quarta-feira, 30 de maio de 2012

APARIÇÃO DE ALMAS, ESPÍRITOS NA IGREJA CATÓLICA ( AOS SANTOS )














Algumas pessoas acham que ver almas ou espíritos é coisa de quem é espírita ou do Espiritismo.

Mas essa realidade não se relaciona a religião nenhuma.

No Cristianismo católico há centenas de relatos se manifestações das almas pedindo oração ou revelando algo desde os primórdios da Igreja.




A Igreja nunca negou essa possibilidade, mas também nos adverte de que nossa fé não se baseia nos espíritos ou nas manifestações deles, nossa fé se baseia em Cristo e na salvação que ele nos trouxe, no seu amor pessoal de Deus, Irmão, Pai.

Essa é a diferença essencial no modo em tratar os fenômenos do além-túmulo ,entre Catolicismo e Espiritismo.

No Catolicismo, essas manifestações fazem parte como de um apêndice, estão nas entrelinhas, não são fundamentais, as almas podem se manifestar, mas não devemos cultuar isso como algo relevante, pois os mortos já decidiram seu caminho e não há volta.

Só podemos rezar por eles e oferecer-lhes nossas boas ações e orações para pedir a Deus que os perdoe e os receba em sua presença.

No Espiritismo, há toda uma reflexão em torno dessas manifestações, é a base dessa religião, há toda uma teoria voltada para esclarecer os mínimos detalhes do outro mundo, algo que na minha opinião é por demais forçoso : acreditar que podemos saber tudo como é o após morte. 

Abaixo selecionei alguns relatos de Santos sobre visões de almas e espíritos:

1- SÃO BENTO E SANTA ESCOLÁSTICA
2-SÃO FRANCISCO E O LEPROSO
3- FREI CONRADO VÊ ALMA DE JOVEM
4- FREI PACÍFICO VÊ A ALMA DE FREI HUMILDE IR PARA O CÉU
5- FREI JOÃO DO ALVERNE VÊ AS ALMAS LIVRES DO PURGATÓRIO
6- FREI JOÃO DO ALVERNE VÊ A ALMA DE FRADE TIAGO
7- SANTA TEREZA DAVILA VÊ ALMA E SEU BENFEITOR
8- SANTA FRANCISCA ROMANA VÊ FILHO FALECIDO
9- SÃO JOÃO BOSCO VÊ ALMA DE AMIGO DE INFÂNCIA
10- PADRE PIO VÊ ALMA SOFREDORA
11- SANTA MARGARIDA MARIA VÊ ALMA PERDIDA








1- SÃO BENTO E SANTA ESCOLÁSTICA


São Bento e Santa Escolástica são irmãos pela graça e pelo sangue. Encontravam-se uma vez por ano e falavam sobre as coisas do céu.
Na última visita, Santa Escolástica insiste para que se demorem mais louvando a Deus. 



 



Pela oração de Santa Escolástica, Deus envia uma grande chuva.


 Três dias depois do encontro com Santa Escolástica Bento vê a alma de sua irmã penetrar no céu.











2-SÃO FRANCISCO E O LEPROSO



  Um leproso, curado do corpo e da alma, pela oração de São Francisco, após quinze dias de penitência, enfermou de outra enfermidade: e armado com os santos sacramentos da santa madre Igreja, morreu santamente; e sua alma, indo ao paraíso, apareceu nos ares a S. Francisco, que estava em uma selva em oração, e disse-lhe:



 

 "Reconheces-me?" 

"Quem és?", disse S. Francisco.
E ele disse: 

"Sou o leproso, o qual Cristo bendito sarou por teus méritos, e hoje vou à vida eterna, pelo que rendo graças a Deus e a ti. 
 Bendito sejam tua alma e teu corpo e benditas as tuas palavras e obras: porque por ti muitas almas se salvarão no mundo: e saibas que não há dia no mundo no qual os santos anjos e os outros santos não dêem graças a Deus pelos santos frutos que tu e a Ordem tua fazeis em diversas partes do mundo: e portanto toma coragem e agradece a Deus e fica com a sua bênção". 

