sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

NOSSA SENHORA DE WALSINGHAM - APARIÇÃO NA INGLATERRA










Nossa Senhora apareceu à nobre Lady Richeldis de Sauvraches, mostrando-lhe misticamente a Santa Casa de Nazaré, para que, tomando-lhe as medidas exatas, edificasse uma igual em Walsingham.

Como tem ocorrido em outros países e épocas, a vidente ofereceu certa resistência para acreditar em algo tão extraordinário, como seja uma inesperada incumbência vinda diretamente do Céu.

 Assim, Nossa Senhora teve que repetir o pedido em três ocasiões diferentes, a fim de que Richeldis pusesse mãos à obra.









Seu filho, Geoffrey, e o sucessor deste, Richard de Clare, Duque de Gloucester, solicitaram e obtiveram que a Ordem de Santo Agostinho definitivamente cuidasse do culto da Santíssima Virgem, no lugar por Ela escolhido.



Quando Lady Richeldis começou a construção da capela, observou certa manhã, com espanto, olhando para o prado, dois trechos planos do terreno misteriosamente não atingidos pelo orvalho.

Aquelas duas partes correspondiam exatamente às dimensões da planta da Santa Casa de Nazaré, que Lady Richeldis havia medido durante sua visão.



É digna de nota a semelhança do fato prodigioso presenciado por Lady Richeldis com a demarcação do terreno da Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, e mais ainda com o milagre do véu de Gedeão, relatado no Antigo Testamento.

 
 
PRESTÍGIO HISTÓRICO DA DEVOÇÃO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Walsingham é o principal título com que Nossa Senhora há cerca de mil anos vem aspergindo suas graças naquele reino, a partir do priorado agostiniano situado na região de mesmo nome, fundado em 1016.
 
Localiza-se ele a poucos quilômetros do Mar do Norte, numa das renomadas campinas verdejantes e ajardinadas da Inglaterra, no território de Norfolk, cujos Duques constituíram uma grande estirpe que manteve a fidelidade a Roma, em meio à generalizada apostasia anglicana.
 
 Em 1016 já vivia Santo Eduardo o Confessor, e poucos anos antes havia reinado seu tio, Santo Eduardo o Mártir.



Desde o início, os insignes favores concedidos por Nossa Senhora naquele santuário tornaram-no objeto de freqüentes peregrinações, que partiam de toda a Inglaterra e até do Continente europeu.








Ainda no século atual é conhecido como Palmers'Way (Via dos Peregrinos) o principal caminho que conduz a Walsingham, através de Newmarket, Brandon e Fakenham.

 Muitas foram as dádivas de terras, prebendas e igrejas obsequiadas aos cônegos agostinianos de Walsingham, em virtude da grande devoção mariana arraigada na população britânica, e dos muitos milagres alcançados através das súplicas dirijas a Nossa Senhora de Walsingham.

O Rei Henrique III para lá peregrinou em 1241; Eduardo I, em 1280e 1296; Eduardo 11, em 1315; e Henrique VI, em 1455.



Eduardo I nutria grande devoção a Nossa Senhora de Walsingham. Atribuiu a Ela o fato de se ter salvo de um desastre.

 Certo dia, num intervalo entre suas ocupações, jogava xadrez, quando subitamente lhe veio a idéia de se levantar do assento, sem explicar por que lhe ocorria tal impulso.



Um instante depois, grande pedra desprendeu-se da abóbada da sala onde estava o Rei e caiu sobre o lugar que acabava de deixar. Tal fato fez com que redobrasse o amor que votava à Virgem.














Henrique VIII, em 1513, muito antes de sua apostas ia, chegou a peregrinar descalço a Walsingham.

Em 1511, por exemplo, tal era o prestígio do santuário mariano que o ímpio humanista Erasmo de Rotterdam foi visitá-lo, partindo de Cambridge, em cumprimento de um voto.

Terá sido um resíduo de fé nele existente ou uma jogada para prestigiar-se junto aos católicos ingleses?

Qualquer que tenha sido a causa da peregrinação, não impediu que o humanista deixasse como oferenda a Nossa Senhora louvores escritos em versos gregos.

Anos depois, num opúsculo, Erasmo comentou a riqueza e a magnificência de Walsingham



De modo trágico (embora coerente com seus pérfidos princípios) a Revolução protestante não poupou o santuário: seus tesouros foram espoliados,destruiu-se o priorado, foi desmantelada a capela.

Hoje, felizmente, está ela restaurada, conforme fotografia que apresentamos aqui, atraindo um fluxo considerável de fiéis.









O santuário original foi destruído, mas uma capela fiel a Roma foi restaurada para o culto de Nossa Senhora de Walsingham.




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Referências:

  http://proecclesia.blogspot.com/2007_09_01_archive.html
 
 
  http://en.wikipedia.org/wiki/Our_Lady_of_Walsingham

4 comentários:

  1. HA peregrinação la e para todos mas a igreja que toma conta e a igreja anglicana, nao se pode esquecer disso, coloca como se fosse so romana.

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    1. NO texto fala que uma Capela fiel a Roma foi restaurada para o culto de Nossa Senhora de Walingham. Se levarmos em consideração que o culto a essa invocação de Nossa Senhora começou antes do cisma do rei da Iglaterra com o Papa, significa que o culto é mais católico romano que anglicano. Mas a atual Igreja predominante na Inglaterra é a Anglicana, claro.

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  2. O escritor é anti ecumênico e até radical

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    1. Não vejo motivo para o "anti ecumênico e até radical". O texto deixa claro a questão histórica. Não está desrespeitando a Igreja Anglicana, nem afirmando que a Romana é melhor.

      Ecumenismo é buscar o que temos em comum sem perder a identidade.

      Ser católico Romano ecumênico não é afirmar "tudo é igual", mas "temos muito em comum", "respeito seu ponto de vista", mas não se pode negar sua identidade. Para o anglicano, sua Igreja é a certa.
      Para o católcio Romano, sua Igreja é a certa.

      Precisamos apenas conviver. Aqui, é espaço de católico romano, logo defende-se esse ponto de vista, respeitando as outras religiões, mas afirmando-se em sua diferença também.

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