quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ORAÇÃO PARA O NOVO ANO 2015


Obrigado Senhor pela vida, pelo ar que respiro, por ter minha família, saúde, sobrinhos, por minhas irmãs, pela saúde de minha mãe, por ela ter tido alta do hospital.
Obrigado por todas as conquistas do ano que acabou, pelos amigos novos, pelos antigos. Obrigado pelas conquistas e felicidades de cada um deles.
Obrigado pelos cinco sentidos, por poder escrever e ler, pensar, rezar, pelas Missas que assisti, pelos momentos em que minha alma esteve em tua presença e o mundo parou para mim e para ti.
Obrigado por me guiares, pelo que tenho, pelo o que não tenho e pelo o que terei conforme seja tua vontade.
Obrigado porque a cada dia aprendo a lição da pobreza, da humildade, do recomeço, do auto-avaliar-se, do vigiar-se.
Obrigado pelo perdão, aquele que me dás, aquele que me dou, aquele que concedo, pois sou imperfeito de todas as maneiras possíveis e improváveis.
Agora, preciso de ti para recomeçar tudo o que o calendário gregoriano propõe, tudo o que o sol, a lua, as estrelas e o tempo do sopro da vida em meu peito marcarem.
Preciso de ti para ser melhor, para aceitar o que não posso mudar, para ser resignado, para ser paciente, para ser disponível ao outro, para dar tempo ao nada produtivo, para dar tempo ao trabalho exigente, para ser mais sensível às carências alheias, para ser menos egoísta...
Preciso de ti para aprender a caminhar, pois o caminho trilhado ao teu lado, ao lado do bem, da doação e do equilíbrio, é  a felicidade.
Não preciso de sorte, de banhos para abrir caminhos....
Todos os meus caminhos estão abertos por ti, mas o problema é enxergá-los, discerni-los ou aceitá-los.
Tudo eu tenho em mim por causa de ti. Tudo o que me basta. Só me falta andar sempre ao teu lado e, às vezes, não é fácil, pois tu escreves trilhas que parecem estranhas, tristes ou difíceis de aceitar, como a cruz.  Trilhas ou destinos que só o futuro virá a nos revelar que sempre é o melhor para nós.
Que a serenidade daqueles que amam no céu esteja comigo e me ensinem a ser tolerante.
Que a pureza Daquela que te amou e de quem tiraste teu corpo imaculado possa me envolver para que eu me purifique.
Que em cada momento deste novo ano eu não espere a felicidade, mais a viva sem pensar  nela, a respire sem me incomodar com ela, a abrace sem me sufocar nela, a espalhe sem me ensoberbecer com ela. Que a felicidade não seja para mim um momento, mas um caminhar, um estar, um ser e não um ter. Que eu não aceite a felicidade que o mundo dá, mas apenas aquela que ele não quer e nem pode enxergar. 











segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

NOSSA SENHORA SÓ TEVE UM FILHO: JESUS. JESUS NÃO TEVE IRMÃOS CARNAIS



Maria é descrita nos Evangelhos como sendo apenas a Mãe de Jesus e não a Mãe dos irmãos de Jesus:

"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele."
Marcos 6,3

" E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas."
João 2,1-2

"Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
João 19,26-27

O Evangelho de São Lucas nos diz que Jesus não tinha irmãos e a família de Nazaré eram apenas Jesus, José e Maria:

" Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;
E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe."
Lucas 2,40-43

"E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.
Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;"
Lucas 2,41-44

"E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas."
Lucas 2,51



 Os irmãos de Jesus descritos no Evangelho (Mc 6,3; Mt 13,55) eram filhos de outra Maria.

Tiago e José, descritos como irmãos do Senhor, eram filhos de outra Maria (Mateus 27,56; Marcos 16,1) (talvez a mulher de Cléofas descrita em Jo 19,25). Tiago e Judas  são descritos como filhos de Alfeu (Mateus 10,3; Atos 1,13).

