Santa Ana, minha querida avó, me ajude . Peça a Deus para que eu tenha saúde. Santa Ana , tu pediste a Deus para ser mãe e recebeste no teu ventre a Mãe de Deus.
Faz que meu ventre esteja pleno de saúde, todos os meus órgãos, todo o meu corpo. Santa Ana, Mãe de Maria, como recebestes tanta alegria , dai-me a benção da saúde neste dia.
Que todo mau pensamento desapareça e que eu cultive sempre bons pensamentos como cultivaste a mimosa flor Maria em teu seio.
Peço a intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida , a de Santo Antônio de Santana Galvão, e a tua,Santa Ana.
Gosto muito de Santa Ana. Deveria ser uma devoção mais estimulada pelos padres, pois ser devoto de Santa Ana é ser devoto da Virgem Maria e ser devoto do Menino Jesus.
É uma devoção que nos leva e aponta outras devoções como a São José, à Sagrada Família.
Uma devoção que nos aponta para a Igreja, pois tem origem nos primeiros cristãos, em evangelhos apócrifos, o que nos mostra como nossa Igreja é a única desde os primeiros séculos.
Ser devoto de Santa Ana é ser católico em profundidade, é amar a família, os avós, a infância, a Igreja.
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Letras
Un desierto tuvo en sus entrañas
Dios hace milagros hace hazañas
Sale de la oscuridad la luz
En el vientre de Santa Ana es la madre de Jesús
Nace una pequeña inmaculada
En casa del anciano Joaquín
La niña de Dios quien fue adornada
Por ella vendrá el Mesías, quien pondrá al pecado fin
Señora Santa Ana de Dios abuelita
Protege mi alma, abuela bendita
Tu Santa familia proteja la mía
Joaquín y Santa Ana, gracias por María
Tradução ( adaptação para cantar):
Um deserto estéril nas entranhas
Mas Deus faz milagres, faz façanhas
E da Escuridão Deus faz a Luz
E do ventre de Santana vem Maria de Jesus
Nasce uma pequena imaculada
Na casa do velho Joaquim
Menina de Deus Plena de graça
Por Ela virá o Messias, que porá ao pecado um fim
Senhora Santana de Deus avozinha
Protege minha alma, Santana querida
Sagrada família proteja a minha
Joaquim e Santa Ana, graças por Maria
Eu vou andar com Santana - de Elino Julião
"Eu vou andar com Sant'Ana, vou carregar seu andor.
Eu vou levar pra Sant'Ana o meu pezinho de flor.
Vou entregar a Sant'Ana as injustiças que há.
Recomendar à Sant'Ana toda a nação potiguar.
Eu vou, eu vou, acompanhar a procissão
Toda a nossa região tá em festa em seu louvor.
Viva Sant'Ana! Grita o povo com euforia
À mãe da Virgem Maria, avó de Nosso Senhor.
Na Catedral de Sant'Ana eu vou orar
Eu vou me ajoelhar, fazer minha oração.
Me confessar, um pedido eu vou fazer
Pra Sant'Ana interceder, fazer chover no sertão."
Senhora Santana
Senhora Santana ao redor do mundo
Aonde ela passava, deixava uma fonte
Quando os anjos passam, bebem água dela
Oh que água tão doce, oh senhora tão bela
Encontrei Maria na beira do ri
Lavando os paninhos do seu bento fi
Maria lavava, José estendia
O menino chorava do fri que sentia
Os filhos dos homens em berço dourado
E tu, meu menino, em palhas deitado.
Calai meu menino, calai meu amor
Que a faca que corta não dá tai sem dor
Todo ano tem
Todo ano tem
Uma festa famosa na região
Todo ano tem
É a Festa de Santana
Padroeira do sertão
Todo ano tem
Uma banda tocando na procissão
Todo ano tem
Beata aqui chorando,
Acompanha de vela na mão
Vai cantando, vai rezando pela sua salvação
Pois sendo filha de Maria
Deus dará mais atenção
Todo ano tem
Mariana formosa com o terço na mão
Todo ano tem
Meu olhar, seu olhar na pobreza muralha e ela não vem
É notável o testemunho documentado por uma escrava que se prostituía em Minas, Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz (1719 — após 1765).
Ao converter-se, Rosa tornou-se devota de Sant’Anna e sua família e criou um rosário no qual — assim como no rosário mariano — quinze mistérios da vida de Sant’Anna eram meditados. Em um deles, a mãe de Maria “era cofre em que o Altíssimo depositou o tesouro da pureza suma, sem mistura nem macula, a Virgem Intacta”.
