terça-feira, 16 de outubro de 2012

O ROSÁRIO É UMA ORAÇÃO EVANGÉLICA, BÍBLICA




Rezar o rosário é rezar a Bíblia, pois ele é composto, quase que completamente de orações evangélicas o Pai-nosso (Mt 6,9-13), a Ave Maria ( Lc 1,28. 42.) e o Glória ao Pai (Lc 2, 14) e são meditados todos os eventos importantes da vida de Jesus e Maria.  
   
Como judeu, Jesus aprendeu a rezar muitos salmos (Mt 26,30), e participou de muitas cerimônias judáicas e no Evangelho não consta que Ele fosse contra elas, muito pelo o contrário ele mesmo frequentava o Templo de Jerusalém.








 
 
  O próprio Jesus Cristo, Nosso Senhor, deu o exemplo de uma oração longa e repetitiva no Horto das Oliveiras, quando, prostrado com o rosto em terra, rezou por mais de uma hora, dizendo:  

 
 
 
 
"Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, e sim a vossa."
 ( Mt 26, 39-44; Lc 22, 41-45)

 
 
 
Jesus orou por três vezes com as memas palavras, usando uma fórmula, porém o que contava era a intensidade com que ele dizia essas palavras:

"Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras ." (Mt 26,44)

 
 
 
 
 
Quanto à necessidade da insistência na oração, no Evangelho de São Lucas (11, 5-8) se lê a impressionante lição do Divino Mestre:

 “Se algum de vós tiver um amigo, e for ter com ele à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, porque um meu amigo acaba de chegar a minha casa de viagem, e não tenho nada que lhe dar; e ele, respondendo lá de dentro, disser: Não me sejas importuno, a porta já está fechada, e os meus filhos estão deitados comigo; não me posso levantar para te dar coisa alguma. E, se o outro perseverar em bater, digo-vos que, ainda que ele se não levantasse a dar-lhos por ser seu amigo, certamente pela sua importunação se levantará, e lhe dará quantos pães precisar”.


A reiteração de nossos pedidos a Deus deve pois chegar a esse ponto da importunação, segundo o conselho do mesmo Nosso Senhor.
 
 
 No  Evangelho de São Mateus (6,7), Jesus nos fala sobre o modo dos pagãos orarem:

 “Nas vossas orações, não queirais usar muitas palavras, como os pagãos, pois julgam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos”.
 

  O texto afirma que não é pelo muito falar, ou seja, a loquacidade ( palavras bonitas para convenver a Deus), que seremos ouvidos, mas sobretudo seremos ouvidos por Deus pelas boas disposições do coração.

 As disposições sendo boas, em princípio, quanto mais se reza, melhor (Lc 11, 5-8 ; Mt 26, 39-44; Lc 22, 41-45)
 
  Rezar é repetir uma fórmula  como Jesus o fez ( Mt 26, 39-44; Lc 22, 41-45)  , mas o que muda é o porque se reza, como se reza, com que intenção, com que desejo, com que pensamento e sentimento.
 
 
Ao rezar, cada Pai-nosso, as 10 Ave-Marias e  o Glória deve-se dar a cada um deles uma intenção, um pensamento, desejo e meditação diferente do outro, levando em conta os textos bíblicos do mistério meditado .


 
 
 



  Maria é a Orante perfeita, figura da Igreja (Apoc 12).

 Quando rezamos a ela, aderimos com ela ao plano do Pai  (Lc 1,38), que envia seu Filho para salvar todos os homens. 

Como o discípulo bem-amado, acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus (Jo 19,27), que se tornou a mãe de todos os vivos, pois se em Eva, somos filhos do pecado ( Gn 3,20), (Rm 5,12), em Cristo, recebemos vida nova ( Rm 5,19) e Maria é a mãe dessa nova geração de redimidos ( Apoc 12,17).


Podemos rezar com ela e a ela. 
 
 Maria já está na presença de Deus (Apoc 7,13-15), pois  Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele” (Lc 20, 37-38).
 
Maria, junto com todos os santos, espera pelo desfecho final da história humana (Apoc 6,9-11) , assim , sendo como os anjos (Mt 22,30), Ela intercede por nós continuamente (Apoc 8,3-4) ,(Mt 18,10), pois a Bíblia diz:
 
  "Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações e intercessões e ações de graça em favor de todos os homens"  (I Timóteo 2:1)
 
 Se podemos orar em vida, também podemos orar na presença do senhor após a morte (Fl 1, 21, 23), (II Mac 15,12-15), (Lc 16, 19 e ss), (Lc 20, 37-38), (Apoc 6,9-11), (Apoc 8,3-4).
 
Se podemos pedir oração a um irmão em vida (Tgo 5, 16), também podemos pedir que ele ore por nós no céu (Lc 16, 19 e ss).
 
Até na parábola do rico avarento, Jesus nos mostrou a possibilidade dessa intercessão (Lc 16, 19 e ss), em que o homem rico, já falecido intercede por seus parentes em vida.

A mediação de Maria e dos santos é possível (II Mac 15,12-15)
, assim como é possível que oremos por nossos irmãos na terra (Tgo 5, 16), (I Tm 2, 1-5) .
 

Os santos podem interceder por nós, e são nossos mediadores, pois quem ora pelo outro está sendo mediador entre o outro e Deus
(Dt 5, 5), (Jer 15, 1 ss), um exemplo claro disso, vemos nos Atos dos Apóstolos, como Deus fazia milagres pela mediação de São Paulo
(At 18,11-12).
 
A mediação dos santos se apóia na mediação de Cristo, pois foi pelo sacrifício dele na cruz que os céus foram abertos aos santos, por isso ele é o único mediador da salvação:
 
“Porque só há um MEDIADOR” entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” - (I Timóteo 2:5).

Assim, Jesus é o único que nos salvou, nosso mediador da salvação, mas sempre que oramos pelos outros somos mediadores secundários através de Cristo.
 
 
A oração da Igreja é acompanhada pela oração de Maria, que lhe está unida na esperança.
 
  Por isso, em todas as aparições marianas, Maria pediu aos fiéis que rezassem o rosário, o terço, como meio de se aproximar de Deus. 
 
  Maria é chamada de Mãe de Deus, pois foi de Maria que nasceu Jesus (Mt 1, 16) (Gal 4,4) , o nosso Senhor (Lc1,43), Filho de Deus (Lc1,35) e Deus (Jo 1,1), (Jo 5,18) com o Pai e o Espírito Santo (Mt 28,19).

 
 
 
 
 
 
 


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