E ditas estas palavras subiu para o céu; e S. Francisco ficou muito consolado.
Em louvor de Cristo. Amém.








3- FREI CONRADO VÊ ALMA DE JOVEM

 Frei Conrado de Offida, admirável zelador da pobreza evangélica e da Regra de S. Francisco, foi de tão religiosa vida e de tanto mérito para com Deus, que Cristo bendito em vida e na morte o honrou com muitos milagres; 

entre os quais uma vez tendo ido como forasteiro ao convento de Offida, os frades pediram-lhe pelo amor de Deus e da caridade que admoestasse um frade jovem que havia naquele convento, o qual procedia tão infantilmente e desordenadamente que perturbava Os velhos e os jovens daquela família, e do oficio divino e das outras regulares observâncias pouco ou nada se importava.
Pelo que Frei Conrado, por compaixão daquele jovem e pelos pedidos dos frades, chamou à parte o dito jovem e com fervor de caridade lhe disse tão eficazes e devotas palavras de admoestação, que com a operação da divina graça ele subitamente se mudou de moço em velho de costumes e tão obediente e benigno e solicito e devoto, e ainda tão pacífico e serviçal, e tão cuidadoso para com todas as coisas de virtude, que, como primeiramente toda a família vivia perturbada por ele, assim depois todos estavam contentes e consolados e grandemente o amavam. 

Adveio, como aprouve a Deus, que poucos dias depois desta conversão o dito jovem morreu; do que os ditos frades muito se lamentaram, e poucos dias depois da morte sua alma apareceu a Frei Conrado, estando ele devotamente em oração, diante do altar do dito convento, e o saudou devotamente como a seu pai;

 e Frei Conrado lhe perguntou: «Quem és?" 

Respondeu: "Eu sou a alma daquele frade jovem que morreu há dias".
E Frei Conrado: "Ó filho caríssimo, que é feito de ti?" 

Respondeu ele: 

' Pela graça de Deus e pela vossa doutrina vou bem, porque não estou danado: mas por certos pecados meus, os quais não tive tempo de purgar suficientemente, suporto grandíssimas penas no purgatório: 

mas te peço, pai, que, como por tua piedade me socorreste quando eu era vivo, assim agora queiras socorrer-me nas minhas penas, dizendo por mim algum painosso, porque a tua oração é muito aceita de Deus".
Então Frei Conrado, consentindo benignamente no pedido e dizendo por ele uma vez o pai-nosso com requiem aeternam, disse aquela alma: "Ó pai caríssimo, quanto bem e quanto refrigério eu sinto! Peço-te que o digas uma outra vez". 

E Frei Conrado disse e, dito que foi, disse a alma: "Santo pai, quando tu rezas por mim, sinto-me todo aliviado; pelo que te peço que não cesses de rezar por mim"-

 Então Frei Conrado, vendo que aquela alma era tão ajudada pelas suas orações, disse por ela cem pai-nossos e tendo terminado, disse aquela alma: 

"Agradeço-te, pai caríssimo, da parte de Deus pela caridade que tiveste comigo; porque pelas tuas orações estou livre de todas as penas e me vou ao reino celestial".
 
E dito isto partiu aquela alma.

 Então Frei Conrado, para dar alegria e conforto aos frades, lhes contou por ordem toda aquela visão.
 
Em louvor de Cristo bendito. Amém.


4- FREI PACÍFICO VÊ A ALMA DE FREI HUMILDE IR PARA O CÉU 
 
Na dita província da Marca, depois da morte de S. Francisco, entraram dois irmãos na Ordem; um teve por nome Frei Humilde e o outro Frei Pacífico, os quais foram homens de grandíssima santidade e perfeição.
E um, isto é, Frei Humilde, estava no convento de Soffiano e ali morreu; o outro estava de família em um convento assaz afastado dele. 

