terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ORAÇÕES PARA O ADVENTO E NATAL - (Hino Akathistos) - HINO ORTODOXO EM LOUVOR DA MÃE DE JESUS


Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão e, possivelmente, de toda a Igreja.
O Hino Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, ortodoxos e católicos. Constitui pois, uma antiga e solene ponte para a plena comunhão entre a Igreja do Oriente e do Ocidente.



TROPÁRIO
A ti, Maria, como ao general invencível,
meus cantos de vitória!
A ti, que me livraste de meus males,
ofereço meus cantos de reconhecimento!
Pois que tens uma força invencível,
livra-me de toda espécie de perigos,
a fim de que te aclame:
Ave, Virgem e Esposa!






I Estação: «O Anúncio do Anjo Gabriel»
O mais sublime dos anjos
foi enviado dos céus
para dizer «Ave» à Mãe de Deus.
Vendo-te, Senhor, feito homem
à sua angélica saudação,
deteve-se extasiado diante da Virgem,
aclamando-a assim:
Ave, por ti resplandece a alegria!
Ave, por ti a maldição toda cessa!
Ave, reergues o Adão decaído!
Ave, tu estancas as lágrimas de Eva!
Ave, mistério que excede o intelecto humano!
Ave, insondável abismo aos olhares dos anjos!
Ave, porque és o trono do Rei soberano!
Ave, porque tu governas quem tudo governa!
Ave, ó estrela que o sol anuncias!
Ave, em teu seio é que Deus se fez carne!
Ave, por quem a criação se renova!
Ave, o Criador fez-se em ti criancinha!
Ave, Virgem e Esposa!




ANTÍFONA I
Sabendo Maria de ser a Deus consagrada,
assim a Gabriel dizia:
«A tua mensagem é misteriosa aos meus ouvidos
e incompreensível ressoa à minha alma.
De uma Virgem um parto tu anuncias», exclamando:
Aleluia! (3 vezes)
«Maria e o Anúncio do Anjo»
Desejava a Virgem entender o mistério,
e ao divino mensageiro pergunta:
«Poderá uma virgem dar à luz um menino?
– Dize-me!». Com reverência,
o Anjo respondia, cantando assim:
Ave, mistério, vontade inefável!
Ave, ó fé maturada em silêncio!
Ave, prelúdio dos faustos de Cristo!
Ave, sumário do santo Evangelho!
Ave, ó escada sublime por quem Deus nos veio!
Ave, ó ponte que os hímens ao céu encaminha!
Ave, dos Anjos tu és maravilha gloriosa!
Ave, do inferno derrota total contundente!
Ave, que a Luz por mistério geraste!
Ave, que o «modo» a ninguém ensinaste!
Ave, transcendes a ciência dos sábios!
Ave, iluminas a todos os crentes!
Ave, Virgem e esposa!








ANTÍFONA II:
A virtude do Altíssimo
a cobriu com sua sombra
e tornou Mãe a Virgem sem núpcias:
o seio por Deus fecundado
tornou-se campo abundante
para todos aqueles que buscam a salvação
e assim aclamam:
Aleluia! (3 vezes)


«Visita de Maria a sua prima Santa Isabel»
Tendo em seu seio o Senhor,
solícita Maria
visitava sua prima Isabel.
O menino no ventre materno,
ouvindo a saudação, exultou,
e, saltando de alegria,
à Mãe de Deus aclamava:
Ave, ó ramo de planta incorrupta!
Ave, do fruto imortal, colheita!
Ave, cultora do Mestre dos homens!
Ave, ó Mãe de quem deu-nos a vida!
Ave, ó campo veraz que produz muitos frutos!
Ave, ó mesa bem farta de perdões abundantes!
Ave, tu fazes florir as planícies celestes!
Ave, a nós todos preparas um porto seguro!
Ave, ó incenso das preces aceitas!
Ave, purificação do universo!
Ave, bondade de Deus pelos homens!
Ave, ante Deus, dos mortais és audácia!
Ave, Virgem e esposa!



ANTÍFONA III
Com o coração tumultuando
e cheio de dúvidas,
o prudente José se debatia.
Sabe que és Virgem intacta
e suspeita secretos esponsais.
Conhecendo-te Mãe
pela ação do Espírito Santo, exclama:
Aleluia! (3 vezes)




II Estação: «O Anúncio Alegre aos Pastores»


Os pastores ouviram os coros dos anjos
que cantavam ao Senhor feito homem.
Correndo, vão ver o Pastor.
Contemplam o Cordeiro inocente
alimentando-se do seio materno
e à Virgem entoam um canto:
Ave, ó mãe do Pastor e Cordeiro,
Ave, és aprisco da Mística Ovelha,
Ave, preservas do oculto inimigo,
Ave, ó chave das portas celestes.
Ave, por ti congratula-se o céu com a terra,
Ave, por ti, terra e céu, em uníssono cantam,
Ave, do apóstolo, boca jamais silenciosa,
Ave, invencível coragem dos mártires todos.
Ave, da fé inabalável baluarte,
Ave, da graça, fulgente estandarte,
Ave, por ti foi o inferno espoliado,
Ave, nos tens revestido de glória.
Ave, Virgem e esposa!

ANTIFONA IV



Observando a estrela
que a Deus os guiava,
os magos seguiram seu fulgor.
Era lâmpada segura em seu caminho,
que os conduziu ao Rei poderoso.
Chegados ao Deus inatingível,
o aclamam felizes:
Aleluia! (3 vezes)







«A Adoração dos Magos»


Contemplaram os magos, no colo materno,
Aquele que plasmou o homem em suas mãos.
Compreenderam ser ele o seu Senhor,
escondido sob o aspecto de servo.
Solícitos, oferecem-lhe seus dons
e à Mãe aclamam:
Ave, que a estrela perene geraste!
Ave, és aurora do místico dia!
Ave, que a forja do engano extinguistes!
Ave, o mistério de Deus iluminas!
Ave, o tirano inimigo dos homens destronas!
Ave, que o Cristo, mostraste Senhor nosso amigo!
Ave, resgatas do culto selvagem aos deuses!
Ave, teus filhos libertas do ataque do mal!
Ave, que o culto do fogo extinguistes!
Ave, que aplacas o fogo dos vícios!
Ave, que educas o crente a ser casto!
Ave, alegria de todos os povos!
Ave, Virgem e esposa!


ANTÍFONA V


Mensageiros de Deus
tornaram-se os magos
de volta para suas terras.
Cumpriu-se o antigo oráculo
quando a todos falavam de Cristo,
sem pensar no estulto Herodes,
incapaz de cantar:
Aleluia! (3 vezes)



«Fuga para o Egito»


Egito tu iluminas
com o resplendor da verdade,
afugentando as trevas do erro.
À tua passagem os ídolos caíam
não podendo te suportar, Senhor.
E os homens, libertados do engano,
à Virgem aclamam:
Ave, reergues o gênero humano!
Ave, ruína total dos demônios!
Ave, esmagaste a potência enganosa!
Ave, que o logro dos ídolos mostras!
Ave, ó mar que afogou o faraó demoníaco!
Ave, rochedo a saciar os sedentos de vida!
Ave, coluna de fogo a guiar os errantes!
Ave, és abrigo do mundo, mais amplo que as nuvens!
Ave, o maná verdadeiro nos deste!
Ave, nos serves delícias sagradas!
Ave, ó terra por Deus prometida!
Ave, ó fonte do mel e do leite!
Ave, Virgem e esposa!



Simeão, o velho,
já no fim dos seus dias,
estava para deixar a sombra deste mundo.
A ele foste apresentado como Menino,
mas, vendo-te qual Deus poderoso,
admirou o arcano desígnio e exclamava:
Aleluia! (3 vezes)


III Estação: «A Virgindade Fecunda de Maria»
Renovou o Excelso
as leis deste mundo
quando veio habitar entre nós.
Germinado no seio de uma Virgem,
conserva-o intacto como sempre o fora.
Nós, admirados por este prodígio,
à Virgem santa cantamos:
Ave, ó flor da total virgindade!
Ave, protótipo da castidade!
Ave, da ressurreição, claro emblema!
Ave, que a vida dos Anjos revelas!
Ave, frutífera planta, alimento do crentes!
Ave, ó árvore umbrosa que abrigas a muitos!
Ave, teu seio carrega o mentor dos errantes!
Ave, que à luz deste o libertador dos cativos!
Ave, que o justo Juiz nos abrandas!
Ave, perdão do relapso e contrito!
Ave, coragem dos desesperados!
Ave, és amor que preenche os desejos!
Ave, Virgem e esposa!


ANTÍFONA VII


Contemplando o parto milagroso,
e afastados do mundo,
dirigimos a mente para o céu.
O Altíssimo apareceu entre nós
no humilde aspecto humano de um pobre
e eleva ao mais alto da glória
aqueles que cantam:
Aleluia! (3 vezes)






«A Maternidade Divina de Maria para a nossa Salvação»


A Palavra de Deus infinito
habitava na terra
e enchia os céus.
Sua descida amorosa até o homem
não fez mudar sua suprema morada.
Era o divino parto da Virgem
que ele ouvia cantar:
Ave, morada do Deus infinito!
Ave, ó porta do augusto mistério!
Ave, mensagem que inquieta os descrentes!
Ave, ufania e segurança dos crentes!
Ave, veículo santo do Altíssimo Filho!
Ave, mansão gloriosa do Verbo encarnado!
Ave, da virgem e mãe as grandezas reúnes!
Ave, os contrários a um fim tão igual consorcias!
Ave, o pecado de Adão dissolveste!
Ave, por ti foi o céu reaberto!
Ave, ó chave do reino de Cristo!
Ave, esperança dos bens sempiternos!
Ave, Virgem e esposa!


ANTÍFONA VIII



Toda a multidão dos anjos,
admirada, contempla
o mistério de Deus encarnado.
Ao senhor inacessível,
feito homem, admira-o, acessível,
caminhar pelas sendas humanas,
ouvindo cantar:
Aleluia! (3 vezes)






«O Mistério do Parto Virginal de Maria»



Os eloqüentes oradores,
como peixes emudecem
diante de ti, santa Mãe do Verbo.
Não compreendem como foi possível
permanecer Virgem depois de ser Mãe.
Nós, teus devotos, o prodígio admiramos
e com fé proclamamos:
Ave, sacrário da ciência divina
Ave, tesouro da fiel providência
Ave, os sapientes afirmas ignaros
Ave, os loquazes revelas vazios.
Ave, convences de inane a astuciosa palavra
Ave, que tornas sem nexo os criadores dos mitos
Ave, os astutos sofismas dos gregos desfazes
Ave, replenas as redes dos bons pescadores.
Ave, nos livras da imensa ignorância
Ave, iluminas inúmeras mentes
Ave, batel dos que querem salvar-se
Ave, ó porto dos nautas da vida.
Ave, Virgem e esposa!

ANTÍFONA IX



Para salvar o mundo,
o Criador de todas as coisas
quis vir a ele.
Sendo Deus, tornou-se nosso Pastor
e apareceu entre nós como Cordeiro.
Sendo homem, atrai a si os homens
e como Deus ouve cantar:
Aleluia! (3 vezes)



IV Estação: «Maria: Modelo de Pureza e Santidade»


Ó Virgem, Mãe de Cristo,
vindo morar em teu seio,
o divino Criador te fez
o baluarte das virgens
e de quantos a ti recorrem.
Ele nos convida a cantar
em tua honra, ó Ilibada:
Ave, pilar da integral virgindade!
Ave, ó porta de quem quer salvar-se!
Ave, ó mestra das coisas sagradas!
Ave, doadora da Graça Divina!
Ave, dá a vida nova aos nascidos na culpa!
Ave, instrutora das mentes que estavam dispersas!
Ave, tu expulsas aqueles que a mente corrompe!
Ave, ó Mãe de Jesus, semeador de almas castas.
Ave, ó tálamo em núpcias virgíneas
Ave, que os crentes com Deus concilias
Ave, ideal pedagoga das virgens
Ave, que os santos recobres de bênçãos.
Ave, Virgem e esposa!


ANTÍFONA X

É sempre inferior o canto
que presuma engrandecer
as tuas inúmeras virtudes.
Tantos como é a areia da praia
podem ser os nossos hinos, ó Rei Santo,
porém, nunca alcançariam as graças
que destes a quem canta:
Aleluia! (3 vezes)



«Maria, Mãe de Quem Nasce a Igreja»




Como tocha luminosa
a iluminar os que jazem nas trevas,
resplandece a Virgem Maria.
Foi ela que acendeu a Luz eterna.
Seu fulgor ilumina as mentes
e é guia à sabedoria divina,
inspirando este canto:
Ave, do místico sol o lampejo!
Ave, ó astro da flama perene!
Ave, ó clarão que iluminas as almas!
Ave, trovão a assustar o inimigo.
Ave, tu fazes luzir esplendor fulgurante!
Ave, transbordas o rio com mil afluentes!
Ave, figura das águas do santo batismo!
Ave, tu lavas as manchas de nossos pecados.
Ave, lavacro que iliba a consciência!
Ave, ó taça que infunde alegria!
Ave, o perfume de Cristo recendes!
Ave, ó vida do sacro banquete.
Ave, Virgem e esposa!


ANTÍFONA XI


Querendo nos perdoar o primeiro pecado,
Aquele que paga as dívidas de todos
busca asilo no meio dos seus trânsfugas,
exilando-se livremente do céu.
Rasgando o antigo rescrito,
ouve cantar:
Aleluia! (3 vezes)








«Maria, Protetora e Auxílio de Todos os Cristãos»


Glorificando o teu parto,
todo o universo te louva
qual tabernáculo vivente, ó Senhora.
Colocando sua morada no teu seio
Aquele que segura tudo em sua mão,
o Senhor, te fez santa e gloriosa,
e nos convida a te louvar:
Ave, ó casa de Deus e do Verbo!
Ave, ó santa mais santa que os santos!
Ave, no espírito, arca dourada!
Ave, infinito tesouro de vida.
Ave, precioso diadema dos reis piedosos!
Ave, louvor glorioso dos pios sacerdotes!
Ave, ó torre inconcussa da Igreja de Cristo!
Ave, tu és baluarte invencível do império.
Ave, troféus por ti conquistados!
Ave, por ti o inimigo é vencido!
Ave, remédio do corpo doente!
Ave, tu és a salvação de minha alma!
Ave, Virgem e esposa!





ANTÍFONA XII


Digna de todo louvor,
Santa Mãe do Verbo,
Santíssimo entre todos os Santos,
recebe, nesse canto, a nossa oferta.
Salva o mundo de todo perigo;
de todos os males e dos castigos futuros
1ivra-nos, a nós que cantamos:
Aleluia! (3 vezes)


E repete-se novamente o tropário:


TROPÁRIO


A ti Maria, como ao general invencível,
meus cantos de vitória.
A ti, que me livraste de meus males,
ofereço meus cantos de reconhecimento.
Pois que tens uma força invencível,
livra-me de toda espécie de perigos,
a fim de que te aclame:
Aleluia! (3 vezes)










MARIA, MÃE DE JESUS, NÃO TEVE PECADOS




Mas com o precioso sangue de Cristo, 
como de um cordeiro imaculado e incontaminado
1 Pedro 1:19

O Sangue de Cristo foi tirado do sangue de Maria, logo ela tinha de ser pura para apartir de seu corpo e sangue Deus fazer o corpo e sangue de seu próprio Filho.


 " O puro[Jesus] pode Vir dum ser impuro? Jamais!"
 Jó 14,4. 










