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quinta-feira, 23 de julho de 2015

OS MILAGRES DA MÃO INCORRUPTA DE SANTA MARIA MADALENA

Os milagres da mão incorrupta de Maria Madalena



Relicário com a mão esquerda de Santa Maria Madalena


No mosteiro Simonopetra no Monte Athos se encontra a mão esquerda de Santa Maria Madalena. Diz-se que a mão está incorrupta, se mantém quente e que dela se exala um belo perfume.


Mosteiro de Simonopetra no Monte Athos


Muitos milagres são atribuídos a esta relíquia, entre eles:


- A mãe esquerda de Maria Madalena, milagrosamente, conserva sempre uma temperatura de 37ºC. No dia de sua morte, 22 de julho, os peregrinos que se aproximam para beijar a urna com sua relíquia sentem os o calor em seus lábios", destacou Silúan Muci , Arcebispo da Igreja Ortodoxa, durante uma entrevista a LA GACETA.


-Em 1945 houve um grande incêndio na floresta próxima ao Mosteiro de Iviron. Os Monges de Simonopetra levaram a relíquia de Santa Maria Madalena até ao lugar do fogo. Os dois monges que a levavam nas mãos se aproximaram do fogo, e quanto mais eles se aproximavam, mais o fogo diminuia. Os monges fizeram uma cerimônia de água benta e uma súplica, e, quando terminaram, o fogo tinha ido embora.

- Em 1947, um milagre semelhante ocorreu na floresta de Simonopetra graças à relíquia.

- Em 1911, em Galatista de Salónica, uma praga de vermes estava destruindo as plantas. O povo do local pediu que os monges trouxessem a relíquia de Santa Maria Madalena e fizeram uma santa cerimônia com água benta. Os vermes começaram a desaparecer imediatamente.

- Em 1912 veio uma praga de gafanhotos na região de Epanomis em Thessaloniki. Os moradores pediram que os monges trouxessem a relíquia, e depois de uma cerimônia de água benta e súplicas a Deus pela intercessão de Maria Madalena, a praga cessou.




Mosteiro de Simonopetra no Monte Athos



FONTES:




sexta-feira, 30 de março de 2012

RELÍQUIAS : A CRUZ DE CRISTO, OS CRAVOS, ESPINHO DA COROA, TÁBUA DA CRUZ,COLUNA DA FLAGELAÇÃO, A BASÍLICA DA SANTA CRUZ







SEMPRE GOSTEI DE RELÍQUIAS. SE ELAS SÃO VERDADEIRAS OU NÃO TALVEZ NUNCA SABEREMOS EM VIDA.

PREFIRO ACREDITAR NA TRADIÇÃO, NOS MILAGRES, NA LENDA, POIS NÃO HÁ COMO COMPROVAR SE AS RELÍQUIAS MOSTRADAS ABAIXO FORAM DE CRISTO E SEUS SANTOS MESMO.

SÃO RELÍQUIAS DOS PRIMEIROS SÉCULOS. MAS ACREDITO QUE A PIEDADE DE SANTA HELENA E DOS PRIMEIROS CRISTÃOS NÃO OS FARIAM ACREDITAR NUMA MENTIRA.

DE QUQLQUER FORMA É UMA HISTÓRIA LINDA, A DA DESCOBERTA DA SANTA CRUZ, E UM ESTÍMULO PARA TAMBÉM BUSCARMOS O CRISTO NA TERRA, SEJA EM SUAS RELÍQUIAS, MAS MUITO MAIS EM NOSSO CORAÇÃO.






Dirigiu-se Santa Helena à Terra Santa com o piedoso intuito de encontrar a Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. 










Foi informada de que provavelmente ela estaria no local do Santo Sepulcro, pois os romanos costumavam enterrar junto ao corpo do condenado os instrumentos utilizados no suplício.

Para impedir a devoção dos primeiros cristãos, o Santo Sepulcro fora coberto de entulho, sendo construído ao lado um templo para Vênus, e uma estátua para Júpiter!

Por ordem de Santa Helena, esse templo foi destruído e a estátua feita em pedaços. 





 


Em seguida, iniciaram-se as escavações. No dia 3 de maio de 326, foram encontradas no local três cruzes. 








Tudo indicava serem a de Nosso Redentor e as dos dois ladrões. Como, porém, saber qual a de Jesus?

Nessa perplexidade, ocorreu uma solução ao Bispo Macário: mandou tocar uma delas numa mulher muito doente, certo de que a Providência se manifestaria para revelar qual a verdadeira Santa Cruz. 

Ao contato com a primeira e a segunda, nada ocorreu. 




