terça-feira, 3 de abril de 2012

AS DORES DE NOSSA SENHORA - PASSAGENS BÍBLICAS E TRADIÇÃO










Para mim , lembrar as dores de Nossa Senhora significa colocar-se à disposição de amar a Jesus, pois acompanhando, em meditação, a Virgem Maria em suas dores, nos colocamos no lugar dela, pensamos: como deve ter sido dolorido ser mãe, ter apenas um filho e vê-lo morrer de maneira tão cruel.



Seguir Maria, em suas dores, é aprender a amar a Jesus como Amigo, Homem, Filho, Senhor e Deus.

Nossa Senhora das Dores é também conhecida como Nossa Senhora da Piedade ou, ainda, a Mãe Dolorosa. 

A Igreja também celebra no dia 15 de setembro a Festa de Nossa Senhora das Dores. 

 É costume nas procissões da Sexta-Feira Santa fazer acompanhar a imagem do Senhor Morto, pela imagem de Nossa Senhora das Dores, relembrando aquele encontro cheio de dor e compaixão – por isso também o título de Senhora das Dores se faz lembrar nesta época em que se celebra a Paixão e Morte de Jesus. 

 As dores de Nossa Senhora, que relembramos, de acordo com a Tradição e os Evangelhos, são sete.

Claro que Jesus e Maria, passaram por muitos sofrimentos, mas foram escolhidos sete momentos da vida de Maria , que aparecem nos Evangelhos, ou supomos terem acontecido a partir do que nos conta a Bíblia.

O número sete , na verdade simboliza todas as dores de Maria, que foram muito maiores do que esse número. 

(REZE TAMBÉM O OFÍCIO DE NOSSA SENHORA DAS DORES. São sete hinos compostos com base em trechos bíblicos do livro da Lamentação de Jeremias, Salmos, do Evangelho e da Liturgia das Horas:

http://rezairezairezai.blogspot.com.br/search/label/OF%C3%8DCIO%20DE%20NOSSA%20SENHORA%20DAS%20DORES    )



 As sete dores são:

As sete dores de Nossa Senhora

Pecadores redimidos,
Com o sangue do Senhor,
Atendei, Olhai se existe
Dor igual a minha dor.


 
 
 

















1) A Profecia de Simeão - Uma espada de dor transpassará a tua alma. (Lc, 2,35)

Dolorosa, aguda espada
Transpassou-me o coração
Quando a morte do meu Filho
Me predisse Simeão



 DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS ( 2, 33-35):

Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
(34) Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: 
 



Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,E uma espada transpassará a tua alma.
(35) a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações.













 




II) A Fuga para o Egito -
Fugindo do furor de Herodes. Então José tomou a criança e sua mãe e fugiu de noite para o Egito. (Mt, 2,14)

Junto ao Filho para o Egito
Eu fugi, com dor Atroz
Quando Herodes O buscava
Para dá-lo ao vil algoz

 



 DO EVANGELHO DE SÃO MATEUS ( 2,13-15):

Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse:
 Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.


 



(14) José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.




(15) Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1).







III) A perda do Menino Jesus no Templo - Filho, por que fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição. (Lc, 2,48)

Quem dirá meu sentimento,
Desolada me encontrei
Vendo o Filho perdido
Por três dias O busquei



 
 DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS ( 2, 43-52)

Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.
(44) Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.

 


(45) Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.
(46) Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.
(47) Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.
(48) Quando eles o viram, ficaram admirados. 


 





E sua mãe disse-lhe: 
Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição.



 
(49) Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?
(50) Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.
(51) Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.
(52) E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.










IV) O encontro com Jesus no caminho do calvário - Os soldados levaram Jesus. Uma grande multidão o seguia. Entre o povo havia mulheres que choravam e se lamentavam por causa dele. (Lc, 23,27)

Que martírio na minh'alma
Encontrando o meu Jesus
No caminho do Calvário
Arquejando sob a Cruz

 Apesar de não haver menção nos Evsangelhos, acredita-se que Maria acompanhou o calvário, pois ela se encontrava aos pés da cruz, como diz o Evangelho de São João.







 DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS ( 23,25-31)
Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles.
(26) Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.



 



(27) Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.






(28) Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.
(29) Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram!
(30) Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!
(31) Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco?










V) A morte de Jesus na Cruz - Perto da cruz estavam a Mãe de Jesus e a irmã dela, mulher de Cléofas e também Maria Madalena. E Jesus disse a sua mãe: Ai está o vosso filho. E a João ele disse: Ai está tua mãe. (Jo, 19,25-27)

Mas, ó céus, ó terra, vede:
Dor maior não pode haver
Vendo a morte do meu Filho
Foi milagre eu não morrer!

 
 DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO (19, 23-28):

Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura.
(24) Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.


 



(25) Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
(26) Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.
(27) Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

(28) Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede.

















VI) A lançada no coração de Jesus e a descida da Cruz - José, da cidade de Arimatéia, tirou o corpo de Jesus da cruz e o enrolou num lençol de linho, Maria o recebeu em seus braços. (Lc. 23,53)

Contemplai meu sofrimento,
Minha angústia ao pé da Cruz:
Pela lança transpassado
Vi meu Filho, o meu Jesus


 
 DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO ( 19, 33-42):


Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,
(34) mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.
(35) O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.
(36) Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).
(37) E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).



 


(38) Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.

(39) Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.
(40) Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.
(41) No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.
(42) Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.




 DO EVANGELHO DE SÃO LUCAS ( 23, 50 - 56):
(50) Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo.

(51) Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os atos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus.

(52) Foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus.
(53) Ele o desceu da cruz, envolveu-o num pano de linho e colocou-o num sepulcro, escavado na rocha, onde ainda ninguém havia sido depositado.

















VII) O sepultamento de Jesus e a soledade de Nossa Senhora - As mulheres que haviam seguido Jesus, desde a Galiléia, foram com José e viram o túmulo e como Jesus tinha sido colocado ali.. (Lc. 23,55).

Oh! Que dor mais cruciante,
Que suprema solidão,
Ao levarem-no ao sepulcro,
Invadiu-me o coração.
 

DO EVANGELHO DE  SÃO LUCAS ( 23, 54- 56):


(54) Era o dia da Preparação e já ia principiar o sábado.


 




(55) As mulheres, que tinham vindo com Jesus da Galiléia, acompanharam José. Elas viram o túmulo e o modo como o corpo de Jesus ali fora depositado.








(56) Elas voltaram e prepararam aromas e bálsamos. No dia de sábado, observaram o preceito do repouso.




































SÃO LUÍS SCROSOPPI - 03 DE ABRIL - PROTETOR DOS PORTADORES DO VÍRUS DA AIDS , DOENÇAS INCURÁVEIS E JOGADORES DE FUTEBOL









 
São Luís Scrosoppi
1804-1884
Fundou a Congregação
das Irmãs da Providência







São Luís nasceu em 4 de agosto de 1804, em Udine, cidade do Friuli, no Norte da Itália. 
Foi o último dos filhos de Antônia e Domingos Scrosoppi, cristãos fervorosos que educaram os filhos dentro dos preceitos da fé e na caridade. 





 



Aos doze anos, Luís ingressou no seminário diocesano de Udine, e, em 1827, foi ordenado sacerdote.
 
 






A região do Friuli, a partir de 1800, mergulhou na miséria em conseqüência das guerras e epidemias, o que serviu ao padre Luís de estímulo para cuidar dos necessitados. 

 Dedicou-se, com outros sacerdotes e um grupo de jovens professoras, à acolhida e à educação das "derelitas", as mais sozinhas e abandonadas jovens de Udine e dos arredores. 




 




 


A elas ele disponibilizou todos os seus bens, suas energias e seu afeto, sem economizar nada de si. 

Quando foi preciso, ele não hesitou em pedir esmolas. 

 A sua vida foi, de fato, uma expressão palpável da grande confiança na Providência Divina.
 
