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domingo, 11 de agosto de 2024

VIVA SANTA CLARA DE ASSIS!

 


Santa Clara, me dê forças nesta vida para enfrentar as cruzes cotidianas , os desafios, os inimigos!

Que eu busque uma vida simples e pobre seguindo o Cristo, pobre e Crucificado, no exemplo de São Francisco!

Que eu louve a Deus pela natureza e ajude o próximo!

Que o mundo se converta!

Como enfrentaste a invasão dos sarracenos, ajude os católicos da Europa, e do mundo, a enfrentarem as perseguições dos inimigos da nossa fé!

Que saibamos dialogar com a diversidade e os diferentes!

E que saibamos resistir, sem perder nossa identidade Cristã católica, no exemplo da espiritualidade franciscana, mostrando o caminho que é Cristo, Nosso Salvador! 



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ALGUNS MILAGRES DE SANTA CLARA DE ASSIS COM O SINAL DA CRUZ






CURA UM FRADE LOUCO

Conta a história que havia um frade que “padecia de fúria”, segundo expressão daquela época.

Por isso, São Francisco o enviou à Santa Clara para que fosse curado.

Ao recebê-lo no mosteiro de São Damião, a santa Madre, por ordem do Pai Francisco, marcou-o como sinal da Cruz, estando no lugar, dentro do mosteiro, onde sempre costumava rezar e o fez dormir um pouco.

 Depois do sono, ele estava completamente curado e foi-se embora gozando de plena saúde.




TIRA UMA PEDRA DO NARIZ DE UM MENINO

Havia também um pequeno menino de três anos chamado Mateuzinho.

 Ele tinha colocado uma pedrinha no nariz e já estava ficando sufocado. Ninguém conseguia socorrê-lo e nem tirar a pedra.

Então, os pais corrreram para levá-lo ao mosteiro, a fim de que Santa Clara o curasse.

Ela o marcou com o sinal da Cruz e na mesma hora a pedra foi expelida.



CURA O OLHO DE UM HOMEM


Um homem de Perúgia, Itália, tinha manchas em um de seus olhos. Por isso, dirigiu-se à santa para que ele a curasse.

Ao chegar, Clara lhe fez o sinal da Cruz e pediu que ele se dirigisse também à sua mãe Hortolona, que também já era clarissa ali no mesmo mosteiro, para que ela igualmente o assinalasse.

Hortolana obedeceu à sua filha e marcou o olho do enfermo. Imediatamente o olho ficou límpido.

 Santa Clara afirmava que o mérito da cura era de sua mãe, mas a mãe dizia que era indigna de tal proeza e que o mérito era todo da bem-aventurada Clara.






LIBERTA DE VÁRIAS DOENÇAS

Em outra ocasião, conta-se que uma das Irmãs, chamada Amata, sofria já há treze meses de hidropisia, febre, tosse e dor do lado.

Por causa disto, jazia exausta. Com pena, Santa Clara fez o sinal da salvação na paciente e, com isso, a libertou de todos os seus sofrimentos.





VOZ RESTITUÍDA


Uma outra Irmã, tinha perdido a voz há dois anos e o seu estado era tão grave que já não se houvia sequer um som de sua voz enfraquecida.

Na dia da festa da Assunção da Virgem Maria, durante uma visão, ela teve a certeza de que a sua voz lhe seria restituída pelos méritos de Santa Clara.

Então, pacientemente aguardou que o dia amanhecesse e foi ao encontro da bondosa madre, pedindo que lhe assinalasse com o sinal da Cruz. Clara assim o fez. Assim que foi marcada, recuperou a voz.






AUDIÇÃO RESTITUÍDA


Uma outra Irmã, chamada Cristiana, tinha perdido a audição há bastante tempo. Tentou usar muitos remédios, mas foi em vão. Assim, a virgem Clara lhe fez o sinal da salvação em sua cabeça e o seu ouvido ficou curado.




  MAIS MILAGRES DE SANTA CLARA:

VIDA DE SANTA CLARA, LEIA:

















quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MILAGRES DE NATAL - "SANTA CLARA FORA DO CORPO"

TEXTO RETIRADO DO "I FIORETTI", QUE NARRA A VIDA E OS FEITOS DO BEM AVENTURADO SÃO FRANCISCO DE ASSIS E SEUS COMPANHEIROS.


Como, estando enferma, Santa Clara foi miraculosamente transportada, na noite de Natal, à igreja de São Francisco e aí assistiu ao ofício


 

Estando uma vez Santa Clara gravemente enferma, tanto que não podia ir dizer o oficio na igreja com as outras freiras, chegando a solenidade da Natividade de Cristo, todas as outras foram a Matinas; e ela ficou sozinha no leito, malcontente por não poder juntamente com as outras ir e ter aquela consolação espiritual.

 
Mas Jesus Cristo, seu esposo, não querendo deixá-la assim desconsolada, fê-la miraculosamente transportar à igreja de São Francisco e assistir a todo o ofício e à missa da meia-noite; e além disto, receber a santa comunhão e depois ser trazida ao leito.





Voltando as freiras para junto de Santa Clara, acabado o oficio em São Damião, disseram-lhe:

“Ó nossa mãe, Soror Clara, que grande consolação tivemos nesta noite de santa Natividade! Prouvesse a Deus que houvésseis estado conosco!”

 

E Santa Clara responde:

 

“Graças e louvores rendo ao meu Senhor Cristo bendito, irmãs minhas e filhas caríssimas;

porque a todas as solenidades desta santíssima noite e maiores do que as que assististes, assisti eu com muita consolação de minha alma;

porque, por procuração do meu Pai São Francisco e pela graça de meu Senhor Jesus Cristo, estive presente na igreja do meu Pai São Francisco;

 e com as minhas orelhas corporais e mentais ouvi o canto e o som dos órgãos que aí tocaram; e lá mesmo recebi a santa comunhão.
“E por tanta graça a mim concedida rejubilai-vos e agradecei a Nosso Senhor Jesus Cristo”. Amém.





quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PEQUENO ORATÓRIO DE SANTA CLARA, DE CECÍLIA MEIRELES




SERENATA


UMA VOZ CANTAVA ao longe
entre o luar e as pedras.
E nos palácios fechados,
entregues às sentinelas,
- exaustas de tantas mortes,
de tantas guerras! -
estremeciam os sonhos
no coração das donzelas.
Ah! Que estranha serenata,
eco de invisíveis festas!
A quem se dirigiriam
palavras de amor tão belas,
tão ditosas
(de que divinos poetas?)
como as que andavam lá fora,
pelas ruas e vielas,
diáfanas, à lua,
graves, nas pedras...?






CONVITE


FECHAI OS OLHOS, donzelas,
sobre a estranha serenata!
Não é por vós que suspira,
enamorada...
Fala com Dona Pobreza,
o homem que na noite passa.
Por ela se transfigura,
- que é a sua Amada!
Por ela esquece o que tinha:
prestígio, família, casa...
Fechai os olhos, donzelas!
(Mas, se sentis perturbada
pela grande voz de noite
a solidão da alma,
- abandonai o que tendes,
e segui também sem nada
essa flor de juventude
que canta e passa)






ECO


CANTARA AO LONGE Francisco
jogral de Deus deslumbrado.
Quem se mirara em seus olhos,
seguira atrás de seu passo!
(Um filho de mercadores
pode ser mais que um figaldo,
Se Deus o espera
com seu comovido abraço...)
Ah! Que celeste destino,
Ser pobre e andar a seu lado!
Só de perfeita alegria
Levar repleto o regaço!
Beijar leprosos,
sem se sentir enojado!
Converter homens e bichos!
Falar com os anjos do espaço!
(Ah! Se eu fora a sombra, ao menos,
desse jogral deslumbrado!)



CLARA




VOZ LUMINOSA da noite,
feliz de quem te entendia!
(Num palácio mui guardado,
levantou-se uma menina:
já não pode ser quem era,
tão bem guarnida,
com seus vestidos bordados,
de veludo e musselina;
já não quer saber de noivos:
outra é a sua vida.
Fecha as portas, desce a treva,
que com seu nome ilumina
Que são lágrimas?
Pelo silêncio caminha...)
Um vasto campo deserto,
a larga estrada divina!
Ah! Feliz itinerário!
Sobrenatural partida!




FUGA


ESCUTAI, nobres figalgos:
a menina que criates
é uma vaga sombra
fora de vossa vontade
livre de enganos
e traves.
É uma estrela que procura
outra vez a Eternidade!
Despida de suas jóias
e de seus faustosos trajes,
inclina a cabeça
com terna humildade.
Cortam-lhe as tranças:
ramo de luz nos altares.
Mais clara do que seu nome,
no fogo da Caridade,
queima o que fora e tivera:
- ultrapassa a que criates!






PERSEGUIÇÃO


JÁ PARTIRAM cavaleiros
no encalço da fugitiva.
- Não rireis, ó mercadores,
não rireis da fidalguia!
Iremos buscá-la à força,
morta ou viva!
(Dão de esporas aos cavalos,
entre injúria e zombaria,
com os olhos acesos de ira.
- Não leveis a mão à espada!
Grande pecado seria!)
E vem a monja.
Só de renúncias vestida!
Ah! Clara, se não falasses,
Quem te reconheceria?
Para onde vais tão sem nada,
Nessa alegria?