Essa sua frase se explica pelo fato de Sant’Anna ter sido a padroeira dos mineradores — tradição já corrente na Espanha — e de “moedeiros”. Assim como as minas, Ana escondia ouro em seu ventre: Maria Imaculada.
Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz era uma escrava de ganho e trabalhava se prostituindo aos mineradores de Minas Gerais. Como a Santa dos mineradores era Santa Ana, após um momento de doença ela se converteu buscando uma vida de oração.
A experiência religiosa desta alforriada era composta de conhecimentos teológicos sofisticados, idéias populares, manifestações de afeto e visões típicas da cultura barroca e a levou a se tornar autora do mais antigo livro escrito por uma mulher negra na história do Brasil: "Sagrada Teologia do Amor Divino das Almas Peregrinas".
Santa Ana, esposa de Joaquim, é invocada como “protetora das viúvas” em uma litania anotada por Rosa Egipcíaca. A ladainha invoca suas virtudes e seu papel em relação aos homens da sagrada família:
“Sant’Anna, espelho de obediência, ora pro nobis !
Sant’Anna, espelho de paciência, ora pro nobis !
Sant’Anna, proteção das viúvas, ora pro nobis !
Sant’Anna, mulher forte, ora pro nobis !
Sant’Anna, avó de Cristo, ora pro nobis !
Sant’Anna, sogra de São José, ora pro nobis !
Sant’Anna, da prole dos patriarcas, ora pro nobis !”
Em Minas Gerais, os devotos de Sant’Anna apresentavam um perfil social bem diversificado. Havia religiosos e leigos, homens e mulheres, livres e escravos. Assim como na Península Ibérica, entre os milagres que lhe foram atribuídos destacam-se os relacionados à saúde dos fiéis, um papel também atribuído à Virgem. Os ex-votos pintados por escravos dão testemunho do papel de cura atribuído a Sant’Anna.
Segundo pesquisas, Ana foi a santa mais cultuada no Brasil; isso se deve à sua função de progenitora, aos ensinamentos para com sua filha Maria. Ana foi uma santa tão importante no período colonial que foi a única que teve nome titular de uma paróquia até o período de 1673. Sua veneração equiparava-se à de Maria, pois ambas outorgavam milagres de saúde para com os seus devotos.
Depois da Virgem Maria, a santa mais cultuada no Brasil colônia foi a mãe dela, Santa Ana, a avó de Cristo.
A Virgem Maria sempre acompanha Sant’Ana em três tipos iconográficos: Santas Mães, Sant’Ana Guia e, sobretudo, Sant’Ana Mestra.
A Iconografia das Santas Mães:
Nesta representação artística, Santa Anna é inserida em um contexto genealógico quando ela é representada com Maria adulta e o Menino Jesus. Este tipo iconográfico é conhecido como Santas Mães no mundo luso-brasileiro (Sant´Ana Triplice na Espanha e Ana selbdritt em alemão).
Santa Ana é representada em pé ou sentada: a avó do Messias segura em seus braços Maria, que, por sua vez, segura o Menino.
Na arte da Contra-Reforma é mais comum encontrá-la sentada ao lado de sua filha. Em muitas obras, é representado um livro que pode ser segurado por Ana ou pelas duas mães ao mesmo tempo. O Menino pode estar no colo da Virgem ou entre as duas Santas Mães.
Às vezes, a figura da mãe de Ana, Emerencianna (ou Esmeria), era
acrescentada às Santas Mães, segurando os três outros personagens em seus braços ou, simplesmente, acompanhando-os. Quatro gerações eram então representadas: três mães, adultas, e o Deus Menino.
A Iconografia de Sant’Ana Guia:
O tipo iconográfico de Sant’Anna Guia, no qual a mãe anda segurando sua filha pela mão, é menos comum. Frequentemente ela indica o caminho à sua filha com a outra mão.
A Iconografia de Sant’Ana Mestra:
Ela é representada sempre com o livro aberto nas mãos ou sobre os joelhos. Se estiver em pé, a filha está nos seus braços. Se Santa Ana estiver sentada — sua posição mais habitual —, a Virgem Maria está no seu colo ou em pé ao seu lado. A cadeira nos lembra que a Virgem Maria é a Sede da Sabedoria (Cristo).
