quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MILAGRE DIVERSOS DE SANTOS SOBRE LEVITAÇÃO- PARTE 3

MARGARIDA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Margarida do Santíssimo Sacramento  passava quase instantaneamente de um ponto a outro. Encontravam-na no coro, na enfermaria, na sala dos exercícios, mesmo sem que as portas estivessem abertas, e, várias vezes, suas irmãs a viram levantada acima do solo, como se o seu corpo tivesse perdido o peso.

Um dia em que ela ia colher uvas para uma doente, avistaram-na elevando-se sem esforço até à altura das uvas, despegá-las, e tornar a descer.

ANA CATARINA EMMERICH



 Ana-Catarina Emmerich conta de si própria que, desempenhando as funções de sacristã, trepava e demorava-se em pé nas janelas, sobre as cornijas, sobre ornatos em relevo, fazendo toda a limpeza em lugares humanamente inacessíveis, sem medo nem inquietação, acostumada como estava, desde a infância, a ser assistida pelo seu bom anjo, e sentindo-se, além disso, levada e sustentada no ar por uma invisível virtude.
 
Não somente a agilidade e a simples ascensão se encontram fora do êxtase, mas também o vôo no que ele tem de mais maravilhoso.



SÃO JOSÉ DE CUPERTINO

Num dia da Imaculada Conceição, ele convidou o padre guardião à repetir com ele:

Pulchra Maria! (Maria é bela!)
E logo que repetiu estas palavras, o santo, entrando em êxtase, passa o braço em volta da cintura do seu superior e leva-o consigo para os ares, repetindo juntos:

Pulchra Maria! Pulchra Maria!


Outra vez, trazem-lhe um cavalheiro, em estado de demência, para que obtenha de Deus a sua cura. O santo manda-o ajoelhar e, pondo-lhe a mão na cabeça, diz-lhe:

Sr. Baltazar, não tenha receio. Recomendo-o a Deus e à sua santíssima Mãe. . .

 No mesmo instante, dá o grito que habitualmente anuncia o êxtase: Ah.

Agarra o homem pelos cabelos, eleva-se com ele ao espaço, onde o conserva suspenso por algum tempo, e, quando os seus pés de novo pousaram no chão, o doente estava curado.

COMENTÁRIOS:


A ascensão aérea não é a única forma da agilidade sobrenatural; produz-se também no andar sobre as águas. Os primeiros exemplos são oferecidos pelo Evangelho. Sabe-se que o Salvador caminhou sobre as ondas como na terra firme, e permitiu ao príncipe dos apóstolos que avançasse para ele sobre as vagas agitadas. O prodígio reproduziu-se mais de mil vezes no mar, nos lagos, nos rios e nos ribeiros, para atestar que Deus compraz-se em libertar os seus santos da escravidão natural.

SÃO RAIMUNDO PENAFORTE







O Breviário romano assinala, entre os mais brilhantes milagres atribuídos a S. Raimundo de Penaforte, a sua travessia da ilha Maiorca a Barcelona, isto é, uma extensão de cento e sessenta milhas marítimas, que ele e o seu companheiro transpuseram em seis horas, sem outra barquinha senão a sua capa.










SÃO JACINTO






S. Jacinto, não encontrando barqueiro para atravessar o Vístula, armou-se com o sinal da cruz e entrou resolutamente no rio, cujas águas se tornaram firmes debaixo dos seus pés. Os seus companheiros, porém, menos confiantes, não ousavam segui-lo.

Volta então a eles e, estendendo a capa sobre as águas, os faz subir para cima e os conduz assim até à outra margem, diante denumerosa multidão.

A Igreja imortalizou esse milagre, consignando-o na bula de canonização e na legenda do Breviário.

Em outra conjuntura, o mesmo santo renova esse prodígio de um modo mais prodigioso ainda.








Os tártaros acabavam de tomar de escalada a cidade de Kieve entregavam já tudo à pilhagem, quando avisaram o santo, que estava no altar, de que não havia um instante a perder se quisesse salvar-se com a comunidade.

Ele submeteu-se a esse aviso e, sem deixar as vestes sagradas, toma em suas mãos o santo cibório e dispõe-se a sair.