 



Quando, porém, lhe foi tocada a terceira, a mulher imediatamente recobrou por completo a saúde. Não havia mais dúvida.

 






Jubilosa, a Imperatriz fez erigir no local a grandiosa Basílica da Santa Cruz, também chamada Igreja do Santo Sepulcro ou da Ressurreição, onde ficou guardada a principal parte da Cruz.

Outra parte foi enviada para Constantinopla, onde Constantino a recebeu com grande devoção. Tomado de respeito por essa relíquia, o monarca proibiu desde então o suplício da crucifixão em todo o Império Romano.

A mãe do Imperador levou para Roma o restante. Um importante fragmento é venerado até hoje na mencionada "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém", outro na Basílica de São Pedro.







Igreja Santa Cruz de Jerusalém. Nela, em valiosíssimo relicário conservam-se um fragmento da coluna da flagelação, um dos cravos, o dedo de S. Tomé, uma parte da Santa cruz, um espinho da Coroa e a tabuleta INRI









 ALTAR DA IGREJA COM AS RELÍQUIAS
















Um Cravo

Foram encontrados no mesmo local os cravos usados para pregar na Cruz o Divino Redentor. O Imperador Constantino incrustou um desses cravos em rico diadema de pérolas, usado por ele em ocasiões solenes. Em 550, os outros foram levados para Roma, pelo futuro Papa São Gregório Magno. Um deles é venerado no escrínio da "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém".



















 CRAVO









A tabuleta INRJ

Nesse mesmo escrínio o peregrino poderá contemplar também a tabuleta com a inscrição "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" - em hebraico, grego e latim - mandada fixar por Pilatos na Cruz do Salvador.




 







Um Espinho da Coroa


 
Ao contrário do que se julga, comumente, a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor não tinha a forma de um diadema, mas a de um barrete, com 21 cm de diâmetro, cobrindo-Lhe toda a cabeça. É feita de ramos de longos espinhos trançados. Depois de colocá-la na adorável fronte de Jesus, os algozes golpearam-na de modo a provocar grandes ferimentos, como pode ser atestado pelas manchas de sangue no Santo Sudário.



A Coroa permaneceu na Basílica do Monte Sião, em Jerusalém, até 1053, quando foi levada para Constantinopla. Em 1238, o Imperador Balduíno II entregou-a - juntamente com a ponta da lança de Longinus - como penhor de empréstimo contraído com bancos de Veneza. De comum acordo com esse Imperador, São Luís IX, Rei de França, resgatou a referida dívida e recebeu em seu país as duas preciosas relíquias, com todas as demonstrações de veneração. O próprio rei, a rainha-mãe, inúmeros prelados e príncipes foram encontrá-los perto da cidade de Sens. São Luís e seu irmão, Roberto d'Artois, descalços, as levaram até a Catedral de Santo Estevão, nessa cidade.






 







Desejoso de acolher em lugar digno tão inestimáveis relíquias, o Rei santo fez construir em Paris uma verdadeira jóia da arquitetura gótica: a Sainte Chapelle (Capela Santa), uma maravilhosa igreja de vitrais, que extasia todos quantos tem a ventura de conhecê-la.

Atualmente, a Coroa de Espinhos está nos Tesouros da Catedral de Notre Dame de Paris.


Em Roma encontra-se apenas um desses espinhos.




 
DEDO DE SÃO TOMÉ INCORRUPTO AO LADO ESQUERDO.
ESPINHOS DA COROA AO LADO DIREITO. 
NO MEIO, FRAGMENTOS DA COLUNA DA FLAGELAÇÃO, NA QUAL JESUS FOI AMARRADO. 







O dedo de São Tomé
Curiosamente, entre essas relíquias, no mesmo escrínio, está também o ... dedo de São Tomé, o Apóstolo incrédulo, que tocou a chaga do lado do Divino Redentor, após a Ressurreição.








 




 A DESCOBERTA DA CRUZ
















BASÍLICA DA SANTA CRUZ DE JERUSALÉM , EM ROMA.

A Basílica de Santa Cruz em Jerusalém (em italiano: Santa Croce in Gerusalemme, latim: Sanctae Crucis in Hierusalem), é uma das sete igrejas de Roma que os peregrinos deveriam visitar a pé durante um dia inteiro. No século XVI a tradição foi revitalizada por Filipe Neri.







Foi edificada no local onde se encontravam os palácios da imperatriz Helena, mãe de Constantino I, próximo ao Latrão. Aí eram conservadas, segundo fontes contemporâneas, as relíquias da cruz.

