terça-feira, 21 de junho de 2016

JESUS NEGRO - CRUCIFICADOS NEGROS



O SENHOR DO VENENO





Em 1602, chegou ao México, então Nova Espanha, uma delegação de dominicanos, trazendo para o seu seminário um belo crucifixo de tamanho natural, com a imagem de Jesus de alvura impressionante.
Essa imagem foi entronizada no lado esquerdo, próximo à entrada da igreja.

Ali havia um clérigo, o qual dedicava especial devoção àquele Cristo. Não deixava passar um dia sem fazer as orações diante dEle e oscular piedosamente Seus venerandos pés.







 Certa vez, esse sacerdote atendeu em confissão um homem que declarou ter roubado e matado cruelmente. Ante a revelação de tal crime, o religioso afirmou que Deus perdoaria sempre, desde que restituísse o roubado e se entregasse à justiça, pois não bastava se confessar, mas era também necessário se arrepender e reparar o dano sofrido. O criminoso recusou-se a fazê-lo, retirando-se do confessionário furioso. Temendo ser denunciado, maquinou um pérfido plano para assassinar o sacerdote.

Escondido pelas sombras da noite, furtivamente se introduziu na capela e molhou os pés do Cristo com um poderoso veneno. Ninguém o viu e, sorrateiro como havia chegado, ocultou- se num canto sombrio.





 No dia seguinte, depois de fazer as orações costumeiras, aproximou-se o padre para beijar os pés da imagem, quando, para seu espanto, ela dobrou os joelhos milagrosamente, levantando os pés, de modo a impedir que estes fossem osculados. Enquanto isso, a imagem absorveu o veneno, em consequência do qual sua cor se tornou negra.

O religioso teve ainda maior surpresa quando ouviu soluços provenientes de alguém oculto atrás de uma coluna. Era o assassino do dia anterior, que ali aguardava o efeito de seu maligno plano. Verdadeiramente arrependido ao testemunhar tão maravilhoso prodígio, em prantos, fez por fim uma sincera confissão e logo em seguida entregou-se à justiça, disposto a pagar por seus crimes.

Desde então, a milagrosa imagem passou a chamar-se "Senhor do Veneno". Todos concordavam que o Cristo não só havia protegido seu devoto, absorvendo o veneno, mas Seu misericordioso ato também simbolizava como Nosso Salvador toma a Si nossos pecados, estes sim um terrível veneno, que mata a alma, impedindo- a de alcançar a vida eterna.

Anos depois, a imagem foi transferida para a catedral metropolitana. Quando a igreja de Porta Coeli foi entregue aos sacerdotes do rito Greco-melquita em 1952, o pároco desta incumbiu um renomado artista de esculpir uma cópia, a fim de que o "Cristo do Veneno" pudesse ser venerado também na sua igreja de origem. Darío Iallorenzi (Revista Arautos do Evangelho, Fev/2009, n. 86, p. 39)





O CRISTO DE ESQUIPULAS





O Cristo Negro de Esquipulas é uma imagem de Jesus Crucificado reverenciada por milhões de fiéis na América Central que está na Basílica de Esquipulas , na cidade de mesmo nome, na Guatemala , uma distância de 222 km da Cidade da Guatemala.

É conhecido como Preto , porque ao longo de mais de 400 anos de madeira veneração que foi esculpida adquiriu uma tonalidade mais escura, embora esta lista é muito recente. Desde o século XVII é conhecido como o "Miraculous Senhor de Esquipulas" ou como o "Crucifixo Milagrosa venerada na cidade chamada Esquipulas".






O SENHOR DOS MILAGRES




Imagem da Jesus Cristo é venerado no Peru como "Senhor dos Milagres", "Cristo Moreno" ou "Cristo de Pachacamilla".

Na pintura aparece Jesus Crucificado e sobre a cruz está o Espírito Santo e Deus Pai. À direita do Senhor está Sua Santíssima Mãe com Seu coração traspassado por um punhal de dor e à esquerda do Senhor está Santa Maria Madalena.








Uma das maiores festas religiosas da América, teve origem em 1661, quando, segundo a tradição, um escravo negro pintou a imagem de um Cristo moreno nas paredes de uma casa no bairro de Pachacamilla, pintou uma simples imagem no salão onde reunia-se sua confraria.

Esta parede de adobe era rústica e mal acabada e localizava-se próxima de um córrego que afetava suas fundações, apesar disso e de outras adversidades a imagem conservou-se surpreendentemente, deu origem a um culto que, paulatinamente, foi crescendo no decorrer dos séculos.








No dia 13 de Novembro de 1655 um terremoto pavoroso e arrasador estremeceu Lima y Callao, causando o desmoronamento de muitas igrejas e edifícios. Como era de se esperar, o sismo afetou a zona de Pachacamilla, onde estava situada a confraria dos angolanos e, apesar de haver caído grande número de paredes, o muro de adobe onde estava pintada a imagem do Cristo Crucificado ficou ileso.