Assim como Deus exigiu uma Arca Santa ( Êxodo 25,10-11; Deuteronômio 10,3) para seus mandamentos, sua palavra, era necessário que a Mãe do Verbo Divino também fosse preparada como uma Arca digna de carregá-lo:

"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura."
Êxodo 25.10-11

"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão."
Deuteronômio 10,3

A saudação usada pelo Anjo Gabriel ao se referir à Mãe do Senhor mostra que Maria não possuía pecado.  
A expressão "Cheia de Graça" em grego "Kecharitoménê", é empregada para designar a graça em seu sentido PLENO.

 A tradução em latim "Gratia Plena", isto é, "Graça Plena" é mais perfeita do que a portuguesa "Cheia de Graça".

 O Arcanjo falando com a Virgem a chama de Graça em sentido pleno, ou seja, onde superabundou a graça não existe o pecado.






São João diz: "se dizemos ter comunhão com ele  e andamos nas trevas, nós mentimos e não seguimos a verdade" (1 Jo 1,6).

Maria esteve em comunhão contínua com Jesus, Ele e ela foram um só ser durante sua gestação, e a luz (Jesus) não poderia ter comunhão com o pecado, logo, Maria tinha de ser luz para gerar a luz.

Maria foi um ser puramente humano.   Jesus, que é Deus, foi quem tomou a carne de Maria, fazendo um corpo para si a partir dela. 

 São João diz mais: "aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu" ( 1 Jo 2,6)



Se cremos que Jesus é imaculado  e afirmamos que seu sangue nos remiu, sangue e carne que ele tirou de Maria, temos também que crer que ela foi purificada  para cumprir com essa missão.
São João ainda afirma:

 "4 Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia. 
5 E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados; e nele não há pecado. 
6 Todo o que permanece nele (Maria)  não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece.
7 Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo; 
8 quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo.
9 Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele (Maria), e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. "
 (1 Jo 3, 4-9)




Logo, Jesus não se encarnaria numa carne que vive no pecado, na rebeldia, pois Maria permaneceu e foi predestinada para isso, para permanecer unida a ele.








 Gênesis 3,15:
"Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Ela te esmagará a cabeça e tu tentarás mordê-la no calcanhar."






Por isso, vemos varias alusões a Maria no livro do Cântico dos Cânticos:

És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.
Cânticos 4,7

Porém uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada, as rainhas e as concubinas louvaram-na. 
Cânticos 6,9



domingo, 6 de dezembro de 2015

EXEMPLO DE UM ORATÓRIO EM CASA AO ESTILO FRANCISCANO

Paz e Bem!
Quando mudei para a minha actual casa, verifiquei que possuía, no sótão onde tenho o meu "escritório", a minha modesta biblioteca e os meus meios audio, um compartimento, tipo armário, destinado à maquinaria do aproveitamento de energia solar que não possuo nem conto instalar.
Surgiu-me a ideia de ali erigir um oratório (costumava rezar no quarto).

Provisòriamente, o altar era uma placa de aglomerado revestido a laminado branco (todo o espaço está pintado de branco), assente num cavalete metálico, tendo em cima umas modestas estampas tamanho A4 do Crucifixo de S. Damião, de Nossa Senhora do Sameiro (que é a Imaculada Conceição, mas assim chamada por ser venerada aqui no santuário com esse nome), e de S. Francisco de Assis.







Há cerca de um mês resolvi iniciar a dignificação desse espaço, onde eram visíveis tubagens que cobri com o próprio altar, com o retábulo e o frontal, tudo em contraplacado branquinho. 

Mantive o Crucifixo de S. Damião e pus sobre a mesa, que agora ocupa o espaço até à porta, a Bíblia Sagrada sobre uma almofada de damasco branco.
A minha mulher fez duas toalhas para o altar.

Eu já tinha uma pequena imagem de S. Francisco de Assis, e adquiri outra do mesmo tamanho de Nossa Senhora da Conceição, Rainha de Portugal e das Ordens Franciscanas. Para já estão sobre a mesa, mas acabei de pintar a óleo duas mísulas para as fixar no retábulo, mísulas essas com umas gavetinhas para guardar terços, estampas, etc.

Manufacturei dois banquinhos (para mim e para a minha mulher), para rezarmos na chamada "posição das Carmelitas" (ajoelhados e sentados quase sobre os calcanhares).
Pus iluminação eléctrica no interior.
No interior da porta tenho um aviso para quem quiser ali rezar se descalçar (respeito pelo local e comodidade na posição orante), não acender velas (pelo perigo de incêndio) e não queimar incenso (para não defumar todo aquele espaço branco).

Sem modéstia, dei a este oratório o nome de "Porciúncula", a "pequena porção", tal como o Pai S. Francisco o fez àquela capelinha em Assis.
E é aqui que faço as minhas orações diárias.
Pena é não poder postar fotos neste comentário. ( A foto  foi enviada posteriromente)
A igreja paroquial dista cerca de 100 metros da minha casa.
Sinto-me imerecidamente privilegiado.
Jesus, Maria e Francisco estejam sempre convosco, vos abençõem e vos guardem!


Ir. Alberto Guimarães OFS
Braga - Portugal

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PURGATÓRIO NÃO É SEGUNDA CHANCE APÓS A MORTE, É A CERTEZA DO CÉU


Um erro muito comum dos protestantes é dizerem que o Purgatório é uma segunda chance, ou que oramos para salvar as almas do Purgatório... são ignorantes da doutrina católica.