A igreja encontra-se a pouco menos de 1 km a este do Latrão, incrustada na Muralha Aureliana. Sob o pontificado do papa Lúcio II, no século XII, a igreja foi restaurada e mais tarde dotada, como demonstração de poder, de uma torre. 



 




Durante o Renascimento e o Barroco (séculos XV-XVIII) foram realizadas várias modificações que destruíram completamente o aspecto original da igreja.
Desde o início do século XII ao final do século XVI esteve anexado um convento.















FRAGMENTO DA CRUZ DO BOM LADRÃO



 RELICÁRIO COM A TABULETA DA CRUZ





 DETALHE DO ALTAR :
AS RELIQUIAS



RELICÁRIO COM 3 FRAGMENTOS DA  CRUZ DE CRISTO
ENCONTRADA POR SANTA HELENA.









FONTES:









sexta-feira, 10 de junho de 2011

A LÍNGUA INTACTA DE SANTO ANTÔNIO - CORPO INCORRUPTO - RELÍQUIAS


 





O reconhecimento dos restos é feito na presença de autoridades vaticanas, logo depois que o santo é canonizado.







 


No caso de Santo Antônio, o primeiro reconhecimento foi no dia 8 de abril de 1263.

O corpo tinha virado pó, só restavam os ossos. Mas a língua estava intacta e há testemunhas oculares disso”, disse o padre Alessandro Ratti, porta-voz da Basílica de Santo Antônio de Pádua.


















RELICÁRIO COM A LÍNGUA DE SANTO ANTÔNIO




A língua de Santo Antônio não se decompôs, apenas mudou de cor, ficando um pouco marrom, segundo o religioso, mesmo depois de oito séculos.

É uma das relíquias mais conhecidas e veneradas da Igreja Católica.




Durante a operação de reconhecimento, a língua foi retirada e colocada em uma urna, e desde então está em uma área especial da Basílica de Pádua, ao lado de outra relíquia, uma parte do queixo do santo.

As duas podem ser vistas pelos fiéis.






A língua, como todas as partes moles do corpo, é uma das primeiras que se decompõem. O fato de ela ter permanecido intacta foi interpretado como um sinal de Deus, que quis preservar essa língua, visto que Santo Antônio era conhecido por ser um grande pregador”, disse Ratti.




 
 
 
Um segundo reconhecimento dos restos foi realizado em 1981, por ordem do papa João Paulo 2°.
 
 
 
 
 
 
 










 
 
 
 
RELÍQUIAS DE SANTO ANTÔNIO EM PÁDUA





 
 







 


segunda-feira, 18 de abril de 2011

VIDEO - O ROSTO SANTO DE MANOPPELLO EXPLICADO POR PADRE Germano

                           




PARA QUEM QUER VER E CONHECER MAIS SOBRE O VÉU DE MANOPPELLO, QUE MUITAS PESQUISAS APONTAM SER O VERDADEIRO VÉU DE VERÔNICA, E QUE  JÁ FOI ATÉ VISITADO PELO PAPA BENTO XVI, ESTE VÍDEO NOS DÁ UMA ÓTIMA VISÃO DE COMO É O TECIDO DESSE VÉU.


O VÍDEO É EM ITALIANO, MAS QUEM ESTUDOU UM POUQUINHO, OU MESMO QUEM NUNCA ESTUDOU ITALIANO, TALVEZ ENTENDA ALGO.

MOSTRA O SANTUÁRIO DOS PADRES CAPUCHINHOS EM MANOPPELLO, QUE GUARDA O VÉU E A CUSTÓDIA ONDE ELE ESTÁ GUARDADO.


PODEMOS VER COMO O VÉU É TRANSPARENTE E QUE, AO VIRAR PARA O OUTRO LADO, A PINTURA CONTINUA A MESMA.

O VÉU É TÃO TRANSPARENTE QUE  PODE-SE LER UM LIVRO ATRAVÉS DELE. E SOB A LUZ A IMAGEM PARECE ATÉ SUMIR.

MAS QUANDO O PADRE COLOCA AS MÃOS TAMPANDO A LUZ, O ROSTO APARECE CLARAMENTE.

PERCEBE-SE CLARAMENTE QUE NÃO É UMA PINTURA, POIS O TECIDO É MUITO FINO.

O ROSTO TEM A BOCA ABERTA MOSTRANDO OS DENTES E A BARBA DIVIDIDA COM UM PEDAÇO A MOSTRA DO CABELO DE CADA LADO. MARCAS DE SANGUE TAMBÉM APARECEM NA IMAGEM DO VÉU.

OS ESTUDOS SOBRE O VÉU E O SUDÁRIO PROSSEGUEM.

