terça-feira, 11 de abril de 2017

OFÍCIO DAS TREVAS

Ofício das Trevas



Este ofício é a recitação do Ofício de Leituras combinado com Laudes, na madrugada ou manhã da Quinta-feira da Semana Santa, ou seja, rezado à noite na Quarta-feira Santa.

Havendo sacerdote ou diácono, ele preside, de acordo com a precedência. Deve vestir vestes corais de acordo com seu estado. Não se usam estolas ou pluviais. Os demais clérigos usam também vestes corais. Se um sacerdote ou diácono presidir, deve haver um cerimoniário e alguns acólitos, com sobrepelizes. Um dos acólitos é o encarregado de extinguir as velas após os salmos. É bom haver um grupo de cantores, para entoar os hinos, as antífonas e os salmos.

Se apenas leigos celebrarem o Ofício, um deles dirigirá, com as adaptações indicadas. Se esses leigos forem seminaristas ou religiosos, usarão veste talar ou hábito, com sobrepeliz.

No centro do local onde se celebra o Ofício das Trevas, preferencialmente no coro antes do presbitério, coloca-se um ambão, de onde se dirá os salmos, leituras e orações. O presbítero sentará na sede, acompanhado de dois diáconos, ou de um diácono e o cerimoniário, ou do cerimoniário e outro acólito, se houver. Sendo o diácono a presidir, senta-se ao seu lado o cerimoniário e outro acólito, se houver. O Bispo senta-se no trono ou no faldistório, de acordo com as regras do Cerimonial dos Bispos.

O candelabro de trevas, constando de quinze velas, é colocado em frente ao altar, à sua direita. Essas velas serão apagadas, aos poucos, durante o rito. Além do candelabro de trevas, seis velas podem estar acesas no altar, como se faz durante a Missa Solene, e serão apagadas durante o Benedictus. Um apagador de velas é colocado perto do candelabro de trevas.

Não se usa cruz processional nem velas processionais ou tochas durante o Ofício das Trevas.

Dando início à celebração, os clérigos em veste coral, cerimoniários, acólitos e cantores ou coro entram em silêncio e reverência, de forma processional, vindo o celebrante por último, e se aproximam do altar. Genuflectem ao Santíssimo Sacramento, ou, em sua falta, inclinam-se profundamente diante do altar, e vão para seus lugares.

Para a extinção de cada vela, o acólito responsável pega o apagador, reverencia o altar e vai ao candelabro para cumprir sua função.

No invitatório, no hino, no Evangelho, no Benedictus, nas preces e na oração, bem como na despedida, todos permanecem de pé. Nos salmos e leituras, permanecem sentados, exceto quem lê ou entoa o salmo. No invitatório, faz-se o sinal-da-cruz na boca, e no Benedictus e na bênção, o grande sinal-da-cruz.



Invitatório

V: † Abri os meus lábios, ó Senhor.
R: E minha boca anunciará vosso louvor.

Salmo 94 (95)
Convite ao louvor de Deus
Animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser ‘hoje’. (Hb 3,13)

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Vinde, exultemos de alegria no Senhor; *
aclamemos o rochedo que nos salva.
Ao seu encontro caminhemos com louvores, *
e com cantos de alegria o celebremos!

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Na verdade, o Senhor é o grande Deus, *
o grande Rei, muito maior que os deuses todos.
Tem nas mãos as profundezas dos abismos, *
e as alturas das montanhas lhe pertencem;
o mar é dele, pois foi ele quem o fez, *
e a terra firme suas mãos a modelaram.

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Vinde adoremos e protremo-nos por terra, *
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, †
e nós somos o seu povo e seu rebanho, *
as ovelhas que conduz com sua mão.

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: †
"Não fecheis os corações como em Meriba, *
como em Massa, no deserto, aquele dia,
em que outrora vossos pais me provocaram, *
apesar de terem visto as minhas obras. "

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Quarenta anos desgostou-me aquela raça, †
e eu dise: "Eis um povo transviado, *
seu coração não conheceu os meus caminhos!"
E por isso lhes jurei na minha ira: *
"Não entrarão no meu repouso prometido! "

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!

Ofício de Leituras


1 Cantem meus lábios a luta
que sobre a cruz se travou;
cantem o nobre triunfo
que no madeiro alcançou
o Redentor do Universo
quando por nós se imolou.

2 O Criador teve pena
do primitivo casal,
que foi ferido de morte,
comendo o fruto fatal,
e marcou logo outra árvore,
para curar-nos do mal.

3 Tal ordem foi exigida
na obra da salvação:
cai o inimigo no laço
de sua própria invenção.
Do próprio lenho da morte
Deus fez nascer redenção.

4 Na plenitude dos tempos,
a hora santa chegou
e, pelo Pai enviado,
nasceu do mundo o autor;
e duma Virgem no seio
a nossa carne tomou.

5 Seis lustros tendo passado,
cumpriu a sua missão.
Só para ela nascido,
livre se entrega à Paixão.
Na cruz se eleva o Cordeiro,
como perfeita oblação.