Com essas senhoras, chamadas de "professoras", hábeis no trabalho de costura e de bordado, que estavam aptas à alfabetização, dispostas a colocarem suas vidas nas mãos do Senhor para servi-lo e optando por uma vida de pobreza, padre Luís Scrosoppi fundou a Congregação das Irmãs da Providência. 
Mas notou que necessitava de algo mais para dar continuidade a essa obra. Por isso, aos quarenta e dois anos de idade, em 1846, tornou-se um "filho de são Felipe" e, através do santo, aprendeu a mansidão e a doçura, qualidades que lhe deram mais idoneidade na função de fundador e pai da nova família religiosa.
 



 




Todas as obras feitas por padre Luís refletiram sua opção pelos mais pobres e necessitados.








 Ele profetizou certa vez: "Doze casas abrirei antes da minha morte", e sua profecia concretizou-se. 
Foram, realmente, doze casas abertas às jovens abandonadas, aos doentes pobres e aos anciãos que não tinham família.

 Porém Luís não se dedicava apenas às suas obras de caridade.

 Ele também oferecia seu apoio espiritual e econômico a outras iniciativas sociais de Udine, realizadas por leigos de boa vontade.

 Era dele, também, a missão de sustentar todas as atividades da Igreja, em particular as destinadas aos jovens do seminário de Udine.
 




 


Depois de 1850, a Itália unificou-se, num clima anticlerical, e os fatos políticos representaram um período difícil para Udine e toda a região do Friuli. 
Uma das conseqüências foi o decreto de supressão da "Casa das Derelitas" e da Congregação dos Padres do Oratório, de Udine. 

Após uma verdadeira batalha, conseguiu salvar as "Casas", mas não conseguiu impedir a supressão da Congregação do Oratório.
 
Já no fim da vida, padre Luís transferiu a direção de suas obras às irmãs, que aceitaram a missão com serenidade e esperança.

 Quando sentiu chegar o fim, dirigiu suas últimas palavras às irmãs, animando-as para os revezes que surgiriam, lembrando-as:

 "... Caridade! Eis o espírito da vossa família religiosa: salvar as almas e salvá-las com a caridade".
 
São Luis morreu no dia 3 de abril de 1884.

 Toda a população de Udine e das cidades vizinhas foram vê-lo pela última vez e pedir-lhe ajuda do paraíso celeste.
 
No terceiro milênio, as irmãs da Providência continuam a obra do fundador nos seguintes países: Romênia, Moldávia, Togo, Índia, Bolívia, Brasil, África do Sul, Uruguai e Argentina.
 
Padre Luís Scrosoppi foi proclamado santo pelo papa João Paulo II em 2001.
Nessa solenidade estava presente um jovem sul-africano que foi curado, em 1996, da Aids. 
Por esse motivo, esse mesmo pontífice declarou São Luis Scrosoppi padroeiro dos portadores do vírus da Aids e de todos os doentes incuráveis. 


 




O jovem sul-africano que se curou desse vírus entrou no Oratório de São Felipe Néri, tomando o nome de Luís.
 





















Em Carinzia na Austria,  
padre Luis é eleito o santo protetor dos jogadores de futebol. 

Sua estátua acompanha os times no campo. Eles buscam em São Luis apoio, força e garra que rege o time. A resistência os acompanha nas dificuldades ou nos momentos de glória, o exemplo do justo espírito esportivo para viver intenças emoções privadas de violência.
Sendo essas as virtudes que em 1800 São Luis cultivou como parte de sua obra para viver a caridade.












Deus Nosso Pai,
nós vos louvamos e agradecemos porque concedeste 
a São Luís Scrosoppi 
uma grande força e um maravilhoso ardor 
no serviço aos pobres e pequenos.

Concedei a todos nós, 
filhos e filhas , 
a mesma graça para continuar com generosidade e criatividade a missão por ele começada, 
sem deixar-nos enfraquecer pelo medo, 
pelo desânimo, pelas dificuldaes da caminhada.

Por Cristo Nosso Senhor, Amém.