 ESPERO QUE CIENTISTAS SÉRIOS E NÃO TENDENCIOSOS, COMO OS QUE FIZERAM O TESTE DO CARBONO 14 NO SUDÁRIO, COLABOREM MAIS DESSA VEZ.

domingo, 17 de abril de 2011

RELÍQUIA - VÉU DE VERÔNICA- VÉU DE MANOPELLO - PESQUISAS CIENTÍFICAS




Pesquisas científicas em andamento







Entre 1998 e 1999, Donato Vittore, professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Bári, fez algumas primeiras pesquisas de caráter científico sobre o Santo Rosto de Manoppello.








O véu foi examinado com um escâner digital de alta resolução; o resultado divulgado por Vittore foi de que no espaço entre o fio da urdidura e o fio da trama não aparecem resíduos de cor.

 A ausência de depósito de cor lhe permitiu excluir a hipótese de que o Santo Rosto seja o resultado de uma pintura a óleo, como também não pode ser uma pintura a aquarela, uma vez que os contornos da imagem são muito evidentes nos olhos e na boca, não havendo aí pequeninos borrões no desenho, como ocorreria se o tecido tivesse sido empastado pela tintura.

 Aguardamos ainda uma publicação sistemática dessas pesquisas, mas o autor já as ilustrou, com a apresentação de diversas imagens em detalhe, em vários congressos, o último deles em Lecce, em março de 2007.

Se confirmada a hipótese de 2004 de que o tecido seja composto de bisso marinho, de fibras lisas e impermeáveis, teremos de considerar também que esse tipo de tecido, de fato, tecnicamente não pode ser pintado, uma vez que a cor tende a deslizar sobre ele, formando crostas, as quais não aparecem no Santo Rosto.

 Modificações da cor, por outro lado, poderiam ser obtidas num tecido como esse, por descoloração (mas, certamente, não resultando num desenho tão preciso como o que encontramos no véu de Manoppello).

Pesquisas em microscopia e espectroscopia foram realizadas mais tarde por Giulio Fanti, professor de Engenharia Mecânica e Térmica da Universidade de Pádua.

A análise sob luz ultravioleta, com a lâmpada de Wood, confirmou um teste que já tinha sido realizado em 1971: nem o tecido nem a imagem do rosto mostram fluorescência considerável, como poderíamos esperar de substâncias de amálgama de cores, ao passo que uma fluorescência acentuada aparece nas partes em que há sinais evidentes de restauro, correspondentes aos cantos superiores direito e esquerdo.

Todavia, resquícios de substâncias (pigmentos?) parecem presentes em outras partes do véu.

A análise com luz infravermelha mostrou a ausência de um esboço prévio sob a imagem, e a falta de correções.

 Uma reconstituição das imagens em 3-D mostrou outros pontos de correspondência entre a imagem do véu e a do Sudário; em resumo, foi possível notar que, ao contrário do que parece, as duas imagens (anterior e posterior) do véu não são perfeitamente especulares: existem diferenças singulares entre a frente e o verso, difíceis de explicar em alguns detalhes, e de caráter tão sutil, que a ideia de podermos falar de uma pintura nesse caso é tecnicamente muito problemática.

No entanto, outras pesquisas científicas estão em andamento; esperamos que possam fornecer dados novos relativos a três problemas fundamentais: o primeiro, a relação precisa entre o véu e o Sudário; o segundo, o modo de formação da imagem no véu; o terceiro, se essa formação se deu em dois momentos, um para as manchas de sangue (se realmente são de sangue), outro para o rosto.

A bidimensionalidade das supostas manchas hemáticas, que estariam desvinculadas do relevo do rosto, postularia dois momentos diferentes de impressão, exatamente o mesmo que as pesquisas demonstraram ter ocorrido no caso do Sudário de Turim.

Leiamos mais uma vez o Evangelho de João: esse véu poderia ser justamente, “o sudário”, que Pedro e João viram no sepulcro, “que cobrira a cabeça de Jesus”, e pareceu aos dois Apóstolos, “não estendido com os panos de linho no chão [ou seja, com o grande sudário], mas enrolado numa posição única” (Jo 20, 7).

Em outras palavras, o sudário que ficou em posição destacada no lugar em que tinha sido posto, sobre os panos de linho e em contato direto com Jesus, cobrindo a região da cabeça e do rosto. E João, “viu e creu” (Jo 20, 8).



Em 1977, o Professor Donato Vittori da Universidade de Bari examinou o véu sob luz ultravioleta e afirmou que as fibras não possuem qualquer tipo de coloração.



Observando-se o véu sob um microscópio, está claro que não é pintado e nem mesmo tecido com fibras coloridas.


