sábado, 10 de novembro de 2012

O PURGATÓRIO ENSINADO POR JESUS E SEUS APÓSTOLOS - SÓ OS PUROS PODEM VER A DEUS

 


Após a morte, somos imediatamente julgados pelo o que fizemos de bom e de mau (Heb 9,27) e devemos pagar por isso:




  "Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus." (Rm 14,12)

  "Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal" (II Cor 5, 10).


  "Se permanecer a obra que alguém sobre ele (Jesus) edificou, esse receberá galardão." (I Cor 3,14)

Se fez o bem, irá para o céu , se fez o mal irá para o inferno (Mt 13,30; Lc16,22-23).






 







É NECESSÁRIO SANTIDADE E PUREZA PARA ENTRAR NO CÉU:

 

Porém para entrar no céu a alma deverá ser totalmente pura:

  "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Heb 12,14)


" Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz;" (2 Ped 3,14)



" E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." (Apo 21,27)



" Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte?
2 Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade;
3 que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta;
4 aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda;
5 que não empresta o seu dinheiro a juros, nem recebe peitas contra o inocente. Aquele que assim procede nunca será abalado. " (Sl 14 ou 15)


" Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus." (Mt 5,8)



"à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso."

(1 Cor 1,2)




A PURIFICAÇÃO DADA POR JESUS E A NECESSIDADE DA NOSSA PERSEVERANÇA E PENITÊNCIA:


Apesar de Jesus ter nos purificado com seu sangue (1Jo 1,7), e nos aberto o céu, é necessário arrepender-se e purificar-se (
1 Cor 1,2; Mt 3,8; Lc 3,3; 13,3; 2 Cor 7, 9-10; 1 Ped 1,22; 2 Ped 1,9; Heb 10, 26.38; 12,14) , praticando boas obras para entrar em seu reino, e ser santo (Rm 1,7; Ef 1,4; Ef 4,12; 1 Tes 3,13; Mt 7,21), pois a fé sem as obras é inútil  (Mt 7,21;Tg 2,17.24.26).

Como a nossa morte é imprevisível (Lc 12,19-20;  I Tes 5,2-3; II Ped 3,10) e nem sempre nos preparamos para ela, ou nem sempre estamos puros de coração, podemos morrer sem nos purificar  totalmente de nossos pecados, pois  " Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós." (1Jo 1,8)


Se morrermos em pecado deveremos pagar por ele de alguma maneria, pois "cada um receberá sua recompensa, segundo o seu trabalho" (I Cor 3,8).

Se for pecados que não conduzem ao inferno (1Jo 5,16-17) e a alma morrer na graça e amizade de Deus, mas não estiver totalmente pura, ela não poderá entrar no céu (Heb 12,14; Apo 21,27) enquanto não se purificar para ser digna de ver a Deus face a face, essa alma, como diz São Paulo,  "será salva passando de alguma maneira pelo fogo" (1 Cor 3,15).


O Apocalipse faz menção alusiva a um período que alguns mortos aguardam antes da primeira ressurreição:

" Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição. "
(Apo 20,5)


O trecho do Apocalipse deixa claro que  esses mortos vão ressucitar para a vida ainda, mas devem esperar mil anos antes de isso acontecer, mostrando então que esses mortos estão salvos, mas não totalmente puros e dignos. 


 



AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO, CASTIGOS E PUNIÇÃO:



  Todo pecado tem suas consequências e exige reparação, e expiação de algum  modo nessa vida, e caso morramos sem reparar esses erros, pagaremos na outra (Mt 12,33; 1 Cor 3,15). 

Como lemos na Bíblia, mesmo Deus nos perdoando o pecado, suas consequências devem ser expiadas, por isso "Ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo" ( I Cor 11,32):



13 Porque já lhe fiz: saber que hei de julgar a sua casa para sempre, por causa da iniqüidade de que ele bem sabia, pois os seus filhos blasfemavam a Deus, e ele não os repreendeu.

14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca jamais será expiada a sua iniqüidade, nem com sacrifícios, nem com ofertas.(...)
18 Quando ele fez menção da arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, junto à porta, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porquanto era homem velho e pesado. Ele tinha julgado a Israel quarenta anos.
(1Sam 3,13-14; 4,18)


13 Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Tornou Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morrerás.
14 Todavia, porquanto com este feito deste lugar a que os inimigos do Senhor blasfemem, o filho que te nasceu certamente morrerá.(2 Sam 12,13-14)



12 Respondeu-lhes ele: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade. (Jon 1,12)



Moisés e Aarão cederam à pouca fé em dados momentos de sua vida; por isso, foram pelo Senhor privados de entrar na Terra Prometida, embora não haja dúvida de que a culpa lhes tenha sido perdoada  (Nm 20, 12s; 27, 12-14; Dt 34, 4s), pois diz a Palvara do Senhor que " o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele" (Heb 10,38).