Ó Senhor, 
que, em São Luís, 
acendeu o fogo do teu amor para a humanidade sofredora 
e o tornou modelo de santidade para todos nós, 
 infundi o mesmo Espírito de caridade 
operante no teu povo e nesta tua Igreja, 
para torná-la imagem legível do teu vulto paterno 
para os homens e mulheres do terceiro milênio.
Ó São Luís, 
modelo de generosidade, 
com a ajuda da Virgem Mãe, 
que foi teu sustento para toda a vida,
 intercede para que esta tua terra 
saiba apresentar pastores santos,
 cristãos generosos 
e almas consagradas 
ao serviço de Cristo e do Evangelho.
 Amém.












Cura milagrosa da AIDS.Em 1º de julho de 2000 foi promulgado o decreto eclesiástico reconhecendo a cura milagrosa de um jovem pela intercessão do Padre Luigi.
 Aconteceu em Oudshoon, República da África do Sul.  

A declaração do Papa foi a seguinte:"Este é o caso de um milagre obtido por intercessão do Beato Luigi Scrosoppi, sacerdote do Oratório de São Filipe Neri, fundador da Congregação das Irmãs da Providência, a rápida, completa e permanente de recuperação de polineurite e *caquexia um jovem HIV positivo "Este jovem era um estudante no Oratório de São Felipe Neri.  

Em outubro de 1994 ele começou a mostrar sintomas de AIDS.  

Os resultados do teste confirmou que ele era HIV positivo e rapidamente chegaram a um estágio avançado de AIDS.

 Ele tinha sido forte e ativo, mas não conseguia ficar em pé, não conseguia comer ou ver ou ouvir um homem tornando-se extremamente magro. Quando já não respondia ao tratamento, o médico aconselhou que ele voltasse para a sua família, na Zâmbia, antes que fosse tarde demais.A comunidade de San Felipe Neri Oratório e todos os fiéis de Oudtshoon começaram a orar pela sua recuperação através da intercessão do Padre Luigi, tornando-se conhecido para os fiéisque o jovem tinha uma devoção especial ao Pai Scrosoppi.

 Ele próprio, como sua família na Zâmbia, chegaram a rezar pela mesma graça por meses.Durante a noite de 10 de outubro de 1996, ele viu o jovem P. Luigi em sonhos e, de repente começou a se sentir melhor.

 De madrugada quando ele acordou, ficou surpreso ao descobrir que ele estava completamente curado, havia retornado  a saúde integral como ele tinha antes da doença



 

Ele tornou-se um jovem seminarista, preparando-se para o sacerdócio na Congregação dos Padres de San Felipe Neri Orantes e permanece para sempre o amigo e colega P. Luigi.Com este milagre, P. Luigi continuou apontando o caminho para a oração constante, oração de compaixão e amor.  





Assim como fez durante sua vida, ainda vem em auxílio dos jovens em dificuldades, de todos os que sofrem, aqueles que vivem em situações de tempestade.  

Sempre pronto para acompanhar os passos daqueles que se entregam a providência divina.* Caquexia: estado do corpo em que está comprometida a nutrição e, portanto, enfraquece as funções vitais.










FONTES:


 
http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Os%20Santos%20do%20Dia/Santos%20do%20M%C3%AAs%20de%20Abril/03-04%20S%C3%A3o%20Ricardo%20de%20Chichester,%20Bispo%20e%20Confessor.%20.htm




domingo, 1 de abril de 2012

SÃO HUGO DE GRENOBLE, BISPO - 01 DE ABRIL




Tive dificuldades em encontrar a imagem desse santo, pois há também são Hugo de Lincoln, que sempre tem um cisne ou ganso aos pés.

Existem vários santos com o nome de Hugo. Os dois mais importantes tiveram muitas coisas em comum. Além do nome são quase do mesmo tempo e lugar. 

Um é Hugo, Abade de Cluny (1024-1109), e o outro, Bispo de Grenoble (1053‑1132).

Ambos abraçaram a vida religiosa na flor da idade e tiveram encargos de grande responsabilidade. 