O mesmo aconteceu em 20 de Outubro de 1687, quando um maremoto arrasou com Callao e parte de Lima e derrubou a capela edificada em volta da imagem do Cristo, ficando em pé somente a parede com a imagem pintada.

Tão terrível desígnio fez com que se criasse uma cópia pintada a óleo da imagem e, pela primeira vez, saísse em andor pelas ruas do bairro de Pachacamilla, estabelecendo-se que a partir desse momento a procissão ocorresse nos dias 18 e 28 de Outubro de cada ano.

As multidões de todas as raças e condições sociais celebram juntas a procissão do Senhor dos Milagres, não só no Peru mas também onde quer que haja comunidades peruanas, unindo a todas as pessoas numa grande aliança de uma só crença, uma só fé, uma só esperança no milagre que algum dia recairá sobre nós, não apenas no Peru mas onde quer que estejam os peruanos.









domingo, 12 de junho de 2016

AO IRMÃO SANTO ANTÔNIO - ORAÇÃO



Irmão Santo Antônio,
 peço tua ajuda, tua oração,
 tua força para enfrentar os caminhos da vida.
O que sou e o que serei, onde estarei ,
 tudo está nas mãos de Deus. 
Só Deus me conhece inteiramente.

Ajude-me, Santo Antônio, 
a escolher a pobreza de Cristo, como escolhestes. 
Que eu veja a felicidade nas coisas simples da vida,  
no nada ter e no abandonar-se inteiramente à vontade de Deus.

Sei que fostes exemplo de castidade 
e és considerado protetor dos namorados e casamenteiro, 
e peço-te que me ajudes a viver minha afetividade e sexualidade com equilíbrio. 
Que eu ame a todos e tudo ao meu redor 
com o amor de Deus seguindo teu exemplo. 
Que eu aspire ao amor de Cristo acima de tudo
 e me sinta amado por Ele e encontre nele o amor eterno.
Sei, Antônio, que fostes conhecido como Arca do Testamento, 
por isso peço que me ajudes com tua intercessão 
a não pecar e ser obediente aos mandamentos de Deus e da Igreja com a simplicidade de uma criança, 
como o Jesus criança em teus braços. 
Leva-me até ao Senhor e apresenta minha causa. 
Creio na força de tua oração
 e sei que Jesus me enviará sinais do amor Dele sobre mim. 
Santo Antônio, interesse-se por minha salvação 
e me ajude a caminhar com firmeza na fé,
 pois sou fraco e pequeno.
Orai por mim,
 Santo Antônio, Irmão na fé, 
para que Cristo me aceite entre os seus no Reino Eterno. 
Amém.












terça-feira, 31 de maio de 2016

SANTOS ÍNDIOS - CATÓLICOS




SÃO JOÃO DIEGO ( SAN JUAN DIEGO)





É o primeiro santo americano de origem indígena.
 Era um índio nativo nascido em 1474, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como “águia que fala” ou “aquele que fala como águia”.

Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca. Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram no México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente.

A esposa Maria Lúcia ficou doente e faleceu em 1529. Ele então foi morar com seu tio, diminuindo a distancia da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer.

Durante uma de suas idas à igreja, no dia 09 de dezembro de 1531 por volta de três horas e meia entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado “Capela do Cerrinho”, onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: “Joãozinho, João Dieguito”, “o mais humilde de meus filhos”, “meu filho caçula”, “meu queridinho”.

A Virgem o encarregou de pedir ao Bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o Bispo não se convenceu, Ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o Bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.

Na terça feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade, quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida pediu que ele colhesse flores para Ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao Bispo como prova da aparição.





 Diante do Bispo ele abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha então cinqüenta e sete anos.

Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou profundamente a Santa Eucaristia, e obteve uma especial permissão do Bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.

João Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.

O Papa João Paulo II durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 09 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou Santo João Diego pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.








SANTA CATARINA TEKAKWITHA






Beatificada juntamente com Pe. José de Anchieta, era uma Índia pele-vermelha, nascida em 1656 em Ossemon, perto de Port Orange, atual Albany, filha de pai iroquês pagão e de mãe algonquina cristã. Tendo ficado órfã muito cedo, conseguiu sobreviver a uma epidemia de varíola com grave diminuição da visão e com o rosto desfigurado; foi então recolhida por um tio, chefe da aldeia, ajudando doravante a sua esposa no cuidado da casa.

O nome de Tekakwitha, que lhe foi dado nos anos de infância, significa "a que coloca as coisas em ordem", ou, com referência à enfermidade da visão, "a que avança e põe algo diante". 

Crescida na inocência, rejeitou propostas de matrimónio e em 1675 entrou em contacto com os missionários católicos do Canadá, recebendo o batismo em 18-4-1676, dia de Páscoa, das mãos do Pe. Jacques de Lamberville, que lhe impôs o nome de Kateri(Catarina). Ameaçada pelo tio pagão, fugiu para buscar refúgio na missão de S. Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde recebeu a eucaristia e deu exemplo de extraordinária piedade, mas com grande discreção.







