quarta-feira, 16 de agosto de 2017

AS SANTAS QUE SE VESTIRAM DE HOMEM.

Devido a leis que evitavam que as mulheres se apresentassem em posicionamento de liderança dentro de uma sociedade, muitas delas decidiram viver suas vidas como homens,  temos alguns exemplos nas histórias de vida de alguns Santos e Santas:




SANTA MARINA SE PASSOU POR MONGE



















Santa Marina ou Santa Marina de Bitínia viveu no século V d.c. no norte do Líbano ou oeste da Turquia. Após a morte da mãe, seu pai Eugênio resolve entrar para a vida monástica. Não querendo abandoná-lo, a jovem Marina raspou os cabelos e se vestiu de homem, prometendo manter sua identidade em segredo para poder acompanhar o pai. 



Adotando o nome de Marino, foi dedicada e muito fervorosa na sua vida religiosa mesmo depois da morte do pai, ganhando a afeição de todos no mosteiro.

Depois de viver no mosteiro por alguns anos, tornou-se necessário que pai e filha viajassem.
Enquanto estavam hospedados em uma pousada, a filha rebelde do estalajadeiro ficou atraída por Marinus e tentou seduzi-la. Quando Marinus recusou seus avanços, ela afirmou ter sido seduzida por Marinus e que estava grávida. Este, por sua vez, não tentou desmentir as alegações. Assim, foi expulsa do monastério.

Para piorar a situação Marinus foi obrigado a assumir a paternidade da criança, sendo obrigado a realizar duras penitências e trabalhos braçais. Quando sua identidade foi revelada, enfim chegou a hora de sua morte. Marinus é reverenciado pela igreja Católica Romana e Ortodoxa como Santa Marina, a monja.


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SANTA EUGÊNIA DE ROMA

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Diz-se que ela era filha de Filipe, o "duque" de Alexandria e governador da província romana do Egito. Ela então fugiu de casa disfarçada de homem e foi batizada por Helenus, bispo de Heliópolis. Posteriormente ela se tornou um abade, ainda fingindo ser um homem. 
Ela - ainda fingindo - curou uma mulher de uma doença e quando ela tentou se insinuar para Eugênia, ela a rejeitou e acabou sendo acusada falsamente de adultério em público. Ela foi levada à corte onde, ainda disfarçada, ela se encontrou com seu pai como juiz. No julgamento, sua verdadeira identidade feminina foi descoberta e ela foi perdoada. Seu pai se converteu para a fé cristã e se tornou bispo de Alexandria, o que incitou o imperador Valeriano a executá-lo. Eugênia e todos os que moravam com ela se mudaram então para Roma, onde converteram muitos para o cristianismo nascente, especialmente as donzelas, o que não impediu o seu martírio. Proto e Jacinto foram decapitados e Eugênia também, logo após ela ter tido - conforme a lenda - uma visão de Cristo num sonho afirmando que ela morreria na Festa de Natal. Ela foi decapitada em 25 de dezembro de 258.


SANTO ONOFRE - O SANTO QUE MUDOU DE SEXO

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No rito ortodoxo, Onofre teria sido uma jovem virtuosa que, para preservar a sua virgindade de um feroz perseguidor, rezou para que Deus a transformasse num homem, o que lhe foi concedido. Depois, foi viver como eremita no deserto do Egito, vivendo pelado e tendo apenas a sua longa barba a lhe cobrir as partes.

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SANTA JOANA D`ARC VESTIU-SE DE SOLDADO

Joana se apresentou ao rei como Jehanne la Pucelle. Comumente traduzido como “moça” em inglês, a palavra francesa medieval pucelle era então a palavra ordinária para virgem. Sob esse título, Joana o informou que tinha ordens do alto de expulsar os ingleses da França e coroá-lo em Reims. Ela tinha apenas dezessete anos, dificilmente cinco pés de altura (ndt: aproximadamente 1,52 m) e iletrada. 

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Até então ela estava vestindo roupa masculina a pedido dos Céus, não apenas porque estava ocupada em liderar tropas na batalha, mas principalmente porque teria que preservar sua virgindade em meio aos soldados no campo. O rei teve a precaução de requerer à sua sogra Yolanda, Rainha da Sicília, e suas senhoras, que verificassem tanto o sexo de Joana como sua integridade física.

Joana Darc cortou seu cabelo bem curto e vestia roupas de homem. Ela particularmente imaginava belas armaduras e bons cavalos, que montava escarranchada e era admirada por sua proeza com a lança. Liderava tropas em batalha, mantendo-se na armadura por seis dias seguidos se necessário, e nunca vacilava em seu objetivo mesmo depois do inimigo capturá-la. 