Como prouve a Deus, Frei Pacífico, estando um dia em oração num lugar solitário, foi arrebatado em êxtase e viu a alma do seu irmão Frei Humilde subir diretamente ao céu, sem demora nem impedimento, na mesma hora em que deixava o corpo - Sucedeu que, depois de muitos anos, este Frei Pacífico foi posto em família no dito convento de Soffiano, onde seu irmão tinha morrido.
Nesse tempo os frades, a pedido dos senhores de Brunforte, mudaram o convento para um outro lugar; pelo que, entre outras coisas trasladaram as relíquias dos santos frades que haviam morrido naquele convento. 

E chegando à sepultura de Frei Humilde, o seu irmão Frei Pacífico retirou-lhe os ossos e lavou-os com bom vinho e depois os envolveu numa toalha branca, e com grande reverência e devoção os beijava e chorava: por isso os outros frades se maravilharam e não recebiam bom exemplo: porque, sendo ele homem de grande santidade, parecia que, por amor sensual e secular, chorava seu irmão, e que maior devoção mostrava por estas relíquias, do que pelas dos outros frades que tinham sido de não menos santidade do que Frei Humilde, e eram dignas de reverência como as dele.

E conhecendo Frei Pacífico a sinistra imaginação dos frades, os satisfez humildemente e lhes disse:

 "Irmãos meus caríssimos, não vos admireis de que tivesse feito com os ossos do meu irmão o que não fiz com os dos outros; porque, bendito seja Deus, não se trata, como credes, de amor carnal, mas isso fiz porque, quando meu irmão passou desta vida, orando eu em um lugar deserto e afastado, vi sua alma pelo caminho certo subir ao céu; e portanto estou certo de que seus ossos são santos e ele deve estar no paraíso. E se Deus me tivesse concedido tanta certeza dos outros frades, a mesma reverência renderia aos ossos deles".
Pela qual coisa os frades, vendo-lhe a santa e devota intenção, ficaram bem edificados com ele e louvaram a Deus, o qual faz assim coisas maravilhosas aos santos frades seus.
Em louvor de Cristo. Amém.





5- FREI JOÃO DO ALVERNE VÊ AS ALMAS LIVRES DO PURGATÓRIO

Dizendo uma vez o dito Frei João a missa, no dia depois de Todos os Santos, por todas as almas dos mortos, conforme manda a Igreja, ofereceu com tanto afeto de caridade e com tanta piedade de compaixão aquele altíssimo sacramento; o qual pela sua eficácia as almas dos mortos desejam acima de todos os outros bens que por elas se possam fazer; que parecia todo ele se derreter pela doçura de piedade e de caridade fraterna. 


 



Pela qual coisa, naquela missa, levantando o corpo de Jesus Cristo e oferecendo-o a Deus Pai e rogando-lhe que, pelo amor do seu bendito filho Jesus Cristo, o qual, para resgatar as almas, fora dependurado na cruz, lhe aprouvesse libertar das penas do purgatório as almas dos mortos por ele criadas e resgatadas: imediatamente viu um número quase infinito de almas saírem do purgatório como inumeráveis faiscas de fogo que saíssem duma fogueira acesa, e viu subirem ao céu pelos méritos da paixão de Cristo, o qual todos os dias é oferecido pelos vivos e pelos mortos naquela sacratíssima hóstia digna de ser adorada in secula seculorum. 

Amém.



6- FREI JOÃO DO ALVERNE VÊ A ALMA DE FRADE TIAGO



No tempo em que Frei Tiago de Fallerone, homem de grande santidade, estava gravemente enfermo no convento de Moliano, na custódia de Fermo, Frei João do Alverne, o qual vivia então no convento de Massa, sabendo de sua enfermidade, porque o amava como seu querido pai, pôs-se em oração por ele, pedindo devotamente a Deus com oração mental que ao dito Frei Tiago restituísse a saúde do corpo, se fosse melhor para sua alma. 

E estando nesta devota oração foi arrebatado em êxtase e viu no ar um grande exército de anjos e santos posto sobre a sua cela que era na floresta, com tanto esplendor, que toda a região circunvizinha estava iluminada.
E entre estes anjos viu Frei Tiago enfermo, por quem ele orava, envolto em cândidas vestes resplandecentes.

