terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

SÃO SÉRGIO DA CESAREIA OU CAPADÓCIA - MONGE E MÁRTIR - 24 DE FEVEREIRO






ENCONTREI SÉRIA DIFICULDADE EM ACHAR QUAL SÃO SÉRGIO SE COMEMORA NESSE DIA.

UM SITE COLOCAVA O PAPA SÃO SÉRGIO OUTRO OS MÁRTIRES SÃO SÉRGIO E BACO.

 MAS PESQUISANDO EM SITES EM INGLÊS , LI QUE A DATA DA FESTA DE SÃO SÉRGIO E SÃO BACO É 7 DE OUTUBRO E A DO PAPA SÃO SÉRGIO É 8 DE SETEMBRO. 

ENTÃO, NESSE DIA SE COMEMORA SÃO SÉRGIO DE CESAREIA OU DA CAPADÓCIA, MONGE E  MÁRTIR.

PROCUREI IMAGENS DE SÃO SÉRGIO , MAS NÃO ENCONTREI, ACHEI APENAS A FOTO ABAIXO, NUM SITE BLESSED BLOG, MAS RECEIO QUE, NA VERDADE ,SEJA DO SANTO RUSSO ,TAMBÉM MONGE,  SÉRGIO DE RADONEZH. 



Celebramos neste dia a santidade de vida do monge Sérgio que chegou ao martírio devido seu grande amor a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 São Sérgio vivia no deserto enquanto os cristãos estavam sendo perseguidos e entregando a vida em sacrifício de louvor.


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Certa vez o santo monge e intercessor foi movido pelo Espírito Santo para ir à Cesareia, onde lá ele encontrou no centro da praça a imagem de Júpiter, que era considerado como o maior dos deuses entre os pagãos.

Diante da imagem os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, com o motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo.





Encorajado por Deus, São Sérgio levantou-se para denunciar as mentiras e anunciar no poder do Espírito Santo o Evangelho. Depois de fazer um lindo trabalho de evangelização, São Sérgio foi preso e no século IV e martirizado partindo para a Glória.





São Sérgio, rogai por nós!

Sérgio, mártir da Cesarea, na Capadócia, por muito pouco não se manteve totalmente ignorado na história do cristianismo.

 Nada foi escrito sobre ele nos registros gregos e bizantinos da Igreja dos primeiros tempos.

Entretanto, ele passou a ter popularidade no Ocidente, graças a uma página latina, datada da época do imperador romano Diocleciano, onde se descreve todo seu martírio e o lugar onde foi sepultado.



O texto diz que no ano 304, vigorava a mais violenta perseguição já decretada contra os cristãos, ordenada pelo imperador Diocleciano. Todos os governadores dos domínios romanos, sob pena do confisco dos bens da família e de morte, tinham de executá-la. Entretanto alguns, já simpatizantes dos cristãos, tentavam em algum momento amenizar as investidas.

Não era assim que agia Sapricio, um homem bajulador, oportunista e cruel que administrava a Armênia e a Capadócia, atual Turquia.



A narrativa seguiu dizendo que durante as celebrações anuais em honra do deus Júpiter, Sapricio, estava na cidade de Cesarea da Capadócia, junto com um importante senador romano.

 Num gesto de extrema lealdade, ordenou que todos os cristãos da cidade fossem levados para diante do templo pagão, onde seriam prestadas as homenagens àquele deus, considerado o mais poderoso de todos, pelos pagãos.

Caso não comparecessem e fossem denunciados seriam presos e condenados à morte.



Poucos conseguiram fugir, a maioria foi ao local indicado, que ficou tomado pela multidão de cristãos, à qual se juntou Sérgio.

 Ele era um velho magistrado, que há muito tempo havia abandonado a lucrativa profissão para se retirar à vida monástica, no deserto.

 Foi para Cesarea, seguindo um forte impulso interior, pois ninguém o havia denunciado, o povo da cidade não se lembrava mais dele, podia continuar na sua vida de reclusão consagrada, rezando pelos irmãos expostos aos martírios.

A sua chegada causou grande surpresa e euforia, os cristãos desviaram toda a atenção para o respeitado monge, gerando confusão.

O sacerdote pagão que preparava o culto ficou irado.

Precisava fazer com que todos participassem do culto à Júpiter, o qual, segundo ele, estava insatisfeito e não atendia as necessidades do povo.

Desta forma, o imperador seria informado pelo seu senador e o cargo de governador continuaria com Sapricio.

Mas, a presença do monge produziu o efeito surpreendente de apagar os fogos preparados para os sacrifícios.

Os pagãos atribuíram imediatamente a causa do estranho fenômeno aos cristãos, que com suas recusas haviam irritado ainda mais o seu deus.



Sérgio, então se colocou à frente e explicou que a razão da impotência dos deuses pagãos era que estavam ocupando um lugar indevido e que só existia um único e verdadeiro Deus onipotente, o venerado pelos cristãos.

Imediatamente foi preso, conduzido diante do governador, que o obrigou a prestar o culto à Júpiter.

Sérgio não renegou a Fé, por isto morreu decapitado naquele mesmo instante. Era o dia 24 de fevereiro.

O corpo do mártir, recolhido pelos cristãos, foi sepultado na casa de uma senhora muito religiosa.

De lá as relíquias foram transportadas para a cidade andaluza de Ubeda, na Espanha.








FONTES:


http://en.wikipedia.org/wiki/Sergius_of_Cappadocia


http://www.santasusanna.org/ourUniqueHistory/popes.html
http://nesmose.blog.co.uk/2008/02/24/saints_of_the_day_february~3771740/
http://en.wikipedia.org/wiki/Saints_Sergius_and_Bacchus


http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/02/sao-sergio-e-sao-bacchus-martires-24-de.html

domingo, 19 de fevereiro de 2012

SÃO PEDRO DAMIÃO, BISPO E DOUTOR DA IGREJA - INVOCADO CONTRA A INSÔNIA - 21 DE FEVEREIRO












São Pedro Damião nasceu em Ravena (Itália), em 1007, de família extremamente pobre.

 Era o último de muitos irmãos. Sua mãe, desesperada pelos apertos que passava para alimentar sua numerosa prole, abandonou-o certa vez em plena rua.







Foi então recolhido por determinada mulher, que vivia pecaminosamente com um sacerdote, sendo mais tarde devolvido à casa paterna.



Ficando órfão em tenra idade, um irmão encarregou-se de sua subsistência, mas tratou-o como escravo, ordenando-lhe que cuidasse dos porcos que possuía.



Outro irmão, chamado Damião, que era arcipreste de Ravena, libertou-o dessa situação e ajudou-o a iniciar os estudos.

Em sinal de gratidão, Pedro juntou seu pré-nome ao dele, passando assim a ser conhecido como Pedro Damião.



Terminados seus estudos, dedicou-se ao ensino, chegando a lecionar em Faenza e Ravena.











Porém, não sendo esta sua vocação, aos 28 anos ingressou na Ordem Camaldulense, fundada pouco antes por São Romualdo.









Entrou no Mosteiro de Fonte Avellana, onde, estimulados pelo exemplo de sua vida virtuosa, os monges o elegeram Abade, após o falecimento do superior daquela casa religiosa.



Sua atuação nesse honroso cargo foi altamente benéfica para a Ordem, não só pela fundação de vários mosteiros, como pela reforma da Ordem dos Monges da Santa Cruz.

Vários discípulos seus atingiram a santidade, como São Rodolfo, São João de Lodi e São Domingo Loricato.



Imbuído por verdadeira caridade, Pedro Damião não se contentou em viver tranqüilamente em seu mosteiro, enquanto numerosas almas se perdiam no mundo.

Julgou seu dever atacar com vigor os erros e vícios da época, especialmente os disseminados nos ambientes eclesiásticos.



A imoralidade dos clérigos: alvo do Santo reformador



São Pedro Damião percebeu com clareza que a imoralidade reinante entre os sacerdotes era o primeiro inimigo a ser debelado, visto ser ela a fonte de outros pecados -- avareza, inveja e soberba -- que devastavam o Clero naquele tempo.










Não julgando suficiente apenas a pregação contra esses males, escreveu em 1051 uma obra que até hoje suscita polêmicas: O livro de Gomorra.








Nele, empregando uma linguagem forte, vitupera todo tipo de pecados contra a castidade, fustigando aqueles que deveriam impedir este estado de coisas e não o faziam.



O Papa reinante, São Leão IX, acolheu esse livro com significativas palavras de elogio.

Mas, naturalmente, os atingidos por tal ataque ficaram indignadíssimos.