Afastava-se por longo tempo na floresta onde, junto à cruz por ela traçada na casca de uma árvore, ficava por muito tempo em oração, sem porém descuidar das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava. Passou por provas terríveis. Em 25-3-1679 fez voto perpétuo de castidade. Extenuada pela doença e pelos sofrimentos, morreu em 17 de abril de 1680 e rapidamente se difundiu a fama das suas virtudes. Note-se que Catarina aprendera a religião católica com a mãe e desde menina, apesar da mãe ter morrido, conservou o que esta lhe ensinara, observando a moral cristã e rezando regularmente. Quando veio a encontrar pela primeira vez os missionários, já estava preparada para o baptismo. Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, longe de qualquer outro companheiro de fé por muitos anos.

Canonizada em 2012 por Bento XVI.




BEATOS JOÃO BATISTA E JACINTO DOS ANJOS








João Batista e Jacinto dos Anjos, índios zapotecos da Serra Norte de Oaxaca, nasceram no ano de 1660 em S. Francisco Cajonos.

João Batista se casou com Josefa da Cruz, com quem teve uma filha chamada Rosa. Jacinto dos Anjos se casou com Petrona dos Anjos, com quem teve dois filhos chamados João e Nicolasa. Ambos pertenciam à Circusncrição de S. Francisco Cajonos, atendida pelos padres dominicanos Gaspar dos Reis e Alonso de Vargas.

De ambos sabemos que foram pessoas íntegras em sua vida pessoal, matrimonial e familiar, assim como no cumprimento dos seus deveres civis, de modo que desempenharam diversos cargos públicos próprios do seu tempo como regidores, presidente, síndico e prefeito, mostrando assim o respeito pelas tradições culturais e a responsabilidade para o cumprimento dos deveres civis.

Igualmente, consta que os dois foram pessoas batizadas, evangelizadas e catequizadas, desempenhando também os diversos cargos aos quais os fiéis tinham acesso neste tempo como acólito, sacristãos maior e menor e outros.

Finalmente desempenharam o cargo civil e eclesiástico de Fiscal, que os missionários introduziram ou fomentaram entre os indígenas. O III Concílio Provincial Mexicano celebrado em 1585 queria que "em cada povo se escolha a um ancião distinguido por seus impecáveis costumes, que ao lado dos párocos seja perpétuo censor dos costumes públicos"(Pe. Antonio Gay, História de Oaxaca, II.V.2) "É seu ofício principal inquirir os delitos e vícios que perturbam a moralidade, revelando ao sacerdote os adultérios, divórcios indevidos, perjúrios, blasfêmias, infidelidades, etc." (Ibíd; Cf. III Concilio Mexicano L I, Tít. IX, 1,23).

Na noite do dia 14 de setembro de 1700, os dois Fiscais descobriram que um bom grupo de pessoas do povoado de S. Francisco Cajonos e da redondeza estavam realizando em uma casa particular um culto de religiosidade ancestral; os Fiscais avisaram aos padres dominicanos; os Fiscais e os Padres acompanhados do capitão Antônio Rodríguez Pinelo foram ao lugar dos fatos, suupreenderam aos autores, dispersando a reunião, recolhendo as oferendas do culto e regressando-se ao convento.

No dia seguinte, o povo se amotinou, exigindo a entrega das oferendas confiscadas e dos Fiscais. Refugiando-se no convento os Padres, os Fiscais e a Autoridade, passaram a tarde entre exigências e negociações. Finalmene, ante as ameaças e o perigo crescentes de matar a todos e incendiar o convento, o capitão Pinelo decidiu entregar os Fiscais, sob a promessa de respeitarem as suas vidas.

Os Padres no aceitaram a entrega. Os Fiscais, porém, deixaram as suas armas aceitando a perspectiva de morrer, se confessaram, receberam a Comunhão, dizendo João Batista: "vamos morrer pela lei de Deus; como eu tenho a sua Divina Majestade, não temo nada nem hei de necesitar armas"; e ao ver-se em mãos de seus carrascos disse: "aqui estou, já que me matarão amanhã, que me matem agora". Quando eram açoitados na coluna da praça pública, os carrascos disseram aos Padres que observavam desde a janela: "Padres, encomendem-nos a Deus"; e quando os carrascos se burlavam deles dizendo-lhes: "estava saboroso o chocolate que os padres te deram?", eles respondiam com o silêncio.

No dia 16 os carrascos conduziram os Fiscais a S. Pedro, onde novamente os açoitaram e os encarcelaram. Quando os verdugos convidavam os Fiscais a renunciar à fé católica e seriam perdoados, eles responderam "uma vez professamos o Batismo, continuaremos sempre a seguir a verdadeira religião". Logo os levaram subindo e descendo pelas ladeiras, até o monte Xagacía antigamente chamado "Monte das Folhas", onde amarrados os derrubaram, quase os degolaram e os mataram a golpes de machado, lhes arrancaram os corações e os jogaram aos cães que não os comeram. Os verdugos Nicolás Aquino e Francisco López beberam o sangue dos mártires, para recuperar o ânimo e fortalecer-se segundo o costume de beber sangue de animais de caça, porém também como sinal de ódio e coragem, segundo um ditado ancestral que ainda hoje se escuta "vou tomar o teu sangue". Foram sepultados no mesmo monte, desde então chamado "Monte Fiscal Santos".

Alguns opinam que os Fiscais não são Mártires mas delatores de seus compatriotas e traidores da sua cultura; porém é claro que os Fiscais estavam designados civil e religiosamente para o exercício do cargo público na cidade e na comunidade religiosa. Mais ainda, desde o princípio do proceso civil que se realizou entre 1700 e 1703 e no processo eclesiástico até o dia de hoje, permanece a fama do martírio e da santidade, que finalmente a Igreja reconhece com a Beatificação.










NOSSA SENHORA DE GUADALUPE





 Essa imagem retrata Nossa Senhora com características indígenas.

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena convertido chamado Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002 e mencionado acima).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido.  Seguindo o pedido da Virgem, São Juan Diego levou sua tilma cheia de rosas, colhidas em pleno inverno, para o Bispo.
O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.






O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.







No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.









NOSSA SENHORA DE CAACUPÊ







Mostra que a Virgem Maria, assim como em Guadalupe, é Mãe do índios, aparece e olha por eles.

 A pequena imagem de madeira que ocupa os principais altares paraguaios, a Virgem de Caacupê, foi esculpida por um índio guarani fugitivo.

Vendo-se encurralado pelos índios que o perseguiam e que iriam matá-Io, ele se esconde atrás de uma grande árvore e promete que se fosse salvo faria com aquele tronco que o protegia uma imagem de Nossa Senhora.

Fora de perigo, pois milagrosamente seus perseguidores passaram ao seu lado sem o terem percebido, o índio guarani esculpiu duas imagens da Virgem, uma grande, que destinou à igreja da aldeia, e outra menor, que fez para sua devoção particular












sexta-feira, 27 de maio de 2016

VIRGENS NEGRAS - NOSSAS SENHORAS NEGRAS





NOSSA SEHORA DO LORETO




Nossa Senhora de Loreto, também conhecida como a Virgem de Loreto , desde o século XVI está coberta com um manto de jóias característica, chamada de dalmática , é a estátua venerada na Santa Casa, a Casa de Nazaré que teria voada até a cidade de Loreto, na Itália. 
Esta é uma Virgem Negra : sua peculiaridade é o rosto escuro, comum aos ícones mais antigos, muitas vezes devido  a fumaça de lâmpadas de óleo e velas ou alterações químicas sofridas pelas cores originais. 
Em alguns casos, são representadas negras, por inspiração do Cântico dos Cânticos, onde se diz: "Eu sou negra, mas sou bela" e, mais tarde, voltando-se para seus amigos: "Olha que eu sou morena, porque o sol me queimou" (1 5-6), e, neste caso, o sol simbolizaria Deus.







 NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA (DE TENRIFE)




A Virgem da Candelária ou Luz apareceu em uma praia na ilha de Tenerife (Ilhas Canárias, Espanha) em 1400.
Os nativos guanches da ilha ficaram com medo dela e tentaram atacá-la, mas suas mãos ficaram paralisadas.

A imagem foi guardada em uma caverna, onde, séculos mais tarde, foi construído o Templo e Basílica Real da Candelária (em Candelária).

Mais tarde, a devoção se espalhou na América.

 É santa padroeira das Ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária.








NOSSA SENHORA DE TINARI (MADONNA DI TINADARI)







A procedência dessa imagem veio de uma embarcação que voltava da Síria ou do Egito.

Enquanto navegava pelo mar Adriático, inesperadamente se formou uma tempestade, por isto, teve de interromper a viagem e se refugiar na bacia de Tindari, no norte da Sicília, na Itália. Quando tudo passou e o mar se acalmou, os marinheiros se prepararam para retomar a viagem. Mas, ao começarem a remar não conseguiram mover a embarcação, parecia que ela estava mesmo encalhada no porto. Eles então decidiram aliviar a carga, jogando algumas caixas ao mar. Só quando lançaram a caixa que continha a Sagrada Imagem de Maria, a embarcação pôde se mover e retomar sua rota.



Os marinheiros da baía de Tindari resolveram resgatar as caixas para ver o que continham. A primeira que abriram continha a preciosa imagem da Virgem Maria e o Menino Jesus, causando grande surpresa e satisfação à todos. Decidiram que ela devia ficar no lugar mais bonito da cidade, assim a transportaram para o alto do monte de Tindari.

A escultura representa a Virgem Maria sentada com o Menino Jesus entre os braços, historiadores e teólogos acreditam que ela pertence ao período pós Concílio de Éfeso, no qual foi definida a divina maternidade de Maria, em 431. O estilo bizantino, leva a crer que a origem seja mesmo o Oriente.

A imagem considerada milagrosa pelos devotos passou a ser venerada com o título de Nossa Senhora de Tindari. Como foi esculpida em madeira de cedro negro é também chamada de "Madonna Negra". È festejada nos dias 06 de junho e 08 de setembro, especialmente.

Essa devoção se propagou e a pequena capela se tornou um grande Santuário mariano, repleto de peregrinos vindos de todas as partes do mundo.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DO PÃO


 


Nossa Senhora do Pão

O culto de Nossa Senhora do Pão apareceu pela primeira vez na sequência de um evento milagroso que remonta a 1707, quando a cidade de Novoli (Le), Itália,  foi atingida por uma terrível praga que dizimou a população.

 A epidemia se espalhou rapidamente e inútil foram as orações a Santo Antônio Abade e os cuidados prestados na forma tradicional. 







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Foi então que a Virgem Maria apareceu para a plebeia Giovanna ( "o Giuanna Noscia"), uma jovem muito pobre que não podia nem ler nem escrever. 

A simpática senhora veio até Giovanna, entregou-lhe pão e disse-lhe para levá-lo para o pastor e não dispensar os moribundos. Sem fôlego, a menina tomou o pão,  foi para o padre e disse-lhe o que tinha acontecido. 






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Estes, a fim de evitar quaisquer ilusões, mandou Giovanna a Nossa Senhora para aprender a Ave Maria. Em resposta, Nossa Senhora disse à menina para dizer ao pároco de que tem tido a uma boa escola e tem sido dirigida por uma boa mestra.

 Estas poucas palavras foram o suficiente para torná-lo claro de que estava na frente de um milagre, e que a senhora era a Virgem Maria.

 Imediatamente ele visitava os doentes e distribuia o "pão de Maria", dizendo o que tinha acontecido com Giovanna.

 Milagrosamente curou os doentes.

 Na verdade, em 1705 e 1706, houve uma alta mortalidade que fez com que os habitantes a buscar intervenção divina e em 1707, o ano aparição, caiu morto. 
Nas imediações do nicho onde a menina viu Nossa Senhora, em um lugar chamado "cuneddha", uma igreja foi erguida em sua homenagem. 






Oficialmente, a igreja é descrita pela primeira vez na visita pastoral de 1746. 

Naquela ocasião, de fato, foi afirmado que a igreja dedicada à Virgem de Constantinopla apresentada com uma nave única e três altares, a principal com um nicho de pedra com a imagem de Nossa Senhora de Constantinopla desenhada na parede e o lado respectivamente dedicado a São Marcos e Santo Agostinho. 

Foi em 1853 que a capela de Nossa Senhora de Constantinopla levou à primeira vez o nome "Maria SS. Del Pane", como evidenciado no santo verbal Visita Pastoral que também relatou "a necessidade de registrar um relatório de tantos fatos prodigiosos escritos pelo Rev . D. Vincenzo Tarantini ".

 Em 1855, a cólera se alastrou na província de Lecce e, prodigiosamente, enquanto Lecce, Trepuzzi, Squinzano, Cariano Arnesano foram atingidAs pela doença contagiosa, a única Novoli, que tinha recorrido ao padroeiro amado, ele permaneceu imune a doença, de modo que os habitantes dos países vizinhos vieram pedir o pão abençoado por Maria SS. Constantinopla para serem libertados da praga.

 Desde o final de 1800, o título de Nossa Senhora do pão apareceu mais e mais vezes, para se tornar o único título da Padroeira de Novoli; Foi Mons Zola (na visita pastoral de 1880) como um lembrete de que o clero de Novoli solennizava o protetor no terceiro domingo de julho.






 Dentro da igreja tem a estátua da Virgem, do artista Luigi GUACCI; o simulacro é recebido por banca de mármore de julho de 1930, após um incêndio por uma vela caída (26 de abril de 1929) destruiu a estátua velha e danificou o templo. 

Diz-se de muitos milagres atribuídos a Nossa Senhora de pão, tais como a cura de um pedreiro de Novoli, um cânone de Lecce, o padre Pisignano, depois de ser ungido com o óleo da lâmpada que iluminava o nicho com a imagem da Virgem; e também, em 1890, o milagre de uma menina de doze anos cair em um poço e ser salva pela intercessão de Maria.

 A partir do século XVIII, então, o culto de Nossa Senhora do Pão é fortemente sentido em Novoli e também a igreja dedicada a ela é vistada quase como a casa do pão; e o pão, na fé dos devotos e do coletivo, estava indo para completar a imagem das vidas retratadas no brasão de armas da cidade, em uma Eucaristia simbólica e perfeita.




















FONTES:

http://www.tanogabo.it/Religione/Madonna_pane.htm
http://www.paisemiu.com/news/index.php/editoriale/728-madonna-del-pane-la-tradizione-regala-radici-e-ali
http://flickeflu.com/photos/55372349@N05












sexta-feira, 20 de maio de 2016

NOSSAS SENHORAS NEGRAS - MÃE DE DEUS E DE TODOS OS NEGROS E NEGRAS





NOSSA SENHORA DE ALTÖTTING

A imagem negra de Maria venerada em Altötting é muito antiga (possivelmente de 1330), esculpida em madeira de tília . 
O livro "Maria é o nosso refúgio", escrito em 1497, relata que um menino de três anos caiu em um córrego e flutuava nele por meia hora até que ele foi puxado para fora "completamente morto." A mãe aflita, com grande confiança na Virgem, levou o filho morto à capela da santa e colocou-o sobre o altar. Com seus companheiros, ela caiu de joelhos e implorou pelo renascimento de seu filho. Imediatamente seu filho voltou à vida. 





Logo outro milagre aconteceu: Um fazendeiro, voltando para casa a pelos campos com sua carroça teve seu filho de seis anos esmagado.  Ele foi tão esmagado que não havia esperança para a sua vida. Mas a família fez um juramento e clamou a intercessão da Mãe de Deus. No dia seguinte, a saúde do menino foi restaurada totalmente. 




Notícias do poder da intercessão de Nossa Querida Senhora de Altötting se espalharam como fogo selvagem e logo centenas de milhares de peregrinos começaram a chegar a cada ano de toda a Europa.  Altötting recebe cerca de um milhão de peregrinos anualmente.





"quando esse olhava para a serpente de metal, vivia. "

Números 21,9




NOSSA SENHORA DE MARAZELL 





Na noite de 21 de Dezembro, 1157 , um monge beneditino chamado Magnus foi a uma floresta à procura de um lugar para construir um mosteiro. Em um ponto, seu caminho ficou bloqueado por uma pedra enorme que era grande demais para passar por cima ou ao redor, assim Magnus pegou uma pequena estátua de madeira da Virgem Maria que ele tinha em sua mochila, ajoelhou-se em oração, e pediu à Virgem Maria orientação .

Logo houve um grande estrondo e a rocha se separou em duas, permitindo-lhe passar. Magnus e alguns dos moradores locais construíram uma pequena capela para abrigar a estátua. A notícia da imagem milagrosa da Virgem rapidamente se espalhou, e a capela teve de ser periodicamente ampliada para acomodar as multidões crescentes.

A estátua é uma pequena (48 cm de altura) figura de madeira românica da Virgem Maria sentada, segurando o Menino Jesus. Nas mãos do bebê estão uma maçã e um figo, chamando a atenção para a queda de Adão, mas também a redenção da humanidade de Cristo. Maria e Jesus são quase totalmente cobertos com ricas roupas e usam coroas douradas, incrustadas de jóias.


Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; 
e será que viverá todo o que, 
tendo sido picado, olhar para ela. 
Números 21,8




NOSSA SENHORA DE MENDE - VIRGEM NEGRA DE MENDE






Numa das capelas da Catedral de Notre-Dame-et-Saint-Privat de Mende, podemos ver a Virgem negra de Mende feita de madeira preta de oliva. Mencionada desde meados do século XIII, ela foi trazida do Leste, da Terra Santa, do Mosteiro do Monte Carmelo, durante uma cruzada pelo próprio São Martial, que lhe dedicou um humilde santuário em honra desta Virgem, a Mãe de Deus.
 Foi salva duas vezes de destruição, pela primeira vez em 1579, durante o saque dos huguenotes, em seguida, em 1793, durante a destruição perpetrada por revolucionário, mas a criança que ela carregava foi perdida. 
Relíquias foram colocadas entre seus ombros, incluindo como diz um inventário canônico de 1857: Cabelo e peças de roupas da Virgem, fragmentos do túmulo do Virgem Maria, fragmentos da Verdadeira Cruz, relíquias de São Pedro, Santo André, São Paulo, São Martial, São Denis, entre outros.

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A imagem representa a Virgem Maria sentada em um banco, envolta em um manto, tendo os braços para a frente. O corpo inteiro foi pintado de vermelho, apenas a cabeça e pescoço são cobertas com um verniz preto.




E as lavrou de querubins e de palmas, e de flores abertas, e as revestiu de ouro acomodado ao lavor. 
1 Reis 6,35













FONTES:

http://www.sacred-destinations.com/austria/mariazell-shrine/photos/interior-cc-andrijbulba
http://www.internetgebetskreis.com/en/uber-uns/mariazell-an-european-shrine-of-mary/
https://en.wikipedia.org/wiki/Mariazell_Basilica
http://www.interfaithmary.net/pages/Alt%F6tting.htm
https://en.wikipedia.org/wiki/Shrine_of_Our_Lady_of_Alt%C3%B6tting#/media/File:Gnadenbild,_Gnadenkapelle_Alt%C3%B6tting.jpeg
http://catholozere.cef.fr/pdf_patr/mende_3.pdf
http://lieuxsacres.canalblog.com/archives/2006/09/04/2607551.html
http://www.wingsunfurled-web.com/fr/carnet-voyage/france/languedoc-roussillon/lozere-villes.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Virgem_Negra#/media/File:Mende_cathedrale_vierge_noire.JPG




quinta-feira, 19 de maio de 2016

POEMA DO DIA DE SANTA RITA

No dia de Santa Rita dos Impossíveis,
ponho teu nome no eco de sua oração.
Teus pés andem sobre rosas abençoadas
e o espinho do caule te lembre de mim,
e o sangue da ferida te lembre de mim,
e o perfume das pétalas maceradas
te lembre de mim,
pois sou aquele que te importuna
para que mudes;
aquele que te sangra
para te apressares;
o aroma e a essência que suaviza
para te abrandares.











quarta-feira, 18 de maio de 2016

NOSSAS SENHORAS NEGRAS - MÃE DE DEUS E DOS NEGROS


Há muitas imagens negras de Nossa Senhora. A cor se deve  ao tipo de material de que eram feitas essas imagens (madeira) ou à fumaça das velas que com o tempo as escureciam, ou no caso de Aparecida, alguns também mencionam a lama do rio como fator para escurecê-la.  

De qualquer maneira, são imagens que representam metaforicamente que a Virgem Maria é a Mãe de todos os negros também, que ela, por ser Mãe de Deus, e o próprio Deus não faz distinção de pessoas.
Todos somos iguais.

As imagens são usadas para nos lembrar do sagrado, não são adoradas. Só Deus é adorado. Seus Santos são amados, venerados, honrados como servos e exemplos.

A Bíblia nos mostra que os judeus também usaram imagens por ordem de Deus e que ficavam curados ao olhar para a imagem de uma Serpente em sianl de fé a Deus:


"quando esse olhava para a serpente de metal, vivia. "

Números 21,9



Geralmente essas imagens estão associadas a lendas que lhes atribuem origem mais antiga, e tanto representam a Senhora em pé como sentada num trono ou num banco, acompanhada pelo Menino Jesus. A sua popularidade prende-se à reputação de possuírem o poder de realizar milagres, e o seu culto tornou-as, tradicionalmente, em destino de peregrinação.

Embora espalhadas por todo o mundo, a maioria dessas imagens encontram-se na Europa, onde existem cerca de 400 conservadas em igrejas e em museus. Na sua maioria remontam à Idade Média, esculpidas ou pintadas em madeira, e de pequenas dimensões.










NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA


Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil. Venerada na Igreja Católica. Um título mariano negro, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a Basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo,capaz de abrigar até 45.000 fiéis.


Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.

O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço. Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações.Esta foi a primeira intercessão atribuída à Virgem.



"Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; 
e será que viverá todo o que, 
tendo sido picado, olhar para ela. "

Números 21,8





NOSSA SENHORA MONT SERRAT

Nossa Senhora de Monserrate ou Virgem Negra de Montserrat (em catalão, Mare de Déu de Montserrat, que significa "Mãe de Deus do Monte Serreado") é uma imagem de Maria, a mãe de Jesus Cristo, localizada no Mosteiro de Santa Maria de Montserrat, no município de Monistrol de Montserrat, na província de Barcelona, na Catalunha, na Espanha. É conhecida popularmente como La Moreneta ("A Morena").

Segundo a lenda, a imagem teria sido construída por São Lucas e levada ao seu atual local, o Montserrat, na Catalunha, por São Pedro no ano 50. No século VIII, durante a invasão muçulmana da Península Ibérica, teria sido escondida por devotos numa caverna. A imagem teria sido reencontrada somente no ano 880, por um grupo de crianças. Um bispo teria, então, tentado levá-la para a cidade de Manresa, mas a imagem teria se tornado pesadíssima, impedindo seu translado. O bispo teria interpretado o fato como um milagre e como um sinal de que a imagem deveria permanecer no local. Teria, então, sido construído o Mosteiro de Santa Maria de Montserrat no local, para abrigar a imagem.



E nelas, isto é, nas portas do templo, 
foram feitos querubins e palmeiras, ...
Ezequiel 41,25






NOSSA SENHORA DE  CZESTOCHOWA (OU DO MONTE CLARO - no Brasil)

Nossa Senhora de Częstochowa (em polaco: Matki Boskiej Częstochowskiej) (o ícone é uma variante do tipo hodigítria - hodegetria) é um título católico de Maria, consagrada como a padroeira da Polônia. Também conhecida no Brasil como Nossa Senhora do Monte Claro, sendo padroeira da cidade Dom Feliciano, no interior do Rio Grande do Sul. Nesta cidade, o dia 20 de agosto é um feriado municipal em sua homenagem e também padroeira da cidade de Virmond, no Paraná.

Sua representação é sempre feita em cores escuras, de onde recebe o nome de "Madona Negra" (como ocorre com Nossa Senhora Aparecida).

A Senhora Negra foi pintada por São Lucas, o Evangelista ; e foi ao pintar o quadro, que Maria disse a ele sobre a vida de Jesus , que mais tarde foi incorporada ao seu evangelho.A próxima vez que ouvimos falar sobre a pintura foi em 326 D.C quando Santa Helena em Jerusalém deu um quadro ao seu filho Constantine que tinha construído um santuário em Constantinopla. Durante uma batalha , a pintura foi colocada nas paredes da cidade e os inimigos fugiram. Nossa Senhora salvou a cidade da destruição . A pintura foi conservada por outras pessoas até 1382 quando invasores tártaros atacaram a fortaleza do Príncipe


"Farás também dois querubins de ouro; 
de ouro batido os farás... "
Êxodo 25,18




NOSSA SENHORA DO BOM PARTO - VIRGEM NEGRA DE PARIS


Os títulos de Nossa Senhora, "do Bom Parto" e do "Bom Sucesso" nasceram aos pés da imagem da Virgem Negra de Paris, venerada na antiga igreja Saint-Etienne-des-Grès, capital francesa. Invocar a proteção da Mãe durante a gestação e parto é o que toda família cristã sempre fez ao longo dos séculos.  
Nos registros das primeiras igrejas cristãs, encontramos muitas indicações sobre estátuas e pinturas da Virgem Maria com a pele morena. Na Antiguidade, a cor preta em símbolos religiosos, era sinal de fertilidade. Um sinal que a primitiva arte cristã manteve, para invocar a fertilidade física e espiritual de Maria, Mãe de Deus e nossa. 
A imagem de Maria da igreja de Paris foi esculpida em pedra negra e data do século XI. Considerada milagrosa, é diante dela que acorrem constantes peregrinações de devotos. Nossa Senhora do Bom Parto é especialmente invocada nas ocasiões de tragédias pessoais e públicas. 






E as lavrou de querubins e de palmas, e de flores abertas, e as revestiu de ouro acomodado ao lavor. 

1 Reis 6,35




Foto (Foto: Arquivo)


NOSSA SENHORA DE OROPA


A estátua chegou à Itália no século IV pelas mãos de Santo Eusébio que a encontrou na Palestina.

Esculpida em madeira de pinus cembra (uma espécie de pinheiro europeu), com sorriso delicado e austero, a Virgem de Oropa foi coroada pelos antigos reis de Savoia, em 1620. “Um das curiosidades sobre a estátua é que ela não tinha o rosto escuro. Supõe-se que tenha sido pintada ou adquirido a cor preta devido a fumaça da velas acesas ao seu redor”, conta a responsável pela comunicação do Santuário de Oropa, Linda Angeli.
Nos meses de julho, uma procissão parte da região do Vale de Aosta, na fronteira com a França, com centenas de peregrinos que caminham por 12 horas pelas montanhas chegam à Oropa para homenagear a "Madonna Nera". Promessas e agradecimentos são comuns não só entre os italianos mas também entre franceses, alemães e até brasileiros que nos últimos tempos passam pelo loca




Assim era também de dez côvados o outro querubim; 
ambos os querubins eram de uma mesma medida 
e de um mesmo talhe. 
1 Reis 6,25





 NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA DE DIJON

Com seu corpo mais humano que os das imagens comuns e sua face comprida, inteligente, quase parece uma mulher moderna. No entanto, é bem antiga!

Ela veio para a catedral gótica de Dijon no sec. XIII, onde recebeu o nome de  Nossa Senhora da Esperança quando, ao enfrentar um leão no circo, um francês prisioneiro dos turcos evocou seu nome e conseguiu matar a fera. 

O nome foi confirmado no sec XVI depois de um cerco da cidade pelos suiços, reconfirmado novamente quando Dijon foi preservada da epidemia de cólera, e de novo em 1944 quando os nazistas abandonaram a cidade sem causar maiores danos.

Ela tinha um menino Jesus no colo, que desapareceu quando a Igreja foi invadida pelos revolucionarios franceses em 1794. Parece que seu rosto era originalmente branco, mas no sec. XVI foi pintado de preto.


É uma poderosa imagem: repare que tem seios pesados e barriga, uma Mãe mesmo, uma Virgem forte. 

É invocada quando há epidemias ou secas; pela libertação de prisioneiros, pela Paz.


E foi feito com querubins e palmeiras,
 de maneira que cada palmeira estava entre querubim e querubim, e cada querubim tinha dois rostos,
 Ezequiel 41,18



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