 Viu ainda entre eles o bem-aventurado Pai S. Francisco adornado dos sagrados estigmas de Cristo e de muita glória. 

Viu ainda e reconheceu a Frei Lúcido santo e a Frei Mateus, o antigo, do monte Rubiano, e mais outros frades, os quais nunca tinha visto nem conhecido nesta vida.
E olhando assim Frei João com grande satisfação aquele bendito cortejo de santos, foi-lhe revelado como certa a salvação da alma do dito frade enfermo e que daquela enfermidade devia morrer, mas não subitamente, e depois da morte devia ir ao paraíso, porque convinha um pouco purgar-se no purgatório Pela qual revelação Frei João teve tanta alegria pela salvação da alma, que da morte do corpo nada lastimava; mas com grande doçura de espírito o chamava em si mesmo dizendo:

 "Frei Tiago, doce pai meu; Frei Tiago, doce irmão meu; Frei Tiago, fidelíssimo servo e amigo de Deus; Frei Tiago, companheiro dos anjos e consócio dos bemaventurados"

- E assim com esta certeza e gáudio tornou a si e logo partiu do convento e foi visitar o dito Frei Tiago em Moliano: e encontrando-o tão grave, que apenas podia falar, anunciou-lhe a morte do corpo e a salvação e a glória da alma, segundo a certeza que tinha pela divina revelação.
Pelo que Frei Tiago, todo alegre na alma e no semblante, o recebeu com grande letícia e riso venturoso, agradecendo-lhe a boa-nova que lhe trazia e a ele devotamente recomendando-se. 



 



Então Frei João lhe rogou instantemente que após morrer voltasse a ele para falar-lhe do seu estado; e Frei Tiago prometeu-lhe, se fosse da vontade de Deus. E ditas estas palavras, aproximando-se a hora do seu passamento, 

Frei Tiago começou a dizer devotamente aquele verso do Salmo: "Em paz na vida eterna adormecerei e repousarei".
E dito este verso, com venturosa e alegre face passou desta vida. 

E depois que ele foi enterrado, Frei João voltou ao convento de Massa e esperou a promessa de Frei Tiago de tornar a ele no dia que tinha dito. Mas orando no dito dia, apareceu-lhe Cristo com grande acompanhamento de anjos e santos, entre os quais não estava Frei Tiago.

 Pelo que Frei João, maravilhando-se muito, recomendou-o devotamente a Cristo. 

Depois, no dia seguinte, orando Frei João na floresta, apareceu-lhe Frei Tiago acompanhado daqueles anjos, todo glorioso e todo alegre, e disse-lhe Frei João: "Õ pai caríssimo, por que não voltaste a mim no dia em que me prometeste?" 


Respondeu Frei Tiago: 
"Porque tinha necessidade de alguma purgação; mas naquela mesma hora em que Cristo te apareceu e me recomendaste, Cristo te atendeu e me livrou de todas as penas.
E então eu apareci a Frei Tiago de Massa, leigo santo, o qual servia à missa e viu a hóstia consagrada, quando o padre a ergueu, convertida e mudada na forma de uma belíssima criança viva; e disse-lhe: 'Hoje com este menino me vou ao reino da vida eterna, ao qual ninguém pode ir sem ele"'.

 E ditas estas palavras, Frei Tiago desapareceu e foi ao céu com toda aquela bemaventurada companhia de anjos, e Frei João ficou muito consolado. 

Morreu o dito Frei Tiago de Fallerone na vigília de S. Tiago apóstolo, no mês de julho, no sobredito convento de Moliano, no qual pelos seus méritos a divina bondade operou, depois de sua morte, muitos milagres.
Em louvor de Cristo. Amém.






7- SANTA TEREZA DAVILA VÊ ALMA E SEU BENFEITOR


 No livro das Fundações nos diz ela que D. Bernardino de Mendoza lhe deu uma casa, um jardim e uma vinha para estabelecer um convento em Valladolid. Dois meses depois desta doação, antes desta concluída a fundação, este homem caiu subitamente doente e perdeu o uso da fala, de sorte que se não poude confessar, dando todavia sinais não equívocos de contrição.