Hugo de Cluny com 20 anos apenas, foi ordenado sacerdote e com 25 sucedeu ao abade Odilon e permaneceu no cargo por 60 anos. 

Hugo de Grenoble estudou em Valência e em Reims onde foi aluno de São Bruno, com 27 anos apenas foi nomeado bispo de Grenoble por Gregório VII e ficou no cargo por 52 anos. 

 Ambos foram excelentes colaboradores dos papas Gregório VII, Urbano II, Pascoal II e Inocêncio II. 

Ajudaram na reforma da Igreja, na luta contra a simonia e a corrupção do clero. 

Ambos foram os primeiros a dar exemplo de reforma pessoal e interior. 

Os dois foram propugnadores da vida monástica.

Cluny se tornou exemplo de vida monástica para toda a Europa.

 O rigoroso São Pedro Damião dá um belo testemunho de Cluny que visitou em 1063:

 "Que diremos da severidade, da ascese, da disciplina da Regra, do respeito pelo mosteiro e pelo silêncio? 

Durante o tempo do estudo, do trabalho ou da leitura da Bíblia, ninguém ousa andar atoa pelos corredores ou falar, senão em caso de verdadeira necessidade. 

O serviço de Deus enche de tal modo o dia que alem dos trabalhos necessários para os irmãos, fica só meia hora para conversa e colóquios necessários. Falam muito raramente.

Durante o silencio noturno, e em certos lugares (cozinha, sacristia, dormitório, refeitório e clausura) também de dia, só se fala por meio de sinais, que são escolhidos com tanta severidade que não dá lugar a leviandade”.

 
 São Hugo de Grenoble foi um dos artífices da fundação dos cartuxos ( Grande Cartuxa).

Foi ele que acolheu São Bruno e deu-lhe a montanha da Cartucha. Alí ele repetiu o milagre de Moises: fez jorrar água da rocha.







 








São Bruno diante de São Hugo
















São Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França

Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois que se tornou viúvo, se casou de novo. 

Hugo era filho da segunda esposa. 

Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos.
 
Aos vinte e sete anos, Hugo foi ordenado sacerdote e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cônego.

 Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. 

Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. 

Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. 

Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble.
 
Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. 

A região era muito extensa e tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí. Havia tempos a diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.
 



 
 



Hugo foi nomeado bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Mas sua vida de monge durou apenas dois anos.

 O papa insistiu porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso também, reassumindo o cargo.
 
Cinco décadas depois de muito trabalho, árduo mas frutífero, a diocese estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges cartuchos. 




 São Hugo no refeitório dos Cartuxos




O bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o famoso monge Bruno de Colônia, que foi elevado aos altares também, na fundação dessa ordem. 

Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade pelo trabalho social junto à comunidade mais carente, tudo muito distante da vida fútil, mundana e egoísta que prevalecia naquele século.
 
Foram cinqüenta e dois anos de um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo.
 
Já velho e doente, o bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do papa Honório II uma resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o bispo à frente da diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu rebanho.
 
O Santo Hugo morreu com oitenta anos de idade, no primeiro dia 1132, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida.
 
Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão. 

O culto a são Hugo foi autorizado dois anos após sua morte, pelo papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o mundo católico.







 São Hugo de Grenoble, 
alcançai-me uma vida de contemplação, 
oração, escuta de Deus, 
trabalho e disciplina, 
a fim de que eu não desperdice meu tempo com coisas levianas e passageiras que comprometam minha salvação. 
Por Cristo Nosso Senhor. 
Amém.








Quadro: O sonho de São Hugo.
Nesse sonho, 
apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso. Após este sonho, 
o Bispo recebeu a visita de Bruno
 que estava acompanhado por seis companheiros monges.
 Ao ver os sete varões, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho 
e concedeu-lhes as terras onde São Bruno 
iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa 
com o coração abrasado de amor por Jesus
 e pelo Reino de Deus.






 SÃO HUGO DE GRENOBLE, 
INTERCEDEI POR NÓS!





São Hugo, São Bruno
e a Virgem Maria.