6 Glória e poder à Trindade.
Ao Pai e ao Filho, louvor.
Honra ao Espírito Santo.
Eterna glória ao Senhor,
que nos salvou pela graça
e nos remiu pelo amor. Amém.


Ant. 1 Estou cansado de gritar e de esperar pelo meu Deus


Salmo 68(69),2-22.30-37
O zelo pela vossa casa me devora
Deram vinho misturado com fel para Jesus beber. (Mt 27,34)

I

Salvai-me, ó meu Deus, porque as águas *
até o meu pescoço já chegaram!
Na lama do abismo eu me afundo *
e não encontro um apoio para os pés.
Nestas águas muito fundas vim cair, *
e as ondas já começam a cobrir-me!

À força de gritar, estou cansado; *
minha garganta já ficou enrouquecida.
Os meus olhos já perderam sua luz, *
de tanto esperar pelo meu Deus!

Mais numerosos que os cabelos da cabeça, *
são aqueles que me odeiam sem motivo;
meus inimigos são mais fortes do que eu; *
contra mim eles se voltam com mentiras!

Por acaso poderei restituir *
alguma coisa que de outros não roubei?
Ó Senhor, vós conheceis minhas loucuras, *
e minha falta não se esconde a vossos olhos.

Por minha causa não deixeis desiludidos *
os que esperam sempre em vós, Deus do universo!
Que eu não seja a decepção e a vergonha *
dos que vos buscam, Senhor Deus de Israel!

Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *
e o meu rosto se cobriu de confusão;
eu me tornei como um estranho a meus irmãos, *
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.

Pois meu zelo e meu amor por vossa casa *
me devoram como fogo abrasador;
e os insultos de infiéis que vos ultrajam *
recaíram todos eles sobre mim!

Se aflijo a minha alma com jejuns, *
fazem disso uma razão para insultar-me;
se me visto com sinais de penitência, *
eles fazem zombaria e me escarnecem!
Falam de mim os que se assentam junto às portas, *
sou motivo de canções, até de bêbados!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Estou cansado de gritar e de esperar pelo meu Deus 
Apagam-se as duas velas mais ao extremo do candelabro de trevas.

Ant. 2 Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre.

II

Por isso elevo para vós minha oração, *
neste tempo favorável, Senhor Deus!
Respondei-me pelo vosso imenso amor, *
pela vossa salvação que nunca falha!

Retirai-me deste lodo, pois me afundo! †
Libertai-me, ó Senhor, dos que me odeiam, *
e salvai-me destas águas tão profundas!
Que as águas turbulentas não me arrastem, †
não me devorem violentos turbilhões, *
nem a cova feche a boca sobre mim!

Senhor, ouvi-me pois suave é vossa graça, *
ponde os olhos sobre mim com grande amor!
Não oculteis a vossa face ao vosso servo! *
Como eu sofro! Respondei-me bem depressa!
Aproximai-vos de minh’alma e libertai-me, *
apesar da multidão dos inimigos!

Vós conheceis minha vergonha e meu opróbrio, †
minhas injúrias, minha grande humilhação; *
os que me afligem estão todos ante vós!
O insulto me partiu o coração; *
não suportei, desfaleci de tanta dor!

Eu esperei que alguém de mim tivesse pena, †
mas foi em vão, pois a ninguém pude encontrar; *
procurei quem me aliviasse e não achei!
Deram-me fel como se fosse um alimento, *
em minha sede ofereceram-me vinagre!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre.

Apagam-se as duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de trevas.

Ant. 3 Procurai o Senhor continuamente, e o vosso coração reviverá.

III

Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! *
Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!
Cantando eu louvarei o vosso nome *
e agradecido exultarei de alegria!
Isto será mais agradável ao Senhor, *
que o sacrifício de novilhos e de touros.

Humildes, vede isto e alegrai-vos: †
o vosso coração reviverá, *
se procurardes o Senhor continuamente!

Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, *
e não despreza o clamor de seus cativos.
Que céus e terra glorifiquem o Senhor *
com o mar e todo ser que neles vive!

Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, †
reconstruindo as cidades de Judá, *
onde os pobres morarão, sendo seus donos.
A descendência de seus servos há de herdá-las, †
e os que amam o santo nome do Senhor *
dentro delas fixarão sua morada!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Procurai o Senhor continuamente, e o vosso coração reviverá.

Apagam-se as duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de trevas.

V. Quando eu for elevado da terra,
R. Atrairei para mim todo ser.



PRIMEIRA LEITURA


Da Carta aos Hebreus 4,14–5,10
Jesus Cristo, sumo sacerdote

Irmãos: Temos um sumo-sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo-sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

De fato, todo o sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo, quanto pelos seus próprios. Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão.

Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo-sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec.”

Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. De fato, ele foi por Deus proclamado sumo-sacerdote na ordem de Melquisedec.