 



" Não tardou a morrer, diz Santa Teresa, longe do lugar onde eu estava nessa ocasião. 

Mas Nosso Senhor me falou e me fez saber que aquele homem se salvara (conquanto houvesse corrido grande risco de se não salvar), pois a misericórdia de Deus abaixara sobre ele, por causa dos donativos que fizera ao convento da Santíssima Virgem; todavia, sua alma não sairia do purgatório antes de se dizer a primeira missa na nova casa. 


Senti tão profundamente os sofrimentos desta alma, que não obstante o meu grande desejo de concluir no mais curto prazo possível a fundação de Toledo, suspendi logo esta, para trabalhar na de Valladolid. 


Um dia que eu estava em oração em Medina del Campo, Nosso Senhor me disse que me apressasse, pois que a alma de Mendoza estava sendo pasto dos mais pungente sofrimentos. 

 Pus-me logo a caminho, embora não estivesse preparada para isso, e cheguei a Valladolid no dia da festa de S. Lourenço.

 Santa Teresa continua sua narrativa e nos diz que depois de haver recebido a sagrada comunhão, á primeira missa que foi celebrada na nova casa, a alma do seu benfeitor lhe apareceu radiante, e em seguida a viu entrar no ceú.

 Ela não esperava que tal sucesso coroasse seus pios esforços, como ela própria observa, "pois, diz ela, conquanto me houvesse sido revelado que o livramento desta alma se seguiria á primeira missa, pensava eu que isto devia significar a primeira missa em que o Santíssimo Sacramento fosse encerrado no tabernáculo."




 

8- SANTA FRANCISCA ROMANA VÊ FILHO FALECIDO

Ainda em 1413, apareceu-lhe seu filho falecido havia pouco, tendo a seu lado um jovem do mesmo tamanho, parecendo ser da mesma idade, mas muito mais belo.







- És realmente tu, filho do meu coração? - perguntou ela.









Ele respondeu que estava no Céu, junto com aquele esplendoroso Arcanjo que o Senhor lhe enviava para auxiliá-la em sua peregrinação terrestre.





9- SÃO JOÃO BOSCA VÊ ALMA DE AMIGO DE INFÂNCIA


 



S. João Bosco (1815 — 1888) perdeu em 1839 o seu mais íntimo amigo de infância,Luigi Comollo. “Os dois amigos tinha feito a recíproca promessa, um pouco temerária, de que o primeiro que morresse viria descansar o sobrevivente sobre a sua sorte no outro mundo.

  Na noite seguinte ao enterro de Luigi, sentiu-se no dormitório ocupado por vinte seminaristas, um estrondo impressionante. 

Brilhavam relâmpagos de fogo e depois extinguiam-se. A casa tremia. Uma voz gritou: “Estou salvo!” 

Os seminaristas ficaram apavorados e nenhum ousou mexer-se até despontar a aurora. 


Uma história incrivel! Mas houve testemu­nhas que o viram pessoalmente” von Matt, Don Bos­co, p.p. 64-65 NZN—Verlag, Zurique.





















10- PADRE PIO VÊ ALMA SOFREDORA


Padre Pio contou a seguinte história ao Padre Anastácio: 


 



“Uma tarde, enquanto euestava rezando a sós, eu ouvi o sussurro de um terno, e eu vi um monge jovem que se mexeu próximo ao altar”. Parecia que o monge jovem estava espanando os candelabros e regando os vasos das flores. Eu pensei que ele era o Padre Leone que estava reestruturando o altar e como era a hora do jantar, eu fui próximo a ele e lhe falei: Padre Leone, vá jantar, não está na hora de espanar e consertar o altar. Mas uma voz que não era a voz do padre Leone me respondeu: Eu não sou o Padre Leone.