E conseguiram o apoio de numerosos sacerdotes que, apesar de deplorar a imoralidade vigente, julgavam não ser oportuno desvendar de forma tão clara os vícios existentes no seio do Clero.



O clamor produzido foi tal que o próprio Sumo Pontífice ficou um tanto perturbado.

São Pedro Damião, porém, não se deixou abater e escreveu ao Papa uma carta na qual, a par da reverência e submissão devidas ao Sumo Pontífice, justificava sua posição e a necessidade de semelhante obra naquelas circunstâncias muito especiais.

Com isso, a tormenta esmoreceu um tanto, mas ainda continuou viva por vários anos.



Conhecedor, por sua grande experiência, que as paixões da carne se vencem mortificando a carne, tornou-se um decidido promotor, e até renovador, do velho costume da auto-flagelação.



Essa luta contra a imoralidade no Clero durou toda a vida de São Pedro Damião, valendo-lhe numerosos inimigos, os quais não sentiram qualquer escrúpulo em lançar contra ele as mais variadas calúnias.







Eliminação da simonia: decisiva vitória do Santo





Outro campo de batalha abriu-se para São Pedro Damião, cujo zelo pela causa da Igreja era inesgotável: a luta contra a venda de cargos eclesiásticos, conhecida como simonia (palavra derivada de Simão Mago, que tentou comprar com dinheiro o poder de São Pedro para crismar, conforme narram os Atos dos Apóstolos (At. 8, 18-19).



A esse respeito, começaram a aparecer na época doutrinas absurdas.

Uma delas afirmava que se um Bispo houvesse comprado seu cargo, perdia o poder de conferir o sacerdócio.

Ora, se as ordenações sacerdotais, conferidas por ele, não eram válidas, os sacramentos administrados por esses padres também não o eram. É óbvio que a aplicação de tal doutrina provocaria logo grande desordem.



De fato, começou a estabelecer-se uma confusão generalizada, em meio à qual Bispos reordenavam sacerdotes por medida de segurança. Três Concílios foram convocados, sem conseguir solucionar o problema em seus justos limites.



Para cortar o passo a tamanhos absurdos, São Pedro Damião redigiu uma obra intitulada Gratissimo, na qual defende a verdadeira doutrina católica sobre a matéria, demonstrando a tese de que o Sacramento da Ordem conferido por um Bispo, apesar de simoníaco, é valido.

 O autor ilustra sua tese apresentando exemplo de Santos sacerdotes, ordenados por Bispos simoníacos.



Normalmente a refutação de doutrinas errôneas é um processo longo, que suscita polêmicas. A mencionada obra de São Pedro Damião, contudo, de tal maneira esclarecia a questão, que sua simples leitura era suficiente para extinguir as controvérsias.



Assim, em pouco tempo os Bispos -- e o próprio Papa São Leão IX -- tomaram posição a respeito do tema, sendo a simonia condenada num Concílio efetuado em Roma no ano de 1049.

Posteriormente, foi ela igualmente condenada em outros Concílios.



Entretanto, nosso Santo não ficou inativo após este grande triunfo. Combateu ainda a ignorância dos clérigos de seu tempo e fundou numerosos mosteiros.







Contra sua vontade, Cardeal e Bispo de Óstia





Após essas lutas em defesa da Igreja, desejava São Pedro Damião retirar-se novamente para uma vida solitária, própria à sua vocação de camaldulense, de monge contemplativo, na qual pudesse retemperar a alma.



A história desse Santo, porém, é um caso característico do tratamento que Deus reserva aos que mais ama: suscita na alma o desejo de um tipo de vida e obriga a seguir outro.

A exemplo de São Bernardo, esse grande contemplativo foi compelido a uma vida ativa, repleta de viagens e polêmicas, oposta à solidão e ao silêncio de um claustro.



Após a morte do São Leão IX, foi eleito novo Papa, que morreu logo depois.

Seu sucessor, Estêvão IX, desejou conceder o chapéu cardinalício ao incansável Abade do Mosteiro de Fonte Avellana como recompensa pelos grandes serviços prestados à Igreja.

E nomeou-o também Bispo de Ostia.



São Pedro Damião, entretanto, recusava com tal vigor o convite que foi necessário ameaçá-lo com a excomunhão, caso persistisse na recusa.