RESPONSÓRIO Cf. Hb 5,8.9.7

R. Embora fosse o próprio Filho, aprendeu a obediência através do sofrimento * E para quem lhe obedece tornou-se uma fonte de eterna salvação.
V. Nos seus dias deste mundo fez subir preces e súplicas com clamores veementes e por sua piedade Jesus foi atendido. * E para quem lhe obedece tornou-se uma fonte de eterna salvação.

Apaga-se a próxima vela, à esquerda, no candelabro de trevas.

SEGUNDA LEITURA

Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo
(N. 65-71: SCh 123,94-100)
(Séc. II)
O Cordeiro imolado libertou-nos da morte para a vida

Muitas coisas foram preditas pelos profetas sobre o mistério da Páscoa, que é Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém (Gl 1,5). Ele desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne; seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.

Foi levado como cordeiro e morto como ovelha; libertou-nos das seduções do mundo, como outrora tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demônio, como outrora fez sair Israel das mãos do faraó; marcou nossas almas com o sinal do seu Espírito e os nossos corpos com seu sangue.

Foi ele que venceu a morte e confundiu o demônio, como outrora Moisés ao faraó. Foi ele que destruiu a iniqüidade e condenou a injustiça à esterilidade, como Moisés ao Egito.

Foi ele que nos fez passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para a vida, da tirania para o reino sem fim, e fez de nós um sacerdócio novo, um povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.

Foi ele que tomou sobre si os sofrimentos de muitos: foi morto em Abel; amarrado de pés e mãos em Isaac; exilado de sua terra em Jacó; vendido em José; exposto em Moisés; sacrificado no cordeiro pascal; perseguido em Davi e ultrajado nos profetas.

Foi ele que se encarnou no seio da Virgem, foi suspenso na cruz, sepultado na terra e, ressuscitando dos mortos, subiu ao mais alto dos céus.

Foi ele o cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, a bela ovelhinha; retirado do rebanho, foi levado ao matadouro, imolado à tarde e sepultado à noite; ao ser crucificado, não lhe quebraram osso algum, e ao ser sepultado, não experimentou a corrupção; mas ressuscitando dos mortos, ressuscitou também a humanidade das profundezas do sepulcro.

RESPONSÓRIO Rm 3,23-25a; Jo 1,29b

R. Pois todos os homens pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados, de graça, mediante a libertação, realizada por meio de Cristo. * Deus destinou que Cristo fosse, por seu sangue, a vítima da propiciação, pela fé que colocamos nele mesmo.
V. Eis aqui o Cordeiro de Deus, o que tira o pecado do mundo. * Deus destinou que Cristo fosse, por seu sangue, a vítima da propiciação, pela fé que colocamos nele mesmo.

Apaga-se a próxima vela, à direita, no candelabro de trevas.

Laudes


Ant. 1 Olhai, Senhor, e contemplai meu sofrimento! Escutai-me e vinde logo em meu auxílio!

Salmo 79(80)
Visitai, Senhor, a vossa vinha
Vinde, Senhor Jesus! (Ap 22,20)

Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. *
Vós, que a José apascentais qual um rebanho!
Vós, que sobre os querubins vos assentais, †
aparecei cheio de glória e esplendor *
ante Efraim e Benjamim e Manassés!
Despertai vosso poder, ó nosso Deus, *
e vinde logo nos trazer a salvação!

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, †
e sobre nós iluminai a vossa face! *
Se voltardes para nós, seremos salvos!

Até quando, ó Senhor, vos irritais, *
apesar da oração do vosso povo?
Vós nos destes a comer o pão das lágrimas, *
e a beber destes um pranto copioso.
Para os vizinhos somos causa de contenda, *
de zombaria para os nossos inimigos.

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, †
e sobre nós iluminai a vossa face! *
Se voltardes para nós, seremos salvos!

Arrancastes do Egito esta videira, *
e expulsastes as nações para plantá-la;
diante dela preparastes o terreno, *
lançou raízes e encheu a terra inteira.

Os montes recobriu com sua sombra, *
e os cedros do Senhor com os seus ramos;
até o mar se estenderam seus sarmentos, *
até o rio os seus rebentos se espalharam.

Por que razão vós destruístes sua cerca, *
para que todos os passantes a vindimem,
o javali da mata virgem a devaste, *
e os animais do descampado nela pastem?

Voltai-vos para nós, Deus do universo! †
Olhai dos altos céus e observai. *
Visitai a vossa vinha e protegei-a!

Foi a vossa mão direita que a plantou; *
protegei-a, e ao rebento que firmastes!
E aqueles que a cortaram e a queimaram, *
vão perecer ante o furor de vossa face.

Pousai a mão por sobre o vosso Protegido, *
o filho do homem que escolhestes para vós!
–E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! *
Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, †
e sobre nós iluminai a vossa face! *
Se voltardes para nós, seremos salvos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. 1 Olhai, Senhor, e contemplai meu sofrimento! Escutai-me e vinde logo em meu auxílio!

Apagam-se as duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de trevas.

Ant. 2 Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo!

Cântico Is 12,1-6
Exultação do povo redimido
Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. (Jo 7,37)

Dou-vos graças, ó Senhor, porque estando irritado, *
acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; *
o Senhor é minha força, meu louvor e salvação.

Com alegria bebereis no manancial da salvação, *
e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor,
invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, *
entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, *
publicai em toda a terra suas grandes maravilhas!
Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, *
porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. 2 Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo!

Apagam-se as duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de trevas.

Ant. 3 Deus nos deu de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha nos fartou.

Salmo 80(81)
Solene renovação da Aliança
Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade. (Hb 3,12)

Exultai no Senhor, nossa força, *
e ao Deus de Jacó aclamai!
Cantai salmos, tocai tamborim, *
harpa e lira suaves tocai!
Na lua nova soai a trombeta, *
na lua cheia, na festa solene!

Porque isto é costume em Jacó, *
um preceito do Deus de Israel;
uma lei que foi dada a José, *
quando o povo saiu do Egito.

Eis que ouço uma voz que não conheço: †
“Aliviei as tuas costas de seu fardo, *
cestos pesados eu tirei de tuas mãos.
Na angústia a mim clamaste, e te salvei, †
de uma nuvem trovejante te falei, *
e junto às águas de Meriba te provei.

Ouve, meu povo, porque vou te advertir! *
Israel, ah! se quisesses me escutar:
Em teu meio não exista um deus estranho *
nem adores a um deus desconhecido!

Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, †
que da terra do Egito te arranquei. *
Abre bem a tua boca e eu te sacio!

Mas meu povo não ouviu a minha voz, *
Israel não quis saber de obedecer-me.
Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, *
abandonei-os ao seu duro coração.

Quem me dera que meu povo me escutasse! *
Que Israel andasse sempre em meus caminhos!
Seus inimigos, sem demora, humilharia *
e voltaria minha mão contra o opressor.

Os que odeiam o Senhor, o adulariam, *
seria este seu destino para sempre;
eu lhe daria de comer a flor do trigo, *
e com o mel que sai da rocha o fartaria”.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. 3 Deus nos deu de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha nos fartou.

Apagam-se as duas velas seguintes em direção ao centro do candelabro de trevas.




LEITURA BREVE Hb 2, 9b-10

Vemos Jesus coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos.


V. Lembra-te de Cristo, ressuscitado dentre os mortos! * Ele é nossa salvação e nossa glória para sempre.
R. Lembra-te de Cristo, ressuscitado dentre os mortos! Ele é nossa salvação e nossa glória para sempre.
V. Se com ele nós morremos, também, com ele viveremos.
R. Ele é nossa salvação e nossa glória para sempre. 
V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Lembra-te de Cristo, ressuscitado dentre os mortos! Ele é nossa salvação e nossa glória para sempre.

BENEDICTUS Lc 1, 68-79

Durante o Benedictus, se houver as seis velas do altar, o acólito responsável por apagá-las, munido do apagador, dirige-se ao altar, faz a inclinação profunda, e procede à cerimônia. A partir do sexto verso, ele vai à extrema esquerda do altar, e apaga essa vela. Depois, vai à extrema direita, para apagar a vela correspondente. Volta, então, à esquerda, para apagar a próxima, e, então, à direita, e assim por diante, de modo a apagar todas as seis velas nos últimos seis versos. Feita a cerimônia, inclina-se profundamente ao altar, e volta ao seu lugar.

Ant. Ardentemente eu desejei comer convosco esta Páscoa antes de ir sofrer a morte.

Bendito † seja o Senhor Deus de Israel, *
que a seu povo visitou e libertou;
e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,
como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.
Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos  que, libertos do inimigo,
a ele nós sirvamos sem temor †
em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.
Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados.
Pelo amor do coração de nosso Deus, *
Sol nascente que nos veio visitar
lá do alto como luz resplandecente *
a iluminar a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados †
e para dirigir os nossos passos, *
guiando-nos no caminho da paz.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Ardentemente eu desejei comer convosco esta Páscoa antes de ir sofrer a morte.


A Cristo, eterno sacerdote, a quem o Pai ungiu com o Espírito Santo para anunciar aos cativos a libertação, supliquemos humildemente; e digamos:
Senhor, tende piedade de nós!

Vós, que subistes a Jerusalém para sofrer a Paixão, e assim entrar na glória,
– conduzi vossa Igreja à Páscoa da eternidade.
Senhor, tende piedade de nós!

Vós, que, elevado na cruz, deixastes a lança do soldado vos traspassar,
– curai as nossas feridas.
Senhor, tende piedade de nós!

Vós, que transformastes o madeiro da cruz em árvore da vida,
– concedei de seus frutos aos que renasceram pelo batismo.
Senhor, tende piedade de nós!

Vós que, pregado na cruz, perdoastes o ladrão arrependido,
– perdoai-nos também a nós pecadores.
Senhor, tende piedade de nós!

Pai nosso que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu;
o pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.



Senhor nosso Deus, amar-vos acima de tudo é ser perfeito; multiplicai em nós a vossa graça e concedei, aos que firmamos nossa esperança na morte do vosso Filho, alcançarmos por sua ressurreição aqueles bens que na fé buscamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
R. Amém.

Se um sacerdote ou diácono preside o Ofício, é ele quem despede o povo, dizendo:
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho † e Espírito Santo.
R. Amém.

Dada a bênção, acrescenta-se:
V. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
R. Graças a Deus.

Não havendo sacerdote, ou diácono, e na recitação individual, conclui-se assim:
O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Amém.

Faz-se o strepitus com um pedaço de madeira ou o breviário, significando o terremoto ocorrido na morte de Jesus. Os demais podem juntar-se ao strepitus com seus breviários. Apaga-se a última vela do candelabro de trevas.


FONTE:
http://www.salvemaliturgia.com/2010/03/oficio-das-trevas-em-portugues-no-rito.html



terça-feira, 4 de abril de 2017

GUARDAR OS RAMOS ABENÇOADOS NA SEMANA SANTA - PROTEÇÃO E SAÚDE


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Os ramos abençoados no Domingo de Ramos são sagrados, pois são um sacramental, nos lembram nosso Sacramento do Batismo.
Um sacramental é um sinal de fé instituído pela Igreja, que recebeu autoridade do Senhor para tal ministério (Mt 16,18-19; 18,17-18).



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Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

Na religiosidade popular, os ramos têm várias utilidades:


PARA PROTEÇÃO:

Um antigo costume da devoção popular é guardar os ramos abençoados no Domingo da Paixão durante todo o ano em casa; alguns conservam o costume de dependurar os ramos à cabeceira da cama para proteger de todos os males. 

É também costume em alguns lugares colocá-los na sala, junto de uma imagem religiosa ou crucifixo, na entrada da casa ou atrás da porta para trazer proteção.


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CONTRA TEMPESTADES:

Em dia de temporal muito forte, alguns devotos queimam os ramos secos que guardam com muito zelo e enquanto se queima reza-se pedindo proteção para si mesmo, sua família e para aqueles que estavam fora da segurança de um lar e sofrem  com a tempestade. 

Para auxílio contra vendavais ou tempestades violentas, alguns deixam  a simples presença do ramo bento escondido atrás da porta da frente da casa; ou  costuma-se deixar apenas os trançados em forma de cruzes ou estrelas. 



Áurea explica que os ramos podem ser queimados para acalmar a tempestade (Fotos: Marcos Ermínio)



Outras vezes, acompanha o ramo uma oração invocando a intercessão de santa Bárbara ou então ele é queimado, e suas cinzas jogadas ao vento para abrandar os temporais.



PARA A SAÚDE:
Diante de uma grande necessidade eles são empregados para a feitura de chás ( por isso é bom levar galhos de ervas para chá junto com os ramos).

Outro uso do ramo, na devoção popular, é deixá-lo imerso num copo d’água por alguns minutos e fazer com muita fé uma oração dirigida a santa Apolônia e tomar para a cura de problemas como dores de dente. 

Para curar dores de cabeça, alguns umedecem a região afetada com essa água e rapidamente se restabelece o bem estar. Pegar um ramo bento e fazer com ele o sinal da cruz sobre uma região dolorida do corpo também é solução empregada para amenizar a dor. 





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Seja como for, a Igreja deixa livre ao fiel expressar sua fé e devoção através de sua prática pessoal de oração, mas deve-se evitar e combater qualquer fanatismo que possa prejudicar a saúde, os chás devem ser feitos com ervas próprias para tal.

Sempre guardo os ramos da Missa em casa e uso-os em algum artesanato para proteção ou ornamentando vasos ou os queimo quando faço algum ritual de oração usando o fogo, símbolo da Luz de Cristo.


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FONTES:

http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/tecap/article/viewFile/10264/8049
http://www.catequesenanet.com.br/2012/04/queimar-os-ramos-bentos-da-protecao.html
https://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/crencas-que-duram-geracoes-e-o-verdadeiro-significado-dos-ramos

quarta-feira, 29 de março de 2017

A AVÓ, A BISAVÓ E A TIA AVÓ DE JESUS



  • SANTA EMERENCIA ou EMERENCIANA - AVÓ DE MARIA E BISAVÓ DE JESUS







Santa Emerenciana no alto, Nossa Senhora com o Menino Jesus ao lado de Santa Ana, sua Mãe.


Segundo os evangelhos apócrifos, Ana era filha de um judeu nômade chamado Akar, da tribo de Levi, e de Santa Emerenciana. O casal Akar e Emerenciana teve além de Ana outra filha: Santa Esméria (ou Sobe), mãe de Santa Isabel e avó de João Batista. 

Por isso Maria e Isabel eram primas (Lc 1,36). José de Arimatéia era seu tio materno. Algumas tradições afirmam que os nomes dos pais de Santa Ana eram Estolano e Emerenciana, outros afirmam que era Akar e Maria.


Havia três irmãs de Belém , filhas de Matã ou Fanuel, o sacerdote, outros dão o nome de Akar, e Maria, sua esposa, sob o reinado de Cleópatra e Sosipatrus, antes do reinado de Herodes , o filho de Antípatro :


  • a mais velha era Maria, 
  • a segunda foi Sobe (conhecida também por Esméria), 
  • o nome da mais nova era  Ana.




  • A irmã mais velha (Maria) casou-se em Belém, teve por filha Salomé, a parteira; 

  • (Esméria) Sobe se casou em Belém, e foi a mãe de Santa Isabel, que foi mãe de São João Batista ; 

  • Por fim, a terceira (Ana) casou na Galiléia , e trouxe à luz Maria, mãe de Cristo.



No lado esquerdo, São Joaquim, Santa Ana, a Virgem e o Menino.
No lado direito, Santa Emerenciana ou Emerencia e seu marido Estolano, pais de Santa Ana e bisavós de Jesus.








  • SANTA ESMERIA - IRMÃ DA AVÓ (TIA AVÓ) DE JESUS - TIA DE NOSSA SENHORA -  MÃE DE SANTA ISABEL E AVÓ DE SÃO JOÃO BATISTA


De acordo com Santo Hipólito de Roma (c. 170-c. 236),  Esmeria ou Sobe foi a primeira filha de Fanuel Sumo Sacerdote e sua esposa Maria ou chamada de Emerencia, e a irmã mais velha de Santa Ana. 


Santa Esmeria era a avó de João Batista. 
Santa Ana era a avó de Jesus.

"Em alguns hagiografias do final do século XV,  Santa Emerencia é descrita como a mãe de Santa Ana, e ela tinha uma irmã chamada Esmeria."
Essa genealogia que circulou na Idade Média, diz que a irmã de Santa Ana foi Hismeria ou Esmeria (não Sobe). Ela era a mãe de Santa Isabel e avó de João Batista. Esmeria também era a mãe de Eliud, que por sua vez foi o avô de São Servácio.

Esmeria, também conhecido como Sovin ou Sobe , era a mãe de Santa Isabel e uma irmã de Santa Ana, a mãe de Maria, mãe de Jesus , de acordo com fontes medievais bizantinas fontes.

A Bíblia registra apenas que Isabel como uma descendente de Arão, e uma prima (ou parente) de Maria .  O nome de Sobe aparece pela primeira vez nos escritos de volta do século 8 por Hipólito de Tebas , André de Creta , e Epifânio Monachus ,  e mais tarde em Nicéforo Calisto e Andronicus . 


Todos recontam essencialmente a mesma passagem, dada por estes dois últimos como se segue:

Havia três irmãs de Belém , filhas de Matã ou Fanuel, o sacerdote, e Maria ou Emerencia, sua esposa, sob o reinado de Cleópatra e Sosipatrus, antes do reinado de Herodes , o filho de Antípatro : a mais velha era Maria, a segunda foi Sobe, o nome da mais nova era  Ana. A irmã mais velha casou-se em Belém, teve por filha Salomé, a parteira; Sobe se casou em Belém, e foi a mãe de Santa Isabel, que foi mãe de São João Batista ; Por fim, a terceira casou na Galiléia , e trouxe à luz Maria, mãe de Cristo.






Acima, no lado esquerdo, temos Santa maria Salomé com seus dois filhos, em pé Zebedeu, seu marido, e ao lado dele, Santa Esméria com Eliud, seu filho, irmão de Santa Isabel, e bisavô de Saõa Servácio. Santa Esméria era irmã de Santa Ana, avó de São João Batista e Tia Avó de Jesus.




OUTRAS TRADIÇÕES: OS TRÊS CASAMENTOS DE SANTA ANA


De acordo com outra tradição, Santa Ana teria ficado viúva e se casado três vezes. 

  • A primeira, com Joaquim de quem teve Maria, a Mãe de Jesus. 
  • Depois com Cléofas de quem teve Maria de Cléofas
  •  e por último com Salomé de quem nasceu Maria Salomé. Por isso, em muitas imagens os três maridos são retratados acima dela.
Ao lado direito, temos Maria de Cléofas, esposa de Alfeu, com os irmaõs do Senhor, João, Tiago, Judas e José, e em pé Santa Isabel com São João Batista menino e Zacarias ao lado.

sexta-feira, 17 de março de 2017

MARIA , MÃE DE JESUS, É MAIS QUE ABRAÃO - BÍBLIA - RAINHA DOS PATRIARCAS



Achei engraçado um evangélico revoltado porque eu tinha escrito que a Virgem Maria é maior que Abraão. Para mim parece algo tão óbvio que ela seja, ms resolvi refletir no porquê afirmo isso.

A Virgem Maria foi o único ser puramente humano profetizado desde o momento em que Adão e Eva foram expulsos do paraíso (Gên 3,14-15).

Ela foi profetizada pelos profetas (Is 7,14; Miq 5,2; Zac 2,14;).