VOLTA


VOLTARAM os cavaleiros
com grande espanto na cara.
Palácios tristes...
Inútil espada...
Que grandes paixões ocultas
nas altas muralhas!
Pasmado, o povo contempla
aquela chegada...
(Longe ficara a menina
que servir a Deus sonhara,
de glórias vãs esquecida,
da família separada.
Força nenhuma
a seus votos se arrancara.
Aos pés de Cristo caía:
não desejava mais nada.)
Olhavam-se os mercadores,
com grande espanto na cara.






VIDA


DO PANO mais velho usava.
Do pão mais velho comia.
Num leito de vides secas,
e de cilícios vestida,
em travesseiro de pedra,
seu curto sono dormia.
Cada vez mais pobre
tinha de ser sua vida,
entre orações e trabalhos
e milagres que fazia,
a salvar a humanidade
dolorida.
Mãos no altar, a acender luzes,
pés na pedra fria.
Humilde, entre as companheiras;
diante do mal, destemida,
Irmã Clara, em seu mosteiro,
tênue vivia.





MILAGRES


UM DIA veio o Anticristo,
com seus cavalos acesos.
Flechas agudas,
na aljava de cada arqueiro.
Vêm matar e arrasar tudo,
com duros engenhos.
“Irmã Clara, vede, há escadas
sobre o muro do mosteiro!
Soldados de ferro!
Negros sarracenos!”
(Tomou da Hóstia consagrada,
rosto de Deus verdadeiro,
- levantou-a no alto
do parapeito...)
E, na cidade assaltada,
Não se viu mais um guerreiro:
ou fugiram a cavalo
ou caíram de joelhos.






FIM


JÁ QUARENTA ANOS passaram:
é uma velhinha, a menina
que, por amor à pobreza,
se despojou do que tinha,
fez-se monja,
E foi com tanta alegria
servir a Deus nos altares,
E, entre luz e ladainha,
Rogar pelos pecadores
em agonia.
Já passaram quarenta anos:
e hoje a morte se avizinha.
(tão doente, o corpo!
A alma, tão festiva!
Os grandes olhos abertos
uma lágrima sustinham:
não se perdesse no mundo
o seu sonho de menina!)






VOZ


E A NOITE INTEIRA, baixinho
murmurara:
“Levas bom guia contigo,
Não te arreceies de nada:
guarde-te o Senhor nos braços,
- e em seus braços estás salva!
Bendito e louvado seja
Deus, por quem foste criada!...”
E nesse falar, morria
Irmã Clara,
Tão feliz de ter vivido,
tão de amor transfigurada,
que era a morte no seu rosto
como a estrela dalva.
(“Com quem falais tão baixinho,
Bem-aventurada?”
“Com minha alma estou falando...”)
Ah! Com sua alma falava...






LUZ


POR UM SANTO que encontra,
há tanto tempo,
alegremente deixara
o mundo, de estranho enredo,
Para viver pobrezinha,
No maior contentamento,
longe de maldades,
Livre de rancor e medo,
A vencer pecados,
A servir enfermos...
Já está morta. E é tão ditosa
como quem sai de um degredo.
O Papa Inocêncio IV
põe-lhe o seu anel no dedo.
Cardeais, abades, bispos
Fazem o mesmo.
(Mais que as grandes jóias, brilha
seu nome, no tempo!)






GLÓRIA


JÁ SEUS OLHOS se fecharam.
E agora rezam-lhe ofícios.
(Tecem-lhe os anjos grinaldas,
No divino Paraíso.
“Pomba argêntea!” – cantam.
“Estrela claríssima!”)
- Irmã Clara, humilde foste,
Muito além do que é preciso!...
- O Caminho me ensinaste:
o que fiz, foi vir contigo...
(Assim conversam, gloriosos,
Santa Clara e São Francisco.
Cantam os anjos alegres:
Vede o seu sorriso!)
Que assim partem deste mundo
os santos, com seus serviços.
Entre os humanos tormentos,
são exemplo e aviso,
Pois estamos tão cercados
De ciladas e inimigos!
“Santa! Santa! Santa Clara!”
os anjos cantam.
( E aqui com Deus, finalizo)





 
“Pequeno Oratório de Santa Clara”, Cecília Meirelles. Obra Poética, Rio de Janeiro. Companhia José Aguiar Editora. 1967 2ª ed., p623-631.