SANTA EMERENCIA ou EMERENCIANA - AVÓ DE MARIA E BISAVÓ DE JESUS
Santa Emerenciana no alto, Nossa Senhora com o Menino Jesus ao lado de Santa Ana, sua Mãe. Segundo os evangelhos apócrifos, Ana era filha de um judeu nômade chamado Akar, da tribo de Levi, e de Santa Emerenciana. O casal Akar e Emerenciana teve além de Ana outra filha: Santa Esméria (ou Sobe), mãe de Santa Isabel e avó de João Batista. Por isso Maria e Isabel eram primas (Lc 1,36). José de Arimatéia era seu tio materno. Algumas tradições afirmam que os nomes dos pais de Santa Ana eram Estolano e Emerenciana, outros afirmam que era Akar e Maria. Havia três irmãs de Belém , filhas de Matã ou Fanuel, o sacerdote, outros dão o nome de Akar, e Maria, sua esposa, sob o reinado de Cleópatra e Sosipatrus, antes do reinado de Herodes , o filho de Antípatro :
a mais velha era Maria,
a segunda foi Sobe (conhecida também por Esméria),
o nome da mais nova era Ana.
A irmã mais velha (Maria) casou-se em Belém, teve por filha Salomé, a parteira;
(Esméria) Sobe se casou em Belém, e foi a mãe de Santa Isabel, que foi mãe de São João Batista ;
Por fim, a terceira (Ana) casou na Galiléia , e trouxe à luz Maria, mãe de Cristo.
No lado esquerdo, São Joaquim, Santa Ana, a Virgem e o Menino. No lado direito, Santa Emerenciana ou Emerencia e seu marido Estolano, pais de Santa Ana e bisavós de Jesus.
SANTA ESMERIA - IRMÃ DA AVÓ (TIA AVÓ) DE JESUS - TIA DE NOSSA SENHORA - MÃE DE SANTA ISABEL E AVÓ DE SÃO JOÃO BATISTA
De acordo com Santo Hipólito de Roma (c. 170-c. 236), Esmeria ou Sobe foi a primeira filha de Fanuel Sumo Sacerdote e sua esposa Maria ou chamada de Emerencia, e a irmã mais velha de Santa Ana. Santa Esmeria era a avó de João Batista. Santa Ana era a avó de Jesus. "Em alguns hagiografias do final do século XV, Santa Emerencia é descrita como a mãe de Santa Ana, e ela tinha uma irmã chamada Esmeria." Essa genealogia que circulou na Idade Média, diz que a irmã de Santa Ana foi Hismeria ou Esmeria (não Sobe). Ela era a mãe de Santa Isabel e avó de João Batista. Esmeria também era a mãe de Eliud, que por sua vez foi o avô de São Servácio. Esmeria, também conhecido como Sovin ou Sobe , era a mãe de Santa Isabel e uma irmã de Santa Ana, a mãe de Maria, mãe de Jesus , de acordo com fontes medievais bizantinas fontes. A Bíblia registra apenas que Isabel como uma descendente de Arão, e uma prima (ou parente) de Maria . O nome de Sobe aparece pela primeira vez nos escritos de volta do século 8 por Hipólito de Tebas , André de Creta , e Epifânio Monachus , e mais tarde em Nicéforo Calisto e Andronicus . Todos recontam essencialmente a mesma passagem, dada por estes dois últimos como se segue: Havia três irmãs de Belém , filhas de Matã ou Fanuel, o sacerdote, e Maria ou Emerencia, sua esposa, sob o reinado de Cleópatra e Sosipatrus, antes do reinado de Herodes , o filho de Antípatro : a mais velha era Maria, a segunda foi Sobe, o nome da mais nova era Ana. A irmã mais velha casou-se em Belém, teve por filha Salomé, a parteira; Sobe se casou em Belém, e foi a mãe de Santa Isabel, que foi mãe de São João Batista ; Por fim, a terceira casou na Galiléia , e trouxe à luz Maria, mãe de Cristo.
Acima, no lado esquerdo, temos Santa maria Salomé com seus dois filhos, em pé Zebedeu, seu marido, e ao lado dele, Santa Esméria com Eliud, seu filho, irmão de Santa Isabel, e bisavô de Saõa Servácio. Santa Esméria era irmã de Santa Ana, avó de São João Batista e Tia Avó de Jesus. OUTRAS TRADIÇÕES: OS TRÊS CASAMENTOS DE SANTA ANA
De acordo com outra tradição, Santa Ana teria ficado viúva e se casado três vezes.
A primeira, com Joaquim de quem teve Maria, a Mãe de Jesus.
Depois com Cléofas de quem teve Maria de Cléofas
e por último com Salomé de quem nasceu Maria Salomé. Por isso, em muitas imagens os três maridos são retratados acima dela.
Ao lado direito, temos Maria de Cléofas, esposa de Alfeu, com os irmaõs do Senhor, João, Tiago, Judas e José, e em pé Santa Isabel com São João Batista menino e Zacarias ao lado.