Abraão foi uma figura importante, o Grande patriarca do povo de Israel, mas era uma preparação do que deveria vir. Abraão , assim como todo o Antigo Testamento, preparou e prefigurava o que deveria vir no Novo Testamento, pois " vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher", a Virgem Maria (Gálatas 4,4).







Cristo era maior que Abraão, porque era Deus. Maria é mais que Abraão, porque é a Mãe de Deus mas o seu valor é principalmente por ser a Escrava do Senhor (Lucas 1,38), aquela que é bemaventurada porque ouvia a palavra de Deus e a guardava. (Lucas 11,28; Lucas 2,19).

Abraão era o amigo de Deus (Tg 2,23). Maria foi a Mãe de Deus (Jo 1,1; 2,3). A Mãe é mais que um amigo.

Abraão falava com Deus como a uma amigo. Maria falava com Deus como a um Filho na pessoa de Jesus, como a um amigo, seu Senhor e seu Deus.

Abraão foi venerado como Pai pelos hebreus, um Pai na fé:

Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.
S.  João 8,39

E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão.
S Mateus 3,9

E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
S. Lucas 16,24


Muito mais justo Maria é venerada pela única Igreja fundada por Cristo ( a Católica) como a Mãe na fé (Apo 12,1-2.5.17).

Antes de todos os discípulos e Apóstolos, Maria foi a primeira seguidora de Cristo, a primeira  a dizer " Eis aqui a Escrava do Senhor" :


Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.
S.Lucas 1,38

Enquanto a maioria dos Apóstolos fugiram com medo de darem testemunho de sua fé aos pés da cruz, a Virgem Maria permaneceu lá diante da cruz.  O texto bíblico não diz que ela chorava, mas o fato de estar ali diante do Filho mostra sua fé inabalável:

 E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.
S.João 19,25

A Virgem Maria foi o único ser humano a receber o Espírito Santo de modo único:
-primeiro para gerar o salvador;
-segundo , no dia de Pentecostes, considerado o nascimento da Igreja


Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.
Atos 1,14

 E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
Atos 2,1


Maria deu à luz ao Salvador e deu à luz, por conseguinte, à sua Igreja, sendo ela mesma parte dessa Igreja. 

Ninguém melhor e digno de receber o nome de Mãe.

Não é a toa que São João representa a Virgem Maria e a Igreja numa imagem só e a coroa de doze estrelas. Todas as tribos de Israel girando em torno da Mãe de Jesus, digna de louvor. Amém!



E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
Apocalipse 12,1-2

E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
Apocalipse 12,5

E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente (Filhos de Maria - a Igreja), os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.
Apocalipse 12,17



Por iso ela é digna de ser chamada de Regina Patriarcarum, Rainha dos Patriarcas.


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terça-feira, 7 de março de 2017

QUARENTA DIAS É A QUARESMA - POEMA

Quarenta dias é a Quaresma
Vestindo o tempo da penitência
Cantando kiries pelos pecados
E Tende piedade em Salmos

Lembrando o povo de Israel
vagando pelo deserto
A consciência percorre a alma
esperando que se converta
quem tanta falha


Como Noé exilado na Arca
por quarenta dias vamos retirados
Que o mundo se afogue em seus pecados
e que alma voe libertada
em esperança, procurando Deus, o Amado
com a pomba abrindo as asas


Ash Wednesday: What Is Ash Wednesday? How Do We Observe It? Why Should We?:


Que as cinzas espalhadas
sejam sinal para as cabeças e para as mentes
de que o pecado vai para o eterno quente
e é preciso se endireitar 

Um sacrifício Deus a todos pede
arranca do peito o coração de pedra
oferece ao Alto um coração de carne
vence o demônio como Cristo no deserto
jejuando quarenta dias


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Vence as loucuras e as glórias do mundo
Come a Palavra e deixa Pão do poder
Bebe a água do Divino Saber
Acende a vela, venera a Cruz
Exalta a Força da Fraqueza
no Deus e Homem Crucificado: Jesus! 



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sexta-feira, 3 de março de 2017

ORAÇÕES PARA A QUARESMA - RITUAL DOS QUATRO PAI NOSSOS



V. Vinde, ó Deus em meu auxílio. 
R. Socorrei-me sem demora. 
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 




Para implorar o sufrágio dos Santos

Defende-nos, ó Senhor, vos suplicamos, de todos os perigos da mente e do corpo. E pela intercessão da Bendita e Gloriosa Virgem Mãe de Deus, Maria, com os vossos abençoados apóstolos Pedro e Paulo, e o Beato ( diz o nome de seu Santo patrono)  e todos os santos, concedei-nos segurança e paz em vossa bondade e misericórdia, para que destruídos todos os erros e adversidades, a vossa Igreja vos sirva em contínua liberdade. Por Cristo, Senhor Nosso.
Amém

Oremos.
Senhor eterno e onipotente, que perdoastes aos Ninivitas que fizeram penitência na cinza e no cilício, dai-nos, por vossa misericórdia, que os imitemos para alcançar o perdão dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.