Judas é descrito como sendo irmão de Tiago (Lucas 6,16; Atos 1,13; Judas 1,1). Logo, eram todos irmãos, filhos de outra Maria e de Alfeu.

Simão é o único que não é descrito como tendo um pai ou mãe, mas podemos concluir que também era primo de Jesus, assim como os demais.


A expressão "Irmãos de Jesus" na verdade quer dizer PRIMOS DE JESUS. Não havia a palavra primo em aramaico na época de Jesus. O irmão significava não só o filho do mesmo pai e da mesma mãe, como também primos.
Há várias passagens bíblicas que mostram o termo irmão no sentido de parente ou primo (Gn 13,8; Gn 31,22-23; Ex 2,11; Jz 9, 1-3; I Cr 15,1-5; I Cr 23,21-22; II Cr 36,10).
Quando o Evangelho foi escrito em grego, os evangElistas continuaram usando o termo irmão no sentido aramaico.
São Paulo usa o mesmo termo em grego "αδέλφοι " (I Cor 15,6) para falar de irmãos na fé.






quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Onde fala, na Bíblia, que Nossa Senhora foi sempre Virgem?



A Bíblia diz que Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, foi Virgem antes do parto (Is 7,14; Mt 1, 8.22-23; Lc 1, 26-27), permaneceu virgem durante o parto, pois não só a concepção mas também o parto é descrito na profecia como miraculoso (Is 7,14; Lc 1, 30-31) e fica claro que se Jesus tivesse nascido como os demais, Maria não teria podido prestar-lhe os devidos cuidados, por suas próprias mãos. (Lc 2, 6-7).

E a Bíblia também mostra que Nossa Senhora permaneceu Virgem, pois ela estava noiva de José, mas apesar disso pergunta ao anjo como ela daria à luz se não conhecia homem (Lc 1, 34).

Essas palavras de Maria só têm lógica ao saber que ela já pretendia permanecer Virgem, algo incomum entre os judeus, mas uma graça dada e inspirada pelo Espírito Santo.

Também vemos que ela permaneceu Virgem ao ler o Evangelho de São Lucas que afirma que a Família de Jesus é  José e Maria apenas (Lc 2, 41-43;45), algo que fica evidente quando Jesus morre na cruz e deixa sua Mãe aos cuidados do discípulo o que mostra que ela não tinha mais ninguém de filho (Jo 19, 25-27).

Maria é a porta pela qual Deus passou do mundo espiritual ao nosso mundo carnal e a Bíblia diz que essa porta devia permanecer intacta (Ez 44,2).

Aos irmãos na fé cristã que negam a graça de Maria permanecer virgem podemos perguntar o que é impossível a Deus? Se ele fez uma Virgem engravidar, não poderia conceder-lhe a graça de permanecer Virgem e sem mancha aquela que é a Mãe do Senhor?



PERGUNTAS FREQUENTES:

1 - Por que no Evangelho de São Mateus se diz ANTES DE COABITAREM (Mt 1, 18)?

“Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo” (Mt 1, 18)

“Antes de coabitarem” significa apenas “antes de morarem juntos na mesma casa".
 Isso  aconteceu quando “José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa "
(Mt 1, 24)

2 - Por que se diz FILHO PRIMOGÊNITO(Lc 2, 7)?

A lei mosaica exige que todo o primogênito (primeiro filho) seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não (Ex 13, 2).
 Há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho.
A primogenitura era um título de dignidade e de honra entre os Judeus.
Geralmente, o filho, primeiro, tinha direito a certos privilégios, como os de herdeiro etc, ficando sujeito a certas obrigações, como vemos na Bíblia. (Lc 2, 23)
É, portanto, de propósito e com razão que o Evangelista chama Jesus: “primogênito” – “ton protótokon“.
 Designa-o, deste modo, como herdeiro de David, como tendo um direito privilegiado sobre esta herança (cf Gen 10, 15 – 21, 12).

3- Por que se diz na Bíblia aue José NÃO A CONHECEU ATÉ QUE DEU À LUZ?


 “Até", na linguagem bíblica, refere-se apenas ao passado (II Sam 6, 23; Mt 28, 20) e não fica claro que após ela dar à luz José a teve como mulher.  O texto do Evangelho quer dizer apenas que "sem que José  a conhecesse ela deu à luz o seu filho", pois Maria não tinha a intenção de conhecer homem (Lc 1,34)







4 - Por que a Bíblia fala de IRMÃOS DE JESUS?


A expressão "Irmãos de Jesus" na verdade quer dizer PRIMOS DE JESUS. Não havia a palavra primo em aramaico na época de Jesus. O irmão significava não só o filho do mesmo pai e da mesma mãe, como também primos.
Há várias passagens bíblicas que mostram o termo irmão no sentido de parente ou primo (Gn 13,8; Gn 31,22-23; Ex 2,11; Jz 9, 1-3; I Cr 15,1-5; I Cr 23,21-22; II Cr 36,10).
Quando o Evangelho foi escrito em grego, os evanglistas continuaram usando o termo irmão no sentido aramaico.
São Paulo usa o mesmo termo em grego "αδέλφοι " (I Cor 15,6) para falar de irmãos na fé. Os irmãos de Jesus descritos no Evangelho (Mc 6,3; Mt 13,55) eram filhos de Maria de Cléofas ou de Salomé.

Tiago e José, descritos como irmãos do Senhor, eram filhos de outra Maria (Mateus 27,56; Marcos 16,1) (talvez a mulher de Cléofas descrita em Jo 19,25). Tiago e Judas  são descritos como filhos de Alfeu (Mateus 10,3; Atos 1,13).
Judas é descrito como sendo irmão de Tiago (Lucas 6,16; Atos 1,13; Judas 1,1). Logo, eram todos irmãos, filhos de outra Maria e de Alfeu.
Simão é o único que não é descrito como tendo um pai ou mãe, mas podemos concluir que também era primo de Jesus, assim como os demais.




NOSSA SENHORA FOI SEMPRE VIRGEM E SÓ TEVE UM FILHO: JESUS

Maria é descrita nos Evangelhos como sendo apenas a Mãe de Jesus e não a Mãe dos irmãos de Jesus:

"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele."
Marcos 6,3

" E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas."
João 2,1-2

"Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
João 19,26-27

O Evangelho de São Lucas nos diz que Jesus não tinha irmãos e a família de Nazaré eram apenas Jesus, José e Maria:

" Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;
E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe."
Lucas 2,40-43

"E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.
Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;"
Lucas 2,41-44

"E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas."
Lucas 2,51








O NATAL É A FESTA DA VITÓRIA DO CRISTIANISMO SOBRE O PAGANISMO





Leio argumentos vazios de pessoas afrimando que o Natal não é uma festa cristã, mas pagã.
Acho que esse povo cresceu em outro mundo. Todos sabem que no Natal se festeja o Nascimento de Cristo, o Senhor.

Na memória de nossa civilização, não ficou uma lembrança sequer do deus sol festejado pelos romanos, pois os cristãos conseguiram fazer que a sociedade esquecesse a existência desse falso deus, um ídolo.

É frequente encontrar nos escritos patrísticos exortações como esta de S. Agostinho: «Alegremo-nos, irmãos, rejubilem e alegrem-se os povos. Este dia tornou-se para nós santo não devido ao astro solar que vemos, mas devido ao seu Criador invisível, quando se tornou visível para nós, quando o deu à luz a Virgem Mãe». 

Nas palavras de Santo Agostinho, mas abaixo, no tamos que os primeiros cristãos começaram a festejar o Nascimento de Cristo no dia em que os pagãos comemoravam o nascimento do deus  sol deles com o intuito de substituir essa festa e mesmo fazer que Cristo, o verdadeiro Sol, fosse lembrado e Mitra, o deus pagão do sol, esquecido.









Eis o que Santo Agostinho diz:

"Por isso, irmãos, festejemos solenemente este dia; mas não como os pagãos que o festejam por causa do astro solar; mas festejemo-lo por causa daquele que criou este sol. Aquele que é o Verbo feito carne, para poder viver, em nosso benefício, sob este sol: sob este sol com o corpo, porque o seu poder continua a dominar o universo inteiro do qual criou também o sol. Por outro lado, Cristo com o seu corpo está acima deste sol que é adorado, pelos cegos de inteligência, no lugar de Deus que não conseguem ver o verdadeiro sol de justiça» (S. Agostinho).


Que o Natal é uma festa que tem base bíblica também é evidente, pois diz o Evangelho:

eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
Lucas 2,10

Ora, qual não deve ser a alegria de todo o povo no dia do Nascimento do Senhor. Ninguém sabe qual foi a data certa, maso importante é fazermos a memória, "pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor." Lucas 2,10-11




















quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ENCARNAÇÃO DE JESUS E ENCARNAÇÃO ESPÍRITA OU REENCARNAÇÃO SÃO CRENÇAS DIFERENTES


ENCARNAÇÃO

A Encarnação é um dogma da Igreja Católica que afirma que Deus se fez carne na pessoa de Jesus, o Cristo. Diz o Catecismo:


"§461 Retomando a expressão de São João ("O Verbo se fez carne" Jo 1,14), a Igreja denomina "Encarnação" o fato de Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Em um hino atestado por São Paulo, a Igreja canta o mistério da Encarnação:

Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,5-8)."







DIFERENÇAS ENTRE ESPIRITISMO E CATOLICISMO

Para os espíritas, todos os homens se encarnam, desencarnam e reencarnam.

Diferente das teorias espíritas, para nós, católicos, só Jesus se encarnou, ou seja, se fez carne, pois Ele era Deus, sem corpo, e precisava assumir um corpo humano para se fazer igual aos homens.

Para nós, católicos, os homens não se encarnam, pois nós viemos ao mundo no momento em que somos concebidos por nossos pais terrenos.  Nossa existência só começa a partir do momento em que somos concebidos, e o ser humano é composto necessariamente de corpo e alma. Não existe uma alma antes de um corpo. 



§ 365A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a "forma" do corpo; ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza.
Catecismo da Igreja Católica


Toda alma passa a existir a partir do momento em que seu corpo humano passa a existir também, mas essa alma é feita por Deus e não pelos pais biológicos.


§ 382O homem é "corpore et anima unus" (uno de corpo e alma). A doutrina da fé afirma que a alma espiritual e imortal é criada diretamente por Deus.
Catecismo da Igreja Católica









A TEORIA DA PRÉ-EXISTÊNCIA DAS ALMAS

A teoria da pré- existência das almas de Orígenes, um grande escritos cristão do início dos séculos, foi condenada pela Igreja já no ano de 543 num Sínodo de Contantinopla pelo Patriarca Menas e essa condenação foi aprovada pelo Papa Vigílio (537-555) e os demais Patriarcas da época. 

Por isso, os cristãos, católicos, não acreditam em reencarnação, pois só existimos com nosso corpo e alma unidos, daí a necessidade da ressurreição.


§ 362A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que "O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.
Catecismo da Igreja Católica

 As almas que estão diante de Deus anseiam pela ressurreição. Diz o Catecismo:

§ 1052"Cremos que as almas de todos os que morrem na graça de Cristo constituem o povo de Deus para além da morte, a qual será definitivamente vencida no dia da ressurreição, quando essas almas serão novamente unidas a seus corpos."












§ 1016
Pela morte, a alma é separada do corpo, mas na ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma. Assim como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no último dia.



A FÉ NA ENCARNAÇÃO


A Fé na Encarnação de Cristo é nosso distintivo  de cristãos:

"§463 A fé na Encarnação verdadeira do Filho de Deus é o sinal distintivo da fé cristã: "Nisto reconheceis o Espírito de Deus. Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus" (1Jo 4,2). Esta é a alegre convicção da Igreja desde o seu começo, quando canta "o grande mistério da piedade": "Ele foi manifestado na carne" (1 Tm 3,16)."
Catecismo da Igreja Católica




















domingo, 14 de dezembro de 2014

MENTIRA DA REENCARNAÇÃO, ORÍGENES, SÍNODO DE CONSTANTINOPLA









Origenes de Alexandria (†254) propôs, apenas  como hipótese, a preexistência das almas: todos os espíritos teriam sido criados desde toda a eternidade e dotados da mes­ma perfeição inicial; muitos porém, teriam abusado da sua liberdade e pecado. 

Por tal pecado Deus teria criado um mun­do material, a fim de servir de lugar de castigo e purificação. Conforme à falta cometida, cada espírito teve que tomar, em punição, um corpo mais ou menos grosseiro. 

Os que não se purificassem devidamente nesta vida, deveriam passar, depois da morte  para “um lugar de fogo”. 

Mas finalmente todos seriam reintegrados na suprema felicidade com Deus; O In­ferno não seria eterno.

Estas idéias foram propostas com reservas e a título de hipóteses (cf. Peri Archon; PG 11,224). 






Todavia os discípulos de Orígenes, chamados origenistas, eram monges do Egito, da Palestina e da Síria, que se beneficiavam dos escritos ascéticos e místicos do mes­tre, mas eram pouco versados em teologia; por conseguinte, não tinham critérios para distinguir entre as verdades de fé e as proposições hipoté­ticas de Orígenes. 

Os origenistas, portanto, nos séculos IV – VI professa­ram como artigos de fé não só a preexistência das almas e a restauração final de todos na felicidade inicial, mas também a reencarnação.

Contra­riavam assim o pensamento do próprio Orígenes, que era avesso à reen­carnação, tida por ele como “fábula inepta e ímpia” (In Rom. V. PG 14, 1015).

A tese da reencarnação, desde que começou a ser sustentada pelos origenistas, encontrou decididos oponentes entre os escritores cristãos mesmos, que a tinham como contrária à fé. 

Um dos testemunhos mais claros é o de Enéias de Gaza (†518) autor do “Diálogo sobre a imortali­dade da alma e a ressurreição em que se lê o seguinte raciocínio:

“Quando castigo o meu filho ou o meu servo, antes de lhe infligir a punição, repito-lhe várias vezes o motivo pelo qual o castigo e recomen­do-lhe que não o esqueça para que não recaia na mesma falta. Sendo assim, Deus, que estipula os supremos castigos, não haverá de escla­recer os culpados a respeito do motivo pelo qual Ele as castiga? 
Haveria de lhes subtrair a recordação de suas faltas, dando-lhes ao mesmo tempo a experimentar muito vivamente as suas penas? 
Para que serviria o castigo se não fosse acompanhado da recordação da culpa? 
Só contri­buiria para irritar o réu e levá-lo a demência. 
Uma tal vítima não teria o direito de acusar a seu juiz por ser punida sem ter consciência de haver cometido alguma falta?” 
(ed. Migne gr:, t. LXXXV, 871).








O SÍNODO DE CONSTANTINOPLA

As doutrinas dos origenistas chamaram a atenção das autoridades da Igreja.

 Em 543, o Patriarca Menas de Constantinopla redigiu e promulgou quinze anátemas contra Origenes, dos quais os quatro primeiros nos interessam diretamente:

1. “Se alguém crer na fabulosa preexistência das almas e na repudiável reabilitação das mesmas (que é geralmente associada àquela), seja anátema.

2. Se alguém disser que os espíritos racionais foram todos criados independentemente da matéria e alheios ao corpo, e que várias deles rejeitaram a visão de Deus, entregando-se a atos ilícitos, cada qual seguindo suas más inclinações, de modo que foram unidos a corpos, uns mais, outros menos perfeitos, seja anátema.

3. Se alguém disser que o sol, a lua e as estrelas pertencem ao conjunto dos seres racionais o que se tornaram a que eles hoje são por se voltarem para o mal seja anátema.

4. Se alguém disser que os seres racionais nos quais o amor a Deus se arrefeceu, se ocultaram dentro de corpos grosseiros como são os nossos, e foram em conseqüência chamados homens, ao passo que aqueles que atingiram o último grau do mal tiveram, como partilha, corpos frios e tenebrosos, tornando-se a que chamamos demônios e espí­ritos maus, seja anátema”.










O Papa Vigílio (537-555) e os demais Patriarcas deram a sua aprovação a esses artigos.

 Concluímos, pois, que a doutrina da reencarnação nunca foi professada oficialmente pela Igreja Católica (contradiz ao Credo cris­tão); todavia após Origenes (século III) foi professada por grupos particul­ares de monges Orientais, pouco iniciados em teologia; em 543 foi sole­nemente rejeitada pelas autoridades da Igreja.


 A mesma condenação ocorreu nos Concílios ecumênicos de Lião (1274) e Florença (1439), que ensinam a imediata passagem desta vida para a sorte definitiva no além (DS 857 [464] e 1306 [693]). 

O Concílio Vaticano II, por sua vez, fala do “único curso da nossa vida terrestre (Hb 9,27)”, mostrando assim opor-­se à teoria da migração das almas ( Cf. Lumen Gentium nº 48).







"os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida,
 e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. "
João 5,28-29


. "E na minha própria carne verei meu Deus"
 (Jó 19,25-26)


























sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A IGREJA CATÓLICA NUNCA ACEITOU A REENCARNAÇÃO.

A Igreja aceitou a reencarnação no passado?
Há reencarnação na história da Igreja Católica?

A reencarnação nunca foi uma doutrina católica; a Carta ao Hebreus (9,27) diz: “E como é fato que os homens devem morrer uma só vez depois do que vem um julgamento…”

 Basta esse versículo para mostrar que a doutrina católica nunca aceitou a reencarnação. 

“Acontece porém que no século III os monges discípulos de Orígenes, adotaram essa tese julgando que era doutrina do seu mestre. 

Na verdade, Orígenes propôs como hipótese a pré-existência das almas, mas como mera hipótese. Orígenes não pregava a reencarnação.








Assim, professava até o século VI: Em 553 um sínodo de Constantinopla rejeitou radicalmente essa tese, que alias só era professada pelos origenistas.

 Assim, não se pode dizer que a reencarnação era doutrina comum que a Igreja eliminou do seu credo. Há tendências preconceituosas mesmo nos grandes estudiosos”.

Vejamos um pouco da reencarnação na Tradição da Igreja, como explica o saudoso Dom Estevão Bettencourt em artigo citado a seguir. 

São Clemente de Alexandria (†215) julga ser a doutrina da reencar­nação arbitrária, porque não se baseia nem nas sugestões da nossa cons­ciência nem na fé católica; 

lembra que a Igreja não a professa, mas, sim, os hereges, especialmente Basilides e os Marcionistas. (Cf.: Eciogae ex Scripturis Propheticis XVII PG 9, 706; Excerpta ex Scriptis Theodoti XVIII, PG 9, 674; Stromata Iii, 3; IV, 12 PG 1114s. 1290s).

 Todas as citações deste artigo estão na revista “Pergunte e Responderemos”, n. 442, 1999, pg.109.

S. Irineu († 202) observa que em nossa memória não se encontra vestígio de pretensas existências anteriores (Adv. Haer II, 33, PG7,B3Os); em nome da fé, opõe o dogma da ressurreição dos corpos: nosso Deus é bastante poderoso para restituir a cada alma o seu próprio corpo (lb. II 33, PG 7, 833).







"...Creio na Ressureição da Carne
Na Vida Eterna
Amém."

Símbolo Apostólico




A REENCARNAÇÃO É ANTI-CRISTO

Reencarnação significa negar Cristo. Quem crê na reencarnação acredita que será salvo se aperfeiçoando através de diversas vidas. Quem crê em Cristo acredita que será salvo por Jesus se arrependendo de seus pecados, confessando, fazendo penitência, praticando o bem nesta vida.
Logo, a reencarnação é a negação de Cristo como Salvador, a reencarnação é anti-cristo.