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Eles a examinaram e executaram, não por crimes de guerra, mas por usar roupas masculinas e ser considerada uma feiticeira, pois uma mulher não lideraria um exército, segundo se pensava na época, nem suas revelações poderiam ser consideradas divinas pela Inglaterra, se não ela teria que negar seu poder político no território francês.




Nisto não há judeu nem grego; 
não há servo nem livre; 
não há macho nem fêmea; 
porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
 Gálatas 3,28

terça-feira, 15 de agosto de 2017

OS SANTOS E SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO IV


SANTA BRÍGIDA E SUAS VACAS


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A tradição diz que as vacas de Brígida davam leite três vezes ao dia para prover leite para os pobres.

O pai de Santa Brígida era um homem rico que possuía um grande rebanho de vacas leiteiras. Quando Brigida era menina, seu pai a enviou para tirar leite das vacas e fazer manteiga. Brígida juntou as vacas, depois as ordenhou uma a uma e começou a bater o leite para fazer manteiga, cantando.
 As pessoas passando na estrada pararam para ouvir seu canto. Muitos eram pobres, vestidos com trapos. Ouvir a música de Brígida ajudou-os a esquecer seus problemas.


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Santa Brígida  raspou a manteiga doce, amarela como um campo de botões de ouro. Ela tinha o suficiente para encher um balde. Então, notou as pessoas pobres que estavam na estrada. Elas agradeceram pela música.

Santa Brígida não podia sentir-se feliz vendo como eles estavam esfarrapados e famintos. "Vocês gostariam de um pouco de manteiga?", Perguntou.

Os pobres a olhavam com olhos gratos. Santa Brígida estendeu seu balde para eles.  Mais pessoas vieram. Logo, o balde estava vazio.

"Eu vou fazer mais", disse Santa Brígida. "E você também gostaria de beber um pouco de leite fresco?" Ela ordenhou as vacas e fez mais manteiga, cantando o tempo todo. Ela passou toda a manhã e boa parte da tarde, ordenando e agitando. Ela serviu galões de leite e  manteiga. E o milagre era que suas vacas continuavam a dar leite até que todas as pessoas pobres tivessem o suficiente.

Até o balde de manteiga estar limpo, e nenhuma gota de leite ser obtida de qualquer das vacas.

"É hora de ir para casa. O Pai vai ficar preocupado, pensando onde eu estava ", disse Brígida. Ela pegou o balde e começou a voltar para a estrada.


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Seu pai estava realmente preocupado. "Onde está a manteiga?", Ele perguntou enquanto ela atravessava a porta.

"Se foi", disse Brígida.

"Se foi?" Como pode desaparecer? E o leite? "

"Também se foi!"

"Todas aquelas vacas? Todo o leite? Toda a manteiga? Se foi, você diz? Para onde foi? "

Santa Brígida disse a seu pai como ela passou o dia derramando leite e fazendo manteiga para as pessoas pobres que haviam entrado na estrada. Agora não havia uma gota de leite ou um tapinha de manteiga. Mas, de fato, não valeu um pouco de leite e manteiga para tornar felizes essas almas pobres?

"Não! Não valeu a pena. E você é uma tola ", disse seu pai. "Se você der a todos os mendigos que vagam pela estrada, logo não teremos nada para nós mesmos. O que será de nós então? Deixe isso ser uma lição para você. Volte para o pasto e não volte para casa até que você tenha substituído todo o leite e a manteiga que você deu.

Santa Brígida pegou seu balde e voltou para o pasto. Ela encontrou as vacas cobertas pela noite. Não haveria mais leite até amanhã. Santa Brígida sentou-se no banco e olhou para o céu.

"Pai Celestial", ela disse, "sempre tento fazer o bem, mas não tenho certeza se fiz certo ou errado. Tentei ajudar os pobres. Agora, o pai está bravo comigo por dar nosso leite e manteiga. Eu estava errada? Ou ele está? Por favor, me mostre o caminho certo. Me dê um sinal."

Assim que Santa Brígida terminou sua oração, ela ouviu asas batendo sobre a cabeça. Desceram do céu era uma legião de anjos. Cada um carregava um balde. Os anjos  sentaram-se e começaram a ordenar. Quando seus baldes estavam cheios, eles agitaram o leite e fizeram a manteiga - três vezes mais manteiga do que a que Brígida havia dado. Então eles voltaram para o céu, deixando a manteiga para trás em baldes de ouro puro.

Assim, Brígida recebeu seu sinal. E assim também ela descobriu que nenhuma boa ação nunca foi desperdiçada. Ele sempre retorna ao doador dez vezes.