 -Então perguntei: Quem é você? A voz então respondeu:

- “Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui. Minha missão era que eu limpasse o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente, eu, durante todo esse tempo não reverenciei a Jesus Sacramentado Deus todo Poderoso, todas as vezes que passava em frente ao altar causando grande aflição ao Sacramento Santo, por causa da minha irreverência. Por este descuido sério, eu ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, com a sua bondade infinita, enviou-me aqui para que você estabeleça o dia em que eu passarei a desfrutar o Paraíso. É para você cuidar de mim”.



Eu pensei ter sido generoso com àquela alma de sofrimento e assim exclamei: “você estará amanhã pela manhã no Paraíso, quando eu celebrar a Santa Missa”. 


Aquela alma chorou e disse: “Cruel de mim, que malvado eu fui”. 


 







Então ele chorou e desapareceu. Aquela exclamação me produziu uma ferida no coração, que eu senti e sentirei a vida inteira. Na realidade eu teria podido enviar aquela alma imediatamente ao Céu, mas eu o condenei a permanecer outro noturno nas chamas do Purgatório














11- SANTA MARGARIDA MARIA VÊ ALMA  DE MONGE

Santa Margarida Maria Alacoque (1647 — 1690) escreveu na sua autobiografia (edição de 1920, pg 98): “Estava diante do Santíssimo Sacramento e, de repente, apareceu à minha frente uma pessoa toda em fogo. 


 


O seu estado lamentável fez-me compre­ender claramente que se encontrava no purgatório e verti abundantes lágrimas. Disse-me que era a alma do monge beneditino que tinha ouvido a minha con­fissão e me tinha permitido ir comungar.





Por esse motivo Deus tinha-lhe concedido o favor de poder dirigir-se-me, para que lhe adoçasse a pena. Pediu­-me que oferecesse por ele, durante três meses todas as minhas obras e o meu sofrimento. No fim de três meses, vi-o inundado de alegria e de esplendor: ia gozar a felicidade eterna. Agrade­ceu-me dizendo que velaria por mim junto de Deus”. 





 FONTES:
 http://www.paxetbonum.net/fioretti_text_P.html
 http://catolicostradicionais.blogspot.com.br/2012/05/santa-teresa-davila-e-uma-alma-do.html























sexta-feira, 25 de maio de 2012

NOSSA SENHORA CONSOLATA, CONSOLADORA, DOS AFLITOS, DA CORREIA, DA CONSOLAÇÃO






Há muitas invocações ligadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Além de haver uma ampla iconografia relacionada a esse título.
Tudo depende de em que lugar e como foi implantada tal denominação. 

Aqui, colocarei algumas histórias, no entanto, há muitas outras lendas e histórias relacionadas ao título de Consoladora dos Aflitos.






NOSSA SENHORA CONSOLADORA DOS AFLITOS DE LUXEMBURGO





Ao remontar a esse titulo de Nossa Senhora, somos levados a o Grão Ducado de Luxemburgo, encravado entre a Alemanha, França e Países Baixos, pelo ano de 1626 , sofreu uma terrível peste. A cada dia aumentava o numero de vítimas. 






 

Dentre os doentes estava o padre Brocquart , Jesuíta, que percebendo que lhe restava pouco tempo de vida, fez uma promessa a Nossa Senhora: 


se Ela o curasse, ele se dirigiria descalço até a capela e lhe ofereceria um círio de duas libras de peso.






 Logo após a promessa, o sacerdote jesuíta ficou milagrosamente curado.

       Tomado de entusiasmo empenhou-se em terminar a capela que havia sido edificada em 1625, num local chamado Glacis, e ficava anexo à igreja de São Miguel, mantida sob custódia dos padres dominicanos e sede da Confraria do Rosário. 




 



Em agosto de 1627, foi entronizada uma imagem de madeira da Santíssima Virgem com a invocação de Nossa Senhora da Consolação.

     





As pessoas começaram a acorrer a essa capela, apesar de encontrar-se afastada da cidade, pedindo a Nossa Senhora que as protegesse, bem como a suas famílias. E a partir daquele ano a devoção difundiu-se rapidamente.