Por alta tecnologia fotográfica (amplificações digitais) é possível ver que a imagem é idêntica em ambos os lados do véu - um feito impossível de se alcançar através de técnicas antigas, ou, mesmo, se fosse pintada..



Pesquisas científicas levadas a cabo recentemente mostram que a imagem no Santo Sudário de Turim e a imagem que aparece no véu em Manoppello são de tamanhos idênticos e superpostáveis com a única diferença de que, nesta segunda boca e olhos estão abertos.



A pesquisa desenvolvida pelo Padre Enrico Sammarco e pela Monja Blandina Paschalis de Schomer mostra que as dimensões da face no Santo Sudário são iguais às do véu de Manoppello.



Comparando as duas imagens, comentam, está claro que a face é a mesma, "fotografada" em dois momentos diferentes.



Para buscar mais evidência para suas teorias, Pfeiffer levou a cabo um estudo sistemático das principais obras de arte que representam o Véu de Verônica antes do modelo imposto pelo Papa Paulo V. Ele achou que vários detalhes - o corte de cabelo, o sangue à mostra, a forma da face, as características da barba e as dobras do pano - refletem um único modelo: a imagem em Manoppello***.



"Quando os diferentes detalhes são unidos em uma única imagem, significa que esta imagem deveria ter sido modelo para todas as outras," Pfeiffer argumenta. "Assim, podemos dizer que o véu de Manoppello em nada é diferente do Véu de Verônica original".



Para os cristãos, no caso do Véu de Verônica - assim como no caso do Sudário de Turim - acreditar ou não acreditar em sua autenticidade não são uma questão de fé****.






* Críticos argumentam até mesmo se o nome de Verônica não trai a ficção, pois deriva dos nomes em latim e grego vera e ikon e significa "verdadeira imagem".

Ela se tornou a santa protetora dos fotógrafos. Embora a história do véu seja bem conhecida – inclusive, apareceu em cenas dos filmes "A Maior História Jamais Contada", "Jesus de Nazaré" e, mais recentemente, “A Paixão de Cristo” - não aparece na Bíblia.

A maioria dos peritos acredita que foi inventada para explicar a relíquia.



** Segundo uma teoria, o Vaticano teria feito passar cópias do Véu pelo original para evitar desapontar os peregrinos, e nunca explicara o desaparecimento.



*** Semelhanças notáveis eram claras: as faces são de mesmo contorno, ambos têm cabelo longo e um topete na frente, e a partida de barbas.

Pistas da lenda do Véu recuam para o século IV, mas só na Idade Média foi ligado mais fortemente ao Cristo agonizante.



**** Testes científicos poderiam derramar uma luz adicional às origens do véu, mas estes poderiam destruir consideravelmente o pequeno e frágil pano sem, necessariamente, resolver o mistério. Um furioso debate ainda cerca a origem da Mortalha de Turim, por exemplo, embora os testes com carbono-14 em 1988 datassem-no entre 1260 e 1390.

 Hoje, o teste de 1988 do carbono-14 sobre o Sudário é considerado desacreditado devido às suas muitas falhas, vindas posteriormente à tona, durante a execução dos procedimentos de pesquisa.














NOTÍCIA SOBRE A VISITA DO PAPA BENTO AO SANTUÁRIO DE MANOPELLO DO SITE TERRA :


O papa Bento XVI visitou, em setembro de 2006,  o santuário de Manoppello (centro da Itália) para venerar a "Santa Face", um ícone que teria a impressão do rosto de Cristo, mas cuja existência remonta ao início do século XVI.

O véu de Manoppello, conservado desde 1606 no mosteiro dos Abbruzzos, representa o rosto de um homem. Os defensores da autenticidade desta imagem lhe atribuem uma origem miraculosa.

O rosto de Cristo teria tocado no véu durante seu suplício ou no momento de sua ressurreição.



Professor de história da arte na universidade gregoriana de Roma, o padre jesuíta Henrich Pfeiffer afirma que o rosto do véu de Manoppello coincide perfeitamente com aquele do sudário de Turim, o que leva a supor que as duas imagens "formaram-se ao mesmo tempo": exatamente "nos três dias situados entre o enterro de Jesus e sua ressurreição", afirmou ele.



Os historiadores, baseando-se numa datação com carbono 14 realizada em 1988, estabeleceram que a fabricação do lenço venerado em Turim como aquele que teria envolvido o corpo de Cristo durante seu enterro remontava à Idade Média, entre 1260 e 1390. A revista francesa "Science et Vie" realizou em 2005 um "verdadeiro falso" véu com as técnicas da Idade Média.



Mas o culto em torno do "Santo Sudário" não se dá por vencido e a crença popular encontrou um precioso estímulo com o nascimento de uma nova disciplina, a "sindologia", uma palavra derivada do termo latino para "sudário".



Os "sindólogos" contestam as condições em que foram feitas as datações do carbono 14 e asseguram que vários indícios (traços de pólen e de sangue) pesam a favor da autenticidade da relíquia.



Segundo os "sindólogos", a imagem do Cristo poderia ter sido impressa sobre o tecido durante o "flash" da Ressurreição.



A imagem do sudário e aquela do véu de Manopello "são as duas únicas verdadeiras imagens do Cristo, imagens que não foram feitas pela mão do homem", assegurou o padre Pfeiffer.



Uma outra relíquia, chamada "o véu de Verônica" (nome derivado da expressão "vera icon", verdadeiro ícone), remonta ao século VIII e é conservada no Vaticano.



A hierarquia da Igreja católica sempre teve uma atitude prudente em relação às relíquias de Cristo. Não chega a transformá-las num elemento de fé, mas também não desestimula a religiosidade que as cerca.









Bento XVI não se pronunciou nesta sexta-feira sobre a autenticidade do véu de Manoppello, ao qual chamou de "ícone", insistindo sobre a necessidade de ter "as mãos inocentes e o coração puro" para "entrar em comunhão com Cristo e descobrir seu rosto".










REFERÊNCIAS:


http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4307/o_veu_de_veronica/

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI1118168-EI312,00-Santa+Face+de+Manoppello+e+venerada+por+papa.html

http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=21100













































































RELÍQUIA - O VÉU DE VERÔNICA - PESQUISAS ICONOGRÁFICAS E HISTÓRICAS





Uma imagem única



















As características do véu e da imagem que nele aparece são únicas.

O véu, de 17, 5 por 24 centímetros (mas originariamente maior, como nos diz a Relatione, embora não saibamos quanto), é um trabalho de tecelagem finíssimo (ainda que sejam perceptíveis algumas imperfeições na trama), empregando fios de cerca de um milímetro e espaço entre um e outro de cerca de dois milímetros; parece ter cor dourado-escura, dependendo da perspectiva de visão e da iluminação, e é transparente.

Em razão da cor e da transparência, há uma hipótese de que o tecido seja fabricado com bisso marinho, filamentos trabalhados de um molusco denominado Pinna nobilis.

O bisso marinho é um tecido finíssimo, de brilho semelhante ao da seda, à qual se assemelha também pela sensação táctil, de uma leveza quase impalpável.

A hipótese sobre o tecido foi feita em 2004 por Chiara Vigo, uma das últimas tecelãs a usar esse material, mas ainda espera por uma confirmação definitiva, que poderá ser obtida, se não por exame direto (que não é possível hoje, em razão da disposição do véu entre dois vidros), pelo menos por pesquisas morfológicas e estruturais a serem realizadas com instrumentação específica.

No véu está impresso um rosto de fronte alta, com cabelos compridos que chegam até os ombros, bigodes ralos e barba bipartida.

 Os olhos têm uma posição particular: estão ligeiramente voltados para o alto, mostrando o branco do globo ocular sob a pupila.

O rosto não fica visível quando o véu é observado em transparência, mas apenas quando disposto sobre um fundo opaco; o que é singular é que a imagem aparece especularmente e com a mesma intensidade de cor tanto na frente quanto no verso.

 O véu aparentemente se comporta como uma película fotográfica positiva.

O rosto é claramente assimétrico, com um lado mais inchado; há manchas evidentes, que poderiam ser interpretadas como sangue, em particular perto da boca e do nariz, que parece tumefato.

As manchas são bidimensionais e não seguem o relevo do rosto.







A – o rosto do Sudário de Turim;

B – sobreposição do rosto do véu de Manoppello ao rosto do Sudário de Turim;

C – o rosto do véu de Manoppello

(por Blandina Paschalis Schlömer)








Pesquisas iconográficas e históricas

A tradição popular venerou o Santo Rosto de Manoppello por mais de quatrocentos anos, como uma relíquia, atribuindo-lhe o caráter de acheiropoietos (termo grego que significa “não feito pela mão humana”).

Mas apenas nos últimos anos do século passado começaram a ser feitas pesquisas sobre esse objeto.

Os resultados dessas pesquisas, relacionadas à história e à própria natureza da imagem do Santo Rosto, são até agora certamente muito parciais, mas também surpreendentes.

Nos estudos de irmã Blandina Paschalis Schlömer, pintora e estudiosa dos ícones, a pesquisadora defende uma relação muito estreita entre a imagem do Véu de Manoppello e o rosto impresso no Sudário de Turim (esta última imagem foi determinada pela oxidação das fibras de linho mais superficiais de que o lençol é composto; como todos sabem, as pesquisas científicas realizadas nos últimos cem anos não conseguiram ainda determinar a causa dessa oxidação).

 A relação seria tão estreita a ponto de permitir uma compatibilidade total, com uma série de pontos de contato, quando é feita a sobreposição do Santo Rosto com a face impressa no Sudário (para completar, há ainda plena compatibilidade desses dois objetos com as manchas de sangue que aparecem no Sudário de Oviedo).

Ao mesmo tempo, existem duas diferenças fundamentais entre as duas imagens: em primeiro lugar, a imagem do Sudário de Turim apresenta os olhos fechados e um rosto de aparência mais rígida e ossuda, enquanto o Santo Rosto tem os olhos abertos e aparência mais relaxada; em segundo lugar, nem todas as feridas que aparecem no Sudário de Turim estão também no Santo Rosto, e as que aparecem têm dimensões geométricas menores e são um tanto mais esmaecidas.

A primeira consequência da observação dessa correspondência entre as duas imagens foi a reconsideração da história da transmissão iconográfica do rosto de Cristo, no Oriente e no Ocidente; além disso, permitiu identificar o percurso do Santo Rosto nos séculos anteriores a sua inesperada e misteriosa chegada a Manoppello.

 Em 31 de maio de 1999, o professor Heinrich Pfeiffer, jesuíta, um dos maiores especialistas em arte cristã (leciona História da Arte na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma), depois de anos de testes, comunicou o resultado de suas pesquisas na sede da Associação de Imprensa Estrangeira, em Roma; em resumo, dizia ter sido encontrada a verônica romana, a famosa imagem do rosto de Cristo acheiropoietos conhecida em Roma entre os séculos XII e XVII, época em que, conservada na Basílica Vaticana, era exposta periodicamente à veneração dos fiéis.

Uma tradição antiga atribuía essa imagem ao episódio da mulher que teria enxugado com um lenço o rosto de Jesus durante a subida para o Calvário – essa mulher se chamaria Verônica, nome que podemos interpretar como a provável corrupção dos termos vera icona, “verdadeira imagem”.



“O Santo Rosto é a Verônica romana”




Padre Pfeiffer já escreveu nestas páginas sobre as razões da identificação do Santo Rosto com essa relíquia que, em certa época, foi mais famosa que o próprio Sudário de Turim (H. Pfeiffer, “Mas a ‘Verônica’ está em Manoppello”, in: 30Dias, nº 5, maio de 2000, pp. 78-79).

Nesse artigo, afirmava, com argumentos mais que convincentes, que a Verônica – que nos é descrita por fontes medievais como um tecido finíssimo transparente, com uma imagem visível de ambos os lados – foi levada de Roma numa data imprecisa, no início do século XVII (outra hipótese, formulada por Saverio Gaeta com base em documentos de arquivo e considerações históricas, dataria esse episódio para um tempo mais antigo, o do Saque de Roma de 1527, o que, de qualquer forma, não muda substancialmente a questão).

A Verônica teria reaparecido em Manoppello entre 1608 e 1618, de acordo com a documentação histórica local, depurada dos aspectos de lenda.

Apresentaremos um pequeno resumo de alguns dos dados fundamentais apresentados por Pfeiffer para justificar essa identificação.

Em primeiro lugar, a Verônica que ainda se encontra em São Pedro, no Vaticano, já não mostra nenhuma imagem: os poucos estudiosos do passado que puderam observá-la de perto, como De Waal e Wilpert (lembremos que a tela presente em Roma não é exposta ao público desde o século XVII), viram nela apenas algumas manchas escuras; mesmo quem teve a oportunidade de observá-la recentemente (inclusive o pontífice João Paulo II) não encontrou nela vestígios de imagem.

Em segundo lugar, o tecido atualmente em Roma não é transparente de modo algum, enquanto o relicário de 1350 que continha a Verônica em Roma, ainda conservado no tesouro da Basílica Vaticana, é constituído por dois vidros de cristal de rocha e se destinava, evidentemente, a conter um objeto que pudesse ser exposto de ambos os lados.

Esse relicário, de formato quadrado e dimensões compatíveis com o véu de Manoppello, do qual é pouco maior (e já vimos que o véu foi aparado), foi substituído mais tarde, primeiro pelo relicário usado em meados do século XVI (hoje perdido), depois pelo atual: um documento relata a solenidade da transposição da relíquia – ou melhor, como é nossa hipótese, da transposição do objeto falsificado que a substituiu –, ocorrida na data de 21 de março de 1606, para um nicho aberto na pilastra da cúpula precisamente chamada “da Verônica”.