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Santa Brígida é um dos santos mais importantes da Irlanda. Ela é a padroeira das leiteiras. Seu dia da festa é 1 de fevereiro e seu emblema é a vaca.


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Oração à Santa Brígida de Kildare

Santa Brígida da Irlanda, assim como em Teus milagres nunca faltou leite a quem Te pedira, pois, se somente havia água, transformava-a em leite, e, em não havendo leite, da única vaca que ordenhavas nunca encontraste secura, recorro a Ti para que também não me faltem nunca saúde e paz, pois destas duas tudo o mais se consegue com trabalho, esforço, dedicação e alegria.

Se em meu caminho surgirem dificuldades, causadas por meu próprio livre-arbítrio ou pelos rumos do mundo e da vida, peço a Ti somente que me ajudes a resolvê-los e que intercedas por mim junto a Cristo e a Deus Nosso Senhor.

Comprometo-me a fazer minha parte, não só para solucionar meus problemas, mas para reparar os erros que a outros tiverem prejudicado.

De resto, agradeço tudo o que tiveres feito por mim, porque confio que cada caminho aberto em minha vida e cada problema solucionado recebeu, como eu recebi, Teu olhar favorável, caridoso e abençoado.

Amém!






ALGUMAS FONTES:

http://rezairezairezai.blogspot.com.br/search/label/SANTA%20BR%C3%8DGIDA%20DA%20IRLANDA
https://thevalueofsparrows.com/2014/05/09/story-saint-brigid-and-the-cows/




domingo, 13 de agosto de 2017

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - PADROEIRO DAS FAMÍLIAS EM DIFICULDADE E DA IMPRENSA - 14 DE AGOSTO












Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da ação cristã, pelo seu apostolado, é considerado o patrono da imprensa.

É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos. Foi canonizado por João Paulo II como "mártir da caridade".






Seu nome de batismo era Raimundo Kolbe. Nascido em 8 de janeiro de 1894, na Polônia, era filho de família pobre. Seus pais eram operários humildes e simples, porém, ricos de fé e religião. No lar ele recebeu os princípios da fé e do amor cristãos. Por isso, com apenas treze anos Raimundo Ingressou no Seminário dos Frades Menores Conventuais Franciscanos. Ali, vivendo entre os confrades, ele demonstrou logo a força de sua vocação religiosa.


Durante o tempo de estudos, Raimundo foi um estudante que deixou marcas pela mente brilhante e por ser muito atuante, apesar da pouca idade. 





Ainda estudante, manifestou sua profunda devoção à Virgem Maria quando fundou um apostolado mariano ao qual deu o nome de "Milícia da Imaculada". Terminou seus estudos na cidade de Roma. Lá, recebeu o sacramento da ordem em 1918. Nessa ocasião, assumiu o nome religioso de Maximiliano Maria, em homenagem a São Maximiliano e a Nossa Senhora. Depois de ordenado, voltou para a Polônia, e passou a lecionar no Seminário franciscano de Cracóvia.

Padre Maximiliano Maria Kolbe destacou-se na Igreja pelo grande amor a Nossa Senhora e pelo seu incrível espírito empreendedor na área da comunicação social. Quatro anos após sua ordenação, em 1922, quase sem dinheiro, ele fundou uma tipografia. Ali fez proezas. 




Criou e editou uma revista dedicada a Nossa Senhora. Depois, criou um periódico semanal, uma revista para crianças e outra para sacerdotes. As tiragens começaram pequenas e, em pouco tempo, eram milhares. Seu espírito evangelizador, porém, não se contentava apenas com a palavra escrita. Por isso, criou uma emissora católica de rádio. Sua ação apostólica pelos meios de comunicação chegou até o Japão! E sua meta era estender a obra ao mundo inteiro, conquistando almas para Jesus através da Virgem Maria.

No início da Segunda Guerra Mundial São Maximiliano Maria Kolbe voltou à Polônia para dirigir a formação dos novos franciscanos. Pouco tempo depois, em 1939, os nazistas invadiram sua terra e prenderam Padre Kolbe pela primeira vez





Soltaram-no e voltaram a prendê-lo uma segunda vez em 1941. Dali, transferiram-no para o temível campo de concentração de Auschwitz, onde ele conheceu os horrores da guerra provocados pelos nazistas.

Em agosto do mesmo ano, 1941, um prisioneiro conseguiu fugir de Auschwitz. Por causa disso, os soldados alemães, furiosos, impingiram uma punição terrível aos outros prisioneiros: sortearam dez presos para serem mortos de maneira cruel. Um dos dez sorteados era Francisco Gajowniczek. Quando soube de sua triste sorte, começou a chorar e clamar em voz alta, afirmando ter esposa e filhos para criar. 





Nesse momento, São Maximiliano Maria Kolbe pediu ao comandante alemão para ir no lugar de Francisco. O comandante concordou.

Os soldados alemães despiram, então, São Maximiliano Maria Kolbe e os outros nove. Depois, prenderam-nos numa cela escura, húmida e pequena. Ali os dez prisioneiros ficaram sem água e sem alimentos, para morrerem aos poucos. Duas semana depois, Padre Kolbe, acostumado aos jejuns e pela força da oração, ainda sobrevivia e, com ele, outros dois com privilegiado porte físico. 





Então, os soldados aplicaram-lhes injeções mortais para desocuparem a cela. Aconteceu em 14 de agosto de 1941.


Em 1971 o Papa João Paulo II celebrou a beatificação de São Maximiliano Maria Kolbe e em 1982 o mesmo Papa celebrou sua canonização. Nessa ocasião, João Paulo II deu a ele o título de "Padroeiro do nosso difícil século XX".





Na cerimônia em que Padre Kolbe foi canonizado, Francisco Gajowniczek estava presente e testemunhou a coragem e o amor daquele Padre franciscano que se ofereceu para sofrer e morrer em seu lugar, dando a Francisco a chance de cuidar de sua família.







ALGUMAS FRASES DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE:

“Eu vou morrer e vocês vão ficar. Antes de me despedir deste mundo, quero deixar- lhes uma lembrança […], contando- lhes algo, pois minha alma está transbordando de alegria: o Céu me foi prometido com toda segurança, quando estava no Japão. […] Lembrem-se disso e aprendam a estar prontos para os maiores sofrimentos”.


“Ninguém no mundo pode mudar a verdade. O que podemos fazer é procurá-la e servi-la quando a tenhamos encontrado. O conflito real de hoje é um conflito interno. Mais além dos exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis no mais profundo de cada alma: o bem e o mal, o pecado e o amor. De que nos adiantam vitórias nos campos de batalha, se somos derrotados no mais profundo de nossas almas?”.


“Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação. Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus, Deus Pai, a Santíssima Trindade”.

 “Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus” 
São Maximiliano Kolbe, meses antes de ser preso pela Gestapo






Oração a São Maximiliano Maria Kolbe

“Ó São Maximiliano, seguidor fidelíssimo do Pobrezinho de Assis, que inflamado de amor a Deus transcorreste a vida na prática assídua das virtudes heróicas e na obras santas do apostolado, volta o teu olhar a mim, teus devoto, que confio na tua intercessão.

Tu que, irradiado da luz da Virgem Imaculada, atraístes inúmeras pessoas aos ideais de santidade, chamando-as em diversas formas de apostolado para o triunfo do bem e da dilatação do Reino de Deus, obtenha a mim a luz e força para operar o bem e atrair muitas pessoas ao amor de Cristo.

Tu que, na perfeita conformidade ao divino Salvador, alcançaste alto grau de caridade para oferecer, em sublime sacrifício de amor, a tua vida para salvar a um irmão prisioneiro, suplique do Senhor a graça que ardentemente te peço... (coloca-se a intenção)

E, animado pelo mesmo ardor de caridade, possa também eu com a fé e com obras testemunhar Cristo aos irmãos, para alcançar contigo a beatificante possessão de Deus na luz da glória. Amém.”




A Milícia da Imaculada

foi fundada em 16 de outubro de 1917[4], em Roma, Itália, por sete jovens frades, entre eles, José Pal, Antônio Glowinski, Jerônimo Biasi, Quirico Pignalberi, Antônio Mansi, Henrique Granata e Maximiliano Kolbe. Todos reunidos em um pequeno quarto, no Colégio Seráfico Internacional, localizado na Rua São Teodoro, número 42. Algumas velas, uma imagem, um único ideal: "Conquistar o mundo inteiro a Cristo sob a mediação e proteção de Nossa Senhora", utilizando todos os meios lícitos, principalmente os meios de comunicação social.

Era noite, e Frei Maximiliano Kolbe trazia consigo somente a oitava parte de uma folha de papel. Nela escreveu os principais pontos do movimento que acabava de fundar. "Milícia da Imaculada. Ela esmagará a tua cabeça (Gênesis 3,15). Sozinha venceste todas as heresias no mundo inteiro". Uma jaculatória, uma medalha e a conversão de toda a humanidade, aliás, sua santificação.

São Maximiliano, ao criar o movimento, concebeu três objetivos fundamentais para seguir com a obra. Sendo eles:

(Finalidade): Procurar a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos, e especialmente dos maçons e dos judeus. Além da santificação de todos sob o patrocínio e por intermédio da B.B.M. Imaculada.

(Condições): Oferecimento total de si mesmo, como instrumento em Suas mãos Imaculadas; Levar a Medalha Milagrosa.





(Meios): Rezar, fazer penitência, oferecer a Deus os cansaços e os sofrimentos quotidianos da vida; dirigir-se, possivelmente todos os dias, à Imaculada com a jaculatória; "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos, e por todos aqueles que a vós não recorrem, e principalmente os inimigos da santa igreja". 

Usar qualquer meio válido e legítimo à disposição para a conversão e a santificação dos homens, mas, sobretudo, a imprensa e a medalha milagrosa. Fazer-se, assim, intérpretes esperados do Evangelho e capazes de suscitar escolhas cristãs e vocacionais com a oração, a penitência, o bom exemplo, a cordialidade, a doçura, a bondade, como reflexo das acções da Imaculada (cf. SK 97).





Quando se renuncia à própria vida,
No gesto heróico da oblação suprema,
Para glória de Deus e bem das almas,
Também o sangue é poema.




Como a água das fontes cristalinas,
Brotando do sopé de serra brava,
Se é por Jesus que se derrama o sangue,
O sangue também lava.






Ap 3, 10-12
Porque guardaste a minha palavra com firmeza, também
Eu te guardarei na hora da provação que está para sobrevir ao
mundo inteiro, para provar os habitantes da terra. Eu venho
em breve; conserva com firmeza o que tens, para que ninguém
arrebate a tua coroa.
Farei do vencedor uma coluna no templo do meu Deus e
jamais sairá dele; escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o
nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do
Céu, de junto do meu Deus, e também o meu nome novo.


Oremos:

Deus de poder e de misericórdia, 
que destes tão admirável
fortaleza ao mártir São Maximiliano Maria Kolbe
 para poder superar a dor dos tormentos,
concedei aos fiéis que hoje celebram o seu triunfo a graça de vencerem com a vossa proteção
 as insídias do inimigo. 
Por Nosso Senhor.
Amém!




1 Pedro 5, 10-11
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória
eterna em Cristo Jesus, depois de terdes sofrido um pouco, vos
aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis e vos fortificará. A Ele o
poder e a glória por toda a eternidade. Amém
.


Feliz quem dá sem medida,
Até dar a vida à morte.
Em Deus liberto, o seu rosto
No rosto de Deus se espelha.




Salmo 115 (116 B)
10 Confiei no Senhor, mesmo quando disse: *
 «Sou um homem de todo infeliz».
 11 Na minha perturbação exclamei: *
 «É falsa toda a segurança dos homens».
12 Como agradecerei ao Senhor *
 tudo quanto Ele me deu? 
13 Elevarei o cálice da salvação, *
 invocando o nome do Senhor.
14 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, *
 na presença de todo o povo.
 15 É preciosa aos olhos do Senhor *
a morte dos seus fiéis.
16 Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva: *
 quebrastes as minhas cadeias.
 17 Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, *
 invocando, Senhor, o vosso nome.
18 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, *
 na presença de todo o povo, 
19 nos átrios da casa do Senhor, *
 dentro dos teus muros, Jerusalém.

Ant. Se alguém Me servir, meu Pai que está nos Céus o
honrará (T. P. Aleluia).










ALGUMAS FONTES:
http://www.cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-maximiliano-maria-kolbe/270/102/#c
http://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/sao-maximiliano-maria-kolbe-o-cavaleiro-da-imaculada-2-143506
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiliano_Maria_Kolbe


sábado, 12 de agosto de 2017

OS SANTOS E SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO III


 SANTA ROSA DE LIMA - SEUS MOSQUITOS E GALO DE ESTIMAÇÃO

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Santa Rosa de Lima tinha um pomar com várias poças d`água onde havia muitos mosquitos que incomodavam a família. Um dia, Santa Rosa construiu uma capela para suas orações e pediu-lhes por favor para não incomodá-la ou à sua família. Em troca, ela prometeu nunca mais molestá-los . 

Desde então, os mosquitos participavam tranquilamente das orações de Santa Rosa que cantava e tocava músicas louvando ao Senhor. Mas, um dia , uma mulher devota chamada Catarina  matou um mosquito que a tinha mordido. Então, a Santa pediu a sua amiga e aos mosquitos para não fazerem mais danos. 

Outra Beata, chamado Frasquita Montoya se recusou a entrar na capela porque estava cheia de mosquitos. Então, a Santa enviou três mosquitos que a picaram, um em nome do Pai, outro, do Filho e outro em nome do Espírito Santo.


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E tudo isto provém de Deus, 
que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo,
 e nos deu o ministério da reconciliação; 
2 Coríntios 5,18



O galo de Santa Rosa de Lima

A família Santa Rosa de Lima tinha um galo amado por todos. Mas um dia ele ficou doente e a mãe de Santa Rosa resolveu matá-lo e cozinhá-lo. 

Assim que Santa Rosa soube, foi até o Galo e pediu-lhe para se levantar e  cantar para salvar sua vida. Imediatamente, ele levantou, sacudiu as asas e cantou muito forte "Quiquiriquí (Vou agora fugir!), Quiquiricuando (Estou indo, você está me despenando!)".




Regozijo-me agora no que padeço por vós, 
e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo,
 pelo seu corpo, que é a igreja; 
Colossenses 1,24


SANTA VERIDIANA E AS DUAS SERPENTES 


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Santa Veridiana, desejando entregar-se a Deus em uma vida de oração e penitência, mandou construir uma pequena cela onde entrou vestida com o austero saial dos eremitas.
Em seguida, mandou emparedar a entrada de modo a ficar apenas com pequena janela aberta, por onde poderia receber pão e água, participar das cerimônias religiosas, confessar-se e comungar.

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Segundo a lenda, duas serpentes teriam entrado na cela e ali teriam ficado para atormentarem a devota reclusa e porem à prova a sua virtude. Ela aceitou os sofrimentos como forma de penitência e de unir-se a Cristo Crucificado em suas dores.




BÍBLIA ( Dn 3,57-88.56 ):

Louvor das criaturas ao Senhor

51.Então os três jovens elevaram suas vozes em uníssono para louvar, glorificar e bendizer a Deus dentro da fornalha, neste cântico:

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–57 Obras do Senhor, bendizei o Senhor, * 
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! 
–58 Céus do Senhor, bendizei o Senhor! * 
59 Anjos do Senhor, bendizei o Senhor! 


–60 Águas do alto céu, bendizei o Senhor! * 
61 Potências do Senhor, bendizei o Senhor! 
–62 Lua e sol, bendizei o Senhor! * 
63 Astros e estrelas, bendizei o Senhor!

–64 Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor! * 
65 Brisas e ventos, bendizei o Senhor! 
–66 Fogo e calor, bendizei o Senhor! * 
67 Frio e ardor, bendizei o Senhor!

–68 Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor! * 
69 Geada e frio, bendizei o Senhor! 
–70 Gelos e neves, bendizei o Senhor! * 
71 Noites e dias, bendizei o Senhor!

–72 Luzes e trevas, bendizei o Senhor! * 
73 Raios e nuvens, bendizei o Senhor! 
–74 Ilhas e terra, bendizei o Senhor! * 
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! 

–75 Montes e colinas, bendizei o Senhor! * 
76 Plantas da terra, bendizei o Senhor! 
–77 Mares e rios, bendizei o Senhor! * 
78 Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!

–79 Baleias e peixes, bendizei o Senhor! * 
80 Pássaros do céu, bendizei o Senhor! 
–81 Feras e rebanhos, bendizei o Senhor! * 
82 Filhos dos homens, bendizei o Senhor!

–83 Filhos de Israel, bendizei o Senhor! * 
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! 
–84 Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor! * 
85 Servos do Senhor, bendizei o Senhor!(R.) 

–86 Almas dos justos, bendizei o Senhor! * 
87 Santos e humildes, bendizei o Senhor! 
–88 Jovens Misael, Ananias e Azarias, * 
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! 

– Ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo * 
louvemos e exaltemos pelos séculos sem fim! 
–56 Bendito sois, Senhor, no firmamento dos céus! * 
Sois digno de louvor e de glória eternamente! 




ALGUMAS FONTES:
http://www.resumendehistoria.com/2016/06/los-mosquitos-y-el-gallito-de-santa.html
http://rezairezairezai.blogspot.com.br/search/label/SANTA%20VERIDIANA
http://liturgiadashoras.org/quaresma/horas/3domingoquaresma_laudes.htm

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

OS SANTOS E SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO II

SÃO FRANCISCO E O COELHO


Numa ocasião em que estava morando no povoado de Greccio, um irmão foi levar-lhe um coelhinho que caíra vivo numa armadilha. O santo ficou comovido quando o viu e disse: “Irmão coelhinho, vem cá. Como é que isso foi acontecer?” O Irmão que o segurava soltou-o e ele correu para o santo, encontrando nele o lugar mais seguro, sem que ninguém o obrigasse, e descansou em seu regaço. Depois que tinha descansado um pouquinho, o santo pai, acariciando-o maternalmente, soltou-o para que voltasse livre para o mato. Mas todas as vezes que era posto no chão voltava para as mãos do santo, até que este mandou que os irmãos o levassem para o bosque, que ficava perto. Coisa parecida aconteceu com uma lebre, animal muito pouco doméstico, quando estava na ilha do lago de Perusa.



SÃO MARTINHO DE LIMA E SEUS GATOS, CÃES E RATOS




Nos documentos do processo de beatificação diz-se que São Martinho de Lima "estava envolvido no cuidado e alimentação não apenas dos pobres, mas também dos cães, gatos, ratos e outros pequenos animais, e se esforçou para fazer a paz não apenas entre as pessoas, mas também entre cães e gatos, e entre gatos e ratos, estabelecendo pactos de não agressão e promessas de respeito mútuo ". 


Não é de admirar que no convento, cães, gatos e ratos comessem do mesmo prato quando São Martinho de Lima colocava os alimentos. 
Diz-se que, um dia, na rua viu um cão sangrando pelo pescoço e prestes a cair. Ele repreendeu-o suavemente e disse estas palavras: "Pobre; Você queria ser muito inteligente e provocou a luta.  Você errou. Veja agora como está Venha comigo para o convento para ver se eu posso tratar-te". O cão foi com ele para o convento. O cão dormia sobre uma esteira de palha, ele verificou a ferida e aplicou suas medicinas, suas pomadas feitas de ervas. Depois de ficar uma semana em casa, o dispensou com um tapinha nas costas, e o cão agradeceu abanando o rabo, e bons conselhos para o futuro: "Não volte às velhas formas, eu disse, você é muito velho para  lutar. "

Outro episódio que explica o amor pelos animais é: é que o convento foi  infestado com camundongos e ratos, que roeram roupas e hábitos, tanto na sacristia, nas celas e no guarda-roupa. Após os monges resolverem tomar medidas drásticas para exterminá-los, São Martin de  Lima ( ou de Porres),  se sentiu ofendido e sofreu com o pensamento de que esses animais inocentes tinham que ser condenados dessa maneira.

Então, pegou um deles que caíra na ratoeira e lhe disse: “Vou te soltar; mas vai e dize a teus companheiros que não sejam molestos nem nocivos ao convento; que se retirem para a horta, que eu lhes levarei comida todos os dias”. Após estas palavras, o "chefe" da tribo dos ratos rapidamente tomou conhecimento do trato e todo o exército de ratos e camundongos  saiu numa longa procissão e marcharam ao longo dos corredores e do claustro para chegarem no lugar indicado. No dia seguinte, todos os ratos estavam quietinhos na horta, esperando a comida que Frei Martinho lhes levava! 


E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. Apocalipse 5,13



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Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
Romanos 8,22-23


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FAÇA UM DIÁRIO ESPIRITUAL - UMA TRADIÇÃO CATÓLICA DOS SANTOS











Um hábito católico antigo, que é bom resgatar, é o caderno de orações ou o Diário  Espiritual. Lembro que minha mãe tinha um caderno com suas orações, depois ela comprou um Livro de orações, mas era comum se anotar ou colar orações  em um caderno.  





Os livros de orações sempre inspiraram até mesmo o imaginário popular com a ideia do Livro utilizado pelas bruxas, que na verdade se inspira nas  Bíblias feitas pelos monges decoradas por belas iluminuras, algumas vezes assustadoras com visões de dragões, inferno e demônios. Os livros medievais sempre inspiraram o imaginário mítico.
Na wicca,  todo adepto deve ter seu livro das sombras para registrar sua experiência nas práticas, por eles, consideradas mágicas. 



No Catolicismo, nosso livro por excelência é a Bíblia. Santa Isabel amava seu Evangeliário, que  foi encontrado milagrosamente intacto, mesmo depois que caiu num rio e se perdeu por vários dias. 

Mas algo que também nos ajuda a crescer na fé é a prática de escrever nossas orações e experiências de Deus . Abaixo, destaquei alguns Santos, entre vários, que tiveram esse hábito de registrar suas experiências e orações. 


SANTO AGOSTINHO

É com Santo Agostinho que temos o início canonizado das escritas autobiográficas na Igreja. Em 379 d.C. ele escreve as suas Confissões, importante livro onde retrata a sua vida desde a época de pecador e agnóstico até sua conversão ao Catolicismo e os motivos que o levaram a ela.  Confissões foi escrito na sua velhice, é comovente como retrata a “luta” de sua mãe – Santa Mônica – para que ele se convertesse, o autor faz um verdadeiro levantamento do seu estado de “cegueira” espiritual antes de se encontrar definitivamente com Deus, não é à toa que um dos capítulos mais belos da obra se chama justamente Tarde Te Amei.


SANTA TERESA DE ÁVILA

Outra autobiografia de peso – O Livro da Vida – de Santa Teresa de Ávila, é um verdadeiro “itinerário” espiritual de sua alma, no livro Teresa estabelece os “níveis” acéticos para se chegar ao infinito que é Deus; chega mesmo a utilizar expressões e palavras de caráter íntimo para relacionar-se a Deus e a Jesus – tratasse da intimidade entre a alma e o Criador que estabelecem relações de intensa proximidade. 


SANTA VERÔNICA GIULIANI






 Em obediência às ordens dos seus confessores, durante 33 anos ela redigiu o seu Diário. Trata-se de um registro monumental que conta 22 mil páginas manuscritas. Este texto permaneceu inédito até o fim do Século XIX. Santa Verônica Giuliani é uma santa mística e uma das grandes representantes italianas do período barroco da espiritualidade da Paixão. Alguns trechos do Diário, foram ditados pela própria Virgem Maria, que a ajudava a lembrar de suas experiências.



SANTA FAUSTINA ESCREVEU UM DIÁRIO




Santa Faustina começou a escrever seu Diário a pedido do seu confessor o Padre Sopoćko. Nesse Diário, ela deixou registradas as aparições do Senhor Jesus para ela revelando o mistério da devoção para com sua Divina Misericórdia.
“Devo anotar os encontros de minha alma Convosco, ó Deus, nos momentos de Vossas especiais visitas. Devo escrever sobre Vós, ó inconcebível em misericórdia para com a minha pobre alma."

SANTA TEREZINHA E SEU DIÁRIO 



Santa Terezinha também deixou registrada sua experiência de fé e vida pessoal num diário a pedido de sua irmã, que era Madre do Convento no qual ela morava. É uma leitura muito agradável, que mostra a pureza de sua alma e a imensidão de seu amor para com Deus.


SANTA TERESA DE LOS ANDES


Seu diário começou a ser escrito em 1915 e é pequeno, pois não o escrevia de forma regular, todavia é rico em considerações pessoais e espirituais.


SÃO JOÃO DA CRUZ


João da Cruz não escreveu um diário, mas deixou sua experiência mística registrada em seus poemas, ele é amplamente considerado como um dos principais poetas da língua espanhola. Apesar de seus poemas contarem com menos de 2 500 versos, dois deles - o "Cântico Espiritual" e "A Noite Escura da Alma" - são considerados obras-primas da poesia espanhola, tanto do ponto de vista estilístico formal quanto por seu rico simbolismo. Suas obras teológicas são majoritariamente comentários sobre estes poemas. Todas as suas obras forma escritas entre 1578 e sua morte em 1591, o que resultou numa grande consistência de ideias apresentadas neles.





Escritos de Santa Verônica Giuliani





O LIVRO DE SÃO CIPRIANO




Embora o livro se coloque como escrito por São Cipriano, o livro real apareceu séculos após sua morte e não poderia ter sido escrito por ele; na verdade, a primeira edição conhecida saiu em 1846, sendo, portanto, um livro pseudepigráfico.

A lenda de Cipriano, tido como autor do livro, também conhecido como Cipriano de Antioquia, confunde-se com Cipriano de Cartago, santificado pela Igreja Católica. Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se, e os Exorcistas de Cartago e os de Antioquia, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas.

Já li esse livro e achei nele orações católicas comuns e belas, mas misturadas com simpatias e rituais do ocultismo, nada que assuste quem estudou um pouco de mitologia e parapsicologia ou tem fé apenas no poder de Deus, como eu.

Mas não acredito que São Cipriano depois de se converter ao Cristianismo teria ainda escrito ou mantido tal livro, isso não é compatível com a vivência de fé dos cristãos da época do martírio, na qual ele viveu e morreu junto com Santa Justina, que o converteu.






FAÇA A EXPERIÊNCIA. ESCREVA SUAS ORAÇÕES.

Este Blog funciona como meu Diário Espiritual, às vezes, escrevo minhas orações ou pesquiso sobre temas relacionados à fé católica. Na era da internet, temos a bênção de viajar e conhecer histórias fascinantes de Santos e lugares sagrados e enquanto pesquiso aprendo coisas que nunca imaginei ter existido.

Também tenho meu caderno de orações, noutra postagem colocarei algumas coisas que gosto de fazer seguindo a proposta do Altered Book ou Art Book (exemplos da internet, abaixo).