 



     A peste terminou e a capela foi solenemente consagrada em 1628, vendo-se num nicho a inscrição "Maria, Mãe de Jesus, Consoladora dos Aflitos".

     A capelinha original foi destruída pela fúria anticatólica durante a Revolução Francesa. Foi então construída outra, noutro local, já dentro da cidade. Desta capela resta apenas uma lembrança, porque a imagem foi levada para a igreja de Nossa Senhora a cargo dos Jesuítas, atual Santuário de Nossa Senhora Consolatrix Aflictorum.  



 




Hoje ,esse templo é a catedral de Luxemburgo.



 










 NOSSA SENHORA DOS AFLITOS









 Sobre o culto de Nossa Senhora dos Aflitos encontrei algumas imagens também diversas e a história é de origem portuguesa.

        Em Portugal , precisamente em Pegarinhos a devoção a nossa Senhora dos Aflitos,  teve sua origem segundo a tradição, na devoção despertada numa imagem da Virgem, encontrada por caçadores no monte onde atualmente se encontra a Capelinha.



 
O fato atraiu a atenção dos frades franciscanos que ali se fixaram, promovendo o culto à Senhora dos Aflitos, cuja primeira romaria data de 1835. 


Em 1838, construiu-se a referida Capelinha que ostenta as “Armas de S. Francisco”, na aldeia de O santuário de nossa Senhora dos Aflitos, conhecida também por Senhora Aparecida. 



As procissões organizadas em honra de Maria, intitulada, Senhora dos Aflitos, trazem consigo muitas pessoas que lhe prestam homenagem de uma forma calorosa. 





    


 NOSSA SENHORA CONSOLATA 













 A devoção para com Nossa Senhora Consolata ou Consoladora dos Aflitos surgiu em Turim, Itália, na metade do século V, por iniciativa do bispo São Máximo.

Segundo a tradição, Santo Eusébio, bispo de Vercelli, trouxe o quadro de Nossa Senhora Consolata da Palestina para a Itália no século IV e o entregou a São Máximo, bispo de Turim. 

São Máximo, por sua vez, no ano 440, expôs o quadro à veneração dos fiéis, num pequeno altar erguido no interior da igreja do Apóstolo Santo André.


 A convite do Bispo, o povo, começou a venerar a Virgem daquele quadro com grande fé e devoção.






 
 Maria respondia com muitas graças, e fatos extraordinários, sobretudo em favor das pessoas doentes e sofredoras. 

Sensibilizados com o amor misericordioso da Virgem Maria, São Máximo e o povo começaram a invocá-la com muitos títulos: 






Nossa Senhora Mãe das Consolações, Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, Nossa Senhora Consolata.

O quadro de Nossa Senhora Consolata permaneceu exposto à veneração dos fiéis, durante quatro séculos consecutivos.

 Por volta do ano 820 entrou em Turim a heresia dos iconoclastas (pessoas que destruíam toda e qualquer imagem ou quadro religioso expostos ao culto). Em tal circunstância, temendo que o quadro da Consolata fosse destruído, os religiosos que tomavam conta da igreja de Santo André resolveram tirá-lo do altar e escondê-lo nos subterrâneos da igreja. 

Mas a perseguição se prolongou por muitos anos. Assim, o quadro ficou desaparecido pelo espaço de um século. 

Este fato fez com que os fiéis deixassem de freqüentar a capela e perdessem, a lembrança da Virgem Consolata.

No ano 1014, Nossa Senhora apareceu a Arduíno, Marquês de Ivréia, gravemente enfermo, e pediu-lhe que construísse uma capela em sua honra em Turim, junto às ruínas da antiga igreja de Santo André. 

O Marquês Arduíno milagrosamente curado por Nossa Senhora, e tocado profundamente pelos favores da Virgem Maria, empreendeu a construção da capela.

 



 



Ao fazerem as escavações para os alicerces da capela de Turim, os operários encontraram no meio dos escombros o quadro de Nossa Senhora Consolata, ainda intato, apesar de ser uma pintura em tela. 





O fato encheu de alegria a população da cidade e a devoção à Mãe das Consolações renasceu.

No século seguinte, uma terrível guerra civil quase destruiu completamente a cidade de Turim, fiz com que muitos habitantes de Turim abandonassem a cidade. Com tal situação, a igreja de Santo André e a capela de Nossa Senhora Consolata foram desmoronando aos poucos e tudo acabou novamente num monte de escombros. E o quadro da Consolata, mais uma vez, ficou mergulhado nas ruínas por muitos anos.

 




 
Maria, porém, interveio de novo, e de forma extraordinária. 


Em 1104, segundo a tradição, chegou a Turim, John Ravais, um homem cego de Briançon, França, que afirmava ter tido uma visão: enterrada sob as ruínas de uma velha igreja, vira uma pintura de Nossa Senhora. 


A Virgem revelou-lhe ainda que aquela capela localizava-se em Turim, na Itália. 

E a Virgem Maria prometeu devolver-lhe a visão se fosse a Turim visitar a sua capela que jazia em ruínas. Lutando contra muitas dificuldades o cego chegou a Turim. 

Com o apoio do bispo, deram início aos trabalhos da escavação no local indicado pelo cego co
nforme orientação de Nossa Senhora.

No dia 20 de Junho de 1104, o quadro da Consolata, ainda itato, foi reencontrado sob as ruínas. O cego, conduzido à presença do quadro, recuperou instantaneamente a visão. 




 







Este episódio consolidou na alma do povo de Turim a devoção para com Nossa Senhora Consolata.




A partir destes fatos a devoção se espalhou pelo mundo e o Santuário de Turim se tornou um grande centro de peregrinação. 





  NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO






  O título de Nossa Senhora da Consolação é ligada ao fato da Virgem Maria ter aparecido a São Tomé, após sua Assunção ao céu e lhe dado o cinto que usava para conolá-lo, pois ele foi o único Apóstolo que não pôde despedir-se da Mãe de Jesus antes de sua partida da terra. 


















Daí, também a junção de Nossa Senhora da Consolação e Correia.













NOSSA SENHORA DA CORREIA OU DA CONSOLAÇÃO E CORREIA







 Lê-se na vida de Santa Mônica o fato seguinte. De onde se origina o titulo Nossa Senhora da Correia.

Estando ela um dia a chorar os extravios morais de seu filho Agostinho, apareceu-lhe Nossa Senhora, a quem invocara em sua aflição. 

 





A Mãe de Deus, que estava vestida de preto, tendo à cintura uma correia da mesma cor, disse-lhe que se vestisse do mesmo modo, que assim conseguiria a conversão do filho e desatou a correia da cintura dando a Santa Mônica em visão.







A correia ou cinto era comum entre as mulheres da palestina.

Santa Mônica passou a usar desde aquele dia o vestido preto e a correia. 

Convertido Agostinho, também ele começou a usar hábito preto e correia, como devoção especial a Nossa Senhora, hábito e correia que deu como distintivo a seus filhos espirituais, os padres da congregação dos agostinianos por ele fundada em Tagaste (Africa) no ano de 388. 




 








Cresceu a Ordem Agostiniana, e com ela a devoção a Nossa Senhora da Consolação e Correia espalhou-se pelo mundo inteiro.





quinta-feira, 24 de maio de 2012

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO E CORREIA A SANTA MÔNICA







 

Santo Agostinho, Nossa Senhora da Consolação
 e Santa Mônica







A antiga tradição narra que em suas aflições Santa Mônica sempre recorreu à Nossa Senhora.

Primeiro com as desolações provocadas por seu marido. Depois com a vida desregrada do filho Agostinho, de temperamento difícil, que insistia em ficar longe da religião.  


Santa Mônica desejou seguir Maria inclusive na maneira de se vestir.


 Por isto, em suas orações pedia à Nossa Senhora que lhe mostrasse como era sua vestimenta, após a morte de São José e, principalmente após a Ressurreição de Jesus.