 

É NECESSÁRIO REPARAR E EXPIAR OS PECADOS PELA PENITÊNCIA:


Assim, as almas que cometem seus pecados e não se purificam pagando pelo o que fizeram, pela penitência e reparação( Mt 3,8; Lc 3,3; 13,3; 2 Cor 7, 9-10; 1 Ped 1,22; 2 Ped 1,9;) , também não entram na terra prometida, o céu.

Em outros casos, o perdão é estritamente associado a obras de expiação, penitência, que demonstram reparação de seus erros e arrependimento:

assim, o profeta Joel, com a conversão do coração, exige jejum e pranto ( Jl 2, 12); 

o velho Tobit ensina a seu filho que a esmola o libertará de todo pecado e da morte eterna (Tb 4, 11s); 

  Pedro ao negar Cristo e recordar-se de sua profecia sai e chora amargamente (Mt 26,75);

A mulher pecadora chora, publicamente, e lava os pés do Senhor enxugando-os com suas lágrimas e ungindo-os com perfume (Lc 7, 37-50);

O filho pródigo da parábola de Cristo é mostrado como exemplo de arrependimento pelo Senhor, por ter reconhecido e confessado seu erro, aceitando o castigo de não ser reconhecido como filho pelo pai (Lc 15, 17- 21);

O publicano bate no peito e confessa sua condição de pecador (Lc 18,13-14);

Zaqueu promete reparar os erros que cometeu devolvendo o que roubou ( Lc 19, 8-10);

E o bom ladrão reconhece que seu sofrimento e castigo é justo por seus crimes (Lc 23,41).




É NECESSÁRIO PENITÊNCIA:

Deus perdoa nosso pecado, mas é necessário que façamos penitência, se arrependendo e fazendo um gesto concreto de reparação,como os dito acima, ou aceitando os sofrimentos da vida como reparação pelos pecados (Lc 23,41; At 14,22; I Cor 11,32; II Tim 3,12).


O problema é que após a morte, não adianta a alma se arrepender e pedir perdão, pois não há como reparar seus erros em vida, já que pagaremos apenas pelo que fizemos durante estarmos em nosso corpo (II Cor 5, 10), é aí que entra o poder da intercessão da Igreja, que somos nós. 


Como o pecado dessas almas não é para a morte eterna, podemos interceder por elas, como nos diz o Apóstolo João (1 jo 5,16-17 ).






















COMO É POSSÍVEL E VÁLIDA A INTERCESSÃO PELOS MORTOS?




 







Essa intercessão (I  Tim 2,1; ICor 13,5) é possível, pois todos formamos um só corpo, que é a Igreja, quer vivos ou mortos (Rm 14,8; Gl3,27-28) e tudo o que fazemos de bom redunda em benefício de todos (ICor 12,26-27).


  Assim, todas as nossas boas obras e orações podem beneficiar os mortos (ICor 12,26-27) que aguardam entrar no céu estando em purificação (  I Pe 3, 18-19 ; 4, 6 )

Podemos oferecer a Deus pelos mortos nossas orações, nossas boas ações (I Ped 4,8), penitências e esmolas (Tob 4, 7-12; Eclo 3,33-34 At  10,4; Heb 13,16; At 10,4).


 



PURGATÓRIO - UM CASTIGO DIFERENTE DO INFERNO

Segundo o Evangelho, as almas terão castigos diferentes dependendo da gravidade de seus pecados. 

O pecado mortal leva ao inferno (1 jo 5,16-17 ), os leves, chamados de veniais, devem ser purificados antes de entrar no céu (Nm 20, 12s; 27, 12-14; Dt 34, 4s; Heb 12,14; Apo 21,27).

Os que cometeram pecados leves serão punidos com pucos golpes:


"Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém mais se há de exigir." ( Lc 12, 45-48).



Jesus e os apóstolos ensinaram a nossa Igreja que existe um maneira de purificar os pecados no outro mundo, e que existem punições diferentes para os infiéis, como o Senhor  diz no Evangelho:




"se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro " (Mt 12,32)

  


"Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (...) e o mandará ao destino dos infiéis.