Chegado quase ao meio da igreja, ouviu uma voz forte e queixosa que saía de uma estátua da Virgem, de alabastro, pesando de oitocentas a novecentas libras:

- Meu filho Jacinto, diz ela, abandonar-me-ás às profanações dos tártaros? Leva-me contigo. -

Gloriosa Virgem, respondeu o devoto servo, essa imagem é tão pesada! Como poderei carregá-la?

- Pega nela, meu filho; torná-la-ás leve.

O santo, tendo numa das mãos a Santa Eucaristia, pega com a outra na estátua, que se tornara tão leve como uma cana; e, carregando com esse duplo tesouro, passam são e salvo com os seus, através dos bárbaros que já invadiam o mosteiro, e chega às margens do Dnieper.

Aí ele faz do capote uma barca para seus irmãos, e atravessa a pé enxuto o rio em toda a sua largura, imprimindo nas águas as suas pegadas.


Teríamos muitos outros fatos semelhantes a contar, porque abundam nas vidas dos santos;

BEM AVENTURADO GIL






Um dia em que o bem-aventurado Gil, dos frades pregadores, permanecia suspenso no ar pelo êxtase, o seu companheiro e as pessoas da casa onde estavam tentaram fazer descer o seu corpo para o chão; porém nem mesmo conseguiram mudá-lo de posição.

Santa Luzia, a mártir de Siracusa, ameaçada com os lupanares, tornou-se tão imóvel que nem os algozes que tinham ordem de levá-la, nem várias juntas de bois, às quais a amarraram com cordas, puderam fazê-la mover.

SÃO PASCOAL BAILÃO









S. Pascoal Railão manifestou algumas vezes a sua presença ou, antes, a sua virtude por meio de percussões (percussiones) nas imagens que o representam; mas é principalmente nos relicários, que contêm as suas relíquias, que esses ruídos extraordinários se fazem ouvir, ora suaves e harmoniosos, ora mais acentuados, ora retumbantes como um estourar de bombas.

SANTA OTA

O abade Ribet diz, noutro lugar (II, 547), que Santa Ota era, duas vezes por dia, levantada e sustentada por anjos, enquanto orava.




Encontrar-se-ão também casos de levitações, efetuadas por religiosos ou religiosas de menor notoriedade, nas obras do Dr. Calmet e nas cartas de Nicolina.

 

Eis ainda alguns outros fatos:

 

Na segunda parte do primeiro século da nossa era, o diácono Filipe era arrebatado por um Espírito ao voltar de Gaza, onde fora batizar Candócia,rainha da Etiópia.

Amélineau (Os Monges Egípcios, publicação do Museu Guimet) conta que, tendo os pagãos de Antinoë acusado Schnoudi de haver quebrado os ídolos, este foi soerguido, pelos anjos do Senhor, até uma altura donde podia ainda fazer-se ouvir.

Ficou assim suspenso por cima do tribunal do governador durante bastante tempo ; depois, desceu pouco a pouco. A multidão levou-o em triunfo.

TOMÁS, ARCEBISPO DE VALENÇA

Em 1555, isto é, no reinado de Carlos V, Tomás, arcebispo de Valença, esteve suspenso no ar em êxtase, que durou doze horas.

Este fenômeno foi constatado não só pelos habitantes do seu palácio e do seu clero, mas também por grande  número de cidadãos.

Ao voltar a si, tinha ainda na mão o breviário que estava lendo quando o êxtase começara, e contentou-se em dizer que não sabia em  que ponto ficara da leitura.



S. PEDRO CLAVER






O bem-aventurado Pedro Clavet, apóstolo dos negros, passou uma noite ajoelhado no ar e com um crucifixo nas mãos.

MILAGRE DE SÃO DIOGO

Existem vários quadros e gravuras representando casos de levitação. O mais conhecido é O Milagre de S. Diogo, por Murilo (catalogado no Museu do Louvre sob o número 550 bis).







 Outro quadro, que se acha numa igreja de Viterbo, mostra um sacerdote elevando-se aos ares no momento em que consagra a hóstia.

Referências









MILAGRES DIVERSOS DE SANTOS RELACIONADOS A LEVITAÇÃO -- PARTE 2 - ÊXTASES



SANTA TERESA D`AVILA






Em arroubo, escreve de si mesma Santa Teresa, o meu corpo tornava-se tão leve, perdendo de tal modo o peso que algumas vezes eu deixava de sentir os pés tocarem no chão.
MARIA DE AGREDA



Quando Maria de Agreda ficava em êxtase, seu corpo elevava-se igualmente, como se fora imponderável, e um sopro, mesmo de longe, o fazia oscilar e mover como uma leve pena. Poder-se-iam citar exemplos aos centos.

Conta-se, em particular, que diversos santos padres, entre outros, São Pedro de Alcântara, São Filipe de Néri, São Francisco Xavier, São José de Cupertino e São Paulo da Cruz, tinham no altar esses êxtases aéreos.

 

Às vezes não é uma simples elevação acima do solo, mas sim uma verdadeira ascensão aos ares.
DOMINGOS DE JESUS-MARIA

Domingos de Jesus-Maria, religioso carmelita, tão célebre pelos seus êxtases, elevava-se a ponto de seus irmãos mal poderem, estendendo os braços, tocar-lhe na planta dos pés.

SANTA INÊS DE BOÊMIA




 Num dia da Ascensão, enquanto salmodiava no jardim entre duas das suas companheiras, a bem-aventurada Inês de Boêmia, em súbito arroubo, elevou-se aos ares na presença delas até que não tardaram a perdê-la de vista, e só tornou a aparecer no fim de uma hora, com o rosto radiante de graça e de alegria.

SANTA COLETA








Diversas vezes, durante as suas orações contemplativas, Santa Coleta desaparecia inteiramente no espaço, à vista das suas irmãs.

Certos êxtases imprimem ao corpo um movimento rápido e impetuoso que, com justeza, se qualificou de vôo.

SÃO PEDRO DE ALCANTARA






São Pedro de Alcântara chegava algumas vezes, em seus transportes, até ao teto do coro.

São Pedro de AlcântarA, ouvindo cantar no jardim do convento, por um frade que se exercitavam no ofício, as primeiras palavras do Evangelho segundo São João: In principio erat Verbum, foi subitamente arrebatado, dando ao corpo, por uma espécie de  instinto irresistível, a forma de uma bola; sem tocar no chão, arrojou-se, atravessou com incrível celeridade, sem que mal algum lhe acontecesse, três portas muito baixas que conduziam à igreja e veio parar defronte do altar-mor, onde seus irmãos, que corriam ao seu encalço, o foram encontrar abismado no êxtase.

Acontecia muitas vezes que ele se ajoelhasse ao pé das árvores e aí, em êxtase, se elevasse, com a ligeireza de pássaro, até aos ramos mais altos.
BEM AVENTURADO FILIPINO

O bem-aventurado Filipino, também da Ordem de São Francisco, permanecia suspenso nos ares, por cima dos grandes carvalhos, como uma águia que paira em liberdade.


SÃO JOSÉ DE CUPERTINO







Esses prodígios superabundam na vida do bem-aventurado José de Cupertino.

Viam-no voar até às abóbadas da igreja, sobre as bordas do púlpito,ao longo das paredes donde pendia o crucifixo ou alguma imagem piedosa, em direção à estátua da Santa Virgem e dos Santos, pairar sobre o altar e por cima do tabernáculo, arremessar-se ao alto dos ares, agarrar-se e balançar-se nos menores ramos com a ligeireza de um pássaro, enfim, transpor de um pulo grandes distâncias.

Uma palavra, um olhar, o menor incidente que tivesse ligação com a piedade, produziam-lhe esses transportes.

Quiséramos descrever algumas dessas cenas que o mundo tacharia de estranhas e ridículas, e que achamos admiráveis, visto atestarem o maravilhoso poder das almas santas sobre o corpo e a Natureza e, melhor ainda, sobre o coração de Deus, que as liberta a seu gosto das servidões vulgares;







quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MILAGRES DIVERSOS DE LEVITAÇÃO - O SANTO QUE VOAVA



SÃO JOSÉ DE CUPERTINO




 

Se conhece de mais de 200 santos que experimentaram a levitação. Este dom extraordinário consiste na elevação do corpo humano sem a participação de nenhuma força física.

 

É um presente, um dom de Deus para determinadas almas muito elevadas espiritualmente. São José de Copertino teve numerosas levitações.

 

Um domingo, festa do Bom Pastor, São José de Cupertino apresentou-se com um cordeirinho nos ombros e ao pensar em Jesus Bom Pastor, foi-se levantando pelos ares.

Caía em êxtases com muita freqüência, durante a Missa, ou quando rezava os Salmos.

Durante os 17 anos que esteve no Convento de Grotella, seus companheiros de Comunidade observaram 70 êxtases.

 

Levitou carregando uma cruz pesada até a montanha




O mais famoso dos êxtases aconteceu quando dez obreiros do Convento desejavam levar uma pesada cruz a uma alta montanha, mas não conseguiam pelo peso e a distancia a percorrer.

Frei José, tomou a Cruz sozinho, pôs sobre os ombros e foi se elevando, como que voando até o alto da montanha, e lá depositou a Cruz, sob os olhos atônitos de seus irmãos.
 




Desculpa-se por levitar - A virtude da obediência:





 

Quanto estava em êxtases, como não retornava, seus irmãos o cutucavam com agulhas, lhe davam pauladas e até colocavam velas acessas para queimar seus dedos, mas mesmo assim José não retornava, a não ser quando ouvia a voz de seu Superior pedindo-lhe que regressasse.

Quando regressava dos êxtases, constantemente se desculpava dizendo a seus companheiros:

“Desculpem-me por estes ataques de vertigens que me ocorrem”.


 

Levitando por amor  a Santíssima Virgem:

 


Um dia chegaram ao Convento o Embaixador da Espanha com a esposa e mandaram chamar ao Frei José para que os atendessem em uma consulta espiritual.

 Este chegou correndo, porém quando chegou correndo para falar com eles, viu um quadro da Virgem Maria, que estava no alto da parede, e dando seu típico pequeno grito, se foi elevando pelo ar até o alto e ficar de frente com o quadro da Sagrada Imagem.

O Embaixador e sua esposa contemplaram com emoção esta ação divina, coisa que jamais tinham visto.

O Santo rezou uns momentos e em seguida desceu suavemente ao solo e extremamente constrangido, subiu correndo a sua habitação, e não saiu do quarto mais nesse dia.
São José de Cupertino levitando por devoção a Virgem Maria






Em Ósimo, onde o Santo passou seus últimos seis anos, um dia os demais religiosos o viram elevar-se até uma Imagem da Santíssima Virgem Maria que estava a três metros e meio de altura e dar um beijo no Menino Jesus, e ali junto a Mãe e o Filho ficou um bom tempo rezando com intensa emoção, suspenso no ar.



São José de Cupertino levitando na Missa







  

O Dia da Assunção da Virgem no ano de 1663, um mês antes de sua morte, celebrou sua última missa, e estando celebrando, ficou suspenso no ar como se estivesse no céu, diante de Deus. Muitos testemunharam este fato.


 

Levitando diante do Papa e perseguido pela Inquisição






 




Numa época em que a heresia de Lutero tentava fortemente penetrar nos países católicos, o Sagrado Tribunal da Inquisição vigiava sobre qualquer anormalidade.

Vendo as grandes multidões que atraía Frei José de Copertino, julgou prudente, de acordo com o Papa, retirá-lo para um convento menos conhecido, onde ele deveria viver praticamente recluso.

Foi-lhe proibido falar com qualquer pessoa além dos religiosos do convento, e mesmo de escrever cartas a quem quer que fosse.

Muitos inimigos, começaram a dizer que todas estas manifestações eram meras invenções e os acusavam de enganador, causando-lhe inúmeros transtornos.

Foi enviado ao Superior Geral dos Franciscanos em Roma e este ao dar-se conta que era tão piedoso e tão humilde, reconheceu que o Frade era um homem santo.

Foi então enviado ao Papa Urbano VII, que desejava saber se era certo ou não os comentários que se faziam a respeito dos êxtases do Frei José.

E estando a falar com o Papa, José se sentiu tão emocionado que de imediato entrou em êxtases e foi se elevando pelo ar.

VOA REZANDO

Num dia da Imaculada Conceição, ele convidou o padre guardião à repetir com ele:

Pulchra Maria! (Maria é bela!)

 
E logo que repetiu estas palavras, o santo, entrando em êxtase, passa o braço em volta da cintura do seu superior e leva-o consigo para os ares, repetindo juntos:

Pulchra Maria! Pulchra Maria!


A CURA DE UM DOENTE NUM VÔO
Outra vez, trazem-lhe um cavalheiro, em estado de demência, para que obtenha de Deus a sua cura.

O santo manda-o ajoelhar e, pondo-lhe a mão na cabeça, diz-lhe:

Sr. Baltazar, não tenha receio. Recomendo-o a Deus e à sua santíssima Mãe. . .

No mesmo instante, dá o grito que habitualmente anuncia o êxtase: Ah. Agarra o homem pelos cabelos, eleva-se com ele ao espaço, onde o conserva suspenso por algum tempo, e, quando os seus pés de novo pousaram no chão, o doente estava curado.





MILAGRES DE SANTOS- O DOM DA LEVITAÇÃO - PADRE PIO

CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOM DA LEVITAÇÃO

É conveniente frisar que a levitação não pode ser apresentada como um dos milagres exigidos para a beatificação ou canonização.

Após o processo sobre a heroicidade das virtudes como testemunho divino em prol da santidade de um servo de Deus, os milagres hão de realizar-se após sua morte.

Em nenhuma levitação, considerada autêntica, sem truque, é levantada outra pessoa. Só pode levitar-se o próprio dotado. Outra pessoa só será levitada, se o dotado atuar sobre o instrumento onde aquela estiver sentada, como uma cadeira por exemplo.. É que o ser humano pode atuar parapsicologicamente, por força física sobre sí mesmo, não sobre outra pessoa.

A levitação pode ser definida como o fenômeno no qual uma pessoa se eleva da terra e fica suspensa no ar e também pode ter o poder de elevar objetos.

Tal fenômeno, obviamente é um dom dado por Deus aos místicos, inclusive os da Santa Igreja católica.

São José de Copertino, por exemplo, era famoso pelo dom de levitação e também como ele, Padre Pio de Pietrelcina tinha tais dons.

PADRE PIO VOANDO IMPEDE BOMBARDEIO





Padre Pio era visto freqüentemente por seus irmãos enquanto ele se elevava do chão, durante a sua oração.

Em Bari, cidade da Itália, durante a II Guerra Mundial se encontrava a sede do Comando da Força Aérea Americana. Muitos oficiais se dirigiam para ver o Padre Pio durante a guerra.

Inclusive o general comandante foi protagonista de um episódio assombroso.

Esse imponente oficial americano quis levar um esquadrão de bombardeiros para destruir um depósito de material de guerra alemão, que se localizava próximo a San Giovanni Rotondo, local em que Padre Pio residia.

O general disse:

 “quando os aviões estavam próximos ao alvo, seus homens e ele viram no céu um monge com as mãos erguidas.

As bombas foram cair nos bosques. Os aviões haviam mudado o percurso.

Todos se perguntavam quem era aquele monge a que os aviões tinham obedecido.

Alguém falou ao General que em San Giovanni Rotondo vivia um monge que fazia milagres e ele decidiu que assim que o país estivesse livre, ele iria verificar quem era o monge que eles tinham visto no céu.

Depois da guerra o General foi ao convento dos capuchinhos com alguns pilotos.








Entrando na sacristia ele se achou de frente com vários monges entre os quais ele reconheceu imediatamente o monge que tinha parado os seus aviões: era Padre Pio.

Padre Pio caminhou ao seu encontro e ao chegar perto dele disse: "Então é você que quis matar todos nós."

 Iluminado pelo olhar e pelas palavras do Padre, o General se ajoelhou em frente a ele. Como de costume o Padre Pio tinha falado em dialeto, mas o General se convenceu que o monge tinha falado em inglês.

Este era mais um dos dons do Padre Pio. Todos se entreolharam e o General e seus amigos, que eram protestantes, converteram-se ao catolicismo.

 

CAMINHANDO PELO AR, NA IGREJA






Aqui está a história de Padre Ascânio:

- "Nós estávamos esperando por Padre Pio que deveria vir confessar os penitentes. A sacristia estava abarrotada e todo o mundo olhava para a porta pela qual Padre Pio teria que entrar.

A porta estava fechada, mas de repente eu vi Padre Pio caminhar acima das cabeças das pessoas, indo até o confessionário: posteriormente ele desapareceu.

Depois de alguns minutos ele começou a confessar os penitentes. Eu não disse nada, e pensei que estava sonhando, mas quando o encontrei lhe perguntei:

 "Padre Pio, como você conseguiu caminhar acima das cabeças das pessoas? "

Esta foi a engraçada resposta dele: "Posso assegurar-lhe minha criança, igual a caminhar no chão..."

Milagre de levitação, só quando for a grandes alturas, claramente “sobre-humanas”, por poder claramente divino: como a Ascensão de Jesus Cristo, algumas das levitações de São José de Cupertino, São Gregório Taumaturgo, São Raimundo de Penafort, São Jacinto etc.

Por milagre, por poder divino, alguns santos também podem levitar outras pessoas, como fizeram São Carlos Borromeu, São Bento de Alcântara, entre outros.

Portanto, afaste-se das pessoas que dizem fazer alguém flutuar. Elas, na verdade, estão querendo iludi-lo.



eferências


terça-feira, 23 de novembro de 2010

NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO- 21 DE NOVEMBRO



Nossa Senhora da Apresentação é uma das denominações dadas a Nossa Senhora.

Essa denominação foi criada em 1571, quando foi instituída a Festa da Apresentação de Nossa Senhora ao Templo de Jerusalém, através de seus pais, Joaquim e Ana.








Tudo que sabemos da apresentação de Nossa Senhora no templo, sabemo-lo por lendas e informações extra-bíblicas (principalmente pelo proto-Evangelho de Tiago), o que não quer dizer que o assunto da festa careça de probabilidade histórica.

 Segundo uma piedosa lenda, Maria Santíssima, tendo apenas três anos de idade, foi pelos pais, em cumprimento de uma promessa, levada ao templo, para ali, com outras meninas, receber educação adequada à sua idade e posição.

Num dia 21 de Novembro, seus pais a levaram para ser educada no Templo de Jerusalém, conforme uma promessa de Ana, mesmo que não morasse com outras meninas e se alimentasse com uma comida trazida pelos Anjos. Conta-se que para subir ao templo haviam 15 degraus, que ela subiu sem ajuda de ninguém.








A Igreja oriental distinguiu este fato com as honras de uma festa litúrgica.

A Igreja ocidental conhece a comemoração da Apresentação de Nossa Senhora desde o século VIII.

Estabelecida primeiramente pelo Papa Gregório XI, em 1372, só para a corte papal, em Avignon, em 1585, Sixto V ordenou que fosse celebrada em toda a Igreja.

Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja.







A PADROEIRA DA CAPITAL DO RIO GRANDE DO NORTE,  NATAL.



Nossa Senhora da Apresentação é a denominação dada a Nossa Senhora do Rosário na cidade de Natal. Ela é a santa padroeira da cidade. Recebeu esse nome por ter sido encontrada nas águas do Rio Potenji no dia da Apresentação de Maria ao Templo de Jerusalém.

Em 21 de novembro de 1753, um grupo de pescadores encontrou um caixote de madeira encalhado em umas rochas na margem direita do Rio Potengi, na frente da Igreja do Rosário, na atual Pedra do Rosário, em Natal, no Rio Grande do Norte.

Dentro do caixote, havia uma imagem de Nossa Senhora do Rosário e uma mensagem: Aonde esta imagem aportar nenhuma desgraça acontecerá.






Pedra do Rosário
Trata-se do local onde encalhou um caixote contendo a imagem de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal, no dia 21 de novembro de 1753. Localiza-se às margens do Rio Potengi, e bem próximo encontra-se a igreja de Nossa Senhora do Rosário. É o templo mais antigo da cidade. Apesar disso, ela não sofreu grandes alterações ao longo do tempo. As paredes internas do templo foram, há poucos anos, revestidas por uma barra de azulejos.







 Os pescadores avisaram sobre a descoberta ao Vigário da Paróquia, Pe. Manoel Correia Gomes, que se dirigiu ao local e logo reconheceu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário.

Porém, como o dia 21 de novembro é o dia da Apresentação de Maria ao Templo de Jerusalém, a santa foi batizada como Nossa Senhora da Apresentação e proclamada Padroeira da Cidade de Natal.















 
A antiga Catedral de Natal, atual Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, localiza-se na Praça André de Albuquerque. Lá, no dia 25 de dezembro de 1599, foi celebrada a primeira missa na cidade, pelo padre Gaspar Moperes.

Letra

Tu quiseste um dia trazer alegria ao nosso cantar. / E vieste Maria com Jesus nos braços, nas ondas do mar... / Pescadores te acharam, com amor te acolheram, Ó Mãe sem igual! / Entre o Potengi e as águas tranqüilas do mar de Natal!


Escolhestes, por amor, nossa terra prá aqui, vir morar... / Virgem Mãe do Senhor a teus pés nós viemos rezar.


Vinte e um de novembro, o dia feliz de tua aparição, / e nós te festejamos, ó Nossa Senhora da Apresentação. / Hoje a felicidade traz toda a cidade à tua Catedral. / Prá louvar-te Maria, que escolheste um dia teu trono em Natal.


Escolhestes, por amor, nossa terra prá aqui, vir morar... / Virgem Mãe do Senhor a teus pés nós viemos rezar.


Tens na fronte a coroa, Rainha da Paz do amor e do perdão... / És a Mãe terna e boa, / Rainha que reina com o terço na mão. / Teu olhar de bondade, onde a serenidade, nos dá proteção. / Tens Jesus em teus braços, és Nossa Senhora da Apresentação.


Escolhestes, por amor, nossa terra prá aqui, vir morar... / Virgem Mãe do Senhor a teus pés nós viemos rezar.








 













SANTA ISABEL DA HUNGRIA





Santa Isabel da Hungria e da Turíngia, OFS (Pressburgo(?), 7 de Julho de 1207 - Marburgo, 17 de Novembro de 1231), filha de André II da Hungria e da rainha Gertrudes de Andechs-Meran, descendente da família dos condes de Andechs-Meran.

 
Do lado materno, era sobrinha de Santa Edwiges, tia das santas Cunegundes (Kinga) e Margarida da Hungria e tia-avó de Santa Isabel de Portugal e do lado paterno prima de Santa Inês de Praga.

Casara-se com o Duque Ludwig da Turíngia, filho do Landgrave Hermano I e de Sofia da Bavária, soberano de um dos feudos mais ricos do Sacro Império Romano-Germânico.

O noivado foi realizado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, capital do Ducado da Turíngia, quando Isabel tinha apenas 4 anos e Luís 11.
Os dois príncipes tiveram três filhos e realmente se apaixonaram e viveram uma grande e intensa história de amor, num matrimônio exemplar, que atraiu sobre Isabel os ciúmes de sua sogra, a duquesa Sofia e demais parentes do esposo.

Foi fortemente influenciada pela espiritualidade franciscana, cuja ordem surgiu naquela época.

Quis viver uma pobreza voluntária total, no que foi desaconselhada pelo seu diretor espiritual, Conrado de Marburgo, que a aconselhou a viver as virtudes do seu estado.
Dela conta-se que certa vez, quando levava algumas provisões para os pobres nas dobras de seu manto, encontrou-se com seu marido, que voltava da caça.

Espantado por vê-la curvada ao peso de sua carga, ele abriu o manto que ela apertava contra o corpo e nada mais achou do que belas rosas vermelhas e brancas, embora não fosse época de flores. Dizendo-lhe que prosseguisse seu caminho, apanhou uma das rosas, que guardou pelo resto de sua vida.






 
Em outra situação, avisado pela mãe de que a esposa havia acolhido um leproso sobre o próprio leito, Ludwig correu para lá, mas os olhos de sua alma se abriram e ele contemplou uma imagem de Cristo Crucificado.










Ludwig apaoiava e auxiliava a amada esposa em suas grandes obras de caridade.

 Porém, tamanha prodigalidade para com os pobres irritava os seus cunhados, os príncipes Henrique e Conrado da Turíngia.
Ao partir para as cruzadas acompanhando o imperador Frederico II, Ludwig faleceu de peste em Otranto, o que causou enorme dor em Santa Isabel, que recebera a notícia da morte em outubro, após o nascimento da terceira filha, Gertrudes.

Esta dor, entretanto, foi ainda acrescida de maiores agruras, quando seus cunhados, livres do temor que nutriam pelo irmão mais velho, expulsaram-na do castelo com seus filhos, em pleno inverno, sem dinheiro e sem mantimentos e ainda proibindo o povo de agasalhá-la e a seus filhos.
Resgatada mais tarde por sua tia Matilda, Abadessa do Convento Cisterciense de Ktizingen, Isabel preferiu confiar a seus parentes a educação dos três filhos - Hermano, Sofia e Gertrudes - e quis tomar o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, junto de suas duas fiéis damas de companhia Jutta e Isentrude.

Seu confessor, Mestre Algum tempo depois, entretanto, os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque da Turíngia à cruzada voltaram, trazendo seu corpo.

Corajosamente enfrentaram os Príncipes, irmãos do duque falecido e exprobaram-lhes a crueldade praticada contra a viúva de seu próprio irmão e contra seus sobrinhos.









Os príncipes não resistiram às palavras dos cavaleiros e pediram perdão a Santa Isabel e a restauraram em seus bens e propriedades.
Mestre Conrado de Marburgo a orientou numa vida de renúncia (não sem ele mesmo impor-lhe uma rígida e sufocante disciplina que precisou da intervenção dos amigos para ser abrandada) e ela usou parte de sua fortuna para construir um Hospital em honra a São Francisco de Assis em Marburgo.

Nesta época de sua vida, a santidade de Isabel manifestou-se de forma extraordinária e seu nome tornou-se famoso em todas as montanhas da Alemanha.

Dizia-se que São João Batista vinha lhe trazer pessoalmente a comunhão e que inúmeras vezes ela foi visitada pelo próprio Jesus Cristo e pela Virgem Maria, que a consolavam em seus sofrimentos.

Uma de suas amigas depôs no processo de canonização que surpreendeu várias vezes a santa elevada no ar a mais de um metro do chão, enquanto contemplava o Santíssimo Sacramento absorta em êxtase contemplativo.









Perguntada certa vez sobre que fim queria dar à herança que lhe pertencia disse: "Minha herança é Jesus Cristo!"
Henrique ficou como Regente de ducado durante a menoridade do sobrinho mais velho, o novo Duque soberano, porém Isabel preferiu viver na pobreza absoluta, o que muito desejava, retirou-se primeiro para Eisenach, depois para o Castelo de Pottenstein e, finalmente para uma modesta residência em Marburgo onde às suas expensas mandou construir o Hospital de Marburgo, ingressou na Ordem Terceira Franciscana e aí, em Marburgo prestou assistência direta aos pobres e doentes, onde veio a falecer poucos anos depois, em 1231, com apenas 24 anos.

 Foi sepultada com grandes honras.








Na Alemanha, também seu marido Ludwig e sua filha Gertrudes são honrados como santos.
Dela disse o Cardeal Ratzinger Arcebispo de Munique, actual Papa Bento XVI:

O que fez foi realmente viver com os pobres. Desempenhava pessoalmente os serviços mais elementares do cuidado com os doentes:

lavava-os, ajudava-os precisamente nas suas necessidades mais básicas, vestia-os, tecia-lhes roupas, compartilhava a sua vida e o seu destino e, nos últimos anos, teve de sustentar-se apenas com o trabalho das suas próprias mãos.(…)
Deus era real para ela. Aceitou-o como realidade e por isso lhe dedicava uma parte do seu tempo, permitia que Ele e sua presença lhe custassem alguma coisa.

E como tinha descoberto realmente a Deus, e Cristo não era para ela uma figura distante, mas o Senhor e o Irmão da sua vida, encontrou a partir de Deus o ser humano, imagem de Deus. Essa é também a razão por que quis e pôde levar aos homens a justiça e o amor divinos. Só quem encontra a Deus pode também ser autenticamente humano.

(Da homilia na igreja de Santa Isabel da Hungria de Munique, em 2 de dezembro de 1981).







 

Foi canonizada pelo Papa Gregório IX em 1235. Por ocasião do VII Centenário do seu nascimento (20 de novembro de 2007) a Cidade do Vaticano fez uma emissão extraordinária de selo comemorativo do evento com 300.000 séries completas, com 10 selos por folha, no valor de €0,65 (65 cêntimos de Euro) por selo.

 
É padroeira da Ordem Franciscana Secular.

 
Sua festa litúrgica é celebrada dia 17 de Novembro.