segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SANTO ANTÃO É O PROTETOR DOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO











Santo Antão é invocado como o Padroeiro dos animais domésticos, mas como é que Santo Antão passou a ser associado com os animais, consagrando-o como seu excelso Patrono, são três questões de nada fácil deslinde.













O culto antaniano – dizem outros antonianos – terá surgido logo na Igreja grega do séc. V e, desta, passado às igrejas do Ocidente em pleno Médioevo.

Os rigores duma existência no deserto perante as seduções da vida de prazer a que renunciara, serão as tentações mafarricas da carne logo representadas no quió-quió, reco-reco porcino.

A segunda hipótese de explicação vai pela convivência do eremita com todos os animais.

Terá sido já no séc. X que a invocação contra as epidemias, o mal ou a maleita do fogo-de-Santo Antão,vulgo herpes, popularizou a intercessão miraculosa do nosso Santo a favor do bibo : gado vacum, equino, muar, asinino, ovino, caprino, bem como animais de estimação, todos ficaram ao abrigo do seu capote espiritual e ao alcance do seu báculo punidor, se tresmalhos houver.



Santo Antão foi venerado de modo particular como protetor contra a peste e doenças contagiosas, principalmente uma doença existente na época com o nome de "Fogo de Santo Antão".

Depois de sua morte e com a divulgação de sua vida, feita por Santo Atanásio, foram numerosos os hospitais, Confrarias, Oratórios e Igrejas que receberam o seu nome.

Como reflexo do culto popular de Santo Antão no Ocidente, e devido à sua fama de curar doenças contagiosas e epidemias, surgiu uma Congregação Religiosa que tinha o carisma especial de cuidar dos doentes, sobretudo aqueles que eram atingidos por epidemias e doenças contagiosas.















Trata-se da "Ordem Hospitalar dos Antonianos", que tinha como insígnia o bastão ou cajado em forma de cruz (T), que era atribuído tradicionalmente a Santo Antão.















Para assegurar a subsistência de seus hospitais, os religiosos "antonianos" criavam porcos, que perambulavam pelas ruas, e eram mantidos pela caridade pública, pelos restos de comida jogados pelas famílias.

Muita gente, imitando o costume dos "antonianos", começou a criar porcos soltos nas ruas das cidades.

 Foi necessário então que a autoridade civil promulgasse uma lei proibindo criar porcos soltos na rua, com exceção dos porcos dos hospitais antonianos, os quais, para serem identificados, deviam levar uma campainha, um chocalho, preso ao pescoço.

Em alguns lugares da Europa, ainda hoje existe o costume de se criar, durante o ano, às custas da coletividade, o "porco de Santo Antão", que é leiloado para cobrir os gastos da festa do santo.















Provavelmente temos aí, nos porcos criados pelos hospitais antonianos, a origem e a explicação do simpático porquinho que vemos sempre aos pés da imagem de Santo Antão.








Alguns ditos populares italianos ligados ao porquinho de Santo Antão, permaneceram durante muito tempo no linguajar do povo: De alguém ferido por acidente mortal ou coisa semelhante, se dizia: "Deve ter roubado um porco de Santo Antão";

ao passo que do malandro sem disposição para trabalhar, mendigando o pão de cada dia, se dizia: "Vai de porta em porta como o porco de Santo Antão".

A partir de um certo momento, foram colocados sob a proteção de Santo Antão, os porcos e depois todos os animais domésticos.

 Na Itália antiga, no dia 17 de janeiro, se fazia a bênção de animais domésticos, que era acompanhada por festejos populares, entre os quais, desfiles de cavalos.

Em Roma, a bênção de animais era feita sobretudo na Igreja de Santo Euzébio.

Ainda hoje, em Pinerolo-Itália, depois da bênção de animais, se realiza a corrida de cavalos.












UMA BÊNÇÃO AOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NUMA IGREJA DE MADRID, ESPANHA.




















Algumas passagens da vida de Santo antão sobre os animais:



Atravessa um canal cheio de crocodilos sem prejuízo

Uma vez teve necessidade de atravessar o canal de Arsino e - por ocasião de uma visita aos irmãos -, o canal estava cheio de crocodilos. Orou simplesmente, meteu-se com todos os seus companheiros, e passou ao outro lado sem ser tocado.

 De volta à cela, aplicou-se com todo o zelo a seus santos e vigorosos exercícios.

















Os demônios aparecem em formas de animais para o tentar










De repente todo o lugar se encheu de imagens fantasmagóricas de leões, ursos, leopardos, touros, serpentes, víboras, escorpiões e lobos; cada qual se movia segundo o exemplar que havia assumido.

O leão rugia, pronto a saltar sobre ele; o touro, quase a atravessá-lo com os chifres; a serpente retorcia-se sem o alcançar completamente; o lobo acometia-o de frente .

 E a gritaria armada simultaneamente por todas essas aparições era espantosa, e a fúria que mostravam, feroz.



Antão, atormentado e pungido por eles, sentia aumentar a dor em seu corpo; no entanto, permanecia sem medo e com o espírito vigilante.

Gemia, é verdade, pela dor que atormentava seu corpo, mas a mente era senhora da situação e, como por debique, dizia-lhes:

"Se tivessem poder sobre mim, teria bastado que viesse um só de vocês; mas o Senhor lhes tirou a força e por isso se esforçam em fazer-me perder o juízo com seu número; é sinal de fraqueza terem de imitar animais ferozes".