O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém mais se há de exigir." ( Lc 12, 45-48).


 

 13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.
15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo.
(1 Cor 3, 13-15)




O Evangelho de São Lucas deixa claro que os servos que forem infiéis serão mandados ao destino preparado para eles, porém o que cometeu coisas repreesnsíveis será castigado com poucos golpes (Lc 12,48), ou seja,  seu castigo não será o fogo eterno, mas o fogo descrito por São Paulo, fogo purificador pelo qual a alma passa para ser salva (1 Cor 3,15).


    E como nos diz São Pedro, nossa fé deve ser provada pelo fogo, como o ouro:

 " na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações,
7 para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;"
(1 Ped 1,6-7)

Assim, apesar da alma fiel a Cristo se encontrar na graça de Deus e já estar salva, não deixa de ser provada pelo fogo nesta vida (At 14,22; ICor 11,32; II Tim 3,12) , "sendo contristada por várias provações" ou , ainda, se necessário, na outra (Mt 12,32), para se purificar e comparecer diante de Deus puro e irrepreensível (2 Ped 3,14; 1 Ped 1,22).









 




 SÓ ENTRA NO CÉU QUEM PAGAR SEUS PECADOS: A PRISÃO DO PURGATÓRIO

 
O Purgatório é um estado de onde a alma só sai após pagar tudo o que deve:

"Eu porém vos digo: todo aquele que se encolerizar contra o seu irmão terá de responder no tribunal. Aquele que chamar a seu irmão: ‘cretino’, estará sujeito ao julgamento do Sinédrio. Aquele que lhe chamar: ‘louco’, terá de responder na geena de fogo (...)
Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão.
 Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo" ( Mt 5,22.25-26).

No Evangelho de São Mateus, vemos novamente Jesus apontar que existe dois castigos para os homens, o fogo da Geena, que é eterno, e a prisão do purgatório, de onde se sai depois de pagar tudo o que se deve, expiando seus pecados, suas consequências.
Jesus nos adverte a nos reconciliarmos, praticando o bem, enquanto estamos a caminho, ou seja, na terra, antes de comparecermos diante do Juiz, Deus, e sejamos lançados na prisão. 



EXEMPLOS BÍBLICOS FIGURATIVOS DO PURGATÓRIO:

Vemos uma descrição figurativa dessa prisão nos textos de São Pedro:


É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (...) Por isto foi o Evangelho 

pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito." ( I Pe 3, 18-19 ; 4, 6 )


Mas adiante, São Pedro ainda menciona que jesus pregou o Evangelho aos mortos:

6 Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito. (1 Ped 4,6)
Esse trecho só mostra que nossas orações não são inúteis, pois se o senhor anunciou o Evangelho mesmo entre os mortos é porque até eles recebem de alguma maneira ajuda da graça divina.



O Salmo 129 (130) é muito rezado em lembrança das almas do Purgatório, pois é das profundezas que essas almas clamam e esperam e anseiam pelo Senhor mais que o vigia pela aurora.  

As almas, como no Salmo, esperam, aguardam serem remidas, purificadas de seus erros para verem o Senhor, rico em misericórdia e perdão:



Salmo 129(130)

1 Das profundezas clamo a ti, ó Senhor.

2 Senhor, escuta a minha voz; estejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas.
3 Se tu, Senhor, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?
4 Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.
5 Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.
6 A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pelo romper da manhã, sim, mais do que os guardas pela manhã.
7 Espera, ó Israel, no Senhor! pois com o Senhor há benignidade, e com ele há copiosa redenção;
8 e ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades.




Neste quadro representando o Purgatório, 
vemos as almas acorrentadas a seus pecados e paixões impedindo-as de subir ao céu.


O Salmo 41(42) também é um bom exemplo do que as almas sentem no Purgatório.

 Elas anseiam poder ver a Deus em plenitude, face a face:


" Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!
2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus?"

Porém, as almas sentem que ainda estão presas ao mundo e aos pecados e , por isso, sofrem para se libertar de seus apegos e das consequências de seus delitos: 
 
"As minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, porquanto se me diz constantemente: Onde está o teu Deus?" (...)


Apesar da sensação de não poderem ver a Deus, que lhes dá muito pesar e tristeza, as almas do Purgatório também são felizes, pois estão salvas e sabem que logo entrarão no céu para louvar a Deus:
 
" Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na sua presença."
(...)
"11 Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele que é o meu socorro, e o meu Deus."















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