quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ENCARNAÇÃO DE JESUS E ENCARNAÇÃO ESPÍRITA OU REENCARNAÇÃO SÃO CRENÇAS DIFERENTES


ENCARNAÇÃO

A Encarnação é um dogma da Igreja Católica que afirma que Deus se fez carne na pessoa de Jesus, o Cristo. Diz o Catecismo:


"§461 Retomando a expressão de São João ("O Verbo se fez carne" Jo 1,14), a Igreja denomina "Encarnação" o fato de Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Em um hino atestado por São Paulo, a Igreja canta o mistério da Encarnação:

Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,5-8)."







DIFERENÇAS ENTRE ESPIRITISMO E CATOLICISMO

Para os espíritas, todos os homens se encarnam, desencarnam e reencarnam.

Diferente das teorias espíritas, para nós, católicos, só Jesus se encarnou, ou seja, se fez carne, pois Ele era Deus, sem corpo, e precisava assumir um corpo humano para se fazer igual aos homens.

Para nós, católicos, os homens não se encarnam, pois nós viemos ao mundo no momento em que somos concebidos por nossos pais terrenos.  Nossa existência só começa a partir do momento em que somos concebidos, e o ser humano é composto necessariamente de corpo e alma. Não existe uma alma antes de um corpo. 



§ 365A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a "forma" do corpo; ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza.
Catecismo da Igreja Católica


Toda alma passa a existir a partir do momento em que seu corpo humano passa a existir também, mas essa alma é feita por Deus e não pelos pais biológicos.


§ 382O homem é "corpore et anima unus" (uno de corpo e alma). A doutrina da fé afirma que a alma espiritual e imortal é criada diretamente por Deus.
Catecismo da Igreja Católica









A TEORIA DA PRÉ-EXISTÊNCIA DAS ALMAS

A teoria da pré- existência das almas de Orígenes, um grande escritos cristão do início dos séculos, foi condenada pela Igreja já no ano de 543 num Sínodo de Contantinopla pelo Patriarca Menas e essa condenação foi aprovada pelo Papa Vigílio (537-555) e os demais Patriarcas da época. 

Por isso, os cristãos, católicos, não acreditam em reencarnação, pois só existimos com nosso corpo e alma unidos, daí a necessidade da ressurreição.


§ 362A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que "O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.
Catecismo da Igreja Católica

 As almas que estão diante de Deus anseiam pela ressurreição. Diz o Catecismo:

§ 1052"Cremos que as almas de todos os que morrem na graça de Cristo constituem o povo de Deus para além da morte, a qual será definitivamente vencida no dia da ressurreição, quando essas almas serão novamente unidas a seus corpos."












§ 1016
Pela morte, a alma é separada do corpo, mas na ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma. Assim como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no último dia.



A FÉ NA ENCARNAÇÃO


A Fé na Encarnação de Cristo é nosso distintivo  de cristãos:

"§463 A fé na Encarnação verdadeira do Filho de Deus é o sinal distintivo da fé cristã: "Nisto reconheceis o Espírito de Deus. Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus" (1Jo 4,2). Esta é a alegre convicção da Igreja desde o seu começo, quando canta "o grande mistério da piedade": "Ele foi manifestado na carne" (1 Tm 3,16)."
Catecismo da Igreja Católica




















domingo, 14 de dezembro de 2014

MENTIRA DA REENCARNAÇÃO, ORÍGENES, SÍNODO DE CONSTANTINOPLA









Origenes de Alexandria (†254) propôs, apenas  como hipótese, a preexistência das almas: todos os espíritos teriam sido criados desde toda a eternidade e dotados da mes­ma perfeição inicial; muitos porém, teriam abusado da sua liberdade e pecado. 

Por tal pecado Deus teria criado um mun­do material, a fim de servir de lugar de castigo e purificação. Conforme à falta cometida, cada espírito teve que tomar, em punição, um corpo mais ou menos grosseiro. 

Os que não se purificassem devidamente nesta vida, deveriam passar, depois da morte  para “um lugar de fogo”. 

Mas finalmente todos seriam reintegrados na suprema felicidade com Deus; O In­ferno não seria eterno.

Estas idéias foram propostas com reservas e a título de hipóteses (cf. Peri Archon; PG 11,224). 






Todavia os discípulos de Orígenes, chamados origenistas, eram monges do Egito, da Palestina e da Síria, que se beneficiavam dos escritos ascéticos e místicos do mes­tre, mas eram pouco versados em teologia; por conseguinte, não tinham critérios para distinguir entre as verdades de fé e as proposições hipoté­ticas de Orígenes. 

Os origenistas, portanto, nos séculos IV – VI professa­ram como artigos de fé não só a preexistência das almas e a restauração final de todos na felicidade inicial, mas também a reencarnação.

Contra­riavam assim o pensamento do próprio Orígenes, que era avesso à reen­carnação, tida por ele como “fábula inepta e ímpia” (In Rom. V. PG 14, 1015).

A tese da reencarnação, desde que começou a ser sustentada pelos origenistas, encontrou decididos oponentes entre os escritores cristãos mesmos, que a tinham como contrária à fé. 

Um dos testemunhos mais claros é o de Enéias de Gaza (†518) autor do “Diálogo sobre a imortali­dade da alma e a ressurreição em que se lê o seguinte raciocínio:

“Quando castigo o meu filho ou o meu servo, antes de lhe infligir a punição, repito-lhe várias vezes o motivo pelo qual o castigo e recomen­do-lhe que não o esqueça para que não recaia na mesma falta. Sendo assim, Deus, que estipula os supremos castigos, não haverá de escla­recer os culpados a respeito do motivo pelo qual Ele as castiga? 
Haveria de lhes subtrair a recordação de suas faltas, dando-lhes ao mesmo tempo a experimentar muito vivamente as suas penas? 
Para que serviria o castigo se não fosse acompanhado da recordação da culpa? 
Só contri­buiria para irritar o réu e levá-lo a demência. 
Uma tal vítima não teria o direito de acusar a seu juiz por ser punida sem ter consciência de haver cometido alguma falta?” 
(ed. Migne gr:, t. LXXXV, 871).








O SÍNODO DE CONSTANTINOPLA

As doutrinas dos origenistas chamaram a atenção das autoridades da Igreja.

 Em 543, o Patriarca Menas de Constantinopla redigiu e promulgou quinze anátemas contra Origenes, dos quais os quatro primeiros nos interessam diretamente:

1. “Se alguém crer na fabulosa preexistência das almas e na repudiável reabilitação das mesmas (que é geralmente associada àquela), seja anátema.

2. Se alguém disser que os espíritos racionais foram todos criados independentemente da matéria e alheios ao corpo, e que várias deles rejeitaram a visão de Deus, entregando-se a atos ilícitos, cada qual seguindo suas más inclinações, de modo que foram unidos a corpos, uns mais, outros menos perfeitos, seja anátema.

3. Se alguém disser que o sol, a lua e as estrelas pertencem ao conjunto dos seres racionais o que se tornaram a que eles hoje são por se voltarem para o mal seja anátema.

4. Se alguém disser que os seres racionais nos quais o amor a Deus se arrefeceu, se ocultaram dentro de corpos grosseiros como são os nossos, e foram em conseqüência chamados homens, ao passo que aqueles que atingiram o último grau do mal tiveram, como partilha, corpos frios e tenebrosos, tornando-se a que chamamos demônios e espí­ritos maus, seja anátema”.










O Papa Vigílio (537-555) e os demais Patriarcas deram a sua aprovação a esses artigos.

 Concluímos, pois, que a doutrina da reencarnação nunca foi professada oficialmente pela Igreja Católica (contradiz ao Credo cris­tão); todavia após Origenes (século III) foi professada por grupos particul­ares de monges Orientais, pouco iniciados em teologia; em 543 foi sole­nemente rejeitada pelas autoridades da Igreja.


 A mesma condenação ocorreu nos Concílios ecumênicos de Lião (1274) e Florença (1439), que ensinam a imediata passagem desta vida para a sorte definitiva no além (DS 857 [464] e 1306 [693]). 

O Concílio Vaticano II, por sua vez, fala do “único curso da nossa vida terrestre (Hb 9,27)”, mostrando assim opor-­se à teoria da migração das almas ( Cf. Lumen Gentium nº 48).







"os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida,
 e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. "
João 5,28-29


. "E na minha própria carne verei meu Deus"
 (Jó 19,25-26)


























sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A IGREJA CATÓLICA NUNCA ACEITOU A REENCARNAÇÃO.

A Igreja aceitou a reencarnação no passado?
Há reencarnação na história da Igreja Católica?

A reencarnação nunca foi uma doutrina católica; a Carta ao Hebreus (9,27) diz: “E como é fato que os homens devem morrer uma só vez depois do que vem um julgamento…”

 Basta esse versículo para mostrar que a doutrina católica nunca aceitou a reencarnação. 

“Acontece porém que no século III os monges discípulos de Orígenes, adotaram essa tese julgando que era doutrina do seu mestre. 

Na verdade, Orígenes propôs como hipótese a pré-existência das almas, mas como mera hipótese. Orígenes não pregava a reencarnação.








Assim, professava até o século VI: Em 553 um sínodo de Constantinopla rejeitou radicalmente essa tese, que alias só era professada pelos origenistas.

 Assim, não se pode dizer que a reencarnação era doutrina comum que a Igreja eliminou do seu credo. Há tendências preconceituosas mesmo nos grandes estudiosos”.

Vejamos um pouco da reencarnação na Tradição da Igreja, como explica o saudoso Dom Estevão Bettencourt em artigo citado a seguir. 

São Clemente de Alexandria (†215) julga ser a doutrina da reencar­nação arbitrária, porque não se baseia nem nas sugestões da nossa cons­ciência nem na fé católica; 

lembra que a Igreja não a professa, mas, sim, os hereges, especialmente Basilides e os Marcionistas. (Cf.: Eciogae ex Scripturis Propheticis XVII PG 9, 706; Excerpta ex Scriptis Theodoti XVIII, PG 9, 674; Stromata Iii, 3; IV, 12 PG 1114s. 1290s).

 Todas as citações deste artigo estão na revista “Pergunte e Responderemos”, n. 442, 1999, pg.109.

S. Irineu († 202) observa que em nossa memória não se encontra vestígio de pretensas existências anteriores (Adv. Haer II, 33, PG7,B3Os); em nome da fé, opõe o dogma da ressurreição dos corpos: nosso Deus é bastante poderoso para restituir a cada alma o seu próprio corpo (lb. II 33, PG 7, 833).







"...Creio na Ressureição da Carne
Na Vida Eterna
Amém."

Símbolo Apostólico




A REENCARNAÇÃO É ANTI-CRISTO

Reencarnação significa negar Cristo. Quem crê na reencarnação acredita que será salvo se aperfeiçoando através de diversas vidas. Quem crê em Cristo acredita que será salvo por Jesus se arrependendo de seus pecados, confessando, fazendo penitência, praticando o bem nesta vida.
Logo, a reencarnação é a negação de Cristo como Salvador, a reencarnação é anti-cristo.