 
Santo Antão cultiva uma horta e repreende os animais que vêm comê-las.

Mais tarde, porém, vendo que de novo chegava gente para vê-lo, começou a cultivar também algumas hortaliças, a fim de que seus visitantes tivessem algo mais para restaurar suas forças depois de tão cansativa e pesada viagem.


No começo, os animais do deserto que vinham beber água danificavam as plantações de sua horta.

Pegou então um deles, reteve-o suavemente e disse a todos:

"Por que me prejudicam se não lhes faço nada a nenhum de vocês? Retirem, e em nome do Senhor não se aproximem outra vez destas coisas!"

E desde então, como atemorizados com essas ordens, lá não voltaram mais.














Santo Antão não tinha medo dos animais e répteis

Era realmente notável que, sozinho como estava nesse despovoado, nunca desmaiasse ante os ataques dos demônios, nem tampouco com todos os animais e répteis que havia, tivesse medo de sua ferocidade.

Como está na Escritura, ele realmente "confiava no Senhor como o monte Sião (Sl 124,1), com ânimo inquebrantável e intrépido.

Assim os demônios antes fugiam dele, e os animais selvagens fizeram paz com ele, como está escrito (Jó 5,23).













 Santo Antão não teme os animais pois é servidor de Cristo

O mau pôs estreita guarda sobre Antão e rangeu os dentes contra ele, como o disse Davi no salmo (Sl 34,16), mas Antão foi animado pelo Salvador, não sendo danificado por essa vilania e sutil estratégia.













Enviou-lhe animais selvagens enquanto estava em suas vigílias noturnas, e em plena noite todas as hienas do deserto sairam de suas tocas e o rodearam.










Tendo-o no centro, abriam suas fauces e ameaçavam mordê-lo.

Ele, porém, conhecendo bem as manhas do inimigo, disse-lhes: "Se receberam poder para fazer isto contra mim, estou disposto a ser devorado; mas se foram enviados pelos demônios, saiam imediatamente porque sou servidor de Cristo".

Enquanto Antão dizia isto, fugiram como açoitados pelo látego dessa palavra.















Santo antão visita São Paulo o eremita e é ajudado por uma loba





Antão andou por todos os lugares do deserto, procurou em cavernas, atravessou oásis, e por fim achou a caverna onde vivia São Paulo de Tebas. Como foi que ele achou? Simples.

Estava cansado e deitou para dormir, logo ao acordar viu uma loba semimorta de sede. Foi seguindo tentando encontrar água também. Ao chegar numa caverna a loba entrou e não saiu mais.

Antão então percebeu que Deus havia lhe indicado o caminho. Então gritou:



- “Vós que admitis a entrada dos animais do deserto, não a negareis a um filho dos homens! Andei à procura. Encontrei! Agora peço para ser recebido.”

 

A estas palavras São Paulo saiu da caverna com a loba. Os dois homens cumprimentaram-se, chamando-se pelos próprios nomes, pois Deus havia revelado a ambos.












Um corvo alimenta Santo Antão e São Paulo, o eremita.

O Senhor havia prometido a Paulo enviar Antão, antes de o chamar a Si, a fim de que ainda pudesse ele falar, ser humano a outro ser humano, depois de nove décadas de silêncio e solidão.

Os dois idosos santos conversaram a respeito das coisas da eternidade. Somente uma vez foram interrompidos.







Um corvo chegou voando para eles. Trazia no bico um pão e colocou-o diante deles.



- “Vede! – disse Paulo – Deus nos manda nossa comida. Durante sessenta anos recebi cada dia meio pão; mas com a vossa chegada, Cristo dobrou a ração de Seus soldados.”















Santo antão é ajudado por leões a enterrar São Paulo , o eremita

Quando Antão chegou de novo à caverna, encontrou Paulo de joelhos, a rezar.

Ajoelhou-se também para rezar. Mas depois percebeu, pela rigidez do corpo de Paulo, que era um morto que ali estava de joelhos, na atitude de prece.

Profundamente pesaroso, Antão tomou o corpo do santo, para preparar o lugar de seu derradeiro repouso. Não tinha instrumento para cavar uma cova.










 Mas ao circunvagar a vista, sem saber como fazer, viu dois leões que caminhavam em sua direção.

 Poucos passos adiante pararam e com suas garras começaram a cavar uma cova.




Antão depositou o corpo nela e cobriu-o com o manto da Igreja.














Os animais vêm chorar com Santo Antão a morte de São Paulo, o eremita.

Depois ajoelhou-se ao lado da cova para chorar a morte de São Paulo.




E ouviu o eco de sua voz multiplicado num grande coro de lamentação, e, quando ergueu a vista, viu todos os animais do deserto reunidos em torno do túmulo. Tinham vindo chorar a perda de seu amigo.














http://almascastelos.blogspot.com/2010/08/santo-antao-e-sao-paulo-de-tebas.html
 
 




Um comentário:

  1. Santo Antão!Ajude o meu cão Frederico a ter vida melhor,ficar dentro da casa de minha irmã.Amém
    ESR

    ResponderExcluir