Após sua elevação ao cardinalato e sagração episcopal, não deixou de pedir várias vezes demissão daquela primeira dignidade, pois a considerava um obstáculo para sua união com Deus.

 Chegou ao ponto de, muitos anos após a morte de Estêvão IX, chamá-lo seu perseguidor, por lhe haver imposto o episcopado.







Missões delicadas e importantes






Conhecedores de suas virtudes, os Papas encarregaram-no de executar várias e complicadas missões, que exigiram dele viagens freqüentes.



A primeira delas foi a reforma do Clero da diocese de Milão, onde quase todos os sacerdotes eram simoníacos e grande número deles mantinha concubinas.



Tentativas anteriores, lideradas por Santo Arialdo -- o qual morreu mártir por essa razão -- haviam fracassado.



A intervenção paciente e caridosa de São Pedro Damião, porém, foi decisiva.

O próprio Prelado de Milão escreveu Carta Pastoral condenando os vícios da simonia e a impureza reinantes em seu Clero.

Em comovente cerimônia, todos os clérigos da diocese juraram abandonar estes dois vícios e aceitaram as penitências que lhes foram impostas.



Apenas concluída tal missão, o Santo participou ativamente da luta a favor do novo Papa Alexandre, contra o antipapa que havia sido suscitado na Alemanha.

 A esse respeito escreveu um livro denominado Disputa Sinodal, no qual expõe os princípios pelos quais um Papa, para subir ao Sólio Pontifício, não necessita aprovação do Imperador do Sacro Império Romano Alemão.



São Pedro Damião e São Gregório VII: profunda amizade com divergências


Um dos episódios mais interessantes da História da Igreja dessa época foi o relacionamento entre São Pedro Damião e o Arquidiácono Hildebrando, futuro Papa São Gregório VII.



Ambos Santos, animados de grande ardor pela reforma da Igreja, admiravam-se mutuamente, mas possuíam temperamentos muito diversos e divergiam no modo de conceber a reforma eclesiástica.



São Gregório VII era reservadíssimo, muito prudente, diplomático, discreto e um tanto frio. Hábil político e estrategista, não se movia sem traçar um plano que seguia rigorosamente, derrotando um inimigo após o outro.



São Pedro Damião era impetuoso e apaixonado, embora sabendo dominar-se quando necessário. Não elaborava planos e combatia o primeiro inimigo que divisava pela frente da melhor forma que podia. E nem prestava atenção nos golpes que recebia.



A maior divergência que surgiu entre eles era a atitude a ser tomada em face da reforma eclesiástica.

São Gregório VII considerava um dever estar presente no meio da sociedade para reformá-la.

São Pedro Damião, com vocação contemplativa, julgava mais eficaz retirar-se para a solidão do claustro, a fim de converter o mundo mediante a oração.



Dessa divergência surgiram disputas entre ambos, sempre sobre o tema do múnus episcopal, que para São Gregório VII era um dever e para São Pedro Damião um obstáculo.

 Assim, o Arquidiácono Hildebrando conseguia frustrar invariavelmente as tentativas de demissão do cargo por parte de São Pedro Damião junto ao Papa Alexandre II.



Como último recurso, resolveu o Santo enviar uma carta ao Sumo Pontífice e outra a Hildebrando, na qual o chama de seu Santo Satanás e o acusa de ter para com ele uma compaixão e piedade neroniana, além de tê-lo acariciado com garras de águia.



Não foi essa a única vez que qualificou o Arquidiácono de "Santo satanás", tendo repetido tal expressão em outras cartas.

Contudo, sempre teve admiração e dedicou profunda amizade àquele amigo, sobre quem Deus tinha especiais desígnios, os quais, naquele momento, escapavam ao seu entendimento.







Últimas cruzes e morte antes de voltar à almejada contemplação


Além das numerosas viagens que teve de empreender, não faltaram a São Pedro Damião as mais diversas cruzes.



Ele próprio chegou a ser acusado de simoníaco pelo povo de Florença, pois tendo sido chamado a julgar uma causa entre o bispado e monges locais, constatou que a justiça estava do lado do Prelado.

O povo da cidade, contudo, não gostou dessa decisão...



Acusavam-no também de credulidade excessiva, pois, para provar suas teses, utilizava com freqüência fatos sobrenaturais.

O que não impediu, porém, que fosse declarado posteriormente Doutor da Igreja.



Ademais, é preciso ressaltar que durante toda sua vida teve que suportar uma saúde frágil, sofrendo especialmente de insônia e de dores de cabeça, motivo pelo qual é invocado contra tais males.



Com o fim do cisma provocado pela eleição do antipapa Honório II, tão atacado por ele, parecia ao Santo ser possível afinal retirar-se para seu tão almejado mosteiro.



Foi quando surgiu o caso do Imperador Henrique IV, que desejava divorciar-se de sua legítima esposa, tendo para isso convocado uma assembléia em Frankfurt.

O mau exemplo de um Imperador poderia disseminar tal pecado por toda a Cristandade.



O Papa Alexandre II, por meio do Arquidiácono Hildebrando, enviou nosso Santo à Alemanha para resolver o problema.

O que poderia um Cardeal contra o homem mais poderoso de sua época, na esfera temporal?

São Pedro Damião todavia contava mais com os auxílios sobrenaturais do que com suas próprias forças ou influência.

 Por isso conseguiu impedir que o Imperador consumasse o escândalo.

Sem nenhum temor ou respeito humano, ameaçou excomungá-lo ele próprio, naquela mesma assembléia e diante de todos seus súditos.

O Imperador, apesar de ser muito soberbo e não querer dobrar a cabeça, compreendeu ser impossível enfrentar o Santo, preferindo reconciliar-se com sua mulher.



Após essa missão vitoriosa, foi encarregado ainda de outra, que seria a última de sua vida: a reconciliação de sua cidade natal, Ravena, com o Papa.



O Arcebispo dessa cidade tinha sido excomungado, morrendo sem ser absolvido, o que levou o povo a uma atitude de revolta contra Roma.

Foi necessário o Santo empregar toda sua caridade e inteligência para tranqüilizar os ânimos e restabelecer a paz.



Obtida essa, estava São Pedro Damião a caminho de Faenza, quando a morte o colheu aos 65 anos, no Mosteiro de Santa Maria dos Anjos, onde foi sepultado.

Era o dia 22 de fevereiro de 1072.



Seu corpo foi trasladado várias vezes de sepultura, e pelo menos até o ano de 1595 encontrava-se incorrupto.



Leão XIII concedeu-lhe o título de Doutor da Igreja.



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TÚMULO DE SÃO PEDRO DAMIÃO, NA CATEDRAL DE FAENZA.
Ó PAI TODO-PODEROSO,
DAI-NOS SEGUIR AS EXORTAÇÕES E O EXEMPLO
 DE SÃO PEDRO DAMIÃO,
PARA QUE, NADA ANTEPONDO A CRISTO
E SERVINDO SEMPRE À VOSSA IGREJA,
CHEGUEMOS ÀS ALEGRIAS DA LUZ ETERNA.
POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
VOSSO FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
AMÉM









SÃO PEDRO DAMIÃO, À ESQUERDA EM PÉ.

RESPONSÓRIO
( Eclo 31, 8.11a.10cd):

"FELIZ AQUELE HOMEM QUE SEM MANCHA FOI ACHADO, QUE NÃO FOI ATRÁS DO OURO E NÃO PÔS SUA ESPERANÇA NO DINHEIRO E NOS TESOUROS.

r- POR ISSO ESTÃO SEUS BENS APOIADOS NO SENHOR.

ELE PÔDE VIOLAR A LEI DE DEUS E NÃO VIOLOU;
ELE PÔDE , IGUALMENTE, FAZER O MAL E NÃO O FEZ."











LEGENDA DE SÃO PEDRO DAMIÃO:


Legend of St Peter Damian.jpg




















FAMÍLIA SAGRADA NA FUGA PARA O EGITO - A LENDA DA PALMEIRA QUE SE INCLINOU PARA ALIMENTAR O SALVADOR



Lenda descrita em Evangelhos apócrifos.






Um dia a Sagrada Família, fatigada pela longa viagem, parou à sombra de uma palmeira a fim de descansar um pouco.







Apertada pela fome, e notando os cocos dourados que pendiam da palmeira, Maria sentiu que não estavam ao alcance da sua mão. Jesus viu o desejo de sua mãe e comoveu-se.






Dirigindo-se à palmeira, disse: “Curva-te, bela palmeira, e alimenta minha terna mãe com tuas frutas”.