ATO PENITENCIAL - RITO DE PURIFICAÇÃO - ASPERSÃO


(Faz-se a benção do sal e da água e se asperge num ato de pedir a Deus o perdão dos pecados)


+ + Bênção do sal:

 Bendito seja Deus, criador do Universo, que viu que tudo era bom e deu a terra ao homem. Derramai a vossa bênção sobre nós e sobre este sal afim de que, ele se torne para aqueles que forem purificados por ele, um remédio eficaz, e que neles permaneça para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.  Amém


+ + Bênção da água:

Ó Deus, fonte de vida, abençoa esta água que criaste para fecundar a terra e para manter viva a tua criação. Que ele seja sinal da tua compaixão e do teu amor que se derrama sobre nós para chegarmos renovados à festa da Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor. Amém

(O sal é misturado com a água. A assembléia é aspergida. Canto apropriado). 


Oremos: 
O Deus de ternura e misericórdia tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados, nos dê a graça da vida plena e nos faça chegar renovados à festa da Páscoa de nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém



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ANTÍFONAS | Joel 2. 13 | Joel 2. 17; Ester 13. 17
Mudemos de vestido e cubramo-nos de cinza e de cilício: jejuemos e choremos diante do Senhor, porque é cheio de misericórdia para nos perdoar os pecados.

Entre o vestíbulo e o altar chorarão os sacerdotes, ministros do Senhor, e dirão: Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo e não fecheis a boca dos que cantam os vossos louvores.

Salmos 102. 10; 78. 8-9
 (O último versículo diz-se de joelhos.)
Senhor, não nos trateis conforme merecem os pecados que fizemos, nem segundo a ignomínia das nossas iniqüidades. Senhor, não Vos lembreis dos nossos crimes passados, mas mandai-nos a vossa misericórdia, porque somos muito pobres, Senhor.

 (Aqui ajoelham todos.) 

Ajudai-nos, ó Deus, nossa salvação; e livrai-nos, Senhor, que assim o pede a glória do vosso nome. Pelo vosso nome, sede indulgente com os nossos pecados.



ANTÍFONAS | Joel 2. 13 | Joel 2. 17; Ester 13. 17

Mudemos de vestido e cubramo-nos de cinza e de cilício: jejuemos e choremos diante do Senhor, porque é cheio de misericórdia para nos perdoar os pecados.

Entre o vestíbulo e o altar chorarão os sacerdotes, ministros do Senhor, e dirão: Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo e não fecheis a boca dos que cantam os vossos louvores.



RESPONSÓRIO | Salmo 78. 9

Corrijamos para melhor o que por ignorância erramos, 
não suceda que, surpreendidos pela morte, queiramos o tempo para fazer penitência e não o encontremos. 

* Olhai para nós, Senhor, e tende compaixão, porque pecamos contra Vós.

 Ajudai-nos, ó Deus da nossa salvação, e livrai-nos pela honra do vosso nome. 

* Olhai para nós, Senhor, e tende compaixão, porque pecamos contra Vós.

 Glória ao Pai. 

* Olhai para nós, Senhor, e tende compaixão, porque pecamos contra Vós.



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QUATRO PAI NOSSOS EM HONRA DOS QUARENTA DIAS DE JESUS NO DESERTO

( Após cada Pai nosso, escolha um versículo bíblico para repetir dez vezes, meditando nas palavras) 

Pai Nosso que estais no céu....

 fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites;  Deuteronômio 9,9 (repete-se 10x)

OU


E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água... (Êxodo 34, 28)



Pai Nosso que estais no céu....

Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, † 
e sobre nós iluminai a vossa face! * 
Se voltardes para nós, seremos salvos! (repete-se 10x)

OU



Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados. 
(Salmos 25,18)


Pai Nosso que estais no céu....

Dias virão em que o esposo lhes será tirado, e  naqueles dias, jejuarão. (Lucas 5,35) (repete-se 10x)

OU

 esteve no deserto quarenta dias... e os anjos o serviam. (Marcos 1,13)


OU


E logo o Espírito o impeliu para o deserto. (Marcos 1,12)

Pai Nosso que estais no céu....

Criai em mim um coração que seja puro (repete-se 10x)

OU

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * 

Na imensidão de vosso amor,purificai-me! 
(SALMO 50(51), 3)



ORAÇÃO
( Curvai as vossas cabeças diante de Deus.)
Dignai-Vos olhar, Senhor, com bondade, aqueles que se humilham na vossa presença, e fazei que, reanimados com vossa graça, recebamos sempre com o socorro celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


Que sejamos limpos e fortificados, rogamo-vos, ó Senhor, pelo preciosíssimo Sangue do vosso Filho unigênito que foi derramado e oferecido a vós na Cruz. E pela intercessão da Bendita Virgem Mãe de Deus, Maria, com os vossos abençoados apóstolos Pedro e Paulo, e o Bendito ( Nome de seu santo patrono) e todos os santos, purificai-nos de toda injustiça e livrai-nos de toda adversidade. 

Pelo mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor, vosso Filho que vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo, Deus, para todo o sempre. AMÉM


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