O Purgatório é a certeza da salvação, as almas que estão no Purgatório já estão salvas, apenas esperam entrar diretamente no céu, purificando-se,  passando pelo fogo (I Cor 3,15):

A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia (dia do juízo) a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.

Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.
1 Coríntios 3,13-15







 O Purgatório é como a ante sala do céu, elas estão quase lá, no céu, só aguardam um pouco mais se purificarem, pois por conta da consequência seus pecados já perdoados, não podem entrar. 

Todo pecado mesmo perdoado tem consequências, castigos, exige reparação (Num 20,12; 1 Sam 3, 14.17-18; 2Sam 12, 13-14; Jon 1,12 ; At 5, 3-5.9-10; Jó 2, 8 ).

Todos devemos receber na outra vida a paga do bem ou do mal que fizemos enquanto estávamos no corpo (2 Coríntios 5,10) . Logo, deve haver uma punição para os pecados leves ( Lucas 12, 45-48) , os que não são para a morte eterna (I João 5,16).

E Jesus nos diz isso ao falar que há pecados que podem ser perdoados no outro mundo (Mat 12,32).

As almas do Purgatório são como Moisés, que por ter pecado (mesmo depois de perdoado) não pode entrar na terra prometida, e apenas a vê de longe:

" E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado."

Números 20,12

"Depois disse o Senhor a Moisés: Sobe a este monte de Abarim, e vê a terra que tenho dado aos filhos de Israel.
E, tendo-a visto, então serás recolhido ao teu povo, assim como foi recolhido teu irmão Arão;
Porquanto, no deserto de Zim, na contenda da congregação, fostes rebeldes ao meu mandado de me santificar nas águas diante dos seus olhos (estas são as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim)."
Números 27,12-14

"E disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo: À tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os teus olhos, porém lá não passarás.

Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor."
Deuteronômio 34,4,5


E as nossas orações são consolo para nós e para elas e podem de fato apressar a entrada delas no céu, pois São João diz que nossas orações podem alcançar o perdão para nossos irmãos e as almas que estão no Purgatório se purificam de pecados que não são para a morte ( pecados mortais):


"Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore."

I João 5,16

Nossas orações podem alcançar o perdão dos pecados que não são para a morte ( os pecados veniais).

Os primeiros cristãos já oravam pelos mortos como nos diz São Paulo:


Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?

1 Coríntios 15,29



O PURGATÓRIO É BÍBLICO:
A purificação é necessária para adentrar ao céu: Hb 12,14; Ap 21,27.
Agonia temporária: 1Cor 3,15; Mt 5,25-26.
Cristo pregou para seres espirituais: 1Pd 3,19.
É um estado intermediário de purificação: Mt 5,26; Lc 12,58-59.
É uma realidade entre o céu e a terra: Mt 18,23-25; Lc 23,42; 2Cor 5,10; Fl 2,10; Ap 5,2-3.23.
Graus de expiação dos pecados: Lc 12,47-48.
Alguns pecados são perdoados e outros não serão perdoados nem aqui nem no mundo vindouro: Mt 12,32.
Nada de impuro pode entrar no céu: Ap 21,27.
Salvação, mas como pelo fogo: 1Cor 3,15.
Sofrimento extra: 2Sm 12,14; Cl 1,24.







A SALVAÇÃO DE JESUS NOS LIVRA DO INFERNO, MAS NÃO DOS CASTIGOS TEMPORAIS.

 Jesus nos salva do inferno, o castigo eterno do pecado.  O Batismo nos lava de todo pecado, mas após o batismo todos pecam e todo pecado produz uma mancha que torna o homem impuro.

 E todo pecado traz uma consequência, uma pena ou castigo que deve ser expiada em vida (Num 20,12; 1 Sam 3, 14.17-18; 2Sam 12, 13-14; Jon 1,12 ; At 5, 3-5.9-10; Jó 2, 8 )..

E se morremos sem expiar todas as consequências de nossos pecados, se forem pecados que não são para a morte eterna no inferno (I Joao 5,15) eles poderão ser perdoados, expiados, no outro mundo (Mat 12,32), ou seja, a purificação continua mesmo após à morte caso sejamos julgados salvos (I Cor 3,15).

 Todo pecado produz uma mancha, torna impuro o homem e se ele morre em pecado que não é para a morte eterna (pecados leves ou veniais), mesmo assim ele está impuro, pois não se arrependeu e fez penitência antes de morrer.

 Por isso devemos ter sempre sem mancha nossa consciência diante de Deus e dos homens (Atos 24,16), pois não sabemos nem o dia, nem a hora da nossa morte  e o senhor virá num dia em que não se espera e numa hora que não se sabe( Mateus 24,50; Lucas 12,46)

Devemos vigiar e orar pois entraremos direto no céu "contanto que sejamos achados vestidos e nao despidos" II Cor 5,3; Heb 5,9, já que sem a santidade ninguem verá o Senhor Heb 12,14.

Toda alma que tem pecados leves está impura até pagar por esses pecados, mas se morrer sem pagar por seus pecados, não poderá entrar no céu. 

Sendo uma alma boa e santa não irá para o inferno, mas por naõ ter se purificado de seus pecados leves também não poderá entrar diretamente no céu, pois nada de impuro entra no céu (Apocalipse 21,27).

Essa alma está salva, mas deve passar pelo fogo da purificação (I Cor 3,15), o Purgatório, para poder adentrar no céu e ver a Deus face a face.

Nossas orações podem libertá-las dos laços e consequências e pecado, por isso oramos para que elas sejam libertas da prisão do Purgatório, descrita por Jesus e os Apóstolos ( Mat 5,22.25-26; I Ped 3,18-19), e possam estar diante do trono de Deus.









quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PARA QUE REZAR MISSA DE SÉTIMO DIA?


A Missa de Sétimo dia é uma tradição Católica brasileira, mas que tem respaldo bíblico:

“fizeram um funeral grandioso e solene e José guardou por seu pai um luto por sete dias” 
(Gn, 50, 10).

Os sete dias nos lembram que Deus fez o mundo e descansou no sétimo dia (Gênesis 2, 2), assim como esperamos descansar desta vida em Deus. 

São Paulo chama a morte de descanso sabático, pois descansaremos de nossas obras em Deus:

"Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus;
pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas.
Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência."
Hebreus 4:9-11

O primeiro livro de Samuel afirma que, por ocasião da morte do rei Saul, seus comparsas guerreiros, numa cerimônia fúnebre, queimaram seu corpo e depois enterraram os ossos debaixo de uma árvore, fazendo um jejum de sete dias (1 Sm, 31, 13).

 Outras duas passagens bíblicas que refere a morte e seus sete dias posteriores estão nos livros de Judite e Eclesiástico. 

O primeiro afirma que, quando morreu Judite, a heroína do povo hebreu, os israelitas fizeram luto por sete dias (Jd 16, 24):


"24. Ela (Judite) viveu cento e cinco anos na casa de seu marido, e deu liberdade à sua escrava. Morreu e foi sepultada em Betúlia junto de seu marido.
25. Todo o povo a chorou durante sete dias."


 E o livro do Eclesiástico afirma que “o luto pelo morto duram sete dias” (Eclo, 22, 11).

Eclesiástico 22:
"10. Chora sobre um morto, porque ele perdeu a luz; chora sobre um tolo, porque é falho de juízo.
11. Chora menos sobre um morto, porque ele achou o repouso;
12. a vida criminosa do mau, porém, é pior do que a morte.
13. O luto por um morto dura sete dias, mas por um insensato e um ímpio, dura toda a sua vida."

O COSTUME DA IGREJA É A MISSA DE CORPO PRESENTE:

O costume, em toda a Igreja Católica, sempre foi o de rezar Missa pelos mortos logo após o seu falecimento, no mesmo dia do sepultamento. Era a chamada Missa de corpo presente, ou Missa rezada diante do cadáver da pessoa pela qual se oferecia a Missa.






MISSA DE SÉTIMO DIA É COSTUME BRASILEIRO

Aqui no Brasil, se arraigou o costume de rezar a Missa no sétimo dia após o falecimento, portanto, a missa de 7.º dia é um ritual BRASILEIRO, não é uma pratica seguida em outros países, nem consta do Missal Romano ou do Oficio de Defuntos.

O ritual da missa de 7.º dia é exclusivo do Brasil, vem dos tempos coloniais quando não existiam estradas, nem aviões, nem carros nem ônibus, nem trens, capazes de trazer um parente do defunto de uma distância grande até o local do velório.

Esse costume vigora ainda hoje até nas grandes cidades. Esta é a oportunidade para que se reúnam os numerosos parentes e amigos do falecido. Nem sempre os participantes são pessoas plenamente conscientes do valor da oração e da eucaristia.

As missas de 7º dia podem e devem se tornar momentos de evangelização dos católicos que vivem afastados da comunidade. O importante é que o ato não seja meramente social, mas uma manifestação de fé na ressurreição!





PRECISAMOS ORAR PELOS MORTOS

Após à morte somos julgados pelo que fizemos na terra  (Heb 9,27) e devemos receber a paga de tudo o que praticamos de bem ou de mal enquanto estávamos no corpo (II Coríntios 5, 10), logo, é necessário um lugar de castigos além do inferno (para onde vão os que cometem pecado mortal). 

A Palavra de Deus aponta para castigos temporais na outra vida ( Lc 12, 45-48; Mt 5,22.25-26) (para os salvos (I Cor 3, 10-15) que devem pagar pelas consequências de seus pecados) destino das que fizeram coisas repreensíveis ( Lc 12, 45-48; Mt 5,22.25-26), o que chamamos de Purgatório.

São João afirma que se orarmos por alguém que pecou de um pecado que não é para a morte essa pessoa será salva (1 Jo 5,16), e São Paulo afirma que os cristãos se batizavam pelos mortos( I Cor 15,29), claro com a intenção de os salvar, assim a Palavra de Deus nos dá o respaldo e nos aponta a necessidade de orar pelos falecidos.

Já no Antigo Testamento vemos a prática de oferecer um culto de sacrifício para que os mortos sejam livres de seus pecados.  No segundo Livro dos Macabeus lemos: 

Santo e salutar pensamento este de orar pelos mortos. Eis porque ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres dos seus pecados
(Mac 12, 41-46)


Orar pelos mortos é um ato de caridade cristã. Lembrando que toda Missa é uma ação de Graças, também é um culto de agradecimento pela vida da pessoa que se foi.