A estas palavras, a árvore reconheceu a voz do seu Criador e inclinou-se, e Maria colheu tantas frutas quantas desejava.


Após nova ordem do divino Menino a palmeira se ergueu de novo, e muito altaneira.

 Mas tão bela ação não podia ficar sem recompensa.


 Jesus continuou:

De agora em diante, quero que a palma seja o símbolo da vitória e brilhe eternamente nas mãos de todos aqueles que triunfarem sobre a terra, nos santos combates da virtude”.






 
Em seguida veio um anjo, que cortou uma folha da generosa palmeira e a levou logo para o Céu.






Por um novo prodígio deste Menino divino, uma fonte brotou ao pé da palmeira, a fim de refrescar os viajantes.
 















SELO RETRATANDO O MILAGRE DO TRIGO
OUTRA LENDA EGÍPCIA




FONTE: 
 



sábado, 18 de fevereiro de 2012

LENDA DA FUGA PARA O EGITO - A CURA DO BOM LADRÃO MENINO




“Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.”


(São Mateus, 2 – 13:14)



Na tradição popular encontramos um conto muito interessante, basado em relatos de evangelhos apócrifos:



Quando Nossa Senhora fugiu com a Sagrada Família para o Egito, durante o caminho teve que parar várias vezes.











 Numa dessas paradas, numa região muito pobre, quis Nossa Senhora dar um banho no Menino Jesus.



São José bateu numa casa e explicou que estava de viajem e que precisava dar banho no menino.



A dona da casa abriu a porta olhou bem para eles e pediu para entrarem.



Nossa Senhora lavou o Menino Jesus numa bacia, renovando a água por duas vezes.


A mulher observava atentamente Nossa Senhora e o cuidado que Ela tinha com o Menino Jesus. Fazia perguntas: de onde eram, quem eram… Nossa Senhora explicava para aquela pobre mulher a grandeza das coisas santas e falava de Nosso Senhor.




Imaginem Nossa Senhora fazendo apostolado… Nossa Senhora falando das coisas do céu…

 


Ora, a conversa com Nossa Senhora deixou a mulher extasiada.

Sentindo uma alegria muito grande dentro de si, a mulher acabou confessando que seu marido era um ladrão e moravam ali na mais extrema pobreza. Também falou que seu filho que tinha mais um menos a idade do Menino Jesus andava doente há dias e não havia meio de ser curado.



 
Então, na hora de irem embora, Nossa Senhora agradeceu a mulher e disse:



- Dê banho no seu filho com a mesma água que banhei Meu Filho e ele ficará curado.



Grande Milagre. A mulher fez o que Nossa Senhora tinha pedido, e seu filho ficou curado imediatamente. Saiu na rua a procura daquela Santa Família, correu por todos os lados, mas já era tarde e a Sagrada Família não estava mais lá… seguia seu caminho protegida por miríades de anjos.




 

A notícia correu por aquela região desértica, mas ninguém sabia onde Nossa Senhora estava. O tempo foi passando e o filho, pelo mau exemplo do pai, acabou sendo um ladrão também. E o milagre acabou caindo no esquecimento.



Mas de que vale curar o corpo se a alma está doente? Que fruto colheria esse menino dessa graça tão grande a ele concedida?

 

Anos mais tarde, esse menino que havia crescido, acabou sendo preso e condenado à morte.






Como era costume na época, foi mandado para ser crucificado juntamente com dois outros condenados. De repente a graça toca-lhe o coração e, sem saber, estava sendo crucificado ao lado d’Aquele que quando menino lhe salvara a vida e agora iria lhe salvar a alma. Sim, era Dimas tocado pela graça e arrependido de seus pecados que disse: “Senhor, lembrai de mim quando entrares em seu Reino.”

 

A passagem é muito bonita. Transcrevo o que está nas sagradas escrituras, pois esse menino acabou sendo conhecido no futuro como “o bom ladrão”.



“A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!

Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam:
Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.

Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus.

Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele:

Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!




Mas o outro o repreendeu:

Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum.

 
E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!

Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.

Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.

Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio.

Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou.

 
Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo. E toda a multidão dos que assistiam a este espetáculo e viam o que se passava, voltou batendo no peito.”

(São Lucas, 23, 35:48)




São Dimas, bom ladrão arrependido,
orai por nós!








FONTE:
http://www.adf.org.br/home/2011/02/uma-lenda-interessante-do-egito-ao-calvario/