domingo, 14 de maio de 2017

ASSISTA A CANONIZAÇÃO DE FRANCISCO E JACINTA (VÍDEO)- FÁTIMA - 13/05/2017







Os dois pastorinhos foram beatificados pelo então papa João Paulo II, em 13 de maio de 2000, e a canonização precisava ainda da comprovação de um milagre, fato que ocorreu em 23 de março deste ano.



A missa da Canonização teve a participação do menino brasileiro Lucas Baptista, de 9 anos, que sofreu uma grave lesão cerebral ao cair por uma janela, em março de 2013, quando tinha 5 anos, e que foi curado "milagrosamente" graças à intercessão dos pastorinhos, Jacinta e Francisco.




Esta foi a cura "milagrosa" escolhida para poder santificar os pastorinhos, enquanto que o processo de beatificação da irmã Lúcia, que morreu em 2005, continua. Eles se converteram nos primeiros meninos santos por terem feito um milagre e não por serem considerados mártires.




Francisco e Jacinta morreram, respectivamente, em 1919, aos 10 anos, e em 1920, aos nove. Já Lucia se tornou freira e viveu até 2005, aos 97 anos, mas seu processo de beatificação ainda está na fase diocesana.









 A canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, a que o Papa Francisco presidiu no dia 13 de maio de 2017, só foi possível graças a uma “revolução” na prática habitual da Igreja, explica o cardeal português D. José Saraiva Martins.

As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, vão tornar-se a 13 de maio os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria,

O antigo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que acompanhou este processo, recorda que antes da beatificação dos pastorinhos de Fátima, em 2000, a Igreja acreditava que as crianças, devido à sua idade, “ainda não tinham a capacidade de praticar em grau heroico as virtudes cristãs”.

“Eu aqui fiz uma revolução, porque estava convencido de que o Francisco e a Jacinta praticaram as virtudes cristãs que talvez não tenham os adultos”, refere D. José Saraiva Martins à Agência ECCLESIA.

O cardeal dá como exemplo a atitude dos pastorinhos durante os interrogatórios de agosto de 1917, nos quais se mostraram prontos a morrer, recusando mentir.

“Preferir morrer a dizer uma mentira: gostaria de saber quantos adultos teriam esta heroicidade”, realça.

A causa de canonização dos pastorinhos contou, ao longo dos anos, com o apoio de fiéis e responsáveis da Igreja em todo o mundo, que escreveram ao Vaticano para solicitar que o mesmo avançasse.

Foi no pontificado de João Paulo II que se decidiu analisar, com a ajuda de peritos – teólogos, psicólogos, pedagogos – a possibilidade de beatificar crianças que morreram aos 10 e 9 anos, superando a oposição existente.

O processo começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.





Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta.

“Os decretos das virtudes dos irmãos Marto, e a consequente concessão do título de veneráveis, representam um momento verdadeiramente significativo para a História da Igreja, na medida em que, pela primeira vez, e depois de um longo período de reflexão teológica iniciada precisamente em resposta à Causa dos dois pastorinhos de Fátima, é reconhecida a heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires, abrindo assim o precedente para que a santidade das crianças seja reconhecida”, refere uma nota do Santuário de Fátima.


Após esta decisão, seguiu-se o necessário reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão dos pastorinhos, que levaram à sua beatificação e, agora, canonização, alargando o seu culto para o âmbito universal, na Igreja Católica.


O Papa abraça o menino curado milagrosamente pela intercessão dos pastorinhos

LEIA MAIS SOBRE O MILAGRE EM:
https://padrepauloricardo.org/blog/conheca-o-milagre-da-canonizacao-dos-pastorinhos-de-fatima










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APARIÇÕES:
http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2010/05/aparicoes-de-nossa-senhora-em-fatima.html


ORAÇÕES ENSINADAS PELO ANJO:
http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2010/06/oracoes-ensinadas-por-um-anjo-aos-tres.html


MILAGRES:
http://rezairezairezai.blogspot.com.br/search/label/MILAGRES%20DE%20F%C3%81TIMA%20E%20PASTORINHOS

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

REI Alfonso X - 1º A DEDICAR MÊS MAIO A MARIA - Cantigas Santa Maria (1221-1284) [FULL ALBUM]


Afonso X (em espanhol: Alfonso X), o Sábio ou o Astrólogo (Toledo, 23 de Novembro de 1221[1]– Sevilha, 4 de Abril de 1284), foi rei de Castela e Leão de 1252 até a sua morte em 1284. 


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Foi o primeiro a consagrar o mês de Maio à recordação da Virgem Maria. A partir de então, começam a surgir práticas devocionais no sentido de  homenagear a Virgem Santíssima. Aos poucos, o mês vai tomando um  aspecto mariano que se consolida no séc. XVIII, com a publicação de obras como a do padre jesuíta A. Dionisi, que pode ser considerado o iniciador do mês mariano no sentido moderno.

A sua obra mais reconhecida é as Cantigas de Santa Maria, cancioneiro sacro sobre os prodígios da Virgem Santíssima, num total de 430 composições, musicadas.



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As Cantigas de Santa Maria podem se dividir em dois grupos:

O primeiro, as "Cantigas de Nossa Senhora", nas quais o tema é formado por louvores à Virgem e é um verdadeiro compêndio de histórias, milagres, e relatos relacionados à Virgem, quer pela sua intervenção direta, quer pelos amores místicos que a sua figura gera nas almas piedosas.

O segundo, mais reduzido (pois são as cantigas cujo número de ordem é múltiplo de dez), são as cantigas de loor (louvor), poemas mais sérios, profundos, quase místicos, nos quais, em lugar de cantar os milagres da Virgem, reflete sobre ela, como numa oração. 







Estas adotam a forma de hinos sagrados como os quais se interpretavam na liturgia, mas que serviram ao mesmo tempo de treinamento literário e musical nas cortes palacianas e festas profanas, e que daí eram transmitidas pelos jograis.



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Santa Maria / Strela do dia. Afonso X
Esta é de loor.

Santa Maria,
Strela do dia,
mostra-nos via
pera Deus e nos guia.

Ca veer faze-los errados
que perder foran per pecados
entender de que mui culpados
son; mais per ti son perdõados
da ousadia
que lles fazia
fazer folia
mais que non deveria.

Santa Maria...

Amostrar-nos deves carreira
por gãar en toda meneira
a sen par luz e verdadeira
que tu dar-nos podes senlleira;
ca Deus a ti a
outrorgaria
e a querria
por ti dar e daria.

Santa Maria...

Guiar ben pod'o teu siso
mais ca ren pera perayso
u Deus ten sempre goy'e riso
pora quen en el creer quiso;
e prazer-m-ia
se te prazia
que foss'a mia
alm'en tal compannia.

Santa Maria...

Afonso X, O Sabio, Cantigas de Santa María, edición crítica de W. Mettmann, Vigo, Edicións Xerais de Galicia, 1981.


fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=nj5Bc8zwwU0
http://sondepoetas.blogspot.com.br/2007/11/santa-naria-strela-do-dia.html
http://www.cantigasdesantamaria.com/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_X_de_Le%C3%A3o_e_Castela
http://www.paroquiadocarmo.com.br/Maria11.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cantigas_de_Santa_Maria