quinta-feira, 24 de abril de 2014

O DOMINGO É O DIA DO SENHOR NA BÍBLIA PORQUÊ?





Um trecho bíblico que prova que os cristãos não celebravam o sábado é o texto de São Paulo:


"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber,  ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."
(Colossenses 2,15-17)

No texto acima, São Paulo diz claramente que o sábado era  sombra do Domingo (coisa futura; Cristo: a ressurreição), deixando evidente que os cristãos eram criticados pelos  judeus por não observarem o sábado e sim o Domingo.





O DOMINGO É O DIA DO CULTO DOS CRISTÃOS:



A Igreja cristã, que sempre foi católica,  desde o início, 

sempre guardou o Domingo e não o sábado dos 

judeus (Colossenses 2,15-17; Atos 20,7; Coríntios 16,2. 

Apocalipse 1, 10).


O sábado é a memória da libertação do povo do Egito 

(Deuteronômio 5,15).


O Domingo é a memória da libertação do homem 

do pecado e da morte pela ressurreição do Senhor (Marcos 

16,9; Lucas 24,1; João 20,1; I Coríntios 15,20-23; 

João 11,25).


O sábado é guardado em memória do descanso de Deus 

depois da criação (Êxodo 20,11).


O Domingo é guardado em memória do descanso eterno 

(Hebreus 4,9-10) que nos dá Jesus libertando -nos da morte 

por sua ressurreição (I Coríntios 15,17.20-22).



Com sua ressurreição, Jesus não só liberta a humanidade, 

mas toda a criação (Romanos  8,22-23; Colossenses 1,20), 

fazendo do Domingo, o primeiro dia da semana, que lembra 

o primeiro dia da criação do mundo, o dia da nova criação, 

pois todas as criaturas, junto com os homens,  foram salvas 

e redimidas pelo sacrifício do Senhor (Colossenses 1,20).



O Novo Testamento mostra que os cristãos se reuniam 

especificamente no Domingo para a celebração da ceia do 

Senhor, ou seja, a Missa:



"No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de 


partir o pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava 

com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite."

(Atos 20,7)


"No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de 


parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-

o, para que se não façam coletas quando eu chegar."

(1 Coríntios 16,2)


Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana (Marcos 16,9; 

Lucas 24,1; João 20,1), um domingo, fazendo desse o dia 

da vida nova, da renovação da criação ,o dia da 

luz (Gênesis 1,1-5).












As aparições do Senhor após sua ressurreição também 

aconteceram num domingo (João 20,19; Lucas 24,1.13.36).

Uma prova de que os Apóstolos consideravam o Domingo 

Dia do Senhor é que, ao escrever o Apocalipse (1,10) 

São João cria uma nova expressão em língua grega Kuriakh hmera (kyriake hemera) jamais encontrada em qualquer outro escrito, ao invés da expressão (hemera tou kyriou), (usada para falar do Dia do Senhor como sendo o Sábado ou o Dia do juízo final), e que foi vertida do hebraico para o grego.

Essa nova expressão em língua grega Kuriakh hmera (kyriake hemeraé criada para falar do Dia em que Jesus ressuscitou  (Marcos 16,9; Lucas 24,1; João 20,1) e  lhe apareceu em visão (Apocalipse 1,10-13) e para distinguir esse dia (o domingo) do sábado judaico e do Dia do juízo final, também chamado de "Dia do Senhor", porém escrito em grego como "hemera tou kyriou".


A expressão em língua grega Kuriakh hmera (kyriake hemera) criada por João diz respeito ao Dia do Senhor Ressucistado e não ao Sábado, mostrando assim que o Domingo é o Dia do Senhor.

São Jerônimo, o primeiro tradutor da Bíblia, traduziu acertadamente essa expressão para o latim como Dominica die (“dia dominical”, “domingo”) e não como dia domini (“dia do Senhor”), daí em nosso português chamarmos o primeiro dia da semana de Domingo.












Testemunhos escritos por cristãos dos anos iniciais ( 70, 

100, 200, 300, 400)do Cristianismo mostram que o 

Domingo sempre foi o dia sagrado para os cristãos:



A Epístola de Barnabás (74 d.C.) um dos documentos mais antigos da Igreja, anterior ao Apocalipse, dizia: 
“Guardamos o oitavo dia (o domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos” 
(Barnabás 15:6-8).

Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir no Coliseu de Roma, bispo, dizia:
 “Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança, não mais observando o Sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida foi abençoada, por Ele e por sua morte”
 (Carta aos Magnésios. 9,1).


São Justino (†165), mártir, escreveu: 
“Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos“ (Apologia 1,67).

São Jerônimo (†420), disse: 
“O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. É por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação.” (CCL, 78,550,52)











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