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A maior oração que podemos oferecer é a Santa Missa,pois nela temos a renovação do sacrifício de Jesus que nos salvou (1 Coríntios 10,16; 2 Coríntios 11, 27-29; 2 Coríntios 11, 26). 

Sacrifício feito uma só vez, mas renovado em nossos altares, pois Cristo vive para interceder por nós (Hebreus 10,10; Hebreus 7,24; Hebreus 7,25; 1 Coríntios 10,16; 2 Coríntios 11, 27-29; 2 Coríntios 11, 26).








segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A MISSA PELAS ALMAS - BÍBLIA - 3º, 7º e 30º dia

Devemos oferecer Missa pelas almas para que sejam libertas de seus pecados e possam ver a face de Deus no outro mundo.

A Missa é a renovação do sacrifício de Jesus feito uma só vez, mas renovado em nossos altares ( Lucas 22,19; I Coríntios 10,16), pois ele vive para interceder (Hebreus 7,25). 

Por isso, oferecer a Missa é a maior oração que fazemos pelas almas.

A Bíblia nos diz que assim que morremos somos julgados diante de Deus  (Heb 9,27) 
  • e vamos para o céu, 
  • o Purgatório (Castigos intermediários, não eternos (Mt 12,32;  I Cor 3, 10-15)) 
  • ou para o Inferno (Castigos Eternos, longe de Deus).

Após a morte, as almas devem receber a paga pelo bem ou o mal que fizeram em vida durante o tempo que estavam no corpo (II Coríntios 5, 10).  

O Purgatório é o destino das almas que fizeram coisas repreensíveis( Lc 12, 45-48; Mt 5,22.25-26)

As almas do Purgatório não foram condenadas ao inferno e serão salvas passando por uma purificação, o Fogo do Purgatório (I Cor 3, 10-15).

As almas nada podem fazer para sairem mais rápido dessa prisão de purificação (Mt 5,22.25-26).

 Mas nossa intercessão pode ajudá-las a encontrar o perdão para as suas penas (I  Tim 2,1; 2Cor 15,29; Rm 14,8; Gl3,27-28; 1 Jo 5,16).

 Lembremos que as almas pagam suas penas, não seus pecados!
Jesus perdoa nossos pecados e nos salva.

Mas a alma, algumas vezes,  deve se purificar pagando pelo que  fez em vida (II Coríntios 5, 10) : o purgatório .

 Nossas orações ajudarão as que estão no Purgatório, pois as condendas ao Inferno não têm mais salvação. 

Os pecados dos que são salvos já foram perdoados!

 No entanto, todo pecado acarreta consequências que exigem reparação em vida ou após à morte (1Sam 3,13-14; 4,18; 2 Sam 12,13-14; Jon 1,12; Atos 5,4-5; Mateus 12,32; I Cor 3, 10-15)

Nós, os vivos, é que podemos, intercedendo por elas, alcançar o perdão para os castigos ou penas que elas devem pagar.

Essas penas no outro mundo é o que chamamos de Purgatório.

A Bíblia nos diz que nossa intercessão pode alcançar o perdão de Deus para o próximo.

E nos dá  o exemplo de  Jó que orava por seus filhos para livrá-los de seus pecados, oferecendo sacrifícios (Jó 1,5).

E tanto o Antigo quanto o Novo Testamento nos fala que judeus e cristãos já oravam pelos mortos:

 "Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado"
 (2Mc 12,46).

"De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos ? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles? "
 ( I Cor 15,29) 


  


A Missa, por ser a renovação do sacrifício de Cristo, feito uma só vez, mas eternizado em nossos altares( Lucas 22,19; I Coríntios 10,16), é a maior oração que podemos oferecer!

E oferecemos a Missa para implorar o perdão para as almas, pois foi através da morte e ressurreição de Cristo, que todos fomos salvos.

O costume de orar para que os mortos sejam perdoados de seus pecados é antigo na Igreja!

E é bíblico, como nos diz São Paulo:

"De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos ? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles? " ( I Cor 15,29)

Rezar e oferecer sacrifícios em sufrágios pelos mortos é justo e necessário!


"quer vivos ou mortos pertencemos ao Senhor"
 (Rm 14,8).

Os sacrifícios que podemos oferecer são:
  1.  a Missa ( o mais importante), nosso culto principal (Rom 12,1-3), que é o sacrifício de Cristo,
  2.  a oração, 
  3. o amor, 
  4. as boas obras,
  5.  esmolas , 
  6. penitências, 
  7. sofrimentos 
  8. e martírio
  •  (Mc 12,33; Sl 50,14;  Sl 50,23;  Heb 13,15-16; Rom 12,1-3; Sl 51,17;  Fil 2,17; Fil 4,18; 1 Ped 4,8; At 10,31; At 10,4; Lc 12,33; Eclo 7,37 ; Lc 11,41; Mat 6,4; Tob 12, 8-9)




MISSA DE SETE DIAS:

A Missa de sete dias é uma tradição católica brasileira, mas que também encontramos respaldo bíblico:

 “fizeram um funeral grandioso e solene e José guardou por seu pai um luto por sete dias” (Gn, 50, 10).

Os sete dias nos lembram que Deus fez o mundo e descansou no sétimo dia (Gênesis 2, 2), assim como esperamos descansar desta vida em Deus. 

São Paulo chama a morte de descanso sabático, pois descansaremos de nossas obras em Deus:


"Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus;
pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas.
Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência."
Hebreus 4:9-11

O primeiro livro de Samuel afirma que, por ocasião da morte do rei Saul, seus comparsas guerreiros, numa cerimônia fúnebre, queimaram seu corpo e depois enterraram os ossos debaixo de uma árvore, fazendo um jejum de sete dias (1 Sm, 31, 13).

 Outras duas passagens bíblicas que refere à morte e seus sete dias posteriores estão nos livros de Judite e Eclesiástico. 

O primeiro afirma que, quando morreu Judite, a heroína do povo hebreu, os israelitas fizeram luto por sete dias (Jd 16, 24).

E o livro do Eclesiástico afirma que “o luto pelo morto duram sete dias” (Eclo, 22, 11).

Eclesiástico 22:
"10. Chora sobre um morto, porque ele perdeu a luz; chora sobre um tolo, porque é falho de juízo.
11. Chora menos sobre um morto, porque ele achou o repouso;
12. a vida criminosa do mau, porém, é pior do que a morte.
13. O luto por um morto dura sete dias, mas por um insensato e um ímpio, dura toda a sua vida."


MISSA DO 3º DIA, DO 7º DIA E DO 30º DIA:


 A celebração no 3º dia depois da morte é motivada pela ressurreição de Jesus Cristo ao terceiro dia. 

A celebração do 7º dia é associada à criação operada por Deus ao longo de seis dias, sendo que no sétimo descansou.

"Deus concluiu no sexto dia a obra que fizera. E no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizera", afirma a Bíblia (Gn 2,2). No dia, pois, em que Deus descansou temos o ensejo de pedir a Deus pela pessoa querida, para que descanse em paz.

No 30º dia ou no aniversário de um ano de falecimento, não há associações especiais. Simplesmente são datas que sinalizam a marcha do tempo que vai passando. A saudade, entretanto, está presente no coração de quem fica, porém, no Livro do Deuteronômio, Capitulo 34 Versos 8 diz: 

 "Os israelitas choraram Moisés nas planícies durante 30 DIAS".

O que podemos entender que neste 30º dia encerrava-se o "luto" por Moisés, e houve também uma espécie de celebração fúnebre.







domingo, 1 de novembro de 2015

OUÇAM OS SANTOS... ELES ESTÃO CHEGANDO

Ouçam os Santos... Eles estão chegando 
Com raios e nuvens, alegrando a Igreja.
Coroas de ouro na cabeça e o rosto de quem vê a Deus.
Eles descem do céu e passeiam no meio de nós
que nos reunimos em nome de Jesus,
 o Santíssimo Senhor que está 
onde estão dois ou mais reunidos por Ele.
O Senhor está consoco
O Senhor está no meio de nós
Alma e Corpo
Corpo Vivo do qual os Santos fazem parte
Do qual eu faço parte
Do qual nós, mortais, fazemos parte.
Sim, os Santos são imortais...
Não temeram a morte, 
mas sim Aquele que pode jogar 
corpo e alma no inferno.
Os Santos passeiam no meio da Igreja
Ouvi-os cantando o Santo, Santo, Santo....
Ouvi-os saudando-nos com a Paz do Senhor.
Luzia, com seu vestido verde esmeralda, cheia de fé, olha-nos com atenção...
E lá está Cecília, ao lado dos cantores com empolgação...
Sim, eu vejo Sebastião, Miguel e Jorge fazendo a guarda da celebração
E voando com asas de prata no teto da Igreja, com lírio nas mãos, Gabriel nos fala
Mensagens de amor e salvação....
Aqui, ao meu lado, está meu Anjo da Guarda, 
comigo rezando cada parte da Missa com devoção
E ao lado do Altar vejo a Santa Mãe Maria, 
que se ajoelha diante de Jesus, seu Filho, na Eucaristia...
Ouçamos os Santos...
 Eles estão no meio de nós, 
pois o céu todo está aqui, 
Cristo Jesus.
Quanta alegria quando ouvi que me disseram:
 vamos a Casa do Senhor
E agora estou com sua família reunida 
ao redor de sua Mesa 
para recebê-lo no Pão Vivo, Divino Amor




FELIZ VÉSPERAS DE TODOS OS SANTOS

Feliz é esta noite,
a Noite de Todos os Santos
lembrando-nos a Vida aqui e no outro mundo
Tocando o céu e as almas dos Justos
Ouçam a voz dos Santos
ecoando na noite silenciosa
as velas estão acesas recordando nomes esquecidos
Nomes de Santos não mencionados nas Missas
Nomes de Almas que já louvam no céu
Nomes de Pessoas que entraram na Posse do Reino
Que o vento traga o murmúrio dos clamores dos Santos
Poderosos intercessores que nesta Noite são comemorados

Feliz Noite de Todos os Santos
Como num barco somos levados pelas preces 
dos que nada temem, pois estão salvos
Inabaláveis fincaram os pés no reino celeste
Caridosos intercedem para que todos se salvem
Sim que o número dos escolhidos seja completado
e que entre eles eu e os meus tenham morada

Nos tabernáculos eternos nos recebam
os Santos Todos que já reinam
Feliz Noite de Todos os Santos
E que a graça de se derrame sobre o mundo,
dos que triste e sem fé campeiam
Sejam mudados como água em vinho
Descubram na outra vida a certeza.