.



Um outro tema que ocorre após a a chegada no Egito é o encontro do Menino Jesus com seu primo, João Batista, que, de acordo com a lenda, fora resgatado de Belém antes do massacre pelo Arcanjo Uriel e se juntara à Sagrada Família no Egito.

Este encontro das duas crianças foi pintado por muitos artistas durante o período renascentista, após ter se popularizado pelas mãos de Leonardo da Vinci e Rafael Sanzio em obras como a Virgem das Rochas.



Duas peças do ciclo medieval Ordo Rachelis contém um relato da Fuga para o Egito e a que está no Livre de Jeux de Fleury contém a única representação dramática do evento.



Nicolas Poussin - The Holy Family in Egypt





FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fuga_para_o_Egito
http://jimmcdermott.blogspot.com/2011/01/flight-into-egypt.html
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nicolas_Poussin_-_The_Holy_Family_in_Egypt_-_WGA18340.jpg
http://traditional-catholic-prayers.blogspot.com/2011/12/flight-into-egypt-of-holy-family.html







A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DO DESTERRO, OU DO EXÍLIO,
PATRONA DOS EMIGRANTES E REFUGIADOS
FOI MUITO FORTE NO PERÍODO COLONIAL NO BRASIL.
A IMAGEM ACIMA É DA CATEDRAL DE FLORIANÓPOLIS.




A ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO DETERRO
É CONSIDERADA MUITO PODEROSA E USADA NAS MAIS DIVERSAS SITUAÇÕES,
PRAGAS, BRUXARIAS, PESADELOS, CONTRA INIMIGOS, PARA SAÚDE, ETC.

SOBRE SUA DEVOÇÃO, VEJA: