sábado, 23 de abril de 2011

SÃO JORGE - LENDA MEDIEVAL DO DRAGÃO E DA PRINCESA SABRA

CONTOS LENDÁRIOS: A LENDA MEDIEVAL DO DRAGÃO E DA DONZELA






Baladas medievais contam que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry.

 Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas.

O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço.

Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.



Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada.

O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.



Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa.









Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava.





Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe.

 Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício.

São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.



O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões.





Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o.




Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem.








Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.













De acordo com a outra versão:


 Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia.

Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta.

Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas.

O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas.

Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.


O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos.







Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura.

Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la.

Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo.

 Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão".

Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo.






 Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.



Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon.




O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois.

Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés.








 Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo.




A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade.

Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

 





OBS:O dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé.

Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.















Um comentário:

  1. Fantástico.
    Adorei o texto e as duas versões.
    Estão favoritadas.
    :D

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