Como lemos num relato de Giacomo Grimaldi, então arquivista de São Pedro, datado de 1618, os vidros do relicário de 1350 estão quebrados: e um resíduo, considerado como vidro, pode ser notado ainda hoje pregado à borda inferior do véu de Manoppello.

De modo semelhante ao que já dissemos a propósito das investigações sobre a natureza física do tecido com o qual é fabricado o véu, a impossibilidade atual de removê-lo do ostensório que o contém não permitiu ainda que os pesquisadores chegassem a uma certeza a respeito da identidade de materiais entre o desse fragmento de vidro e o que resta do relicário vaticano de 1350.

Em terceiro lugar, a Verônica de Roma apresentava um rosto com os olhos abertos, como vemos em todas as suas representações anteriores a 1616, enquanto a cópia feita naquele ano possui um rosto com os olhos fechados.

Paulo V, pouco depois, vetaria qualquer outra cópia da relíquia, sob pena de excomunhão; Urbano VIII, em 1628, ordenou que todas as cópias existentes, feitas nos últimos anos, fossem destruídas.



O rosto de uma pessoa real
























Mas padre Pfeiffer vai mais além com suas pesquisas, que nos permitem considerar extremamente provável que o Santo Rosto de Manoppello, ou seja, a Verônica romana, é um dos dois protótipos, ou modelos fundamentais, da imagem de Cristo.

O segundo modelo é o Sudário de Turim.

Padre Pfeiffer destaca particularmente que as maçãs do rosto das imagens clássicas de Cristo são quase sempre desiguais, como ocorre no Sudário de Turim e no Santo Rosto: a face, portanto, é assimétrica, contrariamente ao que vemos em todas as representações das divindades antigas, que apresentam um rosto ideal e simétrico.

O Cristo clássico tem, portanto, um rosto pessoal e individual; e o modelo desse rosto, dada a sua estrutura fortemente assimétrica, é o Sudário de Turim, ou o Sudário de Turim somado ao Santo Rosto (provavelmente as duas relíquias devem ter circulado unidas por um certo período, como imagina Pfeiffer); no que diz respeito aos olhos e a todos os aspectos mais vitais, o único modelo é o Santo Rosto.













O SUDÁRIO E O VÉU DE MANOPELLO








Logo, concluímos, trata-se de um rosto que de fato existiu, concreto, real; não de um modelo abstrato, tomado de empréstimo da iconografia de algum filósofo, como muitas vezes lemos ou ouvimos de historiadores da arte, cristianistas e até teólogos.


 O rosto de um homem de carne, não de uma ideia.

A pesquisa iconográfica leva ainda padre Pfeiffer a defender, no que é seguido por muitos outros especialistas, a identificação do Sudário de Turim com o Mandylion de Edessa, que era conhecido nessa cidade em 544, época do assédio dos persas, e seria transladado para Constantinopla em 944, onde desapareceria em 1204 para, mais tarde, ser encontrado no Ocidente.


Da mesma forma, padre Pfeiffer propõe a identificação do Santo Rosto de Manoppello com a imagem do rosto de Cristo que se transferiu de Kamulia (Capadócia) para Constantinopla em 574, e aí desapareceu por volta de 705, durante o segundo reinado do imperador Justiniano II; esse tecido finíssimo, transparente, ao chegar a Roma, foi escondido (talvez pregado sobre o chamado ícone acheropsita do Sancta Sanctorum da Basílica de Latrão), recuperado no papado de Inocêncio III (1198-1216) e levado a São Pedro, com o nome de Verônica.






























Padre Pfeiffer está firmemente convencido de que o Santo Rosto seja uma imagem acheiropoietos:

“Tomando como ponto de partida a perfeita superposição do rosto do Sudário de Turim com o rosto de Manoppello, somos induzidos a admitir que a imagem no véu e a que vemos no Sudário tenham-se formado ao mesmo tempo.

Ou seja, nos três dias que decorrem entre o sepultamento de Jesus e sua ressurreição, dentro do sepulcro. O Sudário de Manoppello e o de Turim são as duas únicas verdadeiras imagens do rosto de Cristo ditas acheropsitas, ou seja, não realizadas por mãos humanas” (H. Pfeiffer, in: P. Baglioni, “Bernini ou não, é uma obra-prima”, in: 30Dias, nº 9, setembro de 2004, pp. 56-65).





Existe algum indício físico que nos possa levar a considerar que, tal como a imagem do Santo Sudário não foi produzida artificialmente, o mesmo tenha-se dado com a imagem do Santo Rosto de Manoppello?







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