De Santa Ana e São Joaquim "descende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém." "Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas e os patriarcas;"(Romanos 9,4-5).
Bem-aventurados os olhos de Santa Ana e São Joaquim e ditosos os seus ouvidos, porque ouviram!
Porque muitos profetas e justos desejaram ver o que eles viram e ouvir o que ouviram (Mateus 13, 16-17) .
Foram eles a raiz de Jessé proclamada por Isaías de onde saiu Maria a qual nos deu Jesus, o descendente de Davi, que reinará sobre os povos".(Isaías 11,1 ; Romanos 15,12).
A memória desses justos alcança bênçãos (Provérbios 10,7) , por isso seus nomes vivem de século em século e os povos proclamam a sabedoria deles,e a Igreja canta seus louvores (Eclesiástico 44,14-15), pois foram os pais da Virgem Maria e a educaram, preparando-a como digna morada para o Senhor.
A Virgem Maria ouvia "a instrução de seu pai e não desprezava o ensino de sua mãe" (Provérbios 1,8; 6,20), guardando no coração "o ensino dos sábios, fonte de vida, que afasta o homem das armadilhas da morte" ( Provérbios 13,14).
Santa Ana nos lembra a história de outra Ana, a mãe do Profeta Samuel, que também era estéril, mas após orar e confiar em Deus recebe a graça de conceber um filho (I Samuel 1,1-28). Santa Ana concebeu uma filha, a filha de Sião, que foi feita habitação de Deus (Zacarias 2,10) a Virgem prometida que deu à luz ( Isaías 7,14; Miquéias 5,3) ao Emanuel, o Deus Conosco. Santa Ana concebeu aquela que está coroada de doze estrelas, vestida de sol e com a lua debaixo de seus pés,a Mãe do rei que regerá o mundo com cetro de ferro (Apocalipse 12)
Santa Ana deve ter orado como a Mãe do Profeta Samuel:
"Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida"
1 Samuel 1,11
Diferente da outra Ana, nossa Santa teve uma menina, que também foi apresentada e dediacada ao Templo, mas que depois se tornou ela mesma o Templo e a Habitação de Deus (Lucas 1,35; Zacarias 2:10).
Se o Senhor Deus concedeu o pedido de Santa Ana, num momento de grande angústia e tristeza, também pode conceder os pedidos do nosso coração.
Se as orações dessa serva foi aceita uma vez e, hoje, ela é avó de Jesus, imagine quantas graças ela não nos pode alcançar por sua intercessão, pois mesmo depois de morta ela ainda fala (Hebreus 11,4), pois foi uma Mulher de fé, que temeu o Senhor, por isso é digna de ser louvada (Provérbios 31,30).
A fé na intercessão de Santa Ana e São Joaquim ficou gravada no coração do Cristianismo (2 Coríntios 3,2) na Tradição católica que nos foi ensinada "quer de viva voz, quer por carta" (II Tessalonicenses 2,15) pelos Apóstolos e primeiros cristãos.
A vida desses Servos de Deus está no Proto-Evangelho de Tiago, um evangelho apócrifo, não inspirado, mas considerado confiável pelos primeiros cristãos.
Santa Ana e São Joaquim,
confio a vocês a conversão de meus familiares.
Assim como pela oração vocês conseguiram de Deus um filha, e fostes abençoados com a graça de ter o Salvador do mundo como neto, alcançem para cada um deles as graças necessárias para enxergarem a verdadeira fé e caminho; a coragem para abandonarem todas suas concepções e se refazerem; a proteção de terem ao lado anjos e amigos que os estimule a trilhar os passos em direção a Cristo e a aceitação para tomarem a Cruz do Senhor.
Santa Ana e São Joaquim,
alcançem de Deus a graça do fervor,
da piedade e devoção para a comunidade onde moro.
Que a festa de vocês seja um momento de conversão e de crescimento espiritual para todos.
Que aumente a união, a qualidade e o número de fiéis e que nossa fé católica e apostólica possa contagiar a todos.
Livrai-nos da desunião, das intrigas,
da maledicência e de todos os males que possam atrapalhar a conversão e a salvação das almas.
Alcançem de Deus milagres, graças e bênçãos
para todos que forem para a Igreja
e que a procissão como toda a festa
seja bem organizada e participativa.
Tudo para honra e glória
da Santíssima Trindade de um só Deus.
Mãe de Deus, orai por nós!
Santa Ana, orai por nós!
São Joaquim, orai por nós